
A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26/3) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada no Brasil como autora intelectual da invasão do sistema do CNJ e por porte ilegal de arma.
A defesa de Zambelli ainda deve recorrer à última instância da Justiça italiana, a Corte de Cassação de Roma.
Caso a Corte mantenha a decisão de extradição, Zambelli será enviada ao Brasil e deve ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia.
Após a condenação pela invasão ao sistema do CNJ, Zambelli fugiu do Brasil para a Itália. A Procuradoria-Geral da República (PGR) do Brasil pediu a prisão preventiva da ex-parlamentar, pedido que foi acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moraes também determinou a inclusão do nome de Zambelli na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos internacionais.
Em 29 de julho, Zambelli foi presa em um apartamento na Itália, em Roma. A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou “grave risco de fuga” caso a parlamentar permanecesse em liberdade.
Após as condenações de Zambelli, a Câmara dos Deputados abriu um processo para cassar o mandato dela como parlamentar. Porém o processo não obteve os votos necessários dos colegas deputados, e o pedido de cassação foi arquivado, em dezembro do ano passado.
Dias depois, o STF anulou a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou o pedido de cassação, e determinou que a perda do mandato de Zambelli. Após a decisão da Justiça, a ex-deputada renunciou ao mandato na Câmara.
