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O Brasil não cansa de surpreender. A praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, na Ilha dos Frades, em Salvador, conquistou o título de melhor praia de enclave do mundo, de acordo com o Ranking das Melhores Praias 2025.

Prefeitura de Salvador/ReproduçãoPonta de Nossa Senhora de Guadalupe
Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe

Avaliações

Foram analisadas mais de 200 destinos litorâneos em 11 países das Américas e da Península Ibérica. Oceanógrafos, engenheiros, gestores públicos e profissionais da área ambiental conduziram as avaliações, com critérios técnicos e científicos.

“O ranking propõe uma leitura mais profunda dos espaços costeiros, contemplando atributos como balneabilidade, biodiversidade, acessibilidade, segurança, infraestrutura, resiliência climática e serviços ecossistêmicos”, afirma o texto do Cif Playas.

Marco histórico no cenário do turismo brasileiro

Entre as 200 praias avaliadas, 44 estão localizadas no Brasil. Porém, somente a Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador, apareceu entre as dez melhores do ranking geral. As outras posições são ocupadas por praias de Cuba.

Depois de um ano em que incêndios florestais devastaram Los Angeles, nos Estados Unidos, um ciclone tropical deixou um rastro de inundações e mortes no Sudeste Asiático e a seca levou o Irã a planejar a mudança de sua capital, não é exatamente uma surpresa que 2025 tenha sido o terceiro ano mais quente já registrado, após as temperaturas sem precedentes observadas em 2023 e 2024.

As conclusões do Copernicus, programa de monitoramento climático da União Europeia, também revelam que as temperaturas globais dos últimos três anos ficaram, em média, mais de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, a marca-limite do Acordo de Paris. É a primeira vez que um triênio ultrapassa esse limite.

Segundo o monitor climático da UE, as temperaturas em 2025 estiveram 1,47°C acima dos níveis pré-industriais – apenas 0,01 °C mais baixas do que em 2023 – após um aumento de 1,6°C em 2024. A temperatura média global em 2025 foi de 14,97°C.

Mauro Facchini, que supervisiona a observação da Terra para a Comissão Europeia, descreveu o triênio acima do limite de 1,5°C como um “marco que nenhum de nós desejava alcançar”.

Cientistas há muito alertam sobre os perigos de ultrapassar esse limite estabelecido no acordo climático de Paris de 2015. Eles enfatizam que o aquecimento global acima desse nível significará mais dias de calor extremo, assim como um aumento nas enchentes mortais e tempestades devastadoras.

Carlo Buontempo, diretor do serviço de mudanças climáticas do Copernicus, disse que o mundo está a caminho de ultrapassar o limite no longo prazo. “A escolha que temos agora é como melhor gerenciar o inevitável excesso e suas consequências nas sociedades e nos sistemas naturais”, afirmou.

Cientistas concordam com a necessidade de reduzir simultaneamente as emissões de gases de efeito estufa, fazendo a transição para a energia limpa, e de se adaptar para viver num planeta em aquecimento .

Na cúpula climática das Nações Unidas em Belém, os países prometeram 120 bilhões de dólares (R$ 645,5 bilhões) para nações vulneráveis, com o propósito de financiar projetos de adaptação, como diques, sistemas de alerta precoce e culturas resistentes à seca. As promessas de financiamento climático, contudo, nem sempre se traduziram em ação.

El Niño contribuiu para tendência de três anos

Os gases de efeito estufa, que absorvem e retêm o calor na atmosfera, continuam sendo a principal causa do aumento das temperaturas globais. Liberados com a queima de petróleo, carvão e gás para mover carros ou aquecer residências, eles estão relacionados ao aumento de eventos climáticos extremos que põem em risco vidas em todo o mundo.

O problema é agravado pela destruição de sumidouros naturais de carbono, como florestas, que de outra forma absorveriam CO2.

“Os dados atmosféricos de 2025 mostram um quadro claro: a atividade humana continua sendo o principal fator responsável pelas temperaturas excepcionais que estamos observando”, disse Laurence Rouil, diretor do serviço de monitoramento atmosférico do Copernicus, acrescentando que “os gases de efeito estufa aumentaram constantemente nos últimos dez anos”.

Mas em 2023 e 2024, esse quadro foi exacerbado por um El Niño particularmente forte – um padrão climático pouco frequente, que empurra o calor do oceano para a atmosfera.

As consequências foram visíveis em todo o mundo. O Copernicus descobriu que o gelo marinho nos polos Norte e Sul atingiu uma baixa recorde em 2025. Além disso, a Antártida teve a temperatura anual mais quente já registrada, e metade da área terrestre do mundo experimentou dias mais quentes do que o normal.

