
A médica sergipana Danielle Barreto, acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o advogado José Lael, foi encontrada morta nesta terça-feira (9) no Presídio Feminino (Prefem), em Sergipe.
Segundo informações apuradas pelo F5News, a cirurgiã plástica teria tirado a própria vida. Fontes relataram à reportagem que ainda durante a audiência de custódia Danielle já teria mencionado a intenção de cometer suícidio.
Segundo a Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc), o episódio ocorreu por volta das 16h20, quando o advogado da custodiada se apresentou na unidade prisional para atendê-la. Ao se dirigir à cela, a equipe constatou que a interna estava desacordada, com um lençol enrolado na região do pescoço.
De imediato, a equipe de saúde da unidade realizou os primeiros atendimentos e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que compareceu ao local e confirmou o óbito. O Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) também foram acionados, para a remoção do corpo e realização de perícia no local. A direção do Presídio Feminino instaurou procedimento administrativo para apurar o caso. Paralelamente, a Polícia Civil ficará responsável pela investigação.
Ela estava internada em uma clínica de repouso na zona norte de Aracaju e foi conduzida nesta terça por policiais civis até o Fórum Gumersindo Bessa, onde passou por audiência de custódia. Durante o procedimento, ficou definido que a médica terá acompanhamento médico enquanto estiver custodiada.
Após deixar o fórum, Daniele foi encaminhada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, em seguida, ao Departamento do Sistema Prisional (Desipe), de onde seguiu para o presídio. No presídio, ela foi colocada em uma sala reservada, onde permaneceria em isolamento pelos próximos 10 dias. A médica deveria passar por consulta de avaliação psicológica já nesta quarta-feira (10).
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou a prisão domiciliar que a médica cumpria desde maio deste ano, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. A decisão determinou o retorno dela ao regime fechado.
A primeira audiência sobre o caso foi realizada no dia 22 de agosto, na 5ª Vara Criminal do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju.
