
Estamos todos de acordo: ninguém imaginava a tunda do tamanho que o Palmeiras tomou no Equador. A derrota por 3 a 0 para a LDU, em Quito, escancarou o pior primeiro tempo do time em cinco anos sob o comando de Abel Ferreira, um desempenho tão desastroso quanto o 3 a 0 sofrido diante do Botafogo no Brasileirão de 2023.
Naquela ocasião, o improvável aconteceu: em 45 minutos, o Palmeiras transformou o vexame em uma virada histórica por 4 a 3. Agora, diante da LDU, o desafio é ainda maior, são 90 minutos no Allianz Parque para tentar um milagre que nunca aconteceu na história da Libertadores.
Não há registro de uma virada de 3 a 0 para 4 a 3 em semifinais da competição continental, considerando os confrontos de ida e volta. O retrospecto joga contra, mas o espírito competitivo do time de Abel alimenta o sonho de mais uma façanha.
A vitória equatoriana, por outro lado, coloca Thiago Nunes a um passo de entrar para a história: ele pode se tornar o primeiro técnico brasileiro a chegar à final da Libertadores comandando um clube estrangeiro. Desde Paulo César Carpegiani, que levou o Cerro Porteño à semifinal em 1993, nenhum treinador brasileiro havia alcançado tal feito fora do país.
Entre recordes e esperanças, o Palmeiras se agarra à memória da reação épica no Nilton Santos. Afinal, se o 3 a 0 já virou 4 a 3 uma vez, por que não acreditar de novo?
