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Por: 
Metrópoles

Dólar opera estável com ataque dos EUA no Irã e à espera de acordo

 

dólar opera perto da estabilidade, nesta terça-feira (26/5), em um dia relativamente tranquilo na agenda de indicadores econômicos e com os mercados ainda em compasso de espera por um possível acordo entre Estados Unidos e Irã que acabe com a guerra no Oriente Médio.


Dólar


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  • As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,91%, aos 177,8 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 5,07% em maio e valorização de 10,36% em 2026.

Estados Unidos bombardeiam o sul do Irã

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram novos ataques militares no sul do Irã, nesta terça-feira, em meio às negociações diplomáticas para encerrar a guerra iniciada no fim de fevereiro entre Washington, Israel e a República Islâmica.

Em comunicado, o Comando Central dos EUA (CentCom) afirmou que as ações foram conduzidas em “autodefesa” e tiveram como alvo estruturas militares iranianas ligadas ao lançamento de mísseis e à instalação de minas subaquáticas.

Segundo o Pentágono, os ataques ocorreram de forma “limitada” durante o cessar-fogo firmado entre os dois países em abril. “As operações foram planejadas para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”, informou o CentCom.

Mais cedo, autoridades iranianas haviam relatado explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, no litoral sul do país. A região abriga importantes instalações militares da força aérea e da marinha iraniana, além de estar próxima ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo, ponto sensível do conflito.

De acordo com a emissora norte-americana Fox News, duas embarcações da Guarda Revolucionária do Irã foram destruídas durante a operação. Uma posição de defesa antiaérea que, segundo os EUA, estaria mirando aeronaves norte-americanas também teria sido atingida.

Apesar da ofensiva, a agência semioficial iraniana Fars afirmou que a situação em Bandar Abbas era considerada “normal” durante a madrugada desta terça-feira.

Os ataques ocorrem em um momento delicado das negociações diplomáticas entre os dois países. EUA e Irã mantêm um cessar-fogo desde o dia 8 de abril, enquanto representantes das duas nações tentam costurar um acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Nos últimos dias, autoridades americanas chegaram a sinalizar otimismo sobre um possível avanço nas conversas. Durante o último fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou acreditar que um acordo estava próximo.

Horas depois, porém, endureceu o discurso e ameaçou “explodir os iranianos em mil infernos” caso não houvesse consenso. O governo iraniano respondeu nessa segunda-feira, afirmando que ainda não existe um entendimento próximo entre as partes.

Irã não será mais “escudo” dos EUA, diz líder supremo

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que os países do Golfo não serão mais usados ​​como “escudo” para bases norte-americanas. A declaração, por escrito, foi divulgada pelo Telegram e pela televisão estatal.

“O que é certo a este respeito é que o tempo não retrocederá e as nações e terras da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”, disse.

Khamenei não aparece em público desde o início da guerra.

Acordo pode levar “alguns dias”, afirma Marco Rubio

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o acordo com o Irã pode “levar alguns dias” para ser fechado devido a divergências. A fala ocorre logo após as Forças Armadas norte-americanas fazerem novos ataques a embarcações do país persa no Estreito de Ormuz, no que eles chamaram de “ataques de autodefesa”.

“Vai levar alguns dias para resolvermos isso… até as divergências sobre uma palavra, uma frase”, declarou Marco Rubio a repórteres durante viagem à Índia.

No entanto, ele disse acreditar que o acordo é possível e que o Estreito de Ormuz precisa ficar aberto. “Houve algumas conversas em andamento no Catar hoje, então veremos se conseguimos avançar. Acho que há muita discussão sobre a linguagem específica do documento inicial”, afirmou.

O Estreito de Ormuz é um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

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