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Irã e Israel intensificam ataques apesar de Trump falar em negociações de paz

Irã e Israel trocaram ataques intensos nesta terça-feira (24), em um momento no qual a guerra no Oriente Médio não apresenta sinais de desescalada. Os bombardeios acontecem apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar “negociações muito boas” para encerrar o conflito, que já dura três semanas.

A guerra, desencadeada por ataques conjuntos de EUA e Israel que resultaram na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, desestabilizou os mercados globais de energia e abalou a economia mundial. O conflito se espalhou rapidamente pela região, atingindo inclusive as nações do Golfo.

Nesta terça, o exército israelense confirmou a realização de uma “grande onda” de ataques aéreos contra diversas áreas do Irã. A ofensiva foi uma resposta direta a um bombardeio iraniano contra um prédio em uma área nobre de Tel Aviv. Imagens obtidas pela AFP no centro comercial de Israel revelaram ruas cobertas de escombros e a fachada de um edifício de três andares destruída. Equipes de resgate prestaram socorro a pelo menos quatro pessoas feridas levemente. Segundo a imprensa local, a polícia suspeita que os danos tenham sido causados por um míssil de fragmentação equipado com múltiplas ogivas e alta carga explosiva.

No lado iraniano, a mídia estatal informou que caças israelenses e americanos atingiram duas instalações de gás e um gasoduto. Os ataques ocorreram poucas horas após Trump recuar da ameaça de bombardear infraestruturas energéticas, alegando o progresso de tratativas diplomáticas. O presidente americano afirmou que seu governo mantém diálogo com uma “pessoa importante” não identificada, mas alertou: caso as negociações fracassem nos próximos cinco dias, os bombardeios continuarão “sem parar”.

Contudo, o presidente do Parlamento de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf — supostamente envolvido nas conversas —, negou que qualquer negociação esteja em andamento. Ghalibaf acusou Trump de tentar “manipular os mercados financeiros e de petróleo”.

Diplomacia

Apesar do ceticismo em Teerã, os mercados reagiram com otimismo temporário à mudança de tom de Trump, que anteriormente havia estabelecido um prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz sob pena de destruição de suas usinas de energia. Segundo o portal Axios, os negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner podem se reunir com uma delegação iraniana no Paquistão ainda nesta semana, possivelmente com a participação do vice-presidente JD Vance. A Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, não confirmou a agenda, tratando o encontro como “especulação”.

Nesse cenário, o Paquistão surge como mediador estratégico. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif ofereceu o apoio de Islamabad para pacificar a região após conversar com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Michael Kugelman, do think tank Atlantic Council, observa que o Paquistão é uma das poucas nações com relações cordiais tanto com Washington quanto com Teerã, mantendo um engajamento intenso com ambas as capitais.

Crise humanitária

Enquanto a diplomacia patina, o custo humano aumenta. No Líbano, bombardeios israelenses atingiram os subúrbios de Beirute e a localidade de Bshamoun, onde pelo menos duas pessoas morreram nesta terça-feira. Os ataques israelenses em solo libanês já vitimaram mais de mil pessoas e deixaram um milhão de desabrigados, visando desmantelar postos de gasolina e infraestruturas ligadas ao Hezbollah.

No Irã, a agência Human Rights Activists News Agency estima ao menos 3.230 mortos desde o início das hostilidades. O conflito também transbordou para o Curdistão iraquiano, que acusou Teerã de matar seis de seus combatentes, e para o Catar, que alertou para o “colapso do sistema de segurança” no Golfo.

Volatilidade econômica

Especialistas analisam as idas e vindas de Donald Trump com cautela. “Trump é um mestre em mudanças repentinas de rumo, o que torna difícil distinguir estratégia de improvisação”, afirma Garret Martin, professor da American University.

A maior preocupação global reside no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, alertou que um prolongamento da guerra e perdas significativas na produção petrolífera poderiam gerar uma crise energética superior aos choques da década de 1970. Após a queda inicial com os comentários de Trump, os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça, com o barril do tipo Brent ultrapassando novamente a marca dos US$ 100.

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