
A Justiça de Alagoas, por meio da 4ª Vara de Palmeira dos Índios, revogou, nessa quarta-feira (22), a prisão preventiva de Florival Lopes da Costa, pai da menina Maria Catarina Simões da Costa, de 10 anos, encontrada morta por enforcamento em um estábulo na zona rural de Palmeira dos Índios, no dia 8 de julho de 2024.
Segundo o laudo pericial, a morte da criança foi provocada por ela mesma, caracterizando suicídio. No entanto, em dezembro de 2024, Florival teve a prisão decretada após o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) oferecer denúncia, acusando-o de castigos severos e violência física e psicológica contra a filha.
Já na decisão mais recente, o Judiciário entendeu que não existem, neste momento, indícios suficientes de autoria que justifiquem a manutenção da prisão preventiva.
Com isso, o pai foi colocado em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares estabelecidas pela juíza responsável pelo caso.
Entre as determinações impostas estão:
A decisão judicial também advertiu Florival de que o descumprimento de qualquer uma das medidas poderá resultar na nova decretação da prisão preventiva.
ENTENDA O CASO
Maria Catarina foi encontrada enforcada no estábulo da propriedade da família, em área rural de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas. A menina chegou a ser socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, mas não resistiu.
O Ministério Público de Alagoas apresentou denúncia contra o pai, apontando que ele agredia e repreendia a filha com frequência, especialmente após um acidente envolvendo o irmão mais novo, de 5 anos.
À época, o promotor de Justiça Luiz Alberto afirmou que, “em decorrência do sofrimento e dos maus-tratos, a criança não suportou e foi induzida ao suicídio”.
Com a decisão de revogação da prisão, o processo segue em andamento, e Florival responderá em liberdade, sob monitoramento eletrônico.
