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O mês de junho não conta com feriados nacionais em seu calendário oficial, mas reúne uma rica diversidade de feriados municipais, estaduais e datas comemorativas de grande relevância por todo o Brasil.

O grande destaque cultural do período fica por conta dos festejos juninos e celebrações religiosas, como Corpus Christi, São João e São Pedro (celebrados nos dias 4, 24 e 29 de junho, respectivamente).

Essas datas mobilizam o país de norte a sul com manifestações folclóricas, fogueiras, quadrilhas, comidas típicas e um forte turismo regional, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste.

Enquanto o Corpus Christi é amplamente adotado como ponto facultativo ou feriado municipal na maioria das capitais brasileiras, a folga no Dia de São João e no Dia de São Pedro varia bastante: em algumas cidades e estados são feriados decretados, enquanto em outras localidades as datas mantêm o comércio ativo, funcionando apenas como celebração cultural.

Divulgação/ Márcia Alves/ Governo de SPImagem colorida mostra chapéu de palha pendurado em linha com bandeiras coloridas de festa junina - Metrópoles
Festa junina

Além das tradicionais festas populares, o sexto mês do ano é repleto de marcos voltados para a conscientização social, saúde, preservação do meio ambiente e homenagens a categorias profissionais.

O calendário de 2026 reserva momentos cruciais que movimentam a sociedade — incluindo o debate ecológico global, o comércio varejista com o Dia dos Namorados e, claro, o início da Copa do Mundo da FIFA 2026, que começa em 11 de junho trazendo o maior torneio de futebol de todos os tempos.

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A Copa do Mundo da FIFA começa em 11 de junho e terá como anfitriões os EUA, o México e o Canadá

Feriados municipais e datas comemorativas de junho em 2026

Por décadas, o timo foi visto como um órgão de importância limitada na vida adulta. Localizado no tórax e responsável por ajudar na formação de células de defesa durante a infância, ele diminui de tamanho após a puberdade, o que levou muitos cientistas a acreditar que sua função se tornava secundária com o passar dos anos.

Agora, dois estudos publicados na mesma edição da revista Nature em 18 de março sugerem que essa visão pode estar errada. Pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos, encontraram evidências de que a saúde do timo está associada à longevidade e ao menor risco de doenças graves. Os resultados também indicam que o órgão pode influenciar a resposta de pacientes com câncer à imunoterapia.

“O timo tem sido negligenciado por décadas e pode ser uma peça que faltava para explicar por que as pessoas envelhecem de forma diferente e por que os tratamentos contra o câncer falham em alguns pacientes”, afirmou Hugo Aerts, diretor do Programa de Inteligência Artificial em Medicina do Mass General Brigham e autor dos estudos, em comunicado.

O que é o timo e por que ele importa

O timo faz parte do sistema imunológico e tem a função de treinar as células T, responsáveis por identificar e combater infecções, vírus e outras ameaças ao organismo.

Como sua atividade diminui ao longo da vida, a maioria das pesquisas sobre envelhecimento concentrou-se em outros aspectos da imunidade. Os novos estudos, porém, indicam que o órgão continua exercendo um papel importante mesmo décadas após a infância.

Para investigar essa relação, os cientistas analisaram dados de mais de 25 mil participantes de um programa nacional de rastreamento de câncer de pulmão e de outras 2,5 mil pessoas acompanhadas pelo tradicional Estudo do Coração de Framingham, nos Estados Unidos.

Com a ajuda de inteligência artificial, a equipe avaliou tomografias computadorizadas para medir o tamanho, a estrutura e a composição do timo. A partir dessas informações, os pesquisadores criaram uma pontuação que indicava o nível de saúde do órgão.

Os resultados mostraram que pessoas com timos mais preservados apresentavam cerca de 50% menos risco de morrer por qualquer causa. Também tinham 63% menos risco de morte por doenças cardiovasculares e 36% menos chance de desenvolver câncer de pulmão.

Segundo os pesquisadores, uma possível explicação está na diversidade das células T. Quando o timo perde sua capacidade de funcionamento, o sistema imunológico pode ter mais dificuldade para reconhecer e combater novas ameaças.

Os cientistas também identificaram fatores associados à pior saúde do órgão, como tabagismo, excesso de peso e inflamação crônica.

