
Monique Medeiros, acusada pela morte do filho Henry Borel, se entregou na 34ª DP (Bangu) e foi presa, na manhã desta segunda-feira (20), após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar novamente sua prisão preventiva.
A apresentação à polícia ocorreu após o ministro Gilmar Mendes rejeitar recursos da defesa que tentavam reverter a ordem de prisão.
A decisão do decano da Suprema Corte analisou embargos apresentados pelos advogados de Monique, que apontavam supostas contradições no restabelecimento da custódia.
Gilmar Mendes afirmou que a privação de liberdade não prejudica o direito à ampla defesa, ressaltando que a ré poderá se preparar para o julgamento mesmo estando presa.
Adiamento julgamento
O julgamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, sofreu um novo adiamento após a defesa do padrasto de Henry abandonar o plenário do II Tribunal do Júri.
A magistrada do caso, Elizabeth Machado Louro, considerou a manobra da defesa de Jairinho como um ato atentatório contra a dignidade da justiça.
Relembre caso
Henry Borel foi morto aos 4 anos no dia 8 de março de 2021. O laudo do IML identificou 23 lesões no corpo da criança, descartando a hipótese de acidente doméstico sustentada pelos réus na época.
Monique Medeiros responde por homicídio triplamente qualificado (por omissão), tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica.
Dr. Jairinho permanece preso no Complexo de Gericinó, acusado de ser o autor das agressões.
O novo julgamento está previsto para ocorrer no final de maio.
