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Galípolo defende sigilo de 8 anos sobre liquidação do Master: “Rito”

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo (foto em destaque), defendeu sigilo de 8 anos imposto a documentos sobre a liquidação do Banco Master. Em depoimento à CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira (8/4), ele disse ser “fundamental que seja seguido o rito mais estrito possível, justamente para evitar algum tipo de subsídio para eventualmente ter algum tipo de questionamento”.

 

Ao vivo: CPI do Crime Organizado ouve Gabriel Galípolo e Campos Neto - 8/4/26

Com o sigilo, os registros só poderão ser divulgados a partir de novembro de 2033. Conforme mostrado pelo Metrópoles, o prazo segue regras previstas em norma do BC e varia conforme o porte da instituição bancária.

Galípolo disse que a legislação foi seguida em todos os 16 processos sobre instituições financeiras que foram feitos desde 2018, quando as regras passaram a valer. Para ele, o BC deve seguir as normas apesar de eventuais questionamentos sobre essas regras: “Dois erros não fazem um acerto”.

“No caso do Banco Master, a gente entende dentro do Banco Central que é fundamental que seja seguido o rito mais estrito possível, justamente para evitar algum tipo de subsídio para eventualmente ter algum tipo de questionamento amanhã”, declarou.

O prazo para bancos de pequeno porte é de 8 anos, enquanto para os bancos maiores é de 10 anos, segundo o presidente do BC.

Campos Neto

ex-presidente do BC Roberto Campos Neto faltou, mais uma vez, ao depoimento à CPI do Crime Organizado. O colegiado tenta ouvi-lo desde 3 de março sobre possíveis falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas no Brasil.

Na abertura dos trabalhos, nesta quarta-feira (8/4), o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), confirmou a ausência de Campos Neto.

“A defesa do senhor Campos Neto afirmou que o convidado não irá comparecer a essa reunião por entender que a aprovação de novo requerimento de convocação viola a referida decisão”, explicou.

A defesa do ex-presidente do BC referiu-se à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no início de março, acolheu parcialmente o pedido de Campos Neto, e transformou em convite a convocação aprovada pela CPI do Crime Organizado.

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