Relação com o tratamento do câncer

Em uma segunda investigação, a equipe analisou mais de 1.200 pacientes com câncer que receberam imunoterapia, tratamento que estimula o próprio sistema imunológico a atacar os tumores.

Os resultados mostraram que aqueles com timos mais saudáveis tendiam a responder melhor ao tratamento. O risco de progressão da doença foi cerca de 37% menor, enquanto o risco de morte caiu 44%.

Para os pesquisadores, isso sugere que o estado do timo pode influenciar diretamente a capacidade do organismo de reagir às terapias mais modernas contra o câncer.

Apesar dos resultados, os autores ressaltam que ainda são necessárias novas pesquisas para confirmar as descobertas e entender melhor os mecanismos envolvidos.

A técnica utilizada para medir a saúde do timo também ainda não está pronta para uso rotineiro nos consultórios e hospitais. Mesmo assim, os cientistas acreditam que o órgão pode se tornar uma ferramenta importante para avaliar riscos à saúde no futuro.

Os estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia concentram as áreas de maior risco de acidentes por escorpião no Brasil, segundo um estudo publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases com participação do Instituto Butantan.

A pesquisa analisou dados dos 5.570 municípios brasileiros entre 2012 e 2024 e identificou regiões onde as ocorrências são mais frequentes e apresentam maior potencial de crescimento.

Ao longo do período, o país registrou mais de 1,7 milhão de acidentes e 1.230 mortes provocadas por picadas de escorpião. A taxa nacional de incidência passou de 31 para 142 casos por 100 mil habitantes, um aumento de 349%.

De acordo com os pesquisadores, os principais focos de risco estão no norte de Minas Gerais, no noroeste de São Paulo e no sul da Bahia. Nordeste e Sudeste concentram, juntos, 87% dos casos registrados no país.

Por que os casos estão aumentando

O estudo indica que temperaturas mais elevadas, períodos mais secos, urbanização e redução da cobertura vegetal contribuem para a expansão dos escorpiões. Municípios com menos áreas verdes apresentaram maior risco de acidentes.

Outro fator importante é a capacidade de reprodução de algumas espécies. O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), principal causador de acidentes no Brasil, consegue se reproduzir por partenogênese, processo em que as fêmeas geram filhotes sem necessidade de acasalamento. A característica facilita a rápida ocupação de novos ambientes.

No Nordeste, o destaque é o Tityus stigmurus, conhecido como escorpião-do-nordeste, espécie associada ao aumento dos casos em diversos municípios da região.

Crianças estão entre as mais vulneráveis

Segundo os pesquisadores, a maioria das mortes por escorpionismo ocorre entre crianças de 0 a 9 anos. O estudo também chama atenção para áreas da Região Norte, onde pode haver subnotificação devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde em localidades remotas. Os acidentes tendem a ser mais frequentes entre setembro e dezembro, período que corresponde à primavera em grande parte do país.

O Instituto Butantan orienta manter quintais limpos, evitar o acúmulo de lixo, entulho, folhas secas e materiais de construção. Roupas, calçados e toalhas devem ser vistoriados antes do uso, principalmente em locais onde há registro da presença do animal.

Em caso de picada, a recomendação é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível. Casos moderados e graves podem exigir tratamento com soro antiescorpiônico ou antiaracnídico, produzidos pelo Instituto Butantan.

Os resultados da pesquisa devem ajudar autoridades de saúde a direcionar ações de vigilância e a distribuição dos soros para as áreas mais vulneráveis do país.

Se atualmente existem aves com adornos pelo corpo para as mais diferentes funções, na fauna primitiva não era diferente. Batizado de dragão emplumado de Banko (Plumadraco bankoorum), um novo fóssil encontrado na China mostra que o animal tinha duas penas na cauda totalmente desproporcionais, bem maiores que o seu corpo.

Estima-se que o exemplar viveu há cerca de 121 milhões de anos, no Período Cretáceo, época anterior à extinção em massa. Assim como toda ave, inclusive as atuais, a nova espécie é considerada um dinossauro.

“O Plumadraco tinha o tamanho de um tordo-americano, mas suas penas da cauda tinham cerca de 30 centímetros de comprimento, o dobro do comprimento do seu corpo. Elas estão entre as penas da cauda proporcionalmente mais longas já encontradas em um fóssil de ave”, conta o principal autor do artigo, Alex Clark, em comunicado.

