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Operação desarticula quadrilha que lesava idosos com empréstimos fraudulentos em Maceió

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação “Falso Consignado”, que desmantelou uma quadrilha especializada em fraudar empréstimos consignados em Maceió.

A organização criminosa visava principalmente idosos, utilizando documentos falsificados para obter empréstimos não autorizados, esgotando a margem de crédito das vítimas.

Em uma ação coordenada, foram cumpridos 15 mandados de busca em diferentes bairros da capital, como Cidade Universitária, Santa Lúcia, São Jorge, Jacintinho e Feitosa.

Além disso, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra o líder do grupo, que já se encontra detido no Presídio de Segurança Máxima (PSM) por homicídio qualificado. Agora, ele responderá também por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A operação é fruto de meses de investigações conduzidas pela Divisão Especial de Combate à Corrupção. De acordo com os delegados responsáveis, Jose Carlos Andre dos Santos e Maria Eduarda de Carvalho Barro, a quadrilha usava um esquema complexo para enganar idosos e instituições financeiras.

Com a falsificação de documentos, como CPF e fotos de aposentados aliciados, os criminosos conseguiam abrir contas no sistema Gov.br em nome das vítimas e contratar empréstimos consignados, principalmente em bancos digitais.

O dinheiro obtido com os empréstimos era rapidamente transferido para contas de laranjas, que movimentavam os valores até que chegassem ao líder da organização ou a pessoas de sua confiança.

Só em uma das instituições financeiras investigadas, o prejuízo chegou a mais de R$ 500 mil, e o valor total dos golpes já identificados ultrapassa R$ 1 milhão.

No entanto, os investigadores acreditam que o valor real possa ser ainda maior, uma vez que apenas cinco dos envolvidos movimentaram cerca de R$ 8 milhões em créditos suspeitos, em menos de dois anos.

A quadrilha operava de forma hierárquica e bem estruturada. Além de um setor responsável pela falsificação de documentos, havia uma divisão encarregada de recrutar laranjas e criar empresas fictícias.

O líder da organização, que se passava por construtor de imóveis, escondia seu verdadeiro modus operandi — fraudar idosos e instituições bancárias.

Entre os 12 investigados, cinco já possuíam passagens pela Justiça por crimes similares, incluindo fraudes contra o INSS. O próprio líder já havia sido preso pela Polícia Federal por facilitar aposentadorias fraudulentas e, mesmo após a prisão, conseguiu reestruturar a organização criminosa.

Além das fraudes, o grupo também possuía um braço violento. Durante as investigações, foi descoberto que a quadrilha estava envolvida na encomenda de homicídios de pessoas que tentaram denunciar ou desobedecer às ordens do chefe.

Um caso específico que chamou a atenção foi a execução de uma mulher, usada como laranja pelo grupo, na cidade de Marechal Deodoro, em maio de 2024. As investigações também revelaram que o líder planejava a morte de sua ex-esposa.

Com base nas provas coletadas, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa dará continuidade às investigações para apurar a possível participação dos envolvidos em outros crimes violentos.

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