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Secretaria Estadual de Saúde confirmou, no último sábado (10/1), o segundo caso de Mpox da cepa Clado Ib em São Paulo. O paciente é um homem de 39 anos que mora em Portugal e buscou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

De acordo com a pasta, o homem apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro e permaneceu internado por um dia, recebendo todas as orientações. Ele teve alta médica e retornou ao país de origem.

Mpox: morador de Portugal é o 2º caso de nova cepa da doença em SP - destaque galeria
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Concebida para agir contra a varíola humana, erradicada na década de 1980, a vacina contra a condição também serve para evitar a contaminação pela varíola dos macacos, por serem doenças muito parecidas

Tanto o vírus causador da varíola humana quanto o causador da varíola dos macacos fazem parte da família "ortopoxvírus". A vacina, portanto, utiliza um terceiro vírus desta família, que, além de ser geneticamente próximo aos supracitados, é inofensivo aos humanos e ajuda a combater as doenças, o vírus vaccinia
Homens que fazem sexo com outros homens e as pessoas que tiveram contato próximo com um paciente infectado foram consideradas prioritárias para o recebimento das doses
Atualmente, existem duas vacinas em uso contra a varíola dos macacos no mundo: a Jynneos, fabricada pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, e a ACAM2000, fabricada pela francesa Sanofi
A Jynneos é administrado como duas injeções subcutâneas (0,5 mL) com 28 dias de intervalo. A resposta imune leva 14 dias após a segunda dose

“Até o momento, não há registro de pessoas com sintomas entre os contatos identificados no local de hospedagem do paciente”, informou a secretaria.

No ano passado, foi registrado o primeiro caso de Mpox, em uma mulher de 29 anos, que conseguiu se curar. Ela relatou que manteve contato com familiar vindo da República Democrática do Congo, país africano onde a cepa circula endemicamente.

Até o momento, foram notificados 1.930 casos de Mpox no estado de São Paulo, sem registro de morte associada à doença.

Transmissão de Mpox

De acordo com a Secretaria da Saúde, a transmissão de Mpox entre seres humanos ocorre, principalmente, por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas.

A doença causada pelo Mpox vírus (MPXV) provoca os seguintes sintomas: manifestações cutâneas em qualquer parte do corpo, podendo estar associadas a febre, fraqueza, linfonodos inchados, dores musculares, dores nas costas, dor de cabeça, dor de garganta, congestão nasal ou tosse.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em caso de suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. Se o diagnóstico for confirmado, a orientação é adotar medidas preventivas para evitar a transmissão da doença e iniciar o manejo clínico individualizado.


Prevenção contra a Mpox:

Trocar a academia por uma caminhada ao ar livre é uma alternativa cada vez mais comum na rotina de quem busca saúde e qualidade de vida. A prática, no entanto, só gera benefícios reais quando deixa de ser um simples passeio.

Segundo especialistas, para funcionar como exercício físicoa caminhada precisa ter duração mínima, intensidade adequada e, preferencialmente, estar associada ao treinamento de força.

Entenda

Morsa Images/ Getty ImagesTrês mulheres caminhando e conversando em parque - Metrópoles
Utilize a caminhada como sua base de saúde cardiovascular e a academia como sua fundação de força e proteção metabólica

De acordo com o ortopedista e médico do esporte, Pedro Ribeiroa atividade física é essencial na prevenção e no tratamento de doenças cardiovasculares, diabetes e na manutenção da autonomia, especialmente entre idosos. “A caminhada pode ser considerada exercício desde que seja contínua, com pelo menos 30 a 45 minutos, e provoque um aumento da frequência cardíaca”, explica.

O médico ressalta que caminhar sem elevar o ritmo não gera estímulo suficiente ao sistema cardiovascular. Por isso, a orientação é manter a frequência cardíaca entre 60% e 70% da máxima, algo que hoje pode ser acompanhado com o uso de relógios e aplicativos. A velocidade ideal varia conforme o condicionamento de cada pessoa, geralmente entre 4 km/h e 6 km/h.

profissional de educação física May Piza destaca que a caminhada é um exercício aeróbico de baixo impacto, eficaz para melhorar a saúde do coração, o metabolismo e o bem-estar mental. Para ela, um dos maiores mitos é acreditar que apenas caminhadas longas funcionam.

“Cada minuto em movimento conta. O mais importante no início é criar constância e ajustar a intensidade para transformar o passeio em treino”, afirma a profissional.

Veja o que dizem especialistas sobre trocar a academia pela caminhada - destaque galeria
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Uso de hormônios para se dar bem na musculação foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM)

Emagrecer e ganhar músculos, tudo ao mesmo tempo, é desafiador
Os músculos precisam de descanso para crescer
Mantenha uma boa alimentação e pratique atividades físicas para elevar a qualidade de vida

Caminhada não substitui tudo, mas complementa

May Piza ainda explica que a caminhada e a musculação atuam de forma diferente no organismo e não devem ser vistas como escolhas excludentes. Enquanto caminhar melhora o condicionamento cardiorrespiratório e auxilia no controle do peso, o treinamento de força é responsável pelo ganho de massa muscular, proteção das articulações e aumento do gasto calórico em repouso.

