
Fraqueza, cabelo caindo mais do que o normal e aquela sensação de cansaço que não passa. Para muitos, esses sinais são apenas reflexo de rotina intensa, mas podem indicar algo mais profundo: a falta de proteína na alimentação. Segundo a nutricionista e mestre em nutrição Ana Cristina Gutiérrez, esse nutriente é essencial para o funcionamento do corpo — dos músculos aos hormônios, do sistema imune à saúde da pele.
“Quando a ingestão é insuficiente por muito tempo, o organismo começa a tirar aminoácidos dos próprios músculos para se manter. Isso compromete a força, a imunidade e até o humor”, explica Ana ao Metrópoles.
A deficiência proteica pode, ainda, provocar alterações na pele, unhas e cabelo, aumentar o risco de fraturas e causar inchaços pelo corpo.
De acordo com a especialista, adultos precisam de cerca de 0,8 grama de proteína por quilo de peso corporal por dia, enquanto pessoas que treinam com frequência devem consumir entre 1,2 e 2 gramas por quilo — quantidades que devem ser distribuídas ao longo das refeições.
“Não basta comer tudo de uma vez; o corpo aproveita melhor quando o consumo é equilibrado durante o dia”, afirma a profissional.
A boa notícia é que identificar o problema cedo faz toda a diferença. “Sinais como fadiga, fome constante, baixa imunidade e perda de massa muscular pedem atenção”, afirma a nutricionista, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.
O passo seguinte é buscar avaliação profissional. Assim, o nutricionista pode ajustar o cardápio e, se necessário, indicar suplementos para alcançar a quantidade ideal de proteína.
O recado de Ana é direto: a proteína não é só para quem quer ganhar músculos. Ela é o combustível da vitalidade, concentração e defesa do corpo. Negligenciá-la é silenciar o alerta que o organismo dá antes de adoecer.
