
O motorista por aplicativo que sobreviveu a um ataque brutal em Maceió rompeu o silêncio e, mesmo ferido, apareceu nas redes sociais nesse domingo (13) para pedir ajuda.
Ele foi sequestrado, teve o corpo incendiado e foi deixado para morrer em uma área isolada no bairro Benedito Bentes, na parte alta da capital alagoana, na noite do último (12). A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) já começou a investigar o crime.
O motorista contou que estava no Conjunto Aprígio Vilela quando parou brevemente para olhar um terreno. Enquanto mexia no celular para iniciar o trabalho com corridas por aplicativo, percebeu três homens se aproximando.
“Não suspeitei de nada. Mas quando chegaram perto, anunciaram o assalto. Saí do carro, entreguei tudo. Mesmo assim, não quiseram só levar o carro. Me colocaram no banco de trás e me vendaram”, relatou com a voz embargada.
Levado para um local desconhecido, ele implorou para ser liberado. Mas os criminosos o forçaram a sair do veículo, jogaram um líquido inflamável sobre seu corpo e atearam fogo. “Foi o pior momento da minha vida. Achei que não ia sair dali vivo. Só gritava e pedia a Deus pra não me deixar morrer queimado”, contou.
Apesar das queimaduras, ele conseguiu pedir socorro e foi levado por moradores até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes. Seu estado de saúde é estável, mas o tratamento exigirá tempo, medicamentos e recursos que ele e a família não têm.
Em vídeo publicado nas redes, ele agradece por estar vivo, mas diz que precisa de ajuda. “Tô aqui, ferido, sem conseguir trabalhar, com dor. Mas tô vivo. Só que não consigo seguir sozinho. Me ajudem, por favor."
A polícia já começou a investigar o crime e, no início da tarde desta segunda (14), dará detalhes acerca do caso. Até agora, nenhum suspeito foi identificado. Imagens de câmeras de segurança na região podem ajudar a localizar os autores.
A população pode colaborar com informações, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido.
