
O ano de 2026 começa com um alerta meteorológico importante: a chegada da primeira grande onda de calor. Com temperaturas que podem superar os 5°C acima da média por vários dias consecutivos, o fenômeno exige atenção redobrada com a saúde, já que o corpo ainda está se adaptando ao rigor do verão.
Mais do que um simples desconforto térmico, o calor excessivo é um desafio para o nosso sistema cardiovascular e para a regulação da temperatura interna. Quando o ambiente aquece demais, o organismo trabalha dobrado para se resfriar, o que pode levar rapidamente à desidratação e à exaustão.
Uma onda de calor não é apenas um “dia quente”. Ela ocorre quando as temperaturas máximas permanecem muito acima do normal para aquela região e período por, no mínimo, três a cinco dias seguidos.
Essa persistência impede que o corpo resfriem adequadamente durante a noite. É esse calor acumulado que aumenta o risco de problemas de saúde, pois o “descanso térmico” não acontece, sobrecarregando o coração e os rins.

No início do ano, o impacto pode ser ainda maior. Como vínhamos de períodos de transição, a subida brusca dos termômetros pega o metabolismo desprevenido, tornando a adaptação mais difícil.
Embora o calor afete a todos, alguns grupos possuem mecanismos de regulação térmica menos eficientes ou são mais sensíveis à perda de líquidos:
Idosos: A percepção de sede diminui com a idade, e a pele mais fina tem maior dificuldade em dissipar o calor.
Crianças e bebês: Possuem uma superfície corporal maior em relação ao peso, o que facilita a desidratação rápida.
Gestantes: A variação hormonal e o esforço circulatório natural da gravidez tornam o calor mais exaustivo.
Doentes crônicos: Pessoas com problemas cardíacos, renais ou diabetes devem monitorar a pressão e a hidratação com rigor.
Para enfrentar a onda de calor, a prevenção é a sua melhor aliada. Pequenas mudanças na rotina fazem uma diferença enorme no funcionamento do seu organismo.
Não espere sentir sede para beber água. A sede já é um sinal de desidratação leve. Mantenha uma garrafa sempre por perto e aumente o consumo de sucos naturais e água de coco.
Além disso, evite bebidas alcoólicas e com muito açúcar, pois elas podem favorecer a perda de líquidos.
Tente evitar a exposição direta ao sol entre as 10h e as 16h, quando a radiação UV e o calor são mais intensos.
Se precisar sair, opte por roupas de tecidos naturais (como algodão e linho), que permitem que a pele respire, e não esqueça do protetor solar, chapéu e óculos escuros.
Nos dias de calor intenso, o processo digestivo fica mais lento. Priorize refeições leves, ricas em frutas, verduras e legumes.
Evite alimentos muito gordurosos ou pesados, que exigem muita energia do corpo para a digestão, aumentando a sensação de calor interno.
