
A situação de Deolane Bezerra dentro do sistema prisional voltou a chamar atenção às vésperas de um importante julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Presa desde 21 de maio durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público, a advogada e influenciadora estaria enfrentando dificuldades relacionadas à saúde física e emocional. As informações foram divulgadas pela jornalista Patrícia Calderon no programa Além da Notícia, que revelou detalhes apresentados pela defesa da ex-participante de reality show.

Segundo os advogados da influenciadora, Deolane teria desenvolvido um quadro de fragilidade durante o período de detenção. O relatório encaminhado à Justiça aponta que ela sofreu uma crise de pânico, condição que já havia sido diagnosticada anteriormente, além de apresentar alterações de pressão arterial. Os representantes legais também afirmam que a empresária deixou de se alimentar. Ainda de acordo com a defesa, a recusa em consumir refeições e água fornecidas na unidade prisional estaria relacionada à alegação de que os produtos oferecidos não apresentam condições adequadas para consumo humano.
Julgamento pode definir próximos passos do caso
Enquanto isso, a Quinta Turma do STJ analisa um novo pedido de liberdade protocolado pelos advogados da influenciadora. A defesa sustenta que não existem elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva, argumentando que não há risco concreto à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei. Em decisão anterior, o presidente do tribunal, Herman Benjamin, rejeitou um habeas corpus por entender que ainda era necessário aguardar a manifestação do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre recurso semelhante. Na ocasião, o ministro declarou: "No caso, a situação dos autos não apresenta nenhuma excepcionalidade a justificar a prematura intervenção desta Corte Superior e superação do referido verbete sumular. Deve-se, por ora, aguardar o esgotamento da jurisdição do Tribunal de origem".
As investigações apontam que Deolane Bezerra teria ligação com Everton de Souza, conhecido como "Player" ou "Temer", apontado pela polícia como operador financeiro ligado à cúpula do PCC. Segundo os investigadores, a relação entre ambos é um dos principais pilares da apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro. A defesa nega irregularidades e afirma que os valores identificados nas contas da advogada têm origem em sua atividade profissional. Enquanto o processo segue em análise, a expectativa agora se concentra na decisão do STJ, que poderá determinar se a influenciadora continuará presa ou responderá às acusações em liberdade.