Pedro Ribeiro reforça que a combinação das duas modalidades traz resultados mais completos. “O ideal é dividir a semana entre caminhada e musculação. A musculação estabiliza as articulações e reduz o risco de lesões, enquanto caminhar melhora a capacidade cardiovascular e o déficit calórico”, pontua.

Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Para pessoas com limitações articulares, como artrose, os especialistas alertam que a prática deve ser orientada e adaptada, evitando sobrecargas. Aliada a uma alimentação equilibrada, a combinação entre caminhada e treino de força contribui para um envelhecimento mais saudável, com preservação da massa muscular e maior autonomia funcional.

Você acorda cansado, passa o dia se sentindo esgotado e, mesmo sem grandes problemas aparentes, a mente parece sempre no limite? A resposta pode estar em hábitos comuns, tão normalizados no dia a dia que passam despercebidos — mas que drenam energia mental aos poucos.

A seguir, veja cinco comportamentos que parecem inofensivos, mas contribuem para o cansaço emocional e mental.

Checar o celular o tempo todo

Responder mensagens, rolar o feed e ver notificações “só por um minuto”. O problema é que o cérebro não descansa entre um estímulo e outro. O excesso de informação mantém a mente em estado de alerta constante, dificultando a concentração e aumentando a ansiedade — mesmo quando nada urgente está acontecendo.

5 hábitos do dia a dia que parecem normais, mas cansam mentalmente - destaque galeria
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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Fazer várias coisas ao mesmo tempo

Responder e-mails enquanto assiste TV, trabalhar ouvindo música ou resolver tudo “no automático”. A multitarefa dá a sensação de produtividade, mas na prática sobrecarrega o cérebro. Alternar tarefas o tempo todo exige mais esforço mental do que focar em uma coisa de cada vez, o que gera fadiga e sensação de esgotamento ao fim do dia.

O padre que causou forte comoção em Juiz de Fora (MG) ao morrer após finalizar a oração de uma Ave-Maria, faltando apenas um minuto para as 18h, é José Luciano Jacques Penido (foto em destaque). O religioso, que tinha 103 anos, faleceu na última sexta-feira (9/1).

informação foi compartilhada por integrantes da Congregação do Santíssimo Redentor durante as homenagens póstumas realizadas na manhã desse domingo (11), na Capela Mortuária do Cemitério da Paróquia da Glória.

Vida de fé

Natural de Belo Vale, padre Penido nasceu em 18 de outubro de 1922, em uma família de 13 irmãos. Desde a infância, demonstrava vocação religiosa e contato próximo com os missionários redentoristas que atuavam em sua cidade natal.

Ingressou no seminário aos 11 anos e foi ordenado sacerdote em 1947, em Belo Horizonte. Ao longo de mais de sete décadas de ministério, atuou como pároco, formador, missionário, professor e gestor pastoral em diversas cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Entre os cargos de maior relevância, esteve à frente da antiga Província do Rio de Janeiro da Congregação Redentorista durante um período de transformações institucionais. Também exerceu funções internacionais, passando por Roma, onde estudou teologia, jornalismo e colaborou com a Rádio Vaticana.

Reprodução/InternetJosé Luciano Jacques Penido
José Luciano Jacques Penido

Reconhecido pelo Papa Francisco

Além da atuação pastoral, padre Penido deixou uma marca na preservação da memória histórica brasileira.

Ele foi o fundador do Museu do Escravo, em Belo Vale, instituição considerada única no país, com acervo dedicado à história da escravidão, da resistência negra e da luta dos povos africanos escravizados no Brasil.

Em 2022, ao completar 100 anos, recebeu bênção apostólica do Papa Francisco e uma carta do Superior Geral dos Redentoristas, agradecendo pela vida inteiramente dedicada à fé e ao serviço.

Penido foi sepultado exatamente ao meio-dia, na Hora do Angelus, sob o toque dos sinos da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória e cânticos tradicionais.

 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, em 9 de dezembro de 2025, uma nova proposta de regra que muda a forma como os fitoterápicos — medicamentos feitos a partir de plantas — são avaliados e autorizados no Brasil. O objetivo é aumentar a segurança desses produtos, deixando claro quais plantas podem ser usadas e quais oferecem riscos à saúde.

A medida está detalhada em uma Minuta de Instrução Normativa, que faz parte da agenda regulatória da agência. O texto reúne critérios técnicos atualizados e cria uma lista oficial de plantas proibidas, além de impor restrições ao uso de outras espécies em medicamentos tradicionais fitoterápicos.

Por que a Anvisa decidiu mudar as regras

O uso de plantas medicinais é comum no Brasil e faz parte da cultura popular. No entanto, nem todas as plantas consideradas “naturais” são seguras. Algumas podem ser tóxicas, causar efeitos colaterais graves ou interagir com outros medicamentos.

Segundo a Anvisa, havia a necessidade de atualizar normas antigas, que não acompanhavam os avanços científicos nem os dados mais recentes sobre segurança. A nova regra busca garantir que fitoterápicos vendidos como medicamentos tenham controle de qualidade e não ofereçam riscos desnecessários à população.

A principal novidade da norma é a criação de listas oficiais de plantas que não podem ser usadas ou que só podem ser utilizadas com restrições em medicamentos fitoterápicos industrializados. No documento, a Anvisa apresenta espécies totalmente proibidas, por apresentarem riscos comprovados à saúde.