“A atmosfera está nos enviando uma mensagem, e devemos ouvi-la”, disse Rouil.

Uma aeronave da Marinha dos Estados Unidos realiza, na noite desta terça-feira (13/1), um voo próximo à costa do Irã (imagem em destaque), em um momento de aumento das tensões entre os dois países.

De acordo com dados do site de monitoramento FlightRadar, o avião é um Northrop Grumman MQ-4C Triton, modelo não tripulado usado em missões de vigilância. A aeronave partiu de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e segue um trajeto próximo à costa sul iraniana.

O MQ-4C Triton é projetado para operações de reconhecimento de longo alcance, capaz de detectar, rastrear e classificar objetos de forma contínua, voando a grandes altitudes por longos períodos, além de compartilhar dados em tempo real para apoiar a coordenação militar.


				Em meio a tensões, avião da Marinha dos EUA faz voo próximo ao Irã
Reprodução/FlightRadar

Irã x EUA

Irã e Estados Unidos vivem um momento de tensão. Ainda nesta terça-feira (13/1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington agirá caso o governo iraniano execute manifestantes presos durante os protestos que atingem o país há mais de duas semanas.

“Se eles fizerem isso, tomaremos medidas muito enérgicas”, afirmou Trump em entrevista à CBS News, sem detalhar quais ações poderiam ser adotadas, limitando-se a dizer que o objetivo seria “vencer”.

O presidente reagiu também a informações de que o Irã planeja executar manifestantes presos, incluindo o iraniano Erfan Soltani, de 26 anos. “Quando começam a matar milhares de pessoas, e agora você me fala em enforcamento, vamos ver como isso vai acabar para eles. Não vai acabar bem”, declarou.

Questionado sobre que tipo de apoio estaria sendo oferecido aos iranianos, Trump sugeriu a possibilidade de ajuda econômica, sem detalhar medidas. Mais cedo, ele também usou as redes sociais para incentivar os manifestantes a continuarem os protestos e afirmou que “a ajuda está a caminho”.

Protestos

Segundo a imprensa internacional, cerca de 2.000 pessoas morreram desde o início das manifestações. O governo do aiatolá Ali Khamenei impôs um apagão quase total da internet, o que dificulta a verificação independente das informações. Relatos de moradores indicam que forças de segurança estariam atirando diretamente contra manifestantes.

Os protestos começaram com reclamações ligadas à crise econômica e, ao longo dos dias, passaram a incluir pedidos pelo fim da República Islâmica, no poder desde 1979.

Além das declarações, Trump anunciou que países que mantiverem relações comerciais com o Irã poderão ser alvo de uma tarifa de 25% sobre o comércio com os Estados Unidos, ampliando a pressão econômica sobre Teerã.

A compreensão contemporânea do transtorno do espectro autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

Evolução de neurônios e genes

A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais.

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 Outros indícios e teorias

Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que uma em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como Estados Unidos, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

Diferentemente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

Um futuro neurodivergente?

Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade.

Um grupo criminoso suspeito de roubar e comercializar canetas emagrecedoras em Salvador é alvo da segunda fase da Operação Mirakel, deflagrada na manhã desta quarta-feira (14/1). A ação tem como objetivo desarticular o esquema responsável pelo roubo e pela revenda ilegal dos medicamentos.

Segundo a delegada Mariana Ouais, titular da 14ª Delegacia Territorial (DT/Barra), a primeira fase da operação teve como foco os assaltantes que atuavam diretamente nas farmácias. Já nesta nova etapa, as investigações avançam para identificar e prender os responsáveis pela comercialização dos produtos roubados, além de outros envolvidos nos crimes.

A startup francesa Eenuee está projetando o Gen-ee, um avião regional totalmente elétrico que pretende reduzir drasticamente o impacto ambiental do setor aéreo. Com voo inaugural previsto para 2029, a aeronave de 19 assentos foca em rotas curtas e eficiência energética superior à de jatos comerciais usados atualmente.

Diferentemente das grandes companhias, a Eenuee foca no desclausuramento de regiões isoladas, como áreas montanhosas ou territórios com infraestrutura terrestre limitada. O projeto não exige a construção de grandes aeroportos, operando de forma silenciosa e acessível para comunidades que hoje possuem pouca mobilidade urbana.