A descoberta liderada por Clark, que é candidato a doutorado no Field Museum e na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, teve os resultados publicados na revista Plos One na última quarta-feira (27/5).

As penas da ave tinham função? Entenda

Os restos fossilizados foram encontrados pela equipe de pesquisa no Museu Tianyu de Shandong, na China. A presença das penas da cauda chamou a atenção e análises posteriores confirmaram que se tratava de uma nova espécie.

Através dos resultados, não foi possível determinar com exatidão o sexo do animal, porém o comprimento da cauda sugere que seja um macho que a utilizou para fins reprodutivos durante a vida.

Divulgação/Ville SinkkonenIlustração colorida mostra com era ave das penas grandes - Metrópoles
Ilustração mostra como era a espécie primitiva de ave

“Há muitos exemplos de aves modernas, tanto machos quanto fêmeas, com penas longas e vistosas, mas parece haver um certo limite. Se as penas atingem um determinado comprimento proporcional, essa tende a ser uma característica desenvolvida pelos machos para atrair as fêmeas“, aponta Clark.

Espinhos rígidos e o formato afilado com ponta arredondada das penas indicam que os machos da espécie conseguiam movimentá-las de forma tremulante. Outras investigações de composição química apontaram que elas eram marrom-escuras ou pretas.

Segundo os pesquisadores, o achado é primordial para compreender a evolução das aves atuais. “Este fóssil, talvez mais do que qualquer outro fóssil de ave já descoberto, mostra que as aves vêm desenvolvendo características alongadas e especializadas para atrair parceiros há muito tempo”, conclui Clark.

Em um artigo on-line, a Associação Americana para o Estudo de Doenças Hepáticas publicou que o quadro de gordura no fígado “é uma das principais causas de morbidade e mortalidade relacionadas” ao órgão. Conforme o levantamento feito entre os anos de 1990 a 2019, a prevalência global da condição é de 30% e está aumentando. O corpo pode dar alguns sinais de alerta do avanço da doença.

Chamada pela comunidade especializada como esteatose hepática, a gordura no fígado quando “simples” raramente causa urgência, conforme explica a hepatologista Natália Trevizoli. A médica acrescenta: “Alguns sinais indicam possível evolução para formas mais graves, como inflamação ou cirrose”. Ela ressalta que esses indícios “exigem avaliação imediata”.

Hepatologista aponta sinais de alerta do avanço da gordura no fígado - destaque galeria
A condição de gordura no fígado afeta em torno de 30% da população brasileira

Abaixo, confira os sinais de piora do quadro de gordura no fígado, segundo a hepatologista do Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS):

Com atuação em transplante de fígado, a especialista endossa que esses indícios sugerem “comprometimento mais avançado” do órgão. “Apresentar esses sinais requer análise com urgência”, defende a médica.

Kateryna Kon/Getty ImagesIlustração colorida que simula o interior do corpo humano onde o fígado está com acúmulo de gordura - Metrópoles.
A gordura no fígado pode evoluir para cirrose

Indivíduos com dúvidas sobre a condição de esteatose hepática, a médica menciona que a avaliação é recomendada principalmente para pacientes com fatores de risco, como sobrepeso ou obesidade; diabetes ou pré-diabetescolesterol ou triglicerídeos elevados; e hipertensão arterial.

“Mesmo sem sintomas, esses grupos devem investigar periodicamente, pois a gordura no fígado pode evoluir de forma silenciosa. Também é importante procurar avaliação ao notar sintomas persistentes ou alterações em exames de rotina”, finaliza a hepatologista de Brasília (DF).

Magicmine/Getty ImagesIlustração 3D do conceito de anatomia do fígado, órgão do sistema digestivo humano. Metrópoles

Vivemos em uma rotina de alta performance e demandas constantes. Com isso, a linha entre o cansaço comum e o esgotamento extremo tornou-se tênue.

Muitas pessoas ignoram sinais vitais do corpo, acreditando ser apenas estresse passageiro. No entanto, o diagnóstico precoce é essencial para evitar o colapso físico e mental.

O que define a fadiga comum?

A fadiga é uma resposta fisiológica natural ao esforço. Ela surge após um longo dia de trabalho, noites mal dormidas ou atividades intensas. Suas principais características são:

Neste caso, ajustes simples na rotina e higiene do sono costumam solucionar o problema.