Plantas proibidas pela Anvisa


A minuta também traz plantas que podem ser usadas apenas com restrições, como limite de dose, uso exclusivo externo ou controle rigoroso de substâncias químicas presentes nelas. Essas condições são baseadas em estudos científicos e referências internacionais.

Anvisa reforça que a regra não proíbe o uso tradicional de plantas medicinais, como chás caseiros ou práticas populares, mas se aplica a medicamentos industrializados, que precisam seguir padrões sanitários claros.

Com a nova regra, empresas que produzem ou pretendem registrar fitoterápicos no Brasil terão que revisar a composição de seus produtos. Medicamentos que utilizem plantas proibidas ou fora das condições estabelecidas não poderão ser regularizados.

A norma prevê um prazo de adaptação, permitindo que a indústria se ajuste antes de a regra passar a valer integralmente. A expectativa da Anvisa é que a mudança traga mais clareza, segurança e confiança para consumidores e profissionais de saúde.

Ao mesmo tempo, a agência avalia que um marco regulatório mais claro pode estimular pesquisas e o desenvolvimento de novos fitoterápicos, desde que baseados em evidências científicas e no uso responsável da biodiversidade brasileira.

A Alphabet, controladora do Google, alcançou, nesta segunda-feira (12/1), a marca de US$ 4 trilhões (cerca de R$ 21,5 trilhões, pela cotação atual) em valor de mercado pela primeira em sua história.

Com isso, a big tech passa a integrar um restrito grupo de empresas que já ultrapassaram essa marca – Nvidia, Microsoft e Apple.


O que aconteceu

Na semana passadaa Alphabet já havia conquistado um feito ao se tornar a segunda empresa mais valiosa do mundo, ultrapassando a Apple e ficando atrás apenas da Nvidia.

Impulsionada pelo bom desempenho de suas ações e pelo avanço no mercado de inteligência artificial (IA), a Alphabet bateu a Apple pela primeira vez desde 2019.

Alphabet avança em IA

O avanço da Alphabet no mercado de IA foi determinante para o trajetória de alta das ações da companhia e, consequentemente, para a empresa prevalecer diante da Apple.

As ações da dona do Google fecharam o ano passado entre aquelas com maior valorização na Bolsa de Valores de Nova York. Em novembro, a companhia apresentou sua sétima geração de chips próprios de processamento tensorial – o chamado Ironwood, apontado como uma alternativa consistente aos produtos da Nvidia.

Em dezembro, foi a vez do lançamento do Gemini 3, a nova geração de IA do Google. A plataforma integra texto, imagem, áudio e vídeo e é focada em raciocínio profundo e capacidade de agir de forma autônoma para tarefas complexas, com versões como Gemini 3 Pro (mais potente) e 3 Flash (mais rápida).

Flamengo pode ter um reforço de peso para a temporada 2026 e o nome é um velho conhecido: Lucas Paquetá. O Garoto do Ninho chegou um acordo em relação aos termos pessoais com o clube carioca.

As negociação estão em andamento. O Flamengo quer o jogador já em janeiro, enquanto o West Ham insiste em manter o meia de 28 anos até o final da temporada 2025/26, em junho. O camisa 10 pressiona para que o negocio aconteça. A informação é de Fabrizio Romano, jornalista italiano especializado em transferências no futebol.

Lucas Paquetá jogou nas categorias de base do Flamengo entre 2006 a 2016 — ano em que subiu para o profissional — e jogou no time até 2018. Foram 95 jogos e 18 gols pelo Rubro-Negro.

A febre das canetas emagrecedoras fez explodir a importação desse remédio. Em 2025, a compra de medicamentos como Ozempic e Mounjaro somou US$ 1,669 bilhão – cerca de R$ 9 bilhões.

Dados do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) revelam que a demanda por esses tratamentos saltou 88% em apenas um ano. E, como não há fabricação nacional, tanto interesse aparece na balança comercial.

O volume é tão expressivo que já supera a importação de itens tradicionais de consumo importado, como salmão, telefones celulares e até azeite de oliva.

A Dinamarca, sede da Novo Nordisk (criadora do Ozempic e Wegovy), ainda lidera a origem dos produtos, respondendo por 44% do total ou US$ 734,7 milhões no ano passado.

A geopolítica das canetas para emagrecer, porém, está mudando rapidamente. Os Estados Unidos já aparecem logo atrás, com 35,6% das importações ou US$ 593,7 milhões. O país abriga a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, que ganha clientes de forma agressiva.

Os dois gigantes farmacêuticos vivem, no Brasil, dois momentos muitos diferentes. Enquanto as compras da Dinamarca cresceram 7% no ano passado, as importações originárias dos EUA dispararam impressionantes 992%. O dado sugere que o motor do crescimento recente não foi o pioneiro Ozempic, mas sim a rápida adoção do concorrente norte-americano, o Mounjaro.

E o teto para esse mercado ainda parece distante. Um relatório do Itaú BBA projeta que o setor deve saltar do atual patamar de cerca de US$ 1,8 bilhão por ano para US$ 9 bilhões (R$ 50 bilhões) até 2030.

