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Secretaria de Saúde afasta dez servidores após operação da Polícia Federal

A Secretaria de Saúde Alagoas (Sesau) afastou temporariamente dez servidores do órgão nessta sexta-feira (19), após a operação da Polícia Federal que investiga um esquema milionário na Saúde do estado, envolvendo compra de pousada e desvio de recursos públicos.

O primeiro afastado pelo Governo de Alagoas foi o Secretário Gustavo Pontes, que foi uma das medidas cautelares cumpridas pela Polícia Federal, que inclui a suspensão do exercício de função pública por 180 dias, expedido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

No Diário Oficial desta sexta-feira (19), o Secretário interino da pasta, Emuanel Victor, considerou o decreto da suspensão de Gustavo Pontes e afastou outros dez servidores de seus respectivos cargos pelo período de 180 dias. Ainda não é confirmado se todos os afastados são suspeitos de integrar o esquema.

Confira: 

  • Dinheiro em real: R$125.850,00
  • Dinheiro em dólar: US$ 24.000
  • Dinheiro em euro:€$ 6.480

Total convertido em real: 298.796,40*

*valores utilizando a cotação do dia da operação

Confira todos os afastados: 

Luiz Dantas - Assessor do gabinete da Saúde de Alagoas;

Lucas Mateus Barros Monteiro - Assessor Técnico de Serviços de Engenharia e Arquitetura;

Luciano André Costa de Almeida - Assessor especial;

Yuri Amaral Almeida - Cargo não divulgado;

Reinaldo Fernandes Júnior - Cargo não divulgado;

Henrique Pereira de Lima - Cargo não divulgado;

Aline Félix Santiago Pereira - Cargo não divulgado;

Neurivan Calado Barbosa - Cargo não divulgado;

Franklin Pedrosa de Carvalho - Cargo não divulgado;

Raul Pereira de Lima - Cargo não divulgado.

TNH1 entrou em contato com a Sesau e aguarda um posicionamento sobre os afastamentos.

O esquema

Na manhã desta terça-feira (16), a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar um esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em Alagoas. As investigações apontam favorecimento em contratos emergenciais firmados pela Secretaria de Saúde (Sesau) e também apuram o desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os bens adquiridos pelo grupo está uma pousada em Porto de Pedras (AL), comprada em 2023 por R$ 5,7 milhões, paga por empresários beneficiados pelo esquema. Os valores também custearam viagens internacionais e gastos pessoais dos investigados.

Segundo a PF, o esquema envolveu favorecimento em contratos emergenciais firmados pela Sesau entre 2023 e 2025 com duas empresas: uma fornecedora de material hospitalar e uma construtora. Esses contratos geraram pagamentos de vantagens indevidas aos investigados.

Os contratos somam quase R$ 100 milhões, parte ainda em execução. Além disso, a investigação aponta desvio de recursos do SUS por meio de ressarcimentos superfaturados de consultas e procedimentos médicos que não teriam ocorrido, totalizando mais de R$ 18 milhões.

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