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Metrópoles

Indústria têxtil mineira trava batalha contra chineses e pede ação

Os preços praticados pelos exportadores chineses de malhas de poliéster estão sendo questionados pela indústria têxtil nacional, que cobra do governo ações antidumping sobre as importações do setor.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a China chega a vender malhas de poliéster por US$ 2 a importadores brasileiros, enquanto praticaria preços mais altos no mercado internacional, em torno de US$ 7,20 pelo mesmo produto.

A entidade pediu uma investigação ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e alega que a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) vem atuando nos bastidores para impedir a adoção do antidumping.

“Essa movimentação contribui para a manutenção de uma concorrência desleal, que fragiliza a produção nacional, compromete a cadeia da confecção e coloca em risco milhares de empregos”, afirma a FIEMG em nota.

O que dizem os importadores

A ABVTEX defende que medidas antidumping não são necessárias nesse caso e afetariam os custos para o varejo nacional, resultando em inflação. “A ABVTEX atua e continuará a atuar de forma firme e técnica nos autos do processo antidumping em questão, considerando que, claramente, não estão presentes os requisitos técnicos para imposição da medida”, diz a entidade.

“As empresas de confecção e comércio de vestuário no Brasil se caracterizam pela elevada capilaridade e estão distribuídas por todas as unidades da Federação, com participação elevada nos empregos formais do país. Estudos técnicos apontam que a eventual aplicação de direitos antidumping pode representar aumentos relevantes no custo das malhas de poliéster, que não terão substituição plena pela produção doméstica, seja por limitações de escala, variedade, qualidade ou acabamento final“, alega a ABVTEX.

Já o governo informou que o processo está em andamento, com previsão de conclusão em maio de 2026.

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