No curto prazo, um novo fator deve aquecer ainda mais as vendas: a quebra da patente da semaglutida (princípio ativo do Ozempic). A chegada dos genéricos promete reduzir preços e ampliar massivamente o acesso a esses tratamentos.

infarto é a segunda condição que mais mata no Brasil, ficando atrás do acidente vascular cerebral (AVC), conforme dados do Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil. Em 2024, a doença ocasionou a morte de 77.886 pessoas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o quadro decorre da diminuição ou interrupção da passagem de sangue para o coração.

Diante desses dados alarmantes, a coluna Claudia Meireles requisitou a cardiologista Alessandra Figueiredo, do Hospital Mantevida, para saber: quais hábitos mais contribuem para o aumento do risco de infarto? Primeiramente, a médica menciona o tabagismo. Ela destaca que os indivíduos têm começado a fazer o uso do tabaco com “bastante precocidade e maior frequência.”

Cardiologista aponta os hábitos que mais aumentam o risco de infarto - destaque galeria
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A condição é a segunda maior causa de mortes no Brasil

Mais de 77 mil pessoas morreram em 2024 em decorrência de infarto
Cuidar da alimentação, manter rotina de atividades físicas e evitar o cigarro são medidas que reduzem os riscos de câncer e doenças cardíacas

“Principalmente, os pacientes mais jovens passaram a adquirir esse hábito, e não só do tabaco normal com cigarro de filtro, mas também de pods, que são extremamente nocivos, cheios de substâncias e milhões de compostos que geram um comprometimento dos pulmões”, detalha a especialista.

Alessandra revela atender um paciente na faixa dos 25 a 28 anos que apresenta já um “comprometimento importante” e com enfisema, o que pode evoluir para o “pulmão de pipoca”, isto é, o surgimento de nódulos nos pulmões. Os órgãos são responsáveis por oxigenar o sangue e devolvê-lo ao coração e, em seguida, o fluido é bombeado para todo o corpo.

fhm/Getty Images
O tabagismo é o hábito com potencial de aumentar o risco de infarto, segundo a médica

Além do uso de tabaco, a cardiologista aponta sobre a alimentação bastante irregular favorecer o aumento do risco de infarto: “Consumir opções ricas em colesterol e embutidos, que têm teor elevado de sal e de gordura”. Outro tópico abordado pela médica é o sedentarismo.

Segundo Alessandra Figueiredo, o histórico familiar também entra na lista. “Quase todas as pessoas têm um familiar próximo com hipertensão, doença coronariana e diabetes“, afirma.

A cardiologista, então, ressalta: “Basicamente, eu diria que tabagismo, alimentação não saudável e sedentarismo, no meu ponto de vista, são os hábitos que mais prevalecem na atualidade para comprometer e aumentar o risco cardiovascular”, finaliza.

andreswd/GettyimagesImagem mostra mulher sentada em maca e tendo a pressão aferida com um aparelho manual - Metrópoles

uso contínuo de medicamentos como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol, comuns no tratamento de gastrite, refluxo e úlceras, pode ter efeitos negativos na nutrição do organismo.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) chama a atenção para o impacto desses fármacos na absorção de minerais essenciais quando utilizados por períodos prolongados. Os resultados foram publicados na revista ACS Omega em novembro de 2025.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, analisou os efeitos do uso contínuo de inibidores da bomba de prótons em ratos. Esses medicamentos atuam reduzindo a acidez do estômago, o que ajuda a aliviar sintomas gástricos, mas também interfere em processos importantes da digestão.

Segundo os pesquisadores, essa alteração no ambiente ácido pode dificultar a absorção de nutrientes fundamentais para o equilíbrio do organismo.

Alterações nos minerais e possíveis consequências

Durante o experimento, os animais foram divididos em grupos que receberam omeprazol por 10, 30 ou 60 dias, além de um grupo controle. Ao longo do período, os cientistas observaram mudanças na distribuição de minerais como ferro, cálcio, zinco, magnésio, cobre e potássio.

Os resultados mostraram acúmulo de alguns desses minerais no estômago e desequilíbrios em órgãos como fígado e baço. No sangue, foi identificado aumento nos níveis de cálcio e redução de ferro, um padrão que pode estar associado a maior risco de problemas ósseos e anemia.

“O achado mais preocupante foi o aumento de cálcio na corrente sanguínea dos animais, o que pode indicar um desequilíbrio com a retirada do mineral dos ossos e um risco futuro de osteoporose. No entanto, são necessários estudos mais longos para confirmar essa hipótese”, afirma Angerson Nogueira do Nascimento, professor da Unifesp e coordenador do trabalho, em comunicado.

Além das alterações minerais, o estudo também detectou mudanças em células do sistema imunológico, sugerindo que os efeitos do uso prolongado vão além do trato digestivo.

Tempo de tratamento e uso banalizado

Com mais de três décadas no mercado, o omeprazol se tornou um dos medicamentos mais usados no país, muitas vezes sem acompanhamento médico. Para a pesquisadora Andréa Santana de Brito, da Unifesp, esse é um ponto central da discussão.

“Não se trata de demonizar o medicamento, que é eficaz para várias condições gástricas. O problema é o uso banalizado, inclusive para sintomas leves como azia, e por períodos que se estendem por meses ou anos. Esses efeitos adversos não podem ser ignorados”, afirma Andréa.

