O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve no Departamento de Estado dos EUA, nesta quarta-feira (27/5), a convite, para reunião com Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos EUA, e com Darren Beattie, assessor de Donald Trump para políticas no Brasil.
O senador estava acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo.
Flávio Bolsonaro e Christopher LandauFlávio Bolsonaro e Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos EUA
A conversa abordou oportunidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos diante de uma eventual eleição do senador para a Presidência, além da urgência da designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Segundo apurou o Metrópoles, a reunião durou cerca de uma hora.
Segundo o bolsonarista, a conversa com o presidente norte-americano tratou de temas como as eleições no Brasil e das condições do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em domiciliar.
O ex-reeducando preso nessa terça-feira, 26, durante uma operação que apreendeu armas e munições em uma fazenda na zona rural de Campestre, no interior de Alagoas, teria tentado subornar policiais para evitar a prisão. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL).
Segundo a polícia, o suspeito teria tentado subornar os militares após receber voz de prisão, oferecendo o material apreendido e dinheiro em troca da liberação.
Ainda de acordo com as informações, o homem tem 58 anos e possui passagens por homicídio e ameaça. Ele foi encaminhado à 10ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), localizada no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Novo Lino.
ARMAS APREENDIDAS
Os militares chegaram ao local onde o armamento estava escondido após informações recebidas pelo Disque-Denúncia (181) de que o suspeito estaria portando grande quantidade de armas de fogo. Também foram feitos levantamentos pela agência de inteligência da unidade especializada.
Durante as buscas, o homem foi encontrado na sala da casa onde reside e autorizou a entrada dos policiais para averiguar a informação denunciada.
No interior do quarto, os militares encontraram dois revólveres calibre 38, duas espingardas (calibres 12 e 38) e uma pistola calibre 9mm, além de 109 munições intactas e seis deflagradas. Dois celulares e uma balaclava também foram apreendidos no imóvel.
O psiquiatra Rafael Bernardon, testemunha de acusação no julgamento da morte do menino Henry Borel, afirmou nesta quarta-feira (27/5) que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, apresentava um padrão de comportamento marcado pelo “prazer em infligir dor a crianças”.
Segundo Bernardon, a análise teve como objetivo identificar padrões de comportamento e traços de personalidade dos réus para auxiliar o Conselho de Sentença na compreensão do caso.
“Eu percebi que há um padrão repetitivo de abuso infantil por parte do réu, um padrão de prazer em infligir dor em crianças”, declarou o psiquiatra durante o depoimento.
O especialista reforçou conclusões apresentadas em parecer anexado ao processo, no qual descreve Jairinho como alguém de perfil “egocêntrico, narcisista, perverso e sádico”.
De acordo com Bernardon, o ex-vereador demonstrava comportamento agressivo e violento em ambientes privados e teria prazer em causar sofrimento aos filhos das companheiras. “Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação”, explicou.
Durante o depoimento, Jairinho interrompeu a fala do psiquiatra para contestar a declaração, afirmando que a avaliação era apenas uma “interpretação pessoal” do especialista. O réu também demonstrou inquietação ao longo da audiência.
Especialista também falou sobre Monique
Ao analisar o comportamento de Monique Medeiros, Bernardon afirmou que ela não era subordinada a Jairinho.
Segundo o psiquiatra, a mãe de Henry “subordinava sistematicamente o bem-estar do filho aos próprios interesses narcísicos e ambições materiais”.
O especialista também afirmou que Monique ignorou “múltiplos sinais de alarme”, e não afastou a criança da situação de abuso.
No parecer, ela é descrita como uma mulher “autocentrada, ambiciosa e vaidosa”, que priorizava os próprios interesses em vez da proteção do filho.
Defesa de Jairinho contesta depoimento de psiquiatra
Ele também alegou que, na primeira fase do processo, a Justiça havia considerado o depoimento irrelevante.
Além de Bernardon, o júri ainda prevê os depoimentos do perito Luís Carlos Leal Prestes e da médica Maria Cristina de Souza Azevedo, do Hospital Barra D’Or. No total, 27 testemunhas de acusação e defesa devem ser ouvidas.
O testemunho da babá Thayná Ferreira foi adiado devido a atrasos no progresso do julgamento. Inicialmente prevista para esta quarta, a oitiva da testemunha deve ocorrer apenas nos próximos dias.
Pessoas com diabetes tipo 1 poderão passar a incluir a condição de saúde na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), modelo que substitui o antigo RG no país. A medida faz parte de um projeto aprovado pela Câmara dos Deputados e que agora segue para sanção presidencial.
