
A Uefa deve retirar a ameaça de boicote às competições organizadas pela Fifa. De acordo com o jornal inglês The Guardian, a organização europeia recebeu garantias de que a entidade máxima do futebol não venderá porcentagens de negócios dos torneios, incluindo a Copa do Mundo.
Embora o boicote não tenha sido oficialmente retirado, a tendência é que as seleções da Europa estejam liberadas pela Uefa para participar da próxima competição da Fifa: a Copa do Mundo Feminina Sub-20, que será disputada na Polônia, no mês de setembro.
Gianni Infantino idealizou o projeto de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria responsável pelos direitos comerciais de competições. O objetivo era que 20% desta empresa fosse vendida a investidores externos. O projeto mirava uma arrecadação recorde de até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).
O plano foi retirado quatro dias após se tornar público, depois de forte rejeição de entidades ligadas ao futebol, como confederações continentais e federações nacionais.
Gianni Infantino está sob pressão na presidência da Fifa. Após federações europeias retirarem o apoio à reeleição do suíço, integrantes da Concacaf e da AFC também ameaçaram abandonar o dirigente.
Além da ameaça de países membros da Concacaf, a Federação Inglesa de Futebol (FA) e a Associação de Futebol do País de Gales (FAW) retiraram o apoio ao dirigente. Já a Federação da Noruega exigiu a saída imediata de Gianni Infantino da presidência da Fifa.
A resistência de federações nacionais e confederações continentais ao projeto de Infantino provocou uma crise política sem precedentes na entidade desde que o dirigente suíço assumiu o cargo em 2016.
