
O Flamengo está novamente na decisão da Copa Libertadores da América. Em uma noite de superioridade inicial e resistência na etapa final, o Rubro-Negro empatou com o Racing fora de casa e avançou para sua quinta final continental, a quarta nas últimas sete edições
Flamengo brilha, sofre e confirma favoritismo
O primeiro tempo foi tudo aquilo que o torcedor rubro-negro espera de um time que busca consolidar uma era: posse de bola inteligente, circulação rápida, trocas de passes precisas e chances claras de gol. O Flamengo foi dominante, controlou o ritmo e deixou a impressão de que venceria sem grandes sustos.
Mas o futebol sul-americano raramente permite tranquilidade. Antes mesmo da expulsão de Plata, o Racing já havia ajustado a postura e o confronto ganhou contornos mais duros. O Flamengo recuou suas linhas, passou a marcar mais atrás e adotou um jogo mais direto — mais “bola para o mato que o jogo é de campeonato” do que aquele toque refinado da primeira etapa.
Com a expulsão, a pressão argentina cresceu. O time carioca formou uma linha de cinco na defesa, se fechou e teve de lidar com cruzamentos e mais cruzamentos. Cada bola levantada era um teste de nervos, e o Flamengo respondeu com raça, disciplina e a segurança de seu goleiro.
Rossi, o herói
Sob holofotes e pressão máxima, Rossi brilhou. Frio, preciso e decisivo, garantiu a vitória e foi eleito o melhor em campo pela Conmebol. Uma atuação de goleiro que decide — e que deixa o Flamengo vivo para seguir fazendo história.
Final pela frente
Agora, o Rubro-Negro aguarda o vencedor de Palmeiras x LDU, que duelam nesta quinta-feira. Independentemente do adversário, o Flamengo chega à decisão como favorito — tradição recente, elenco forte e confiança de quem está acostumado a decidir.
A pergunta que fica é simples, mas pesada: o Flamengo vai confirmar sua era de ouro na Libertadores?