A proposta também amplia direitos relacionados ao tratamento, ao acesso a medicamentos e à rotina em escolas e ambientes de trabalho.
Segundo o texto, a inclusão da informação no documento será opcional e poderá ser solicitada pelo próprio paciente. A ideia é facilitar o atendimento em situações de emergência e ajudar na identificação rápida da condição de saúde.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune e sem cura. Nela, o organismo deixa de produzir insulina – hormônio responsável pelo controle da glicose no sangue. Por isso, os pacientes precisam de acompanhamento contínuo, aplicação frequente de insulina e monitoramento diário da glicemia.
A doença costuma surgir ainda na infância ou adolescência e não está necessariamente ligada ao consumo de açúcar.
O que muda para pacientes?
Além da possibilidade de incluir o diagnóstico no novo RG, o projeto estabelece garantias relacionadas ao tratamento e ao dia a dia de quem convive com a doença.
O texto prevê acesso pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a medicamentos, insulina, sensores de glicose, glicosímetros e outros insumos necessários para controle do diabetes tipo 1, sem necessidade de avaliação biopsicossocial
A proposta também determina que escolas e empregadores permitam o uso de dispositivos como bombas de insulina e monitores contínuos de glicose. Pacientes deverão ter direito a pausas para medir a glicemia, se alimentar ou aplicar insulina durante aulas, provas, concursos públicos e jornadas de trabalho.
Outro ponto previsto é a possibilidade de adaptações recomendadas por médicos para estudantes e trabalhadores com a doença crônica.
Pais de crianças diagnosticadas com o diabetes tipo 1 também poderão solicitar flexibilização da jornada de trabalho para acompanhar o tratamento dos filhos.
Projeto também prevê apoio psicológico
O texto aprovado ainda inclui o direito a apoio psicossocial e orientações sobre o manejo da doença, além de programas de capacitação oferecidos pelo SUS e pela saúde suplementar.
Conforme as estimativas discutidas durante a tramitação do projeto, o Brasil tem cerca de 600 mil pessoas com diabetes tipo 1, incluindo crianças e adolescentes.
O projeto também esclarece que o enquadramento de quem tem a doença será de pessoa com deficiência, a qual dependerá dos critérios já previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, de acordo com a Lei Nº 13.146 .
Cerca de dois depois meses do voo da Artemis II ao redor da Lua, a Nasa deu início aos primeiros preparativos para a fase 1 da construção de uma base lunar contínua. Segundo a agência norte-americana, módulos de pouso, veículos exploradores e drones que serão usados no desenvolvimento da estrutura já foram encomendados.
Após fechar contratos milionários com empresas norte-americanas, entre elas a Blue Origin, de Jeff Bezos, e SpaceX, de Elon Musk, a expectativa é que os equipamentos sejam entregues muito antes de 2028, para que não haja atrasos no pouso em solo lunar, que está previsto para daqui a dois anos
Depois de conseguir pousar na Lua, a Nasa pretende iniciar a construção da base lunar em 2029. E em seguida, a expectativa é que o local esteja pronto para uso e permanência prolongada dos astronautas em meados de 2030. Nos planos, a estrutura terá centenas de quilômetros quadrados e um perímetro demarcado por drones, visando respeitar o espaço de espaçonaves de outros países também.
O que a Nasa planeja para a Artemis III?
Mesmo já tendo feito a encomenda, ainda não será na próxima etapa do programa Artemis que haverá o tão esperado pouso lunar. Para a fase III, estão reservados testes para serem realizados em órbita. As principais atividades da etapa serão ensaiar o encontro e acoplamento da cápsula Órion (a espaçonave onde ficam os astronautas) com os módulos de pouso na Lua Starship, da SpaceX, e Blue Moon, da Blue Origin – esse passo é primordial para a tripulação chegar ao satélite natural.
Em coletivas recentes, os especialistas da Nasa já classificaram a Artemis III como uma das missões mais complexas já realizadas pela agência.
O AVC ocular é uma condição grave que pode levar à perda parcial ou total da visão. O diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são cruciais para melhorar os resultados. Felizmente, a medicina avança constantemente, oferecendo novas alternativas para quem busca recuperar a visão. Explore aqui os tratamentos convencionais e as inovações que estão transformando o cuidado com essa doença.
Foto: Reprodução/Shutterstock
Perder a visão de forma súbita em um olho é um sinal de alerta médico. O chamado AVC ocular pode surgir sem dor e exige atendimento imediato.
O problema acontece quando o fluxo de sangue para estruturas importantes do olho é interrompido. Isso pode comprometer a retina e o nervo óptico, com risco de dano permanente.
