
Belo Horizonte — Confirmado como candidato ao governo de Minas Gerais após uma série de idas e vindas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que adversários já se movimentam para tentar tirá-lo da disputa por meio da Justiça Eleitoral. O parlamentar disse que não pretende desistir e que irá “até o fim” na corrida pelo Palácio Tiradentes.
Em discurso no Senado, Cleitinho citou notícias sobre uma possível judicialização de sua candidatura e afirmou que os adversários estariam tentando vencê-lo no “tapetão”.
“Já querem me tirar no tapetão. Eu não sei por quê. Que medo é esse que estão de eu poder disputar uma eleição de governador dentro do estado de Minas Gerais? Que ladainha é essa? Que medo que vocês estão?”, questionou.
O senador também relacionou as possíveis contestações ao desempenho que vem apresentando nas pesquisas de intenção de voto. Segundo ele, as movimentações começaram ainda no ano passado.
“Desde o ano passado que eu venho liderando pesquisa, mostrando que o povo mineiro me quer como candidato a governador. Já começou essa palhaçada. Pois eu não vou desistir. Agora eu vou até o fim com vocês. Vocês vão ter que me aturar até o último dia de campanha”, declarou.
Cleitinho ainda desafiou eventuais adversários que pretendam recorrer à Justiça contra sua candidatura depois da oficialização. “Quem for fazer isso agora que a gente oficializar a nossa candidatura e for querer judicializar, mostre a cara. Seja homem, mostre a cara e venha quente que eu estou fervendo”, afirmou.
Durante o pronunciamento, Cleitinho também prometeu “abrir uma caixa-preta” de Minas Gerais caso seja eleito. O senador afirmou que eventuais irregularidades encontradas durante seu governo serão expostas, independentemente de envolverem aliados ou adversários políticos.
“Se eu ganhar, pode ter certeza que eu vou abrir uma caixa-preta. E qualquer lado que tiver, tiver aliado político meu, se tiver inimigo meu, o que tiver, vai pagar”, disse.
O parlamentar contestou ainda o discurso de que Minas Gerais estaria “quebrado” e afirmou que pretende investigar o que ocorreu com as contas estaduais. “O estado está quebrado nada, não. O estado nunca foi quebrado. O estado sempre foi roubado”, declarou.
A candidatura de Cleitinho ao governo mineiro foi confirmada pelo Republicanos na última sexta-feira (7/8), após semanas de incerteza e uma queda de braço entre o senador e a direção da legenda.
Cleitinho chegou a anunciar que não concorreria ao governo após a morte do irmão, mas voltou atrás e passou a pressionar o partido para recuperar a candidatura.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou, ao confirmar a decisão, que o senador reconheceu “equívocos cometidos durante o processo”, apresentou desculpas às direções nacional e estadual da legenda e assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim.
Segundo o partido, também pesaram na decisão os apelos de candidatos a deputado federal e estadual do Republicanos em Minas, além do desempenho de Cleitinho nas pesquisas de intenção de voto.
