O ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto faltou, mais uma vez, ao depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O colegiado tenta ouvi-lo desde 3 de março sobre possíveis falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas no Brasil.
Na abertura dos trabalhos, nesta quarta-feira (8/4), o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), confirmou a ausência de Campos Neto.
“A defesa do senhor Campos Neto afirmou que o convidado não irá comparecer a essa reunião por entender que a aprovação de novo requerimento de convocação viola a referida decisão”, explicou.
A defesa do ex-presidente do BC referiu-se à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no início de março, acolheu parcialmente o pedido de Campos Neto, e transformou em convite a convocação aprovada pela CPI do Crime Organizado.
O colegiado insistiu no depoimento e, em 31/3, data em que ele deveria prestar o primeiro depoimento, aprovou um requerimento extrapauta para transformar o convite em convocação, o que tornaria a presença dele obrigatória.
À época, o ex-presidente do BC da gestão de Jair Bolsonaro (PL) e parte do governo Lula 3 enviou resposta à CPI dizendo que estaria disposto a responder por escrito qualquer solicitação.
Hoje, ele faltou novamente ao colegiado, que ouve nesta quarta o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