O esgotamento e a Síndrome de Burnout

O Burnout é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional.

Ele não desaparece com um feriado ou algumas horas extras de sono. Trata-se de um processo de degradação da saúde ligado diretamente ao ambiente de trabalho.

Os três pilares do Burnout são:

  1. Exaustão emocional: A sensação de estar sem recursos internos para lidar com o dia a dia.

  2. Despersonalização: O surgimento de sentimentos de cinismo, ironia e distanciamento em relação ao trabalho e colegas.

  3. Baixa realização profissional: A percepção de que o próprio esforço é inútil ou insuficiente.

Como diferenciar na prática?

A principal diferença reside na persistência e no impacto emocional. No cansaço comum, o corpo pede trégua, mas a mente continua conectada aos propósitos. No esgotamento, há um sentimento de vazio e alienação.

Se o desânimo persiste mesmo após o descanso e o trabalho gera sentimentos de repulsa ou pavor, o sinal de alerta deve ser acionado.

Sintomas físicos, como dores de cabeça constantes, alterações digestivas e imunidade baixa, também são frequentes no quadro de Burnout.

Quando buscar ajuda profissional?

O esgotamento não é uma falha de caráter ou falta de resiliência. É uma condição clínica que exige intervenção médica e psicológica.

Se o cansaço deixou de ser físico para se tornar uma angústia profunda, procure um especialista.

O tratamento pode envolver psicoterapia, ajustes na carga laboral e, em alguns casos, suporte medicamentoso.

Priorizar a saúde mental é o primeiro passo para recuperar a qualidade de vida e a produtividade saudável.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos nesta segunda-feira (1º/6) de violar o cessar-fogo com o país, após os ataques americanos do fim de semana. “Vamos tomar todas as medidas que considerarmos necessárias para defender a segurança nacional do Irã”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaïl Baghaï, durante uma coletiva de imprensa.

O Exército americano realizou, durante o fim de semana, ataques classificados como “defensivos” e “medidos” no Irã contra centros de comando de drones, acusando Teerã de ações “agressivas”. Os bombardeios tiveram como alvo sistemas de radar e de controle de drones na cidade de Goruk e na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, informou o Comando americano para o Oriente Médio (Centcom) domingo, no X.

Em represália, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido uma base utilizada pelos Estados Unidos. “Os Estados Unidos estão violando o cessar-fogo, inclusive esta manhã”, acrescentou o porta-voz.

Ele lembrou que Israel também continua desrespeitando a trégua no Líbano. Segundo ele, um eventual acordo com os Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio está condicionado a uma trégua nos combates no país, onde o Exército israelense ataca posições do Hezbollah, aliado de Teerã.

Esmail Baghaï reiterou que o programa nuclear iraniano não faz parte das discussões em andamento com os Estados Unidos. “Não houve nenhuma negociação sobre os detalhes do programa nuclear. Neste momento, nossa prioridade é pôr fim à guerra”, afirmou.

O presidente americano Donald Trump disse que o Irã se comprometeu a não desenvolver armas nucleares e declarou nesta segunda que o país quer realmente “concluir um acordo” com os Estados Unidos. “O Irã realmente quer concluir um acordo, e será um bom acordo para os Estados Unidos e para aqueles que estão conosco”, escreveu Trump na rede Truth Social. Segundo ele, as declarações de autoridades iranianas não facilitam as negociações.

“Torna-se muito mais difícil para mim fazer corretamente meu trabalho e negociar quando políticos desonestos não param de criticar, em um nível nunca visto antes, dizendo que eu deveria agir mais rápido ou mais devagar, entrar em guerra ou não entrar em guerra, ou qualquer outra coisa”, escreveu Trump.

“Sentem-se e relaxem, tudo terminará bem. É sempre assim!”, concluiu. Os novos incidentes do fim de semana fragilizam ainda mais o cessar-fogo anunciado há quase oito semanas. Teerã advertiu, no domingo, que não aceitaria nenhum acordo sem garantias de que os direitos do povo iraniano seriam assegurados.

“Não se deve confiar nas palavras e nas promessas do inimigo. Nosso único critério é obter resultados concretos antes de cumprir nossos compromissos em contrapartida”, afirmou Mohammed Baqer Qalibaf, segundo declarações divulgadas no domingo pela imprensa oficial iraniana.

