
Portugal vive os últimos dias antes das eleições presidenciais, marcadas para este sábado (18/1). O pleito vai definir o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. Ao todo, 11 candidatos estão oficialmente na corrida — o maior número desde a redemocratização no país europeu — e as sondagens indicam que um segundo turno, em 8 de fevereiro, é provável. A nova rodada ocorrerá caso nenhum nome alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.
Apesar de 11 candidaturas terem sido validadas pelo Tribunal Constitucional, o boletim de voto terá 14 nomes.
Três candidatos — Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa — foram excluídos por irregularidades na documentação, mas permaneceram na cédula porque não houve tempo hábil para reimpressão, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
A disputa reúne políticos experientes, figuras militares, nomes ligados à cultura e candidatos independentes, refletindo um cenário fragmentado e imprevisível:
Para vencer já no primeiro turno, o candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos, excluídos os brancos. Analistas apontam que a pulverização do eleitorado e o elevado número de concorrentes tornam improvável uma vitória imediata, reforçando a expectativa de segundo turno entre os dois mais votados.
A campanha oficial começou em 4 de janeiro e termina no dia 16, com o dia 17 reservado à reflexão. O voto antecipado já mobiliza milhares de eleitores, inclusive portugueses no exterior e cidadãos que não estarão em seus locais de residência no dia da votação.
Caso confirmado, o segunto turno ocorrerá em 8 de fevereiro, conforme determina a legislação eleitoral portuguesa.
Nos últimos dias, os candidatos intensificam as caravanas pelo interior do país, com agendas concentradas em feiras, arruadas e visitas a instituições sociais. Distritos como Vila Real, Bragança, Castelo Branco e Évora tornaram-se pontos-chave da mobilização eleitoral.
Ao todo, cerca de 11 milhões de eleitores estão aptos a votar. A eleição marca o fim de um ciclo político em Portugal e é vista pelo presidente cessante como uma oportunidade de renovação.
