
A Secretaria Estadual de Saúde confirmou, no último sábado (10/1), o segundo caso de Mpox da cepa Clado Ib em São Paulo. O paciente é um homem de 39 anos que mora em Portugal e buscou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
De acordo com a pasta, o homem apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro e permaneceu internado por um dia, recebendo todas as orientações. Ele teve alta médica e retornou ao país de origem.
“Até o momento, não há registro de pessoas com sintomas entre os contatos identificados no local de hospedagem do paciente”, informou a secretaria.
No ano passado, foi registrado o primeiro caso de Mpox, em uma mulher de 29 anos, que conseguiu se curar. Ela relatou que manteve contato com familiar vindo da República Democrática do Congo, país africano onde a cepa circula endemicamente.
Até o momento, foram notificados 1.930 casos de Mpox no estado de São Paulo, sem registro de morte associada à doença.
De acordo com a Secretaria da Saúde, a transmissão de Mpox entre seres humanos ocorre, principalmente, por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas.
A doença causada pelo Mpox vírus (MPXV) provoca os seguintes sintomas: manifestações cutâneas em qualquer parte do corpo, podendo estar associadas a febre, fraqueza, linfonodos inchados, dores musculares, dores nas costas, dor de cabeça, dor de garganta, congestão nasal ou tosse.
O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.
Em caso de suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. Se o diagnóstico for confirmado, a orientação é adotar medidas preventivas para evitar a transmissão da doença e iniciar o manejo clínico individualizado.
