
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levou à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste sábado (22), destacou um ponto considerado sensível pela investigação, a possibilidade de fuga para a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
O magistrado apontou a curta distância entre a residência oficial de Bolsonaro e o Setor de Embaixadas Sul como um elemento que agravava o risco de evasão, especialmente diante da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica registrada horas antes da prisão.
Na decisão, Moraes observou que a casa do ex-presidente, no Jardim Botânico, fica a cerca de 13 quilômetros do Setor de Embaixadas Sul, onde está localizada a representação diplomática norte-americana.
Para o ministro, essa proximidade, somada ao contexto da investigação, criava um cenário concreto de fuga.
O risco se tornava ainda mais relevante pela iminência do trânsito em julgado da condenação de 27 anos e 3 meses imposta a Bolsonaro.
Dois episódios reforçaram a percepção de risco citada pelo ministro:
A combinação da tentativa de violação da tornozeleira, a convocação dos apoiadores e a curta distância até a Embaixada dos Estados Unidos levou Moraes a concluir que havia risco real de Bolsonaro buscar refúgio diplomático para escapar da execução da pena.
Para o ministro, o conjunto dos elementos demonstrava a urgência da prisão preventiva para impedir a fuga e garantir a aplicação da lei penal.