Reunião na ONU

Israel ordenou, nesta segunda, que seu Exército atacasse a zona sul de Beirute, reduto do Hezbollah pró-Irã. O país intensificou sua ofensiva no Líbano.

A pedido da França, o Conselho de Segurança da ONU deve se reunir com urgência nesta segunda para analisar a situação no Oriente Médio. Segundo o presidente francês Emmanuel Macron, “nada justifica a grande escalada em curso no sul do Líbano”. Ele elogiou nesta segunda, em uma mensagem no X, os esforços de Trump para obter um acordo de paz com Teerã.

“Estamos prontos para apoiar plenamente esses esforços e assumir integralmente nosso papel em sua implementação. Esse é o objetivo da missão internacional que construímos com os britânicos e nossos parceiros, pronta para ser mobilizada assim que um acordo for concluído, a fim de contribuir para a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz”, disse Macron. Ele ressaltou que a França também está disposta a ajudar nas negociações sobre a questão nuclear.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou a tomada da fortaleza Beaufort, no sul do Líbano, anunciada no domingo, um “ponto importante” nas operações israelenses. Ele pediu às forças do país que ampliassem seu “controle sobre as áreas que estavam sob domínio do Hezbollah”.

Confrontos diários no Líbano

Os confrontos entre Israel e o Hezbollah pró-Irã são quase diários, apesar da trégua de 17 de abril, que nunca foi respeitada. Nos últimos dias, o Exército israelense avançou ainda mais no sul do Líbano, mantendo seus ataques aéreos. O Hezbollah, por sua vez, segue com ataques de drones contra posições israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel.

O Hezbollah está presente na zona sul da capital, assim como no sul e no leste do país. O Exército israelense também ordenou, nesta segunda-feira, a evacuação de nove vilarejos nas regiões de Saida e Jezzine, no sul.

Enquanto o país deve realizar novas discussões com Israel na terça e quarta-feira em Washington, o presidente libanês, Joseph Aoun, condenou as últimas operações israelenses, denunciando uma “agressão feroz e condenável”. A tomada da fortaleza de Beaufort, construída no século 12, um ponto estratégico que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel, abre caminho para o avanço do Exército israelense em direção à região de Nabatieh.

No domingo, um ataque israelense à cidade de Deir Zahrani, no distrito de Nabatieh, matou oito pessoas, incluindo três mulheres, e deixou 19 feridos, entre eles cinco crianças, segundo o Ministério da Saúde libanês. Desde o início da guerra, em 2 de março, mais de 3.412 morreram Líbano e mais de um milhão foram deslocadas, segundo autoridades de Beirute. Do lado israelense, 26 soldados morreram, após a morte de mais um militar nesta segunda-feira.

 

Durante décadas as pessoas ouvem que seus problemas de peso podem ser resolvidos com matemática: calorias ingeridas, calorias gastas. Se o peso fosse uma equação matemática simples, provavelmente mais pessoas estariam com o peso que desejam. Mas a questão é muito mais complicada.

Existem várias teorias sobre por que é difícil perder peso. Algumas se concentram na genética e no metabolismo, enquanto outras afirmam que fatores ambientais e sociais são mais importantes. Mas qual dessas teorias está correta, se é que alguma está? As pessoas estão destinadas a ter o peso que sua genética, metabolismo ou ambiente determinam?

Sou diabetologista e médica especializada em medicina da obesidade. Compreender o que se sabe e o que é incerto sobre essas teorias pode ajudá-lo a superar sua própria biologia para mudar seu peso.

Peso de equilíbrio

O conceito de peso de equilíbrio (set point weight, no original em inglês) existe desde a década de 1950. Ele sugere que o corpo tem um sistema regulador que defende um nível predeterminado de tecido adiposo — comumente chamado de gordura —, o qual é mantido por meio da alteração dos sinais de fome e do gasto energético. Esse nível predeterminado de gordura é estabelecido pela genética, fisiologia e fatores ambientais.

Essa ideia é apoiada por observações de que, após a perda de peso, o apetite aumenta e o gasto energético diminui até que o peso seja restaurado. Em teoria, esse processo impede que o corpo passe fome, mesmo com uma perda de peso significativa. Um estudo descobriu que os hormônios que causam fome permanecem elevados e os hormônios que promovem a saciedade são suprimidos por pelo menos 62 semanas após a perda de peso, e mesmo depois da recuperação do peso original.