O que é o AVC ocular?
O termo AVC ocular é usado de forma popular para descrever eventos vasculares no olho. Entre eles, estão a oclusão da artéria central da retina, a oclusão venosa da retina e a neuropatia óptica isquêmica.
Essas condições afetam a circulação ocular e podem reduzir a visão parcial ou totalmente. Segundo a Dra. Priscila Heleno, oftalmologista do CBV – Hospital de Olhos, a perda súbita nunca deve ser ignorada.
“A perda súbita da visão nunca deve ser ignorada. Mesmo sem dor, é uma emergência médica”, afirma a especialista.
Sinais que merecem atenção
Os sintomas podem variar conforme a área afetada e a gravidade da obstrução. Em muitos casos, o paciente percebe escurecimento repentino, sombra no campo visual ou embaçamento forte em apenas um olho.
Também podem surgir manchas fixas, dificuldade para enxergar detalhes e redução importante da nitidez. Esses sinais exigem avaliação urgente, porque o tempo interfere diretamente no prognóstico visual.
“Algumas pessoas relatam um escurecimento repentino, outras percebem manchas fixas ou embaçamento importante em apenas um olho”, explica a Dra. Priscila Heleno.
Fatores de risco mais comuns
O AVC ocular tem forte relação com a saúde vascular. Pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e doenças cardiovasculares formam o grupo de maior risco.
A idade também pesa nesse cenário, porque os vasos ficam mais vulneráveis com o envelhecimento. Por isso, controlar doenças crônicas ajuda a proteger a visão e o organismo como um todo.
“O olho possui vasos extremamente delicados e qualquer interrupção na circulação pode causar sofrimento das células da retina em poucos minutos”, destaca a médica.
Por que a urgência importa
O atendimento rápido pode fazer diferença para preservar a função visual. Quanto antes o paciente chega ao especialista, maior a chance de investigar o problema e agir com segurança.
Além do olho, o quadro pode indicar risco maior de AVC cerebral e infarto. Isso torna o episódio ainda mais importante, porque ele pode revelar uma doença vascular silenciosa.
“Em muitos casos, o AVC ocular funciona como um alerta para alterações vasculares mais amplas no organismo”, afirma a oftalmologista.
Como agir diante do sintoma?
A primeira orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Não espere o sintoma passar, porque a perda de visão pode ser o primeiro sinal de uma emergência.
Um passo a passo simples ajuda na resposta inicial.
Procure pronto atendimento ou oftalmologista com urgência.
Informe o horário exato em que o sintoma começou.
Descreva se houve escurecimento, manchas ou embaçamento.
Avise se há hipertensão, diabetes, colesterol alto ou tabagismo.
Leve a lista de remédios em uso, se houver.
Esse registro ajuda a equipe médica a entender a gravidade do caso. Quanto mais rápido o atendimento, melhor tende a ser a avaliação do quadro.
Prevenção e acompanhamento
A prevenção passa pelo controle das doenças que afetam a circulação. Manter pressão, glicose e colesterol sob controle reduz o risco de problemas na retina e no nervo óptico.
O acompanhamento oftalmológico regular também é essencial. Exames de rotina podem mostrar alterações vasculares antes mesmo de outros sintomas aparecerem.
“Cuidar da saúde dos olhos vai muito além da visão”, ressalta a especialista do CBV – Hospital de Olhos. “O exame oftalmológico pode mostrar alterações relacionadas à pressão alta e ao diabetes.”
Quando procurar um médico
Mesmo sem sintomas, quem tem fatores de risco precisa de acompanhamento periódico. Pessoas com histórico cardiovascular devem reforçar a vigilância sobre a saúde ocular.
A rotina também ajuda a identificar doenças silenciosas. Assim, o paciente ganha tempo para tratar o problema antes que a visão seja comprometida.
Se houver perda súbita da visão, o recado é direto: não espere. O AVC ocular é uma emergência e a avaliação imediata faz diferença no cuidado e no prognóstico.
Luka Modric pode estar vivendo seus últimos momentos como jogador de futebol. O meia analisa a possibilidade de se aposentar dos gramados após a disputa da Copa do Mundo. Ele representará a Croácia na competição, que será sediada na América do Norte.
Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, Modric não tem certeza se quer continuar no Milan após a saída do técnico Massimiliano Allegre. Por isso, o meia de 40 anos poderia se aposentar do futebol.
Ídolo do Real Madrid, Modric disputará a quinta Copa do Mundo da carreira. O camisa 10 é o principal nome da Croácia, que está no Grupo L da competição, ao lado de Gana, Inglaterra e Panamá.