Avião com arquitetura inovadora

O segredo por trás do desempenho surpreendente reside na arquitetura de fuselagem portadora, que funde o corpo do avião com as asas de forma contínua. Esse design, conhecido como Blended Wing Body, elimina as divisões tradicionais e permite que toda a estrutura gere sustentação, o que reduz o arrasto aerodinâmico total durante o voo.

Segundo os engenheiros Hugo Aveddo e Gaspar Loury, o pilotagem desse modelo exige soluções complexas, já que não há uma cauda convencional para estabilidade. Em vez disso, a equipe utiliza elevons integrados, similares aos vistos em aviões militares de alta performance para garantir manobras seguras e precisas.

 

Portugal vive os últimos dias antes das eleições presidenciais, marcadas para este sábado (18/1). O pleito vai definir o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. Ao todo, 11 candidatos estão oficialmente na corrida — o maior número desde a redemocratização no país europeu — e as sondagens indicam que um segundo turno, em 8 de fevereiro, é provável. A nova rodada ocorrerá caso nenhum nome alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.

Apesar de 11 candidaturas terem sido validadas pelo Tribunal Constitucional, o boletim de voto terá 14 nomes.

Três candidatos — Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa — foram excluídos por irregularidades na documentação, mas permaneceram na cédula porque não houve tempo hábil para reimpressão, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE).


Saiba quem são os candidatos à Presidência de Portugal

A disputa reúne políticos experientes, figuras militares, nomes ligados à cultura e candidatos independentes, refletindo um cenário fragmentado e imprevisível:


Portugal vai eleger novo presidente. Conheça os 11 candidatos - destaque galeria
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Jorge Pinto (Livre) – Deputado e doutor em Filosofia Política, é o mais jovem candidato, com 38 anos.

André Pestana – Professor e líder sindical, ficou conhecido pela atuação no movimento S.T.O.P. e concorre sem apoio partidário.

Disputa pulverizada

Para vencer já no primeiro turno, o candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos, excluídos os brancos. Analistas apontam que a pulverização do eleitorado e o elevado número de concorrentes tornam improvável uma vitória imediata, reforçando a expectativa de segundo turno entre os dois mais votados.

A campanha oficial começou em 4 de janeiro e termina no dia 16, com o dia 17 reservado à reflexão. O voto antecipado já mobiliza milhares de eleitores, inclusive portugueses no exterior e cidadãos que não estarão em seus locais de residência no dia da votação.

Caso confirmado, o segunto turno ocorrerá em 8 de fevereiro, conforme determina a legislação eleitoral portuguesa.

Nos últimos dias, os candidatos intensificam as caravanas pelo interior do país, com agendas concentradas em feiras, arruadas e visitas a instituições sociais. Distritos como Vila Real, Bragança, Castelo Branco e Évora tornaram-se pontos-chave da mobilização eleitoral.

Ao todo, cerca de 11 milhões de eleitores estão aptos a votar. A eleição marca o fim de um ciclo político em Portugal e é vista pelo presidente cessante como uma oportunidade de renovação.

Meta, controladora de Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, deve demitir cerca de 10% dos funcionários de sua divisão de realidade virtual, a Reality Labs.

Segundo informações publicadas pelo jornal The New York Times, os cortes devem atingir pelo menos 15 mil profissionais e podem ser anunciados oficialmente ainda nesta terça-feira (13/1).

Caso as demissões se confirmem, a Meta pode perder mais de 10% do contingente de funcionários de sua divisão de realidade virtual.


Entenda

Cortes

Ainda de acordo com o The New York Times, o diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, responsável por supervisionar a Reality Labs, teria convocado uma reunião para quarta-feira (14/1) na qual seriam discutidas as possíveis demissões.

Bosworth chegou a dizer que a reunião era a “mais importante” do ano, mas não deu maiores detalhes.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pediu aos principais executivos da companhia que fizessem cortes em seus orçamentos para este ano.

Os cortes de empregos são o mais recente movimento da Meta em uma “corrida da IA” contra concorrentes como OpenAI (criador do ChatGPT) e Alphabet (dona do Google). A empresa pretende racionalizar as despesas, cortando gastos considerados não essenciais e focando em otimizar o serviços.

Recentemente, a Meta desembolsou bilhões de dólares para contratar profissionais de ponta da indústria da IA, incluindo um investimento de US$ 14,3 bilhões na startup de dados Scale AI.

Mudanças

Na segunda-feira (12/1), a Meta anunciou a nomeação de Dina Powell McCormick como nova presidente da companhia e vice-presidente do Conselho de Administração.

O anúncio logo chamou atenção do mercado porque McCormick foi assessora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano, aliás, elogiou a indicação da big tech.