Um conceito relacionado chamado adaptação metabólica parece influenciar o equilíbrio energético, embora as evidências desse efeito em pessoas sejam menos claras. Esse processo se refere a uma redução no gasto energético além do previsto pelas mudanças na composição corporal. Em outras palavras, à medida que você perde peso, queima menos calorias do que o esperado para alguém com o mesmo peso que não tenha passado por uma perda de peso recente.

A adaptação metabólica se manifesta como um aumento do apetite e uma diminuição da taxa metabólica de repouso, que é a energia que você queima para sustentar processos básicos como batimentos cardíacos, regulação da temperatura, respiração e digestão, mesmo que você fique deitado na cama o dia todo. Na adaptação metabólica, a taxa metabólica de repouso diminui após uma perda de peso de aproximadamente 5%. A energia queimada com exercícios diminui após uma perda de peso de cerca de 10%.

Isso significa que, à medida que uma pessoa perde peso, a quantidade de energia usada pelos processos básicos para a manter viva diminui. Além disso, é preciso aumentar a prática de exercícios à medida que se perde peso para continuar a emagrecer. Portanto, quanto mais peso uma pessoa perde, mais difícil fica perder ainda mais.

Essa diminuição no gasto energético pode persistir por anos após a perda de peso, como foi observado em um estudo com participantes do programa de TV The Biggest Loser. Mas alguns estudos descobriram que a adaptação metabólica não é tão significativa quanto se pensava.

Existem várias estratégias para superar o peso de equilíbrio e a adaptação metabólica esperada com a perda de peso. A cirurgia bariátrica – um procedimento para perda de peso – parece alterar o peso de equilíbrio, reduzindo a fome sem diminuir o gasto energético, e os pacientes raramente ficam abaixo do peso. Os medicamentos de GLP-1 e similares podem não afetar a adaptação metabólica ao mesmo tempo em que reduzem o peso. Estratégias nutricionais incluem o aumento da ingestão de proteínas, a redução da carga glicêmica e o aumento do consumo de alimentos ricos em fibras, embora as evidências sobre a eficácia dessas estratégias variem.

O ponto de equilíbrio sugere que seu corpo tem um peso definido no qual gosta de se manter e ajustará seu metabolismo e apetite para levá-lo até esse peso e mantê-lo nele.

Modelo do ponto de acomodação

Uma teoria alternativa ao peso de equilíbrio é chamada de ponto de acomodação (settling point, no original em inglês). Esse modelo propõe que a regulação do peso ocorre por meio de feedback passivo, sem controle biológico. Em vez de o corpo controlar ativamente o peso por meio de alterações hormonais, essa teoria sugere que o peso corporal é resultado de seus hábitos e do ambiente.

O ponto de acomodação é definido como o ponto em que o peso corporal se estabiliza porque a ingestão de energia é igual ao gasto energético. Isso é determinado pelos custos físicos e metabólicos de manter a massa corporalPessoas com maior massa corporal gastam mais energia devido ao aumento da energia necessária para mover e manter um corpo maior. Portanto, pessoas com um corpo maior teriam necessidades de ingestão alimentar maiores.

O ponto de acomodação pode parecer o antigo modelo de “calorias que entram, calorias que saem”, mas também leva em conta influências ambientais e sociais. Pense nisso como uma janela aberta. O quarto pode aquecer com a luz do Sol durante o dia e depois esfriar durante a noite. Com o tempo, o quarto tenderá a oscilar em torno da mesma temperatura. A temperatura não é fixa, mas se estabilizará naturalmente com base no clima, no isolamento e na circulação de ar. Pode ser mais frio no inverno e mais quente no verão.

Agora vamos aplicar esse conceito a uma pessoa. Se você tem um trabalho em que fica em pé o dia todo e come comida caseira na maior parte do tempo, seu peso pode ficar estável. Se você mudar para um trabalho de escritório e começar a comer alimentos mais calóricos e porções maiores, seu peso pode aumentar até se estabilizar novamente. Em ambos os cenários, seu peso eventualmente se estabiliza em diferentes pontos de acomodação com base em suas circunstâncias atuais.

No entanto, a teoria dos pontos de acomodação não consegue explicar os aspectos biológicos e genéticos do peso.

