
Apesar da recente desvalorização do Bitcoin, muitos brasileiros continuam a ver as quedas de preço como oportunidades de investimento, revela um estudo recente.
O levantamento mostra que 61% dos investidores em geral consideram o cenário de baixa um momento favorável para entrar ou aumentar posição na criptomoeda. Entre investidores já inseridos no mercado cripto, esse percentual sobe para 79%, indicando maior confiança e familiaridade com a volatilidade do ativo.
Se tivermos em conta que o bitcoin hoje dólar ronda os 64 mil dólares, temos muitos brasileiros contentes com isso pois é a oportunidade perfeita para a compra. Segundo as notícias esta descida acontece sobretudo porque a MicroStrategy, a maior detentora de Bitcoin do mundo decidiu vender alguns de seus ativos.
Porém, voltando ao estudo, ele foi feito com base em 1.009 entrevistados e traça um panorama do comportamento do investidor brasileiro em relação às criptomoedas, destacando perfil, hábitos, barreiras de entrada e preferências dentro do mercado digital.
Segundo os dados, o Bitcoin acumula uma desvalorização de aproximadamente 18% em reais ao longo do ano analisado. Mesmo com esse desempenho negativo, a percepção predominante não é de risco extremo, mas de oportunidade estratégica.
Entre investidores de criptoativos, 79% afirmam que quedas de preço são momentos ideais para investir. Já no grupo mais amplo de investidores brasileiros, incluindo quem ainda não investe em cripto, 61% compartilham dessa visão.
Esse comportamento indica que o investidor brasileiro já começa a incorporar estratégias mais associadas ao longo prazo, como compra em períodos de baixa, em vez de decisões baseadas apenas em movimentos de curto prazo.
Outro dado relevante da pesquisa é a frequência de investimento. Entre investidores de criptomoedas, 68% realizam aportes regulares; semanais, quinzenais ou mensais, independentemente das oscilações do mercado.
No grupo geral de investidores, esse percentual cai para 56%. A diferença sugere maior disciplina entre quem já atua no mercado cripto, com estratégias menos reativas e mais consistentes.
Esse padrão também está associado a práticas de diversificação e planejamento, já que investidores de cripto tendem a manter aportes constantes mesmo em cenários de alta volatilidade.
O levantamento aponta que 16% dos investidores brasileiros já possuem criptomoedas na carteira. Outros 70% não investem, mas afirmam conhecer o mercado. Apenas 14% disseram nunca ter ouvido falar sobre o tema.
Esse dado indica que o universo cripto já tem ampla visibilidade no país, embora a conversão de conhecimento em investimento ainda seja limitada.
Entre os investidores que não possuem criptoativos, o interesse varia conforme a faixa etária. Na faixa de 18 a 29 anos, 52% afirmam intenção de investir no futuro. Entre 30 e 49 anos, o índice é de 44%, enquanto acima dos 50 anos o interesse ainda é relevante, com 41%.
A pesquisa também mostra que o investidor de criptomoedas tende a ter um perfil mais avançado financeiramente. Em comparação com o investidor médio, esse público apresenta maior presença em outros produtos financeiros, como ações, fundos imobiliários e fundos de investimento.
Além disso, há uma maior diversificação de carteira, indicando que as criptomoedas são utilizadas como complemento e não como único ativo.
Outro dado importante é que 46% dos investidores de cripto ainda mantêm recursos na poupança, mesmo com sua baixa rentabilidade em comparação a outros produtos financeiros. Isso mostra que a transição para instrumentos mais sofisticados ainda está em andamento.
Quando questionados sobre os fatores mais importantes na escolha de uma plataforma de investimento, 55% dos entrevistados apontam a regulação como principal requisito. Em seguida, 48% destacam mecanismos de segurança, enquanto 45% valorizam interfaces simples e linguagem acessível.
Isso mostra que, mesmo em um mercado associado à inovação financeira tecnológica, a confiança continua sendo um elemento central na decisão do investidor brasileiro.
Em relação aos ativos mais desejados, o Bitcoin lidera com 56% das preferências entre potenciais investidores. O Ethereum aparece em segundo lugar, com 21%.
O estudo também aponta que 8 em cada 10 investidores de cripto afirmam não se arrepender da decisão de entrar no mercado. Entre os arrependimentos, o principal não está relacionado a perdas financeiras diretas, mas sim ao fato de não terem começado a investir mais cedo.
Esse comportamento reforça a percepção de que o mercado cripto no Brasil está cada vez mais associado a uma visão de longo prazo, apesar da volatilidade.
Outro ponto destacado é o crescimento da base de usuários mais jovens em plataformas de negociação. Segundo os dados, 12% dos novos clientes têm menos de 18 anos, enquanto 23% têm até 28 anos, indicando forte presença da geração mais jovem no ecossistema cripto.
Os números mostram um cenário em que o mercado de criptomoedas já está amplamente conhecido no Brasil e conta com uma base relevante de investidores ativos.