Os croatas estreiam no Mundial no dia 17 de junho, às 17h (horário de Brasília), contra os ingleses. A partida será disputada em Dallas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, a primeira resolução da entidade dedicada exclusivamente ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A medida estabelece diretrizes para que os países ampliem ações de prevenção, diagnóstico rápido, tratamento de emergência e reabilitação de pacientes.
A decisão ocorre em meio ao avanço da doença no mundo. Atualmente, o AVC é a segunda maior causa de morte global e uma das principais responsáveis por incapacidades permanentes. Dados apresentados durante a assembleia apontam ainda que uma em cada quatro pessoas poderá sofrer um AVC ao longo da vida.
A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, participou das discussões internacionais que levaram à aprovação do texto e afirma que a decisão cria um novo cenário para o enfrentamento da doença.
“Recebemos essa resolução histórica com enorme responsabilidade. Agora temos um mandato político global para transformar a prevenção e o tratamento do AVC em prioridade nos sistemas de saúde”, afirmou. Segundo a especialista, a medida pode ajudar a ampliar investimentos e reduzir desigualdades no acesso ao tratamento.
“Precisamos fortalecer políticas públicas, ampliar investimentos e garantir mecanismos efetivos de monitoramento e implementação para reduzir mortes e sequelas relacionadas ao AVC”, destacou. O documento também prevê apoio técnico da OMS para auxiliar os países na implementação das estratégias dentro dos sistemas de saúde.
O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou reduzido, comprometendo a chegada de oxigênio às células cerebrais. A condição pode provocar sequelas graves e até levar à morte.
Existem dois tipos principais da doença. O AVC isquêmico, mais comum, ocorre quando um vaso sanguíneo é obstruído. Já o hemorrágico é causado pelo rompimento de um vaso cerebral.
A neurologista Eva Rocha, professora de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que a aprovação da resolução reforça a necessidade de ampliar medidas preventivas. A especialista lembra que muitos casos poderiam ser evitados com controle adequado dos fatores de risco.
“Como 90% dos AVCs podem ser prevenidos com controle de fatores de risco, uma atenção à prevenção é fundamental”, explicou.
Entre os principais fatores associados ao AVC, estão pressão alta, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo, doenças cardiovasculares e consumo excessivo de álcool.
As especialistas alertam que reconhecer rapidamente os sinais do AVC pode salvar vidas e reduzir sequelas. Entre os sintomas mais comuns estão:
fraqueza em um lado do corpo;
dificuldade para falar;
alteração na visão;
perda de equilíbrio; e
dor de cabeça intensa e súbita.
Eva também destaca que o impacto da doença vai além da fase aguda e pode comprometer a rotina dos pacientes por muitos anos. “O AVC é uma causa importante de incapacidade e as pessoas podem não conseguir retornar ao trabalho. Portanto, o tratamento adequado e rápido desses pacientes é essencial para que eles tenham um retorno às atividades e o menor grau de incapacidade, assim como acesso à reabilitação”, afirmou.
A expectativa das organizações envolvidas é que a nova resolução estimule investimentos em prevenção, estrutura hospitalar, capacitação profissional e conscientização da população sobre os sinais de alerta da doença.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, foi de 0,62% em maio deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupo pesquisados, oito registraram elevação. O índice foi puxado principalmente por alimentação e bebidas, mas com importante contribuição de habitação, por causa da alta na conta de energia. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27/5).
No acumulado de 12 meses, a inflação acumula alta de 4,64%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro e maio do IPCA-15, a elevação corresponde a 3,02%.
Em maio de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi alimentação e bebidas, que variou1,38%. “Vilão” do momento, o setor respondeu por 0,30ponto percentual da inflação de todo o mês.
A outra elevação importante para a alta nos preços veio de habitação, grupo no qual os preços subiram 1,03%, tendo importante participação da alta na energia elétrica residencial (2,16%). A contribuição do grupo para o índice foi de 0,15 ponto percentual.
A alta do grupo de alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que desacelerou levemente de abril (1,77%) para maio (1,73%). Os itens que mais contribuíram foram:
batata-inglesa (26,29%);
tomate (12,97%);
leite longa vida (6,07%); e
carnes (1,98%).
Ainda no grupo de alimentação e bebidas, houve retrações, casos da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%).
Luz, água e esgoto
Respondendo pelo segundo maior impacto (0,15 ponto percentual) da inflação de maio, habitação, com elevação de 1,03%, foi puxado por altas de energia elétrica residencial (2,16%) e taxa de água e esgoto (0,13%).