“Parabéns a Dina Powell McCormick, que acaba de ser nomeada a nova presidente da Meta. Uma ótima escolha de Mark Zuckerberg! Ela é uma pessoa fantástica e muito talentosa, que serviu ao governo Trump com força e distinção!”, escreveu Trump em seu perfil na Truth Social, sua própria rede social.

McCormick fez parte do primeiro governo de Trump (2017-2021). Entre 2017 e 2018, ela atuou como conselheira adjunta de Segurança Nacional dos EUA.

Há quem pense que está “velho demais” para certos objetivos, não é mesmo? Ledo engano. Basta estabelecer aquilo que é prioridade. Se a sua meta é ganhar massa muscular, por exemplo, é perfeitamente possível alcançar este objetivo, mesmo após os 30 anos. A nutricionista Fúlvia Hazarabedian e especialista técnica Tatiana Roberta revelam como!

Cinco dicas para ganhar massa muscular depois dos 30 anos

Consumo ideal de proteínas

As proteínas impactam na reparação e crescimento de tecidos. Fúlvia afirma que a quantidade mínima diária de consumo varia de 1,6g a 2,4g por kg. Ou seja, um indivíduo que pesa 72 kg deve ingerir de 115,2g a 172,8g por dia.

Como ganhar massa muscular após os 30 anos - destaque galeria
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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Cálcio na medida certa

O cálcio é importante para o fortalecimento ósseo, bom funcionamento do sistema nervoso e das contrações musculares. A necessidade diária varia de acordo com a idade.

Um grupo de congressistas da CPMI do INSS no Congresso Nacional pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que impeça o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de sair do Brasil. O pedido foi articulado pelo líder do Partido Novo, Marcel Van Hattem (RS), e assinado pelo relator do colegiado, Alfredo Gaspar (União-AL), entre outros. Lulinha é filho do presidente Lula (PT).

Ao STF, os parlamentares pediram a retenção do passaporte de Lulinha e a monitoração eletrônica por meio de tornozeleira. Além de Van Hattem e Gaspar, assinam o pedido os deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP), e os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN).

Na representação, os congressistas pedem ao ministro André Mendonça, do STF, que tome medidas para impedir que Lulinha deixe o Brasil em direção à capital da Espanha, Madri. Lulinha vive na capital europeia desde meados deste ano.

Como mostrou a coluna, o filho do presidente Lula (PT) veio ao Brasil para as festas de fim de ano, mas está prestes a retornar ao país da Península Ibérica. O motivo é o retorno das aulas dos filhos: o calendário das escolas na Comunidade de Madri geralmente prevê uma semana de descanso no fim do ano, até os dias 7 ou 8 de janeiro.

Recentemente, o nome de Lulinha passou a ser citado na CPMI por conta do depoimento de Edson Claro, ex-funcionário do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

À Polícia Federal, Claro disse que o Careca pagava uma “mesada” de R$ 300 mil a Lulinha. O objetivo seria que o filho do presidente abrisse portas para uma empresa de cannabis medicinal dele, a Cannabis World.

A partir do depoimento de Claro, a Polícia Federal passou a investigar o eventual envolvimento de Lulinha com o Careca do INSS. A corporação já descobriu, por exemplo, que os dois viajaram juntos no mesmo voo para Portugal.

No fim do ano passado, a oposição tentou aprovar na CPMI um pedido de convocação de Lulinha, mas o requerimento foi derrotado pela tropa de choque do governo. Após a revelação dos depoimentos de Edson Claro, novos requerimentos de convocação foram apresentados ao colegiado.

Durante muito tempo, a ideia de que “quanto mais treino, mais emagreço” dominou o imaginário de quem busca perder peso. A lógica parece simples: gastar mais calorias levaria automaticamente à redução da gordura corporal. Mas a ciência mostra que o controle do peso é um processo muito mais complexo e depende principalmente do balanço energético total – a diferença entre o que se consome e o que se gasta ao longo do dia.

Mesmo treinos intensos podem ter seu efeito anulado por pequenas escolhas alimentares feitas fora do horário de exercício. Um lanche hipercalórico, beliscos frequentes ou bebidas açucaradas são suficientes para compensar o gasto energético de uma sessão inteira de treino. Por isso, quando o objetivo é emagrecimento, olhar apenas para a atividade física é um erro comum – e frustrante.