Ela alerta que a situação pode se tornar ainda mais delicada após a liberação da venda de omeprazol 20 mg sem prescrição médica pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em novembro de 2025. Segundo a pesquisadora, a facilidade de acesso pode estimular a automedicação e o uso contínuo além do recomendado.

Próximos passos da pesquisa

Em nota enviada à FAPESP, a Anvisa informou que a inclusão do medicamento como isento de prescrição busca promover o uso responsável, reforçando a orientação de que o tratamento não deve ultrapassar 14 dias sem avaliação médica. A agência também destacou que embalagens que excedam esse período não podem ser vendidas sem receita.

Os pesquisadores ressaltam que o estudo foi realizado com omeprazol, mas que outros medicamentos da mesma classe atuam de forma semelhante e podem ter efeitos ainda mais intensos.

“Algumas moléculas mais modernas têm ação mais potente e duradoura, o que pode prolongar o impacto sobre a absorção de nutrientes”, explica Andréa Santana de Brito.

Segundo a equipe, os efeitos dos inibidores da bomba de prótons sobre certos minerais já eram conhecidos, mas a pesquisa amplia esse conhecimento ao incluir elementos como magnésio e zinco.

Associada à alimentação, principalmente quando há o consumo excessivo de opções ultraprocessadas, ricas em açúcar e com gorduras de alta qualidade, a inflamação do intestino resulta também da alta ingestão de álcool, estresse constante, uso repetido de medicamentos e intolerâncias alimentares. Segundo a nutricionista Clara Alves Delavy, esses são fatores que favorecem o processo inflamatório intestinal.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista em nutrição clínica e esportiva menciona que alguns alimentos têm ativos capazes de desinflamar o intestino. Com relação a esse efeito, ela evidencia a cúrcuma e o gengibreAmbos somam compostos bioativos com ação anti-inflamatória, conforme detalha a expert: “Podem ajudar bastante na saúde intestinal.”

Nutri cita alimentos que ajudam a combater a inflamação do intestino - destaque galeria
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A nutricionista aponta alimentos que ajudam a desinflamar o intestino

Com o passar do tempo, ficar com o intestino inflamado pode contribuir para a piora da saúde metabólica
Os sinais de que o intestino não está funcionando bem costumam aparecer no dia a dia

Clara prossegue ao ressaltar os benefícios da cúrcuma: “Rica em curcumina, um composto com forte efeito anti-inflamatório e antioxidante”. Para aproveitar mais as propriedades do alimento, a nutricionista aconselha consumi-lo em conjunto com uma fonte de gordura e um pouco de pimenta-do-reino, o que aumenta a absorção da curcumina.

Quanto ao gengibre, a especialista explica que a raiz tuberosa traz na composição substâncias como o gingerol e o shogaol. Elas ajudam a reduzir a inflamação, facilitam a digestão e aliviam desconfortos intestinais. “Os dois alimentos podem ser usados no dia a dia, em preparações culinárias, chás ou como temperos naturais, sempre com moderação e dentro de uma alimentação equilibrada”, aponta.

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O gengibre integra ativos que beneficiam a saúde do intestino

Outros alimentos listados por Clara são as frutas vermelhas, a exemplo do morango, amora, framboesa, mirtilo e cereja. Ela as define como “ótimas aliadas da saúde do intestino”. As opções dispõem de “boa quantidade de fibras” e, por isso, favorecem o órgão do sistema digestório a funcionar melhor. “São riquíssimas em antioxidantes, como polifenóis e antocianinas, que têm ação anti-inflamatória”, argumenta.

“Esses compostos, presentes nas frutas vermelhas, auxiliam no equilíbrio da microbiota, protegem a mucosa intestinal e colaboram para reduzir processos inflamatórios, além de favorecerem o trânsito do intestino e a saúde digestiva como um todo”, analisa a nutricionista. Ela salienta sobre manter o órgão saudável contribuir com a disposição e a saúde mental: “Impacta diretamente a qualidade de vida.”

Recentemente, países acometidos por arboviroses causadas por vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, ganharam mais uma ferramenta para reduzir a incidência destas doenças: a bactéria Wolbachia.

Este microrganismo intracelular é transmitido da mãe para a prole e infecta naturalmente cerca de 70% das espécies de insetos, incluindo cupins, borboletas e moscas. Porém, nunca havia sido encontrado em Aedes aegypti.

Após a transinfecção de Wolbachia a partir de moscas da fruta em Aedes aegypti, os cientistas perceberam que este mosquito tinha capacidade reduzida em transmitir dengue, zika e chikungunya.

Desde então, machos e fêmeas de Aedes aegypti com Wolbachia têm sido soltos em áreas endêmicas para essas arboviroses. Com isso, busca-se substituir populações naturais do inseto, altamente competentes à transmissão viral, por outras com a bactéria, resistentes aos vírus.

Experiências mundiais com Wolbachia

Países tropicais como Austrália, Colômbia, Indonésia e Vietnã já contam com Aedes aegypti com Wolbachia em ambientes urbanos de algumas de suas cidades.

No Brasil, o país historicamente com o maior número de casos de dengue no mundo, as solturas de iniciaram em 2014 no Rio de Janeiro e em Niterói (RJ). E depois, ocorreram em Campo Grande (MS), Petrolina (PE), Belo Horizonte (MG), Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), entre outras cidades.

