
O clássico entre CSE e ASA, disputado no Estádio Juca Sampaio, nesse domingo (25), em Palmeira dos Índios, terminou com vitória do ASA por 2 a 1, mas ficou marcado por uma confusão generalizada após o apito final. O tumulto envolveu jogadores, membros das comissões técnicas e até a intervenção da Polícia Militar (PM), que utilizou spray de pimenta para conter os ânimos. No centro da polêmica, os técnicos Leandro Campos, do CSE, e Dico Woolley, do ASA, trocaram acusações e explicaram à reportagem os motivos do bate-boca.
Confusão após o apito final
Assim que a partida foi encerrada, o clima esquentou nas proximidades do campo. Jogadores e integrantes das comissões técnicas trocaram empurrões na entrada dos vestiários, enquanto a Polícia Militar precisou agir para dispersar o tumulto. O episódio mais tenso ocorreu no gramado, quando os dois treinadores se desentenderam de forma acalorada, exigindo intervenção da segurança.
O técnico do CSE, Leandro Campos, afirmou que o desentendimento começou por uma questão de respeito profissional. Segundo ele, não conseguiu cumprimentar o treinador adversário antes da partida por conta do protocolo do início do jogo, mas esperava ao menos um cumprimento após o apito final.

Leandro relatou que tentou cobrar uma postura ética do colega, mas acabou sendo ofendido verbalmente. Em um desabafo emocionado, o treinador afirmou que reagiu por ter se sentido desrespeitado, especialmente por envolver uma ofensa grave à sua mãe, que enfrenta problemas de saúde.
“Sou um cara respeitador da minha classe. Sempre cumprimentei treinadores, ganhando ou perdendo. O mínimo ali era um cumprimento. Quando cobrei isso, fui xingado de forma extremamente ofensiva. Sou homem, tenho mãe, e vou honrar minha família”, afirmou.
Com quase 40 anos de carreira no futebol, Leandro destacou que foi a primeira vez que se envolveu em uma situação do tipo e reforçou que a rivalidade deve ficar restrita a quatro linhas.
Já o técnico do ASA, Dico Woolley, apresentou outra versão dos fatos. Ele afirmou que, tradicionalmente, o treinador da casa é quem vai cumprimentar o visitante antes da partida, o que não aconteceu. Segundo Dico, ao fim do jogo, ele se dirigia ao seu grupo e à arbitragem quando foi abordado de forma agressiva por Leandro.

“O comportamento normal é o cumprimento no início do jogo. Ele não foi. No final, eu estava indo parabenizar a arbitragem quando ele veio para cima de mim, apontando o dedo e me chamando de mal-educado. A partir daí, houve troca de palavras”, explicou.
Dico reconheceu que a situação saiu do controle e pediu desculpas ao público, ressaltando que treinadores precisam dar o exemplo. Apesar do clima tenso, ele destacou que a confusão não evoluiu para algo mais grave.