Exercício físico: o gatilho da mudança metabólica

O exercício físico continua sendo uma ferramenta indispensável para a perda de peso e para a saúde. Ele acelera o metabolismo, preserva a massa magra, melhora a sensibilidade à insulina, contribui para o equilíbrio hormonal e reduz o risco de doenças cardiovasculares. Além disso, promove benefícios importantes para o humor, o sono e a disposição, fatores que influenciam diretamente o comportamento alimentar.

No entanto, do ponto de vista científico, o exercício atua como o gatilho do processo, não como o fator isolado que determina o resultado final. Pesquisas mostram que, embora o treino aumente o gasto energético diário, o organismo tende a compensar esse gasto aumentando o apetite ou reduzindo o nível de atividade ao longo do dia. Sem uma estratégia alimentar adequada, o impacto do exercício sobre o peso corporal pode ser limitado.

Por que a alimentação define o desfecho do emagrecimento

As evidências científicas são claras ao apontar que a perda de peso ocorre majoritariamente por meio da dieta, enquanto o exercício tem papel fundamental na manutenção dos resultados e na saúde metabólica. Em termos práticos, isso significa que treinar é necessário, mas comer bem é determinante.

A alimentação regula diretamente o aporte energético, influencia hormônios ligados à saciedade, como leptina e grelina, e controla processos inflamatórios que interferem no metabolismo. Uma dieta desequilibrada, mesmo em pessoas fisicamente ativas, favorece o armazenamento de gordura e dificulta a perda de peso. Por outro lado, uma alimentação consciente e bem estruturada permite que o corpo utilize o exercício como aliado para queimar gordura e preservar massa muscular.

Resultados reais acontecem nas 24 horas do dia

Outro ponto essencial é compreender que o exercício não deve ser encarado como punição alimentar, mas como parte de um conjunto de hábitos saudáveis. O emagrecimento sustentável não acontece em uma única hora de treino, mas nas 24 horas do dia. Sono adequado, controle do estresse, constância na rotina de exercícios e escolhas alimentares equilibradas são os fatores que transformam esforço em resultado real e duradouro.

Treinar é indispensável para a saúde e para a manutenção do peso a longo prazo. Mas é a soma entre alimentação consciente, descanso e regularidade que define se o esforço feito na academia se traduz, de fato, em mudança corporal. A ciência é clara: o exercício potencializa o processo, mas é o estilo de vida como um todo que determina o sucesso.

A apresentação de Gerson como novo reforço do Cruzeiro foi realizada nesta terça-feira (13/1), na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte. Em sua chegada, o jogador comentou sobre seus objetivos e dos motivos que o fizeram voltar ao Brasil. Durante sua fala, o meia se emocionou ao falar da sua família e especialmente de seu pai.

Gerson se emociona ao falar da família em apresentação no Cruzeiro

“Ele estava comigo quando a gente não tinha o que comer. Não é agora que eu vou deixar ele. Podem falar o que quiser. Eu não ligo. Minha prioridade sempre vai ser minha família. Eu sei de onde eu vim, sei onde estou e onde quero chegar”, afirmou.

Gerson é apresentado pelo Cruzeiro e se emociona ao falar da família - destaque galeria
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Gerson é apresentado pelo Cruzeiro e se emociona ao falar da família - imagem 2

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O meio-campista, de 29 anos, chega ao clube mineiro após passagem pelo Zenit, da Rússia, em uma transferência que chegou a cerca de 30 milhões de euros, incluindo bônus, tornando-se a negociação mais cara da história do Brasileirão.

O negócio superou recordes recentes e representa uma das contratações mais impactantes da janela de transferências para a temporada 2026.

O evento também contou com a presença de Pedro Lourenço, mandatário do clube, que deu as boas-vindas ao jogador de forma descontraída.

“Gerson, muito obrigado por você ter tolerado a gente nesse tempo todo. O seu pai é o cara que mais deu entrevistas em Belo Horizonte, hoje todo mundo conhece ele”, brincou, referindo-se ao famoso Marcão, empresário e pai do atleta.

Gerson vestiu a camisa celeste pela primeira vez em público e posou para fotos no centro de treinamento. Em suas declarações, o jogador destacou motivação para voltar a atuar no Brasil e recuperar espaço na Seleção Brasileira visando a Copa do Mundo de 2026:

“O único vício que eu tenho na minha vida é vencer. Eu sonho em estar na Copa do Mundo. O projeto do Cruzeiro me deixa muito mais próximo”, disse.

Ele evitou menções diretas a passagens anteriores por Fluminense e Flamengo. Mas revelou que recebeu a proposta em uma quinta-feira para estar em Minas na sexta-feira.

