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Por: 
Metrópoles

Remédio para colesterol reduz risco de infarto em até 31%, diz estudo

 

Um medicamento usado para reduzir o colesterol “ruim” (LDL) pode diminuir em até 31% o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular em pacientes de alto risco.

A conclusão é de um estudo clínico publicado na revista científica JAMA no sábado (28/3), conduzido por pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos.

O fármaco avaliado foi o evolocumabe, indicado para reduzir níveis elevados de colesterol e prevenir complicações cardiovasculares. Ele pertence à classe dos inibidores de PCSK9, terapias mais potentes usadas quando o controle com estatinas não é suficiente.

O estudo, chamado VESALIUS-CV, incluiu milhares de pacientes com alto risco cardiovascular — muitos deles com a diabetes e sem histórico prévio de infarto ou AVC. Para o estudo, os participantes foram divididos em dois grupos:

  • Um recebeu evolocumabe regularmente;
  • Outro recebeu placebo.

Todos continuaram com o tratamento padrão para colesterol. Após cerca de cinco anos de acompanhamento, os pesquisadores observaram uma redução significativa nos eventos cardiovasculares no grupo tratado.

Na prática, isso se traduziu em uma redução de até 31% no risco de infarto, AVC ou morte por doença cardiovascular entre os pacientes que receberam o evolocumabe, em comparação ao grupo placebo.


Doenças cardiovasculares

  • As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo.
  • Só no Brasil estima-se que ao menos 380 mil pessoas percam a vida todos os anos devido a essas enfermidades, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
  • As principais doenças cardiovasculares são: infarto, insuficiência cardíaca, doença valvar, acidente vascular cerebral (AVC), arritmia cardíaca e doença arterial periférica.
  • A maioria das doenças cardiovasculares se desenvolve de forma silenciosa e pode passar anos sem ser tratada por desconhecimento.
  • Os principais sinais de alerta são: sensação de pressão e dor no peito; dor, se presente, nos braços, pescoço, mandíbula, costas, parte inferior do tórax, abdômen superior ou estômago.
  • Outros sintomas incluem a sensação constante de falta de ar, tontura, fadiga, náusea, vômito, suor frio, especialmente durante a noite, e inchaços.

Como o medicamento age no corpo

O evolocumabe atua bloqueando a proteína PCSK9, que reduz a capacidade do fígado de eliminar o colesterol LDL do sangue. Com esse bloqueio, o organismo consegue remover mais colesterol da circulação, o que diminui a formação de placas nas artérias — principal causa de infarto e AVC.

Os resultados indicam que reduzir o colesterol de forma mais agressiva, antes do primeiro evento cardíaco, pode salvar vidas. Até então, esse tipo de medicamento era mais utilizado em pacientes que já tinham doença cardiovascular estabelecida.

O estudo amplia esse entendimento ao demonstrar benefício também na chamada prevenção primária — ou seja, antes do primeiro infarto ou AVC — em pessoas com risco elevado, especialmente aquelas com diabetes e outros fatores associados.

Além disso, os dados reforçam que níveis mais baixos de colesterol LDL estão diretamente ligados a menor ocorrência de eventos cardiovasculares, sustentando a estratégia de intensificação do tratamento em perfis selecionados.

Apesar dos resultados positivos, os autores destacam que a indicação deve ser individualizada, levando em conta o risco de cada paciente e o custo da terapia, que ainda é mais elevado do que o tratamento convencional.

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