A elevação na conta de energia tem relação com a entrada em vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kWh consumidos. Também entram na conta os reajustes tarifários nas seguintes localidades: Fortaleza, Salvador e no Recife.
Variação de cada grupo em maio:
Alimentação e bebidas: 1,38%;
Habitação: 1,03%;
Artigos de residência: 0,21%;
Vestuário: 0,36%;
Transportes: -0,33%;
Saúde e cuidados pessoais: 1,05%;
Despesas pessoais: 0,50%;
Educação: 0,01%;
Comunicação: 0,36%.
Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
A comissão especial da Câmara dos Deputados criada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de trabalho e do possível fim da escala 6×1 pode votar nesta quarta-feira (27) o parecer apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA).
A reunião está prevista para começar às 10h30, no plenário 2 da Casa. O relatório foi apresentado na última segunda-feira (25), mas a votação acabou adiada após um pedido de vista coletivo.
Se aprovado na comissão, o texto segue para o plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ao Senado Federal.
O relatório apresentado por Leo Prates recomenda a redução da jornada de trabalho no país para 40 horas semanais, sem redução salarial, e com garantia de dois dias de descanso por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
Transição
A proposta estabelece uma transição gradual. A partir de 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, o limite passaria a ser de 42 horas semanais, já com previsão de dois dias de repouso semanal remunerado. Doze meses depois dessa etapa, o teto seria definitivamente fixado em 40 horas semanais.
O relator Leo Prates rejeitou emendas apresentadas por deputados da oposição que previam uma transição de até 10 anos para a redução da jornada de trabalho, além de medidas de compensação econômica para empregadores. Também foram descartadas propostas que mantinham a carga horária de 44 horas semanais para serviços essenciais.
O parecer o estabelece uma transição em duas etapas para a implementação da nova jornada.
Pelo texto, a primeira mudança entra em vigor 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, reduzindo a jornada semanal de 44 para 42 horas. Após 12 meses da entrada em vigor dessa etapa, a carga horária será novamente reduzida, passando para 40 horas semanais, com limite máximo de oito horas diárias de trabalho.
Leo Prates é o relator da PEC.
Origem da proposta
O texto relatado por Leo Prates unifica duas propostas em análise na Câmara. A primeira é a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa a redução gradual da jornada para 36 horas semanais ao longo de 10 anos.
Já a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), defendia a adoção da escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, e limite de 36 horas semanais após um ano.
A descoberta de mutações genéticas associadas ao câncer, como BRCA1 e BRCA2, fez crescer o debate sobre cirurgias preventivas, como a retirada das mamas e dos ovários. Apesar de os procedimentos reduzirem de forma significativa o risco da doença, especialistas alertam que eles não eliminam totalmente a possibilidade de desenvolvimento do câncer.
Segundo os médicos ouvidos pelo Metrópoles, a decisão deve ser individualizada e envolve fatores como histórico familiar, idade, desejo reprodutivo e acompanhamento especializado.
O que são os genes BRCA e por que eles aumentam o risco de câncer?
Os genes BRCA1 e BRCA2 têm a função de reparar danos no DNA e proteger o organismo contra o crescimento desordenado das células. Quando apresentam mutações hereditárias, o risco de desenvolvimento de câncer aumenta consideravelmente, principalmente para mama e ovário.
A oncologista Roberta Galvão, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, explica que mulheres com essas mutações podem ter um risco muito maior de desenvolver a doença ao longo da vida.
“Na população geral, o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama gira em torno de 12%. Já em mulheres com mutações em BRCA1 ou BRCA2, esse risco pode chegar a aproximadamente 60% a 80%”, afirma.
Ela ressalta que um teste genético positivo não significa necessariamente que a pessoa terá câncer. “Genética não é destino, é informação para tomada de decisão”, destaca.
Quando a mastectomia e a retirada dos ovários são indicadas?
A mastectomia preventiva costuma ser indicada principalmente para pacientes com mutações genéticas associadas ao câncer hereditário.
“A mastectomia preventiva diminui cerca de 90% o risco de desenvolver câncer de mama, mas não o impede completamente”, afirma o mastologista Alexandre Bravin, do Hospital Anchieta, em Brasília.
Segundo o médico, a retirada dos ovários também pode ser recomendada em alguns casos porque reduz a produção hormonal ligada ao crescimento de tumores mamários.
A oncologista Roberta lembra que a retirada preventiva dos ovários é considerada uma das principais estratégias de prevenção para câncer de ovário, já que ainda não existem exames eficazes de rastreamento para a doença.
