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Show no mar: drone registra cardume de arraias nas águas cristalinas de Maragogi

Um cardume de arraias foi visto nessa terça-feira (28) no mar da praia de Ponta de Mangue, em Maragogi, Litoral Norte de Alagoas. O registro em vídeo foi feito pelo criador de conteúdo digital @papitoofc1. O “balé” dos peixes emocionou os seguidores.

“Perfeição de Deus”, disse uma seguidora. “Nossa, Maragogi é linda!”, reagiu outra.

As imagens foram captadas a partir de um drone. Nelas, vê-se um cardume de arraias da espécie Rhinoptera bonasus. A identificação foi feita pelo professor de Engenharia de Pesca da Ufal / Penedo, Cláudio Sampaio, a pedido do Alagoas Notícia Boa (ALNB).

Segundo Everaldo Fernando, o “Papito”, responsável pelas imagens, os peixes ficaram presos num curral de pesca. Felizmente o proprietário promoveu a soltura.

O cardume seguiu o seu caminho pelas águas mornas e translúcidas do mar de Ponta de Mangue, num verdadeiro balé, como em agradecimento pela liberdade.

“Meu primo com os binóculos avistou elas saindo e me falou. Daí subi o drone e capturei essa cena incrível”, descreveu Papito.

“Na hora fiquei sem reação, admirando a perfeição da natureza, porque era a primeira vez vendo algo do tipo”, acrescentou.

Beiço-de-boi

O professor Cláudio Sampaio revela que essas arraias são conhecidas popularmente como “beiço-de-boi”, devido ao formato de sua cabeça e boca.

“Podem ser encontradas desde os EUA até o Uruguai, em águas rasas, até 25 m de profundidade. Podem crescer até 1,2 m de largura e pesar 16 kg, nadam com beleza, saltando fora d’água muitas vezes”, citou o professor.

De acordo com ele, essas arraias são comuns em boa parte do litoral alagoano, especialmente em fundos de areia e lama, onde buscam massunins e siris, seus principais itens alimentares.

“No verão podem formar grandes cardumes, com centenas de indivíduos, bem maiores que o registrado através de imagens do drone em Maragogi. Esses cardumes podem se formar para fins de alimentação, onde o grande número de arraias beiço-de-boi fornecem proteção contra predadores, a exemplo de tubarões ou para reprodução. Depois de uma gestão de 12 a 13 meses, a fêmea da arraia beiço-de-boi pare um único filhote”, revelou Sampaio.

O professor conta ainda que o fato de formarem grandes cardumes facilita sua captura.

“A reduzida fecundidade, com a geração de apenas um filhote por ano, que somados à degradação dos ambientes marinhos, são sérias ameaças à conservação dessas belas arraias”, alertou.

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