Ministério confirma que AL superou meta de vacinação contra Pólio

O Estado de Alagoas vacinou, durante a Campanha Nacional contra a Poliomielite, que ocorreu de 15 de agosto a 10 de setembro, mais de 236 mil crianças, o que corresponde a 96,7% do público-alvo. A confirmação ocorreu após o Ministério da Saúde (MS) contabilizar os dados do banco de dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) e confirmar que o Estado está entre os 15 brasileiros que atingiram a meta estabelecida, que é vacinar 95% das crianças entre seis meses menores de cinco anos.

Segundo o Ministério da Saúde, Alagoas encerrou a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite ocupando a 11ª posição no ranking nacional e 6ª colocação no Nordeste. Dados do PNI apontam que Rondônia atingiu 101%; Rio de Janeiro 100,1%; Pernambuco 99,9%; Maranhão 99,3%; Sergipe 99,2%; Espírito Santo 99,1%; Paraíba 98%; Amapá 98%; Roraima 97,7%; Ceará 97,3%; Alagoas 96,7%; Paraná 96,7%; Amazonas 96,1%; Minas Gerais 95,5% e Santa Catarina 95,5%.

Para ter o esquema vacinal completo, é preciso que as crianças sejam imunizadas com quatro doses, administradas aos dois e quatro e seis meses de idade e mais dois reforços, aos 15 meses e aos quatro anos.

Depois disso, a criança deve comparecer aos postos de saúde para tomar a dose de campanha anualmente, até completar cinco anos de idade.

“A Sesau cumpriu o seu papel que foi o de distribuir as vacinas, monitorar e prestar assistência técnica aos municípios. Encerramos a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite ultrapassando a meta preconizada, mas o apelo aos pais continua para que atendam sempre ao nosso chamado, pois a saúde de nossas crianças não tem preço”, salientou a assessora do PNI em Alagoas, Denise Castro.

Proteção

A vacina é segura e protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. A eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%. Não existe tratamento para a Poliomielite e a única forma de prevenção é a vacina. Ela é recomendada, até mesmo, para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia.

Já para crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o Ministério da Saúde recomenda aos pais que consultem um médico para avaliar se a imunização é indicada.

Histórico

O Brasil está livre da Poliomielite desde 1990 e, em 1994, o País recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. Entretanto, nove países registraram casos em 2014 e 2015. Em três países – Nigéria, Paquistão e Afeganistão – a Poliomielite é endêmica.

Nos outros seis (Somália, Guiné Equatorial, Iraque, Camarões, Síria e Etiópia) os casos registrados da doença foram decorrentes de importação do poliovírus selvagem.

Por isso, a vacinação é fundamental para que casos de paralisia infantil não voltem a ser registrados no Brasil.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

O Brasil é referência mundial em vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, 17 vacinas que integram o Calendário Nacional e combatem mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias.


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