Sentir vontade de fazer o número 2 e estar longe do banheiro. Diante dessa situação, a alternativa é esperar, em outras palavras, segurar o cocô. Entretanto, repetidamente, esse hábito tende a prejudicar a saúde, conforme explica o coloproctologista Danilo Munhóz, de Brasília (DF).
O especialista ressalta que o principal prejuízo de segurar o cocô é favorecer a prisão de ventre, quadro também chamado de constipação. “Quando a pessoa sente vontade de evacuar e adia isso com frequência, as fezes permanecem mais tempo no intestino grosso”, esclarece.
“Nesse período, o intestino continua reabsorvendo água, e o bolo fecal vai ficando mais seco e endurecido, o que dificulta a eliminação”, frisa o médico. Ele salienta que o cocô, que poderia sair com facilidade, pode se transformar em uma evacuação dolorosa, demorada e desconfortável.
Órgão ligado aos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, sigla em inglês), dos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK, sigla em inglês) sustenta que “ignorar a vontade de evacuar” é um fator que pode contribuir para a constipação.

Segundo o coloproctologista, quando o comportamento de segurar o cocô vira rotina, o organismo tende a começar a “desregular” esse reflexo natural.
“A pessoa vai perdendo o hábito de evacuar no momento adequado, e isso acaba alimentando um ciclo ruim, em que prende, resseca, evacua com dificuldade e, depois, passa a evitar ainda mais ir ao banheiro”, exemplifica o médico. Ele emenda: “Na prática, é um comportamento que prejudica o funcionamento intestinal e não deve ser banalizado.”