Além disso, Brasília (DF), Luziânia (GO) e Blumenau (SC), por exemplo, estão em fase de implementação por meio da empresa Wolbito do Brasil.

A empresa foi criada a partir de uma parceria entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a iniciativa internacional World Mosquito Program (WMP).

O sucesso da estratégia em locais como Austrália, Colômbia e Indonésia é notável. Houve uma queda de até 96% na incidência de dengue.

No Brasil, observou-se redução de 69% nos casos dessa arbovirose, 56% de chikungunya e 37% de zika em Niterói e63% menos casos de dengue em Campo Grande.

Na cidade do Rio de Janeiro, os resultados foram mais modestos com uma redução de 38% nos casos de dengue e 10% de chikungunya, fato atribuído a uma baixa presença de Wolbachia nos mosquitos coletados em campo (32%, em média).

Como a genética atua na luta contra a dengue, zika e chikungunya - destaque galeria
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Febre, dor no corpo e manchas vermelhas são sintomas comuns da dengue e das outras as doenças. Apesar disso, a forma distinta como evoluem, a duração dos sintomas e o grau de complicação são algumas das diferenças entre elas

Estar atento aos sinais e saber identificar as distinções é importante para um diagnóstico e tratamento precisos, pois, apesar do que se pensa, essas doenças são perigosas e podem matar
Na dengue, os sinais e sintomas duram entre dois e sete dias. As complicações mais frequentes, além das já mencionadas, são dor abdominal, desidratação grave, problemas no fígado e neurológicos, além de dengue hemorrágica
Além disso, dores atrás dos olhos e sangramentos nas mucosas, como a boca e o nariz, também podem acontecer em pacientes que contraem a dengue
Os sintomas da zika são iguais aos da dengue, só que a infecção não costuma ser tão severa e passa mais rápido. Há, no entanto, um complicador caso a pessoa infectada esteja grávida

 Desafios climáticos, população selvagem e inseticidas

Estes dados indicam que a capacidade da bactéria de se espalhar e reduzir a transmissão de arbovírus pode depender de fatores locais.

São importantes: os aspectos como características climáticas, o tamanho da população de Aedes aegypti selvagem (ou seja, sem a bactéria), o uso paralelo de outras estratégias de controle vetorial (como aplicação de inseticidas) e, principalmente, da compatibilidade genética dos mosquitos soltos com a população nativa de mosquitos, adaptada ao contexto local.

Vale lembrar que, para o espalhamento da bactéria em campo, as fêmeas soltas precisam sobreviver tempo bastante para se reproduzir, e assim transmitir Wolbachia para a prole ao longo das gerações.

Neste cenário, a construção de biofábricas para produção em massa de Aedes aegypti com Wolbachia para o uso em solturas por todo o Brasil pode ser desafiador.

As primeiras solturas em um bairro no Rio de Janeiro nos ensinaram uma importante lição: a prevalência de Wolbachia após o término das solturas caiu bruscamente de 65% para 10%, pois os mosquitos criados em laboratório e depois liberados eram susceptíveis a piretroides, principal composto dos inseticidas domésticos.

Assim, o estabelecimento da bactéria em níveis próximos a 100% só ocorreu quando fêmeas de Aedes aegypti com Wolbachia foram cruzadas com machos locais. Esta estratégia produziu uma linhagem geneticamente similar aos mosquitos nativos, capazes de sobreviver a certas doses de piretroides.

Cinco grupos genéticos de Aedes aegypti

A partir de estudos anteriores, já sabemos que no Brasil existem pelo menos cinco grandes grupos genéticos de Aedes aegypti,. Esses grupos possuem variações no seu DNA que possivelmente os tornam bem adaptados a cada ambiente.

Outro passo importante antes da expansão das solturas é verificar como cada população de Aedes aegypti responde ao receber a infecção por Wolbachia. Estes dados devem ser considerados no planejamento das solturas.

Alguns estudos mostram que populações do mosquito naturalmente variam na sua capacidade de transmissão de arbovírus. Logo, o grau de resistência à infecção viral conferido pela bactéria também pode variar.

Além disso, Wolbachia pode gerar custos na biologia do mosquito, prejudicando sua sobrevivência, fecundidade e fertilidade. No Rio de Janeiro, por exemplo, após o término das solturas de Wolbachia, a adoção de um novo larvicida no controle vetorial levou ao colapso populacional de Aedes aegypti.

Contudo, apenas a população selvagem (sem Wolbachia) se recuperou após alguns meses com a chegada das chuvas, graças à prolongada resistência dos ovos desta espécie na parede de criadouros secos.

Por outro lado, a população com Wolbachia não teve o mesmo desfecho: a prevalência da bactéria caiu de 20–55% para 10%, fato atribuído à redução significativa do tempo de sobrevivência dos ovos de Aedes aegypti em baixa umidade na presença de Wolbachia.

Deste modo, a homogeneização genética de Aedes aegypti por meio da soltura de uma linhagem única de mosquitos com Wolbachia por todo o país poderia disseminar algumas características genéticas indesejáveis. Entre elas, maior resistência a inseticidas, maior permissividade a arbovírus ou atratividade ao ser humano.