 

Medicamentos injetáveis usados para emagrecimento, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, a exemplo do Ozempic, têm se consolidado como uma das principais apostas no tratamento de diabetes e perda de peso. No entanto, novos dados científicos acendem um alerta: pessoas que interrompem o uso dessas drogas tendem a recuperar o peso perdido de forma significativamente mais rápida do que aquelas que emagreceram apenas com dieta e mudanças de estilo de vida.

A conclusão vem de uma análise publicada na revista científica British Medical Journal (BMJ), que reuniu resultados de 37 estudos clínicos envolvendo mais de 9 mil participantes. Segundo os pesquisadores, após a suspensão dos medicamentos, o ritmo de ganho de peso pode ser até quatro vezes maior em comparação ao observado em pessoas que emagreceram sem o uso dessas substâncias.

Os medicamentos avaliados no estudo incluem fármacos à base de semaglutida e tirzepatida — que atuam mimetizando o hormônio GLP-1 —, responsável por aumentar a sensação de saciedade e reduzir o apetite.

Parar Ozempic pode fazer peso voltar até 4x mais rápido — como evitar? - destaque galeria
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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Enquanto o tratamento está em curso, a perda de peso costuma ser expressiva. O problema surge quando o uso é interrompido.

E o que para acontecer após interromper o uso de Ozempic e afins?

O organismo tende a retomar rapidamente os sinais de fome e o padrão metabólico anterior, o que favorece o reganho de peso em curto espaço de tempo.

Além do impacto na balança, os pesquisadores observaram que benefícios metabólicos associados ao uso das canetas (como melhora no controle da glicemia, do colesterol e da pressão arterial) também diminuem progressivamente após a suspensão do medicamento.

estudo não afirma que dietas tradicionais sejam isentas de falhas. Pelo contrário: o efeito sanfona também é comum entre pessoas que emagrecem apenas com restrição alimentar. A diferença, segundo os dados analisados, está na velocidade. Quem perde peso sem medicamentos tende a recuperá-lo de forma mais lenta, o que permite maior adaptação do organismo e mais tempo para consolidar hábitos saudáveis.

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Medicamentos como Ozempic precisam ser prescritos por profissionais de saúde

A grande verdade é que esses medicamentos não devem ser vistos como solução isolada ou de curto prazo. A obesidade é considerada uma doença crônica, e o tratamento eficaz costuma exigir acompanhamento contínuo, reeducação alimentar, prática regular de atividade física e, em alguns casos, uso prolongado de medicamentos.

No entanto, os autores também destacam limitações do trabalho. A maioria dos estudos analisados acompanhou os participantes por períodos relativamente curtos após o fim do tratamento, o que significa que os efeitos de longo prazo ainda precisam ser melhor compreendidos fora do ambiente controlado dos ensaios clínicos.

Ainda assim, os dados reforçam um ponto central: as canetas emagrecedoras podem ajudar no processo de perda de peso, mas interrompê-las sem uma estratégia bem estruturada pode resultar em frustração e rápido retorno dos quilos perdidos, um desafio que recoloca o foco na importância de abordagens sustentáveis para o controle do peso.

No final das contas, mudanças na alimentação, na prática de exercícios e na rotina como um todo sempre serão necessárias — com ou sem o uso de medicamentos.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um novo alerta para a circulação simultânea da influenza sazonal e do vírus sincicial respiratório (VSR) nas Américas. A recomendação é que os países reforcem a vigilância epidemiológica e a preparação dos serviços de saúde, diante do risco de maior pressão sobre hospitais e unidades de atendimento durante o restante do inverno no hemisfério norte.

O comunicado, divulgado no sábado (10/1), atualiza um aviso de dezembro de 2025, quando a Opas já havia sinalizado a possibilidade de uma temporada de vírus respiratórios mais precoce ou mais intensa do que o habitual.

Desde outubro, a circulação da influenza cresce de forma contínua em nível global, com predomínio do subtipo A H3N2, enquanto o VSR também apresenta avanço progressivo.

Cenário nas Américas e no hemisfério norte

Os dados mostram que a proporção de testes positivos para influenza permanece acima de 10% no hemisfério norte, com aumentos sustentados na América do Norte e na América Central. No Caribe, os índices se aproximam de 20%, também com predomínio do vírus influenza A H3N2.

A análise de informações de países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Espanha indica que a temporada de influenza começou mais cedo e de forma acelerada no hemisfério norte. Esse movimento já se reflete no aumento de atendimentos ambulatoriais, especialmente entre crianças, e de hospitalizações, com maior impacto na população idosa.