Cirurgia não elimina totalmente o risco
Apesar da redução expressiva do risco, os especialistas alertam que as cirurgias preventivas não oferecem proteção absoluta. Isso acontece porque pequenas quantidades de tecido mamário ou células microscópicas podem permanecer no organismo.
“Mesmo após a cirurgia, a paciente precisa manter acompanhamento porque fica um pouco de tecido mamário e são pacientes de risco elevado”, alerta Bravin.
Além disso, os procedimentos também envolvem possíveis complicações, como infecção, hematomas, dor, perda de sensibilidade e necessidade de novas intervenções cirúrgicas.
Mesmo com os avanços da oncogenética e das cirurgias preventivas, especialistas reforçam que não existe uma solução capaz de zerar completamente o risco de câncer. A principal vantagem dessas estratégias está na redução significativa das chances de desenvolver a doença e na possibilidade de diagnóstico precoce em pacientes de alto risco.
Por isso, médicos destacam que a decisão sobre realizar mastectomia preventiva ou retirada dos ovários deve ser tomada com acompanhamento especializado, avaliação individualizada e informação clara sobre benefícios, limitações e possíveis impactos físicos e emocionais dos procedimentos.
Versátil, prático e presente em cafés da manhã, lanches e receitas fit, o iogurte virou um dos alimentos mais populares da rotina alimentar. Mas, diante das prateleiras do supermercado, muita gente ainda fica na dúvida: afinal, o iogurte grego ou natural é a melhor escolha?
Embora sejam parecidos à primeira vista, os dois produtos passam por processos diferentes de fabricação. Isso muda não só a textura e o sabor, mas também a quantidade de proteínas, gorduras, carboidratos e calorias.
Iogurte natural e grego têm diferenças na textura, nas calorias e na quantidade de proteína - Foto: Shutterstock
O que muda entre o iogurte natural e o grego
O iogurte natural costuma ter textura mais leve e menos gordura. Já o iogurte grego passa por etapas extras após a fermentação, como a retirada parcial do soro, o que deixa o alimento mais cremoso e concentrado.
Na prática, isso também altera o valor nutricional. O iogurte grego geralmente apresenta mais proteína por porção, mas também concentra mais calorias e gordura.
Em 100 gramas, a versão grega pode chegar a cerca de 133 calorias, enquanto o natural integral fica em torno de 74 calorias. A diferença também aparece na quantidade de gordura total e carboidratos.
Além disso, alguns produtos vendidos como “iogurte grego” recebem espessantes e estabilizantes para reproduzir a textura cremosa, o que pode mudar ainda mais a composição nutricional.
Qual tem mais proteína?
O iogurte grego costuma sair na frente quando o assunto é proteína. Como ele é mais concentrado, acaba oferecendo uma quantidade maior do nutriente na mesma porção.
Por isso, ele costuma ser bastante utilizado em dietas focadas em saciedade, ganho de massa muscular ou refeições pós-treino.
Já o iogurte natural tem menos proteína, mas pode ser uma alternativa interessante para quem busca um alimento mais leve e menos calórico para o dia a dia.
Nesse ponto, o iogurte natural costuma levar vantagem. Ele geralmente possui menos gordura, menos carboidratos e menos calorias quando comparado ao grego tradicional.
Isso faz com que muita gente escolha a versão natural em estratégias de controle calórico ou emagrecimento.
Ainda assim, tudo depende da composição do produto. Algumas versões gregas zero açúcar ou com baixo teor de gordura podem ter valores nutricionais diferentes. Por isso, olhar o rótulo continua sendo importante.
Como incluir o iogurte na rotina
Os dois tipos podem fazer parte de uma alimentação equilibrada. O natural combina bem com frutas, aveia e granola no café da manhã ou lanche da tarde.
Já o grego costuma funcionar bem em receitas mais cremosas, sobremesas proteicas e até molhos para saladas.
No fim, a melhor escolha depende do objetivo de cada pessoa e do equilíbrio da alimentação como um todo.
A Holanda divulgou, nesta quinta-feira (27/5), 0s 26 jogadores convocados para a disputa da Copa do Mundo de 2026. Entre os nomes escolhidos pelo técnico Ronald Koeman está Memphis Depay, astro do Corinthians.
A seleção holandesa integra o Grupo F da Copa do Mundo, ao lado de Japão, Suécia e Tunísia. Os holandeses estreiam na competição em 14 de junho, às 17h (horário de Brasília), diante dos japoneses.
Confira os convocados da Holanda para a Copa do Mundo:
Goleiros:Verbruggen, Flekken, Roefs.
