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Mosaico é a 1ª prova que mulheres lutavam contra feras na Roma Antiga

A luta entre animais e humanos era um dos esportes praticados na Roma Antiga. Quando a prática é retratada em filmes e livros, normalmente os homens são os responsáveis por enfrentar as feras. No entanto, segundo um novo estudo, a atividade não era feita apenas pelo público masculino: mulheres também entravam na arena para guerrear com os bichos.

A evidência vem de um mosaico datado do século 3, em que retrata um ser humano seminu com seios proeminentes brigando com um leopardo. De acordo com o pesquisador Alfonso Manas, a arte é a representação de uma mulher romana que lutava contra feras.

Trabalhos anteriores sobre o mosaico também apontavam ser uma mulher, porém que ela era uma agitadora dos animais, chicoteando-os para incitá-los.

A descoberta de Manas, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é a primeira e única evidência do envolvimento de mulheres romanas na luta contra feras. Conforme resultados publicados no The International Journal of the History of Sport em 22 de março.

Evidências da mulher lutadora

Encontrado em Reims, na França, o pesquisador analisou os detalhes do mosaico. Segundo Manas, as peças foram dispostas cuidadosamente na arte para representar os seios de uma mulher seminua. A intenção era diferenciar os atributos da anatomia feminina das características masculinas, visto que haviam vários homens dispostos em outras partes do desenho.

“Por ser a única mulher no mosaico, ela é retratada com os seios à mostra para evidenciar sua feminilidade. Certamente, a única maneira eficaz de tornar evidente para o observador visual que uma figura é feminina é mostrando seus seios, visto que todas as outras características femininas, como penteado ou traços faciais, não são suficientemente claras e poderiam ser confundidas com as de um homem ou menino”, escreve o autor no artigo.

Além disso, é possível ver um chicote em uma das mãos da mulher e na outra o pomo da empunhadura de uma arma, evidenciando que ela não era uma prisioneira condenada e indefesa, mas sim uma lutadora armada e treinada.

O achado é essencial para obter mais detalhes sobre o papel das mulheres nas sociedades antigas e diminuir os estereótipos retratados em filmes e livros históricos.

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