Apesar do aumento, a Opas afirma que a gravidade dos casos permanece semelhante à observada em temporadas anteriores e que, até agora, não há registro de excesso de mortalidade.

Ainda assim, em alguns países, a circulação dos vírus e a procura por atendimento na atenção primária já superam os níveis vistos em anos recentes.

Risco de sobrecarga e papel da vacinação

A circulação simultânea da influenza e do vírus sincicial respiratório tende a ampliar a demanda por serviços de saúde, sobretudo em períodos de maior transmissão. Por isso, a Opas recomenda acompanhamento contínuo da situação para ajustes oportunos nos planos de resposta.

Segundo o assessor regional da organização para epidemiologia de doenças com potencial epidêmico e pandêmico, Marc Rondy, a combinação dos dois vírus representa um desafio adicional para os sistemas de saúde.

Ele ressalta que a vacinação continua sendo uma das principais ferramentas para reduzir casos graves e internações, além de permitir uma resposta mais rápida diante de surtos.

Estudos preliminares citados pela Opas indicam que as vacinas atuais contra a influenza reduzem hospitalizações em cerca de 30 a 40% entre adultos e podem alcançar até 75% de efetividade em crianças.

A entidade reforça a importância de ampliar a cobertura vacinal, principalmente entre grupos prioritários como crianças, gestantes, idosos, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde.

Além da imunização, a organização orienta os países a fortalecerem a vigilância integrada de vírus respiratórios, ajustarem a capacidade de atendimento dos serviços e adotarem estratégias de prevenção do VSR, como o uso de vacinas maternas e anticorpos monoclonais em recém-nascidos e lactentes, conforme as recomendações vigentes.

Para a população em geral, a Opas lembra que medidas simples continuam sendo eficazes para reduzir a transmissão, como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, usar máscara em ambientes fechados quando houver sintomas e evitar contato com outras pessoas em caso de febre ou sinais respiratórios.

A queda do setor de serviços, um dos mais importantes da economia nacional, em novembro do ano passado, atestada em levantamento divulgado nesta terça-feira (13/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não surpreende e confirma a desaceleração da atividade econômica no país.

A avaliação é de economistas e analistas do mercado ouvidos pela reportagem do Metrópoles pouco depois do anúncio do IBGEDe acordo com a pesquisa, o volume do setor de serviços no país recuou 0,1% em novembro de 2025. O resultado negativo foi puxado pelos serviços de transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). No acumulado do ano de 2025, houve alta de 2,7%. Em relação a novembro de 2024, o volume de serviços avançou 2,5%.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) monitora a receita bruta de serviços nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores. São excluídas as áreas de saúde e educação. A próxima divulgação da PMS – referente a dezembro de 2025 – será em 12 de fevereiro.

O que diz o mercado

André Valério, economista sênior do Banco Inter, avalia que o resultado de novembro “reafirma a tendência de desaceleração na atividade econômica em meio às condições financeiras adversas”. “Ainda assim, a robustez do setor permanece, com o setor de serviços 20% acima do nível pré-pandemia e apenas a 0,1% de distância do recorde da série histórica”, observa.

“Ainda vemos a inflação do setor pressionada, tendo encerrado 2025 com alta de quase 6%, bem distante da meta de 3%. Com isso, apesar dos sinais de desaceleração, a dinâmica ainda deve manter o Banco Central (BC) cauteloso na reunião de janeiro, adiando o corte de juros para a reunião de março”, projeta Valério.

Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, mesmo com o leve recuo em novembro, “o setor de serviços continua sólido, tendo contribuído para sustentar o crescimento da economia em 2025”. “Nossa projeção é a de que o segmento tenha terminado o ano com expansão um pouco acima de 2,5%, impulsionado pelas medidas promovidas pelo governo, como o estímulo à concessão de crédito e o aumento de gastos”, afirma.

“Apesar do bom desempenho do setor de serviços ao longo do ano passado, os dados de atividade mostram que a economia brasileira perdeu fôlego em relação a 2024, devendo fechar 2025 com crescimento de 2,2%. Essa desaceleração é reflexo dos juros mais altos, que tendem a limitar o consumo e desestimular investimentos”, destaca a economista.

Moreno diz ainda que, embora a Selic em patamar elevado esteja exercendo um efeito negativo sobre a economia, não se deve esperar uma grande desaceleração da atividade. “Para 2026 e 2027, nossa projeção é a de que o PIB avance 1,7% e 1,5%, uma vez que as medidas de estímulo adotadas pelo governo (como o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda) devem evitar um esfriamento mais intenso”, completa.

