
A semana promete fortes emoções para o futebol brasileiro nas competições internacionais. A tão falada supremacia verde e amarela na América do Sul será colocada à prova em três frentes: Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras iniciam, a partir desta terça-feira, uma maratona de decisões que pode definir o rumo da temporada.
O primeiro a entrar em campo é o Atlético-MG, que encara o Independiente del Valle, um adversário que merece todo o respeito. O time equatoriano chega embalado após uma virada impressionante sobre o Once Caldas e vem mostrando força e organização sob o comando do técnico Javier Rabanal. Do lado brasileiro, Jorge Sampaoli volta a sofrer com a instabilidade tática: serão 14 formações diferentes em 14 partidas, e ainda sem Gustavo Scarpa, desfalque importante na armação ofensiva.
Na quarta-feira, o Flamengo tenta superar o Racing, em Avellaneda, na região metropolitana de Buenos Aires. O time argentino chega descansado, enquanto o rubro-negro encara uma maratona de viagens — Fortaleza, Rio e agora Buenos Aires — e ainda sem Pedro, que nem viajou com o elenco. “O jogo é mais difícil do que parece”, avaliam analistas, lembrando que o Racing tem um dos melhores mandos de campo da Argentina.
Fechando a sequência, o Palmeiras enfrenta o LDU, na quinta-feira, e desta vez, o favoritismo está do outro lado. A equipe equatoriana, dirigida por Tiago Nunes, vive grande fase e promete dificultar a vida do time de Abel Ferreira, que ainda busca retomar a consistência após semanas de oscilação.
Três jogos, três missões distintas, mas um objetivo em comum: manter o Brasil no topo do continente. A hegemonia recente, construída com finais dominadas por clubes brasileiros, agora será testada diante de rivais perigosos e contextos desfavoráveis.
No fim das contas, a pergunta que fica é inevitável:
O futebol brasileiro ainda é o dono da América?