E claro, como visto no Rio de Janeiro, a incompatibilidade genética entre as linhagens nativas e os mosquitos com Wolbachia pode dificultar o estabelecimento da bactéria, levando a perdas econômicas diretas e/ou ao atraso na redução da incidência das arboviroses.

Diante desses resultados, sugerimos considerar e preservar a diversidade genética de populações de Aedes aegypti durante as solturas de mosquitos com Wolbachia.

Isso certamente aumentará as chances de sucesso dessa promissora estratégia em mitigar um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil, onde milhares de pessoas são acometidas pelas arboviroses anualmente.

O oceano australiano acaba de reescrever a história dos maiores predadores dos mares. Pesquisadores identificaram fósseis de tubarões gigantescos com cerca de 115 milhões de anos, antecipando em 15 milhões de anos o surgimento desses titãs, conforme detalhado no estudo da Communications Biology.

A descoberta de cinco vértebras fossilizadas na Formação Darwin, no norte da Austrália, desafia a ideia de que o gigantismo dos tubarões lamniformes surgiu no Hemisfério Norte. Antes, acreditava-se que essa evolução ocorrera há 100 milhões de anos em águas da Europa e da América do Norte.

O achado indica que o gigantismo é uma característica ancestral dos lamniformes, linhagem que inclui o temido Otodus megalodon e o moderno grande tubarão-branco. As peças encontradas mostram que esses animais já dominavam o topo da cadeia alimentar muito antes do que era previsto.

O “desaparecimento” de 21 mil sacas de café que estavam armazenadas na Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil) vem tirando o sono de pelo menos 30 produtores rurais, que acionaram a polícia e denunciaram o empresário Elvis Vilhena Faleiros, do município de Franca (SP), no interior paulista.

O “sumiço” do café está sendo investigado pelos policiais. Elvis é presidente da Cocapil, cuja sede está localizada em Ibiraci (MG). De acordo com a polícia, o prejuízo pelo desaparecimento misterioso das sacas de café é estimado em pelo menos R$ 132 milhões – incluindo perdas dos produtores, dívidas bancárias e com fornecedores.

Além de produtores de Ibiraci, cafeicultores das cidades de Franca, Cristais Paulista (SP), Claraval (MG) e Cássia (MG) também fazem parte do grupo que quer descobrir o paradeiro do café desaparecido. A polícia estima que cerca de 180 pessoas podem ter sido vítimas.

Empresário teve prisão decretada e está foragido

Elvis Faleiros teve a prisão decretada pela Justiça e está foragido. Além dele, outros dois diretores da Cocapil tiveram os bens penhorados pelo Judiciário.

O delegado de Ibiraci, Estevam Ferreira, afirmou, em entrevista à TV Globo, que os relatos das vítimas são muito semelhantes. A expectativa das autoridades é a de que o inquérito policial seja concluído ainda nesta sexta-feira (9/1).

“Todas as pessoas afetadas têm a mesma história para contar. Eles dizem que depositaram a confiança na armazenagem do café na Cocapil e, da noite para o dia, esse café não estava mais lá quando eles precisaram”, relatou o delegado.

A suposta fraude começou a vir à tona em agosto do ano passado, quando um grupo de produtores procurou a Cocapil para retirar algumas sacas – mas não encontrou o café armazenado no local.

“Esta é uma conduta de altíssima gravidade. Houve um desfalque econômico para a cidade. Não é uma coisa irrelevante, um furto pequeno. Então, o pedido (de prisão) é uma necessidade de resposta condizente com a agressão à ordem pública que foi gerada”, afirmou o delegado.

O que diz a defesa do empresário

À TV Globo, o advogado Márcio Cunha, que representa Faleiros, afirmou que o prejuízo detectado na cooperativa se deve a oscilações financeiras do mercado de café. Segundo o defensor, o presidente da Cocapil pretende ressarcir devidamente os produtores prejudicados.

“O objetivo é saldar com os produtores. Este é o objetivo maior. O senhor Elvis está buscando meios financeiros para arcar com todos os cafés depositados”, disse o advogado.

Segundo o delegado Estevem Ferreira, dois diretores da Cocapil foram ouvidos pela Polícia Civil e alegaram problemas financeiros na companhia.

“Eles relataram que a saúde financeira da cooperativa veio se agravando a partir de 2021, quando houve um incremento no preço do café. Isso causou um abalo nas finanças da empresa que foi se arrastando até esse ponto de o Elvis, que era o presidente, optar por se apropriar do café dos produtores para quitar essas dívidas. Esta é a alegação deles”, explicou o delegado.

O advogado do empresário confirmou a crise financeira na cooperativa e disse que os diretores esperavam recuperar a produção, o que acabou não acontecendo.

“Acreditava-se que a produção seria melhor, mas não ocorreu essa melhora. Houve uma grande falta de entrega de café para estoque na própria cooperativa, o que gerou ainda mais esse saldo. Nós tivemos não só geada a partir de 2020, mas uma seca muito grande a partir de 2021, que prejudicou ainda mais essas negociações”, explicou.

A defesa de Elvis Faleiros já apresentou um pedido de habeas corpus em favor do empresário, mas a solicitação ainda não foi analisada por causa do período de recesso do Judiciário.

