
Quem viu, viu. Quem não viu, presenciou mais um espetáculo do maior clássico do futebol mundial. O Barcelona venceu o Real Madrid por 3 a 2 neste domingo (11), em final disputada no Alinma Stadium, em Jidá, na Arábia Saudita, e conquistou o título da Supercopa da Espanha de 2025. Desde o apito inicial, a partida foi marcada pelo protagonismo de brasileiros nos dois lados.
Primeiro tempo
O primeiro tempo foi dominado pelo Barcelona no setor ofensivo, mantendo 76% de posse de bola e realizando mais finalizações que o adversário, 9 a 5. O desempenho coletivo dos catalães destacou-se especialmente na reta final da etapa, quando as ações ofensivas se tornaram mais incisivas e criativas.
Raphinha foi o jogador mais perigoso do Barcelona na final. Primeiro, aos 26 minutos, finalizou em chute que exigiu boa defesa de Thibaut Courtois. Depois, aos 34', perdeu uma chance inacreditável em situação cara a cara com o goleiro, e concluu completamente para fora.
Contudo, ele se redimiu, e o Barcelona abriu o placar aos 36'. A pressão no campo de ataque na saída de bola do adversário surtiu efeito, e a equipe catalã recuperou a posse no meio-campo com Fermín López. O meio-campista acionou Raphinha pelo lado esquerdo em velocidade. O camisa 11 avançou, mesmo marcado por Aurélien Tchouaméni, e finalizou com um chute cruzado e preciso que encontrou o canto esquerdo de Courtois. 1 a 0 para o Barcelona.
Aquele foi apenas o primeiro de uma reta final que agitou o clássico decisivo. Aos 47', Vini Jr assumiu a responsabilidade e protagonizou um dos gols mais belos de 2026. À la Ronaldinho Gaúcho no Santiago Bernabéu, o camisa 7 repetiu um lance similar, desta vez a favor do Madrid no El Clásico. Recebeu a bola perto da região do meio, pelo lado esquerdo; conduziu em velocidade, gerou uma situação de dois contra um, aplicou uma caneta em Jules Koundé, avançou à área, driblou a marcação; depois empurrou rasteiro no canto esquerdo do goleiro Joan García. Uma verdadeira obra-prima. 1 a 1.
Dois minutos depois, sem tempo para comemorar, o Barça voltou à frente do placar. Pedri encontrou Robert Lewandowski em boa posição com passe infiltrado na área, e o centroavante completou o lance com um toque de craque. Uma cavadinha por cima do gigante Courtois, e a bola ainda tocou na trave antes de entrar no canto esquerdo. 2 a 1 para o Barcelona.
Para evitar que o placar ficasse desequilibrado na volta do intervalo, o Real aproveitou o tempo restante e empatou aos 51'. Em cobrança de escanteio pela direita, Tchouaméni cabeceou em direção à área, e Raphinha, de forma heroica, conseguiu desviar a bola para longe do goleiro, mas ela ainda tocou na trave e voltou à área. Gonzalo García venceu disputa com Pedri próximo ao gol, e o xodó merengue completou o lance magistralmente. A bola bateu novamente no travessão antes de morrer suavemente no canto direito do goleiro. 2 a 2.
Segundo tempo
O segundo tempo apresentou um cenário diferente. Com novo ânimo, o Madrid equilibrou as ações ofensivas e criou oportunidades. Vinícius e Rodrygo se destacaram como principais ameaças do ataque merengue; por consequência, García fez boas intervenções. Pelo lado do Barcelona, Lamine Yamal finalmente apareceu e forçou Courtois a efetuar defesa importante aos 25'.
Aos 28', o futebol mostrou que a sorte também acompanha os craques. Yamal passou para Ferran Torres, que acionou Dani Olmo, que, por sua vez, encontrou Raphinha na área. O astro cortou para o meio, escorregou, mas ainda assim arriscou com a perna ruim, a direita. A bola desviou em Raúl Asencio e enganou completamente Courtois. 3 a 2 para o Barcelona.