Defensores: Dumfries, Wieffer, Van Dijk, Van Hecke, Jurriën Timber, Aké, Van de Ven, Hato.
Meio-campistas: De Jong, Reijnders, Gravenberch, Koopmeiners, Justin Kluivert, De Roon, Quinten Timber, Til.
Em duelo decisivo pela sobrevivência na Libertadores, o Fluminense recebe o Deportivo La Guaira, da Venezuela, nesta quarta-feira (27/5). As equipes se enfrentam no Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília), pela última rodada da fase de grupos.
Para avançar de fase, além de vencer o adversário venezuelano, o Flu precisa que o Bolívar não vença o Independiente Rivadavia, da Argentina, em Santa Cruz da La Sierra. As equipes se enfrentam no mesmo dia e horário, pelo fechamento do Grupo C da Libertadores.
Prováveis escalações
Fluminense: Fábio, Guga, Jemmes, Freytes e Guilherme Arana; Nonato, Hércules e Lucho Acosta; Canobbio (Soteldo), John Kennedy e Savarino.
La Guaira: Varela, Luis Peña, Gianolli, Osio e Gutiérrez; José Correa, Faya, Sulbarán e Castellanos; Arace e Londoño.
Onde assisitir
A partida entre Fluminense x La Guaira, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, terá transmissão em TV aberta (Globo, nos estados de Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Paraíba e Sergipe), TV por assinatura (Espn) e streaming (Disney+).
Erguida há cerca de 4,6 mil anos, a Grande Pirâmide de Gizé (também conhecida como Pirâmide de Quéops), no Egito, resistiu a terremotos sem grandes danos durante todo esse tempo. Saiu ilesa de tremores como os de 1847, com magnitude de 6,8 pontos, e de 1992, de 5,8 pontos.
Um novo estudo, conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica (NRIAG), do Egito e publicado na revista Scientific Reports, analisou essa façanha.
Saber acumulado ao longo de gerações
O estudo demonstra que “os antigos construtores egípcios possuíam conhecimentos práticos e empíricos excepcionais, acumulados ao longo de gerações”, afirma o primeiro autor do artigo, Mohamed ElGabry, à agência de notícias EFE.
A Pirâmide de Gizé, segundo ele, é testemunho da excelência técnica dos antigos construtores egípcios, capazes de erguer monumentos com estabilidade estrutural notável. Suas técnicas foram desenvolvidas por tentativa e erro, sem as teorias modernas da sismologia e da mecânica dos solos.
Não há provas diretas de que a pirâmide tenha sido projetada especificamente para resistir a terremotos. O objetivo, explica ElGabry, era construir o monumento “mais estável e durável possível”.
O pesquisador considera provável que muitas das características que contribuem para o bom comportamento da pirâmide durante os terremotos tenham sido escolhidas principalmente por motivos de estabilidade estática e durabilidade.
“Seu excelente comportamento sísmico parece ser um efeito colateral muito positivo da extraordinária intuição engenheira [dos construtores]”, indica ElGabry.
Como a pirâmide vibra durante um sismo
Os pesquisadores registraram as vibrações ambientais geradas pela atividade humana ou por mudanças climáticas em 37 pontos ao redor da pirâmide, incluindo suas câmaras internas, blocos de construção e solo adjacente.
Os resultados indicam que a estrutura tem uma frequência natural de vibração. Ou seja, a maior parte da grande pirâmide vibra com uma frequência natural muito semelhante, entre 2 e 2,6 hertz.
Isso indica que “todo o monumento se comporta como uma estrutura altamente coerente e bem integrada, em vez de um conjunto de partes conectadas de forma frouxa”. Essa homogeneidade reduz as tensões internas durante os tremores, explica.
Outra característica importante que a protege dos terremotos é o fato de a frequência da pirâmide ser bastante diferente da do solo ao redor, o que ajuda a evitar a ressonância — uma amplificação perigosa que ocorre quando uma estrutura “vibra em uníssono” com o solo.
Geometria, fundações e projeto interno: as chaves da resistência sísmica
Entre as características que lhe conferem essa resistência, o cientista destacou a base extremamente larga e o baixo centro de gravidade. A isso soma-se uma geometria altamente simétrica, a redução gradual da massa em direção ao topo e a construção sobre um leito de rocha calcária sólida.
Além disso, o sofisticado projeto interno, em especial das câmaras de alívio localizadas sobre a Câmara do Rei, desempenha um papel fundamental.
As medições revelaram que a amplificação das vibrações diminui no interior dessas câmaras, apesar de estarem em maior altura, o que sugere que elas têm um papel importante na dissipação da energia sísmica e na proteção da Câmara do Rei.
