
Muitas pessoas associam os ossos fracos somente à idade. Entretanto, alguns hábitos cotidianos — e, por vezes, considerados inofensivos — provocam grande impacto a esses órgãos. Para entender o que tende a causar o enfraquecimento ósseo — estrutura responsável pela sustentação do corpo —, a coluna Claudia Meireles conversou com o ortopedista Luiz Felipe Carvalho.
Baixa ingestão de cálcio e vitamina D, sedentarismo e pouca exposição ao sol estão entre os principais fatores que prejudicam os ossos. “Dietas muito restritivas, consumo frequente de álcool e noites mal dormidas também interferem na regeneração óssea”, salienta o especialista diplomado em Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM).
De acordo com o médico, é preciso ter atenção ao estresse crônico. “Também pesa bastante, já que altera hormônios importantes para a saúde dos ossos, muitas vezes sem dar sinais claros no início”, pontua o ortopedista.
Ele ainda menciona a respeito do consumo exagerado de café: “Pode reduzir a absorção de cálcio, especialmente quando não reposição adequada na alimentação.”
Quanto aos refrigerantes, principalmente os à base de cola, o especialista detalha que essas bebidas contêm fósforo em excesso, o que “desequilibra a relação com o cálcio nos ossos”.
Luiz Felipe Carvalho aponta sobre a ingestão de sal demasiadamente: “Aumenta a perda de cálcio pela urina”. Segundo o ortopedista, isoladamente esses hábitos “parecem inofensivos”, mas, somados no dia a dia, enfraquecem a estrutura óssea.

O enfraquecimento desses órgãos é a principal causa da osteoporose, doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea. Com estão fracos, os ossos ficam suscetíveis a fraturas. Considerada silenciosa, a condição costuma acometer especialmente idosos, mas também pode afetar crianças, adolescentes e jovens adultos.
Em um artigo, a Fundação Internacional de Osteoporose detalhou que, anualmente, são observadas até 37 milhões de fraturas por fragilidade óssea em pessoas com mais de 55 anos. Nesse número, há 70 casos por minuto.

