
O ex-vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, será colocado em isolamento após agentes da Secretaria de Polícia Penal (Seppen) encontrarem um telefone celular em sua cela, no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense.
Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry, ocorrida em março de 2021 no apartamento em que moravam na Barra da Tijuca. O ex-vereador era padrasto do menino.
Os jurados reconheceram a prática de homicídio duplamente qualificado e de crime de tortura.
Segundo a Seppen, a apreensão ocorreu nesta quarta-feira (1º), após informações de inteligência da Corregedoria indicarem que o preso estaria com o aparelho na cela. Durante uma revista os agentes localizaram o celular entre livros.
"Como ainda não tivemos acesso aos documentos e ao boletim de ocorrência, não vamos nos manifestar", disse em mensagem à reportagem o advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz.
A Corregedoria da pasta disse que vai abrir um processo disciplinar para apurar tanto a conduta de Jairinho quanto a de servidores que atuam na unidade prisional.
A ocorrência foi registrada na 34ª DP (Bangu), que dará continuidade à investigação.
Pai de Henry, Leniel Borel disse que Jairinho faz parte de um "sistema" que lhe garante privilégios.
"Como pai do Henry, exijo que sejam apuradas as responsabilidades, há quanto tempo esse aparelho estava lá, quem deixou entrar e quais mensagens e demais ações ele tomou por meio desse celular."
Além da pena de prisão, a juíza fixou indenização de R$ 400 mil por danos morais a ser paga por Jairinho a Leniel.
Ao definir a pena do ex-vereador, a magistrada destacou a vulnerabilidade de Henry e afirmou que a criança foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico
No mesmo julgamento, o mais longo da história do Rio, a mãe de Henry, Monique Medeiros, recebeu perdão judicial após os jurados concluírem que a professora não agiu com dolo no homicídio.