Além disso, a base sobre a qual a pirâmide foi construída — um planalto de pedra calcária sólida e resistente — influencia de forma “muito significativa” a mitigação dos riscos de um terremoto.
Uma fundação sólida é um dos fatores mais importantes para a resistência sísmica, pois minimiza a amplificação do solo e os assentamentos diferenciais.
Nesse caso, os dados confirmaram que a fundação apresenta um baixo índice de vulnerabilidade sísmica, declarou o pesquisador.
Mais de quatro mil milênios após sua construção, a Pirâmide de Quéops permanece em “muito bom estado estrutural“, observa ElGabry. E o estudo confirma que “seu projeto original continua oferecendo proteção eficaz contra as forças sísmicas”.
Desde que não haja danos internos graves nem mudanças significativas nas fundações, conclui, a pirâmide deve continuar resistindo bem a possíveis terremotos futuros.
O jejum intermitente ganhou popularidade como uma estratégia para emagrecer, especialmente por seus possíveis benefícios metabólicos. Mas há evidências de que a suspensão da alimentação em certos períodos não é mais eficaz do que dietas tradicionais para perda de peso. Essa foi a conclusão de uma análise de 22 ensaios clínicos, com quase 2 mil adultos com sobrepeso ou obesidade, publicada em fevereiro na Cochrane Library.
O jejum intermitente é uma estratégia que alterna períodos de alimentação com intervalos mais longos de pouca ou nenhuma ingestão calórica. No estudo, foram avaliados modelos com uma janela de tempo restrita ao longo do dia, jejum em dias específicos da semana, jejum em dias alternados, além da dieta 5:2, em que se mantém alimentação habitual por cinco dias e restrição calórica em dois dias não consecutivos.
“A lógica do método é relativamente simples: prolongar períodos sem ingestão de calorias para reduzir a ingestão energética total. Fisiologicamente, isso pode aumentar a mobilização de gordura e gerar algumas adaptações metabólicas”, explica o endocrinologista Rafael Scarin, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.
Apesar desses mecanismos, os resultados indicam que, na prática, o impacto sobre o peso corporal é semelhante ao das dietas convencionais, que restringem calorias sem cortar refeições completamente. A diferença média encontrada foi pequena e estatisticamente não significativa: os que seguiram algum método de jejum perderam cerca de 300 gramas em relação aos grupos controle. “Na prática, o jejum intermitente não parece ser melhor do que uma dieta convencional bem conduzida, mas pode ser uma alternativa válida para alguns pacientes, desde que seja sustentável e compatível com sua rotina”, analisa Scarin.
Parte da popularidade do jejum intermitente está associada à ideia de que poderia gerar benefícios metabólicos adicionais. Segundo o endocrinologista, há evidências de alterações fisiológicas nesse sentido. “O jejum intermitente costuma ser associado a mecanismos como melhora da sensibilidade à insulina, maior oxidação de gordura, produção de corpos cetônicos [moléculas produzidas pelo fígado quando o organismo passa a usar gordura como principal fonte de energia] e possíveis efeitos sobre o ritmo circadiano e o metabolismo da glicose”, explica.
No entanto, essas alterações não se traduzem necessariamente em vantagens clínicas. “Esses fenômenos fisiológicos não são sinônimo de superioridade clínica. Na prática, esses potenciais mecanismos não resultaram em benefícios clinicamente relevantes além do que já se obtém com restrição calórica e orientação dietética convencional. Na própria revisão não houve uma ‘vantagem metabólica mágica’ comprovadamente superior”, observa o médico do Einstein.
De acordo com o especialista, a principal questão na escolha de uma estratégia alimentar é a capacidade de mantê-la ao longo do tempo. Como não foram identificados subgrupos com maior benefício, o sucesso do método depende muito mais da adaptação individual do que de alguma vantagem metabólica específica. “O perfil que tende a se beneficiar mais é o paciente que consegue se adequar às regras de horários para comer, adaptar as janelas alimentares à rotina e sustentar esse padrão no longo prazo”, aponta Rafael Scarin.
Embora a revisão não tenha identificado aumento consistente de riscos em comparação a dietas tradicionais, alguns efeitos adversos podem ocorrer, especialmente quando o método não é bem acompanhado. Entre os sintomas relatados estão fadiga, tontura, fome excessiva, dor de cabeça, náusea e hipoglicemia. “Também é preciso cautela em pessoas com histórico de transtornos alimentares, risco de desnutrição ou perda de massa muscular, além daqueles que usam medicamentos que reduzem a glicose no sangue”, adverte o endocrinologista.