
O papa Leão XIV está entre os líderes mundiais convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a integrar o recém-criado Conselho da Paz na Faixa de Gaza. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (22/1) pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e principal autoridade diplomática da Santa Sé.
“O papa recebeu um convite, e estamos analisando o que fazer. Acredito que será algo que exigirá um pouco de tempo para reflexão antes de darmos uma resposta”, afirmou Parolin.
Segundo ele, a avaliação envolve tanto o escopo do novo órgão quanto implicações diplomáticas.
Embora seja crítico de algumas políticas do republicano, o pontífice tem se manifestado repetidamente sobre a situação humanitária na Faixa de Gaza, denunciando as condições de vida da população palestina, inclusive em um sermão contundente na véspera de Natal.
Até o momento, cerca de 50 países e a União Europeia confirmaram o recebimento do convite, mas apenas Argentina, Hungria e Marrocos aceitaram formalmente participar.
Outros líderes, como o presidente francês, Emmanuel Macron, descartaram a adesão, citando dúvidas sobre a legitimidade e o escopo do novo organismo.
Além do papa, diversos chefes de Estado foram convidados, entre eles o presidente russo, Vladimir Putin. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a proposta está sob análise.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também recebeu o convite, mas ainda não se decidiu sobre a adesão. Trump reforçou o convite ao petista, afirmando que ele terá um grande papel no conselho.