Rombo supera o Orçamento da cidade

Segundo informações publicadas pelo g1, o desaparecimento das 21 mil sacas de café da Cocapil causou um impacto financeiro brutal não apenas para os produtores locais, mas para o município de Ibiraci como um todo. A cidade tem cerca de 10 mil habitantes.

O montante de R$ 132 milhões – prejuízo estimado aos produtores – é superior às despesas do orçamento público de Ibiraci, que girou em torno de R$ 101,4 milhões em 2025, de acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado de Minas (TCE-MG).

O rombo milionário equivale a quase 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade em 2023, que foi de R$ 895 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Parlamentares da oposição articulam para que o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria seja analisado logo na primeira sessão do Congresso Nacional após o recesso parlamentar. A avaliação do grupo é de que o tema não deve se arrastar ao longo do ano legislativo e precisa ser enfrentado de imediato, como uma das primeiras votações de 2026. Para a aprecisação, porém, é preciso que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), convoque uma sessão.

O veto foi imposto pelo chefe do Executivo na quinta-feira (8/1), dia em que o Planalto realizou um evento para lembrar os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. O movimento, contudo, já era amplamente esperado entre oposicionistas.

Do jeito que foi aprovado, o PL pode também beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre sua pena de 27 anos e 3 meses após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar a trama golpista.

A oposição vê no veto integral, e na forma como foi anunciado – durante um evento no Planalto com a presença em peso de aliados – uma forma de marcar posição política e impor uma derrota simbólica ao Congresso.

Nos bastidores, líderes da oposição afirmam que o assunto já vinha sendo tratado antes mesmo do veto ser oficializado, sendo debatido inclusive com Alcolumbre.

A estratégia, agora, é pressionar o comando do Legislativo para incluir a apreciação do veto na primeira sessão conjunta do Congresso, evitando que a pauta seja empurrada para o segundo semestre.

Apesar da ofensiva da oposição, ainda não há definição sobre quando a análise do veto ocorrerá e há quem especule que a decisão acerca da matéria seja tomada ainda durante a primeira reunião de líderes depois da volta do recesso, com a retomada dos trabalhos prevista para 2 de fevereiro.

A influenciadora digital Nayra Gabrielly Oliveira Feitosa, de 20 anos, foi presa novamente por não cumprir as medidas cautelares que a Justiça havia determinado, principalmente a obrigação de ficar em casa à noite. Ela tinha sido detida anteriormente ao tentar entrar com drogas em um presídio em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (CE).

A informação foi divulgada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) nesta sexta-feira (9/1). Com mais de 90 mil seguidores nas redes sociais, Nayra ficou conhecida por relatar experiências vividas quando esteve presa pela primeira vez em uma penitenciária de São Paulo.

Influenciadora digital que relata vida na cadeia é presa novamente - destaque galeria
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Nayra relata como foi a segunda vez no presídio

Nayra falanbdo sobree convívio na cadeia feminina
Nayra é de Fortaleza e já havia sido presa em 2023
Nayra relatando sobre covivência na cadeia feminina
Influencer ex-presidiária volta para cadeia após ser pega com drogas

Entenda a prisão da influenciadora


Antes disso, ela permaneceu 12 dias presa. Em vídeos publicados nas redes sociais, a influenciadora afirmou que tentou levar drogas ao presídio por dificuldades financeiras e alegou que demoraria a receber dinheiro caso optasse por um emprego formal.

Segundo o promotor de Justiça Gustavo de Souza, a nova prisão ocorreu porque Nayra “violou reiteradamente” as condições impostas pelo Judiciário.

“O comportamento da acusada demonstra desprezo pela benesse concedida pelo Estado, que confiou na possibilidade de cumprimento das medidas alternativas à prisão”, destacou o promotor.

Além do descumprimento das cautelares, o MPCE denunciou Nayra por tráfico de drogas, com a agravante de o crime ter ocorrido nas dependências de uma unidade prisional.

Presa pela primeira vez

Em 16 de outubro de 2023, Nayra viajava em um ônibus da Viação Motta que saiu de Campo Grande (MS) e tinha destino Brasília (DF). No trajeto da viagem, o transporte foi submetido a uma abordagem em um município do interior de São Paulo, Valparaíso. Durante a revista nos passageiros, foram encontrados 36,33 kg de maconha, sendo 47 deles invólucros de plástico.

Ao ser abordada, Nayra deu evidências de nervosismo. Com voz embargada, a influenciadora alegou que estava indo para Uberlândia e que anteriormente ficou em Campo Grande a trabalho, como garota de programa. Ela teria dito que o dinheiro não tinha sido o suficiente para ir até Uberlândia, mas que teria recebido uma proposta financeira e decidiu viajar.

Ao ser questionada sobre a bagagem, a moça alegou que esqueceu a chave de uma das suas malas que tinham tranca e que um cliente do programa forneceu R$ 1 mil para ela levar uma mala fechada para Uberlândia. Os policiais arrebentaram a tranca e constataram um forte odor de maconha, misturado com café, usado para disfarçar o cheiro da substância.

Havia drogas nas duas malas, uma com 23 e outra com 24 tijolos de maconha.

Nayra Gabrielly Oliveira Feitosa foi condenada pelo crime de de tráfico interestadual de drogas, conforme os artigos 33 e o artigo 40 da Lei de Drogas.

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