
Mark Rutte, o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmou que a aliança militar não está envolvida na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã — e nem possui planos neste sentido. Enquanto isso, o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, negou que tenha intenções de envolver o país em um conflito sem “garantias jurídicas e estratégicas”. Mas, apesar das declarações e posicionamentos diplomáticos, aliados europeus de Washington já estão envolvidos no caos do Oriente Médio.
O que está acontecendo?
Nos últimos dias, ao menos dois incidentes, ligados a guerra no Irã, foram registrados em países da Europa.
O primeiro deles aconteceu na ilha de Chipre, onde uma base militar do Reino Unida foi atacada por um drone, interceptado por forças da Grécia. Até o momento não ficou claro a origem do veículo não-tripulado. Autoridades locais, contudo, afirmam que o mesmo trata-se de um modelo desenvolvido e fabricado pelo Irã.
Já na quarta-feira (4/3), a OTAN foi acionada pela primeira vez desde o início do conflito no Irã. O caso aconteceu após um míssil iraniano invadir o espaço aéreo da Turquia, que divide uma fronteira de aproximadamente 534 quilômetros com o país persa, e ser interceptado por sistemas de defesa aérea da aliança militar.
A operação aconteceu de encontro ao pacto de defesa coletiva da OTAN, onde membros devem agir caso um dos países da aliança seja atacado.