Matheus Pizzani, economista do PicPay, observa que, “embora a retração em si não tenha sido necessariamente uma surpresa, especialmente pela participação de grupos cuja oscilação se dá por conta de fatores majoritariamente sazonais, a PMS trouxe também em sua composição sinais mais claros de uma desaceleração potencialmente mais duradoura do ritmo de crescimento do setor”.

“Destaque, neste sentido, para as retrações observadas em componentes com maior sensibilidade ao grau de ociosidade da economia e dos gastos privados, casos dos subgrupos de outros serviços prestados às famílias (-2,6%)”, destaca. “Não apenas houve uma queda na margem de seus respectivos resultados como também a consolidação da trajetória de desaceleração iniciada em outubro, sinalizando um ritmo de consumo de serviços mais equilibrado ao longo do período.”

Segundo Pizzani, “as divulgações subsequentes da PMS entre dezembro e fevereiro podem contar com participação mais efetiva de fatores sazonais e do nível de confiança dos agentes econômicos, que têm apresentado melhora na margem, impulsionando novamente o resultado do setor”.

“Mantida a perspectiva para os componentes estruturais, no entanto, a tendência é de consolidação da perda de dinamismo já observada em novembro, com o setor sendo o principal responsável pela acomodação do ritmo de crescimento ao longo do primeiro semestre deste ano e, consequentemente, maior equilíbrio do hiato do produto”, afirma.

O economista Maykon Douglas, por sua vez, observa que o resultado de novembro interrompe uma sequência de nove meses consecutivos de expansão, “mas o setor vem de máximas históricas, registradas justamente no mês de outubro”. “Além disso, houve revisão altista da série em outubro, ou seja, a base estatística foi um pouco maior”, diz.

“Nos últimos meses, o setor tem crescido de forma menos disseminada do que a média histórica. Vemos altas mais significativas nos segmentos ligados aos transportes, devido ao aumento da demanda e ao escoamento da safra recorde. Os serviços às famílias, um termômetro da força do consumo das famílias, vieram piores que o esperado e ficaram de lado no fim do ano passado, com base nos dados mensais até aqui”, explica o economista.

Ele conclui: “Embora o setor de serviços tenha se mostrado mais resiliente do que a indústria e o varejo, que são mais sensíveis às condições de crédito, é notável a perda de ritmo nos últimos meses”.

O jovem brasileiro que está desaparecido após sair de casa para lutar na guerra na Ucrânia, em apoio ao exército russo é Mateus Santos (foto em destaque), de 22 anos.

Morador de Rio Verde (GO), Mateus deixou a casa da família em 16 de agosto de 2025. À época, disse para a mãe, Sandra Maria da Silva Santos, de 40 anos, que viajaria ao Distrito Federal para visitar uma amiga. Depois, ele desapareceu. O jovem está há mais de um mês sem dar notícias.

Saiba quem é o goiano que desapareceu lutando pela Rússia na guerra - destaque galeria

Jovem saiu de casa dizendo que ia visitar uma amiga em Brasília e foi parar na Rússia

Rapaz teria ido à Rússia por vontade própria, a fim de atuar no exército do país
Mateus saiu de casa em agosto, mas vinha dando notícias até dezembro, quando acabou não fazendo mais contato

Dias após sair de casa, Mateus fez uma chamada de vídeo para a mãe revelando que, na verdade, estava na Rússia e que havia assinado um contrato para atuar na guerra ao lado do Exército russo.

Entre agosto e dezembro, Mateus manteve contato frequente com a família, enviando fotos e vídeos da rotina na Rússia. O último contato, no entanto, ocorreu em 2 de dezembro. Desde então, ele não atende ligações nem responde mensagens.

“Eu ligo no telefone e mando mensagem, mas sequer mostra [a mensagem] como entregue”, comenta a mãe, desesperada. “Ele sempre falava que, se acontecesse alguma coisa, o comandante entraria em contato, mas até agora ninguém deu notícias”, diz Sandra.

Agora, a mãe de Mateus tenta contato junto à Embaixada do Brasil na Rússia.

Brasileiros desaparecidos na guerra na Ucrânia

Segundo o Itamaraty, 42 brasileiros estão desaparecidos na Guerra da Ucrânia e 17 morreram. Entre as vítimas está o goiano Kauan Victor, de 22 anos. Ele morava em Anápolis (GO) e morreu três meses após se voluntariar para atuar no exército ucraniano. O jovem foi sepultado na Ucrânia.

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