
A análise de provas digitais, imagens de câmeras de videomonitoramento e depoimentos de testemunhas foi fundamental para a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluir que a denúncia de estupro coletivo em Rio Largo era falsa.
O caso teve início no dia 10 de março, quando uma jovem de 18 anos afirmou que havia sido atraída até uma residência por uma conhecida e mantida em cárcere privado por vários dias, período em que relatou ter sofrido abusos físicos e sexuais, incluindo estupro coletivo.
As investigações foram conduzidas pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam), que tratou o caso como prioritário. À época, duas pessoas — um homem e uma mulher — chegaram a ser presas em flagrante, com as prisões posteriormente convertidas em preventivas.
No entanto, ao longo da apuração, a Polícia Civil teve acesso a conteúdos extraídos de celulares dos acusados, analisou imagens de locais onde a jovem esteve e ouviu diversas testemunhas, incluindo pessoas que tiveram contato com ela durante o período em que alegava estar em cárcere.
De acordo com a delegada Zenilda Pinheiro, o conjunto de provas revelou inconsistências na versão apresentada. Ao ser confrontada com os elementos reunidos, a própria jovem confessou que havia feito uma denúncia falsa.
O inquérito foi concluído na segunda-feira (13), com a decisão pelo não indiciamento dos acusados. O caso será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão analisar os próximos desdobramentos.
A motivação para a falsa denúncia não foi esclarecida. "O episódio mobilizou a estrutura pública e é considerado grave, especialmente pelo impacto que pode gerar na credibilidade de vítimas reais de violência", destacou a delegada.
