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Hepatologista responde: toda gordura no fígado evolui para cirrose?

 

Ilustração colorida de fígado com gordura - O que o fígado realmente precisa para funcionar de forma saudável - Metrópoles

A cirrose é uma doença comumente associada ao consumo de bebidas alcoólicas, entretanto, essa não é a única causa. A doença hepática gordurosa não alcoólica, popularmente conhecida como gordura no fígado, se destaca como um fator de risco para o desenvolvimento da condição.

Henrique Sérgio Moraes Coelho, hepatologista da Rede Américas destaca que a doença hepática gordurosa pode se desenvolver a partir de quadros de obesidade — uma “epidemia silenciosa” no mundo —, bem como em pacientes com hipertensão e diabetes. “A obesidade é associada com diabetes e algumas as alterações genéticas facilitam essa evolução da esteatose para cirrose, mas na boa parte da população ela fica só na gordura mesmo”, diz.

De acordo com o médico, a cirrose hepática a partir da gordura no fígado pode levar até 20 anos para se desenvolver. “Primeiro essa gordura pode provocar uma inflamação no fígado e ao longo dos anos, 10, 15, 20 anos, se transformar em uma esteatohepatite, a hepatite causada pela gordura. Depois isso cicatriza, se forma o que chamamos de fibrose, uma etapa pré-cirrose, podendo chegar até a cirrose em um grupo pequeno de pessoas”, destaca o hepatologista.

Ilustração colorida de fígado em esqueleto humano - Hepatologista lista sinais de que você pode ter gordura no fígado - Metrópoles

Cirrose é evolução grave da gordura no fígado

Entretanto, o médico destaca que a gordura no fígado ainda é uma das principais causadoras de cirrose, “mais até do que o álcool” e outras condições como hepatite C e hepatite B. “De 30% da população que tem esteatose hepática, mais ou menos 20% desse grupo, ou seja, 6% tem esteatohepatite e 20% desses pacientes que tem esteatohepatite vão evoluir para cirrose”, exemplifica o médico.

Caso o paciente venha a desenvolver a cirrose, o profissional alerta ainda sobre a possibilidade de câncer no fígado. “Quando o indivíduo tem cirrose, a gente vai ficar o tempo todo procurando descobrir focos de câncer pequenos, que podem ser tratados. Mas existe um percentual de paciente que desenvolve carcinoma hepatocelular, o câncer, mesmo sem desenvolver a cirrose”, completa.

Kateryna Kon/Biblioteca de Fotos Científicas/Getty Images
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