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Zelensky valoriza diálogo com EUA e Rússia, mas evita conclusões

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira (23/1) que vê com cautela, mas também com expectativa, as conversas trilaterais em andamento entre delegações da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Rússia, realizadas nos Emirados Árabes Unidos.

 “Veremos como a conversa se desenrola hoje e amanhã e quais serão os resultados”, disse. “Ainda é muito cedo para conclusões.”

Em pronunciamento, o líder ucraniano destacou a importância do diálogo — o primeiro nesse formato desde a invasão russa em larga escala, em 2022 —, mas evitou tirar conclusões antecipadas sobre possíveis avanços rumo ao fim da guerra.

“Já houve uma conversa importante, pois não havia reuniões nesse formato trilateral há muito tempo. Eles estão discutindo os parâmetros para o fim da guerra”, afirmou Zelensky, ao confirmar que mantém contato constante com os representantes ucranianos em Abu Dhabi.

Apesar de reconhecer o simbolismo do encontro, o presidente reforçou que é cedo para avaliar resultados concretos. “É necessário que não apenas o desejo ucraniano de pôr fim a esta guerra exista, mas que um desejo semelhante nasça de alguma forma na Rússia”, destacou.

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Zelensky e Trump
O presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, se cumprimentam durante reunião no Kremlin, em Moscou, em 6 de agosto de 2025
Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta

A delegação ucraniana é liderada pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, e inclui nomes centrais da cúpula política e militar do país, como o chefe da inteligência, Kyrylo Budanov, e o chefe do Estado-Maior General, Andrii Hnatov, que deve se juntar às conversas nos próximos dias.

Do lado russo, o grupo é chefiado pelo almirante Igor Kostyukov, diretor da inteligência militar, e composto apenas por representantes do Ministério da Defesa.

O assessor presidencial Yury Ushakov afirmou que, sem resolver a questão territorial, não há base para uma paz de longo prazo, reiterando que Moscou seguirá perseguindo seus objetivos “no campo de batalha”.


Territórios como entrave

  • Atualmente, a Rússia ocupa cerca de 20% do território internacionalmente reconhecido como ucraniano, incluindo quase toda a região de Luhansk e partes de Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia.
  • Moscou exige que Kiev abra mão oficialmente dessas áreas.
  • A condição é rejeitada pelo governo ucraniano e que segue como o principal impasse nas negociações.

As conversas em Abu Dhabi ocorrem em meio a uma nova maratona diplomática pela paz na Ucrânia.

Na quinta-feira (22/1), o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, reuniu-se por mais de três horas com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

Segundo o Kremlin, o encontro foi “substancial” e “franco”, embora autoridades russas tenham ressaltado que ainda há obstáculos significativos.

Witkoff alehou que as tratativas estariam concentradas em “uma única questão”, sinalizando que um acordo poderia estar ao alcance.

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