Modelo de ponto de intervenção duplo

modelo de ponto de intervenção duplo integra tanto o peso de equilíbrio quanto o ponto de acomodação. Essa teoria propõe um limite superior e um limite inferior que definem os limites do peso corporal “aceitável” de cada pessoa, chamado de zona de indiferença. O limite inferior é o ponto em que a inanição é evitada, mantendo-se todas as necessidades biológicas e metabólicas.

Dentro da zona de indiferença, prevalecem os conceitos de ponto de acomodação: o corpo se adaptará à energia e ao ambiente. Mas quando o peso corporal cai abaixo do limiar inferior, isso aciona mecanismos fisiológicos para se defender contra uma perda de peso adicional e evitar a inanição. Os sistemas hormonais do corpo aumentam o apetite e reduzem o gasto energético.

Quando o peso corporal ultrapassa o limite superior, mecanismos biológicos deveriam, teoricamente, ser acionados para impedir um maior ganho de peso. Pesquisadores documentaram esse processo em inúmeros estudos com animais, levantando a hipótese de que isso se deve, muito provavelmente, ao aumento do risco de predação decorrente do ganho de peso. Animais com mais gordura são alvos melhores ou não conseguem escapar dos predadores. Mas esse processo nem sempre é observado em pessoas e as que o sustentam são mais fracas.

O modelo de ponto de intervenção duplo também sugere que a zona de indiferença varia amplamente entre os indivíduos. Isso explicaria por que algumas pessoas mantêm um peso relativamente estável e outras apresentam maior variação ao longo do tempo. Alguns podem reconhecer isso como a velha luta de “perder os mesmos 5 quilos repetidamente”.

Além disso, a hipótese do gene derivante propõe que o limiar superior para o corpo intervir tenha se deslocado gradualmente para cima à medida que as pessoas se mudaram para ambientes mais seguros e estáveis. A pressão evolutiva para manter um físico magro para a sobrevivência, como evitar predadores como um leão faminto, desapareceu em grande parte.

Qual teoria tem mais peso?

Então, qual teoria da regulação do peso corporal está correta? A resposta é que nenhuma delas se encaixa exatamente nas experiências do mundo real. Mas parece haver uma diferença entre como o seu metabolismo responde à perda de peso ativa em comparação com a manutenção do peso; portanto, a abordagem para cada objetivo pode ser diferente.

Diminuir a ingestão de alimentos parece ser o mais benéfico para alcançar a perda de peso. Por outro lado, o exercício parece ser fundamental para a manutenção do peso.

No geral, a grande lição é que o equilíbrio de peso é complexo. Não se trata de um simples problema matemático a ser resolvido. O tratamento médico adequado para o sobrepeso e a obesidade abrange nutrição, exercícios, sono, estresse e outros fatores que influenciam o peso. Mudanças nesses fatores podem ser combinadas com medicamentos ou cirurgia para alcançar uma redução sustentável de peso.

A perda de peso muitas vezes não é linear, e é normal que haja platôs. Cada caso é individual, e não existe uma solução única — ou teoria — que sirva para todos.

Ao realizar buscas em uma fazenda da Argentina, paleontólogos encontram uma nova espécie de dinossauros parecida com um velociraptor, o Kank australis. Estima-se que o animal tenha vivido há cerca de 70 milhões de anos, tinha os peixes como o prato favorito do seu cardápio e se comportava como as garças atuais.

Descoberto através de restos fósseis, incluindo dentes, vértebras e outros ossos, o Kank australis fazia parte dos unenlagiídeos, uma família de dinossauros terópodes de pequeno a médio porte que já foi encontrada na Austrália, América do Sul, Antártica e Madagascar em depósitos do Cretáceo Superior.

A descrição da espécie foi liderada pelo paleontólogo Matías Motta, do Museu Argentino de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia, na Argentina. Os resultados foram publicados no Journal of Vertebrate Paleontology nessa quinta-feira (28/5).

Identificação do dinossauro teve duas etapas

Em comunicado, Motta afirma que as primeiras evidências fósseis de Kank foram achadas em 2018, porém eram escassas para serem estudadas. A grande virada de chave veio em 2024, quando foi encontrada uma vértebra cervical em mais expedições feitas na fazenda La Anita, local onde foi realizada a primeira detecção.

Com mais materiais em mãos, os pesquisadores conseguiram investigar o exemplar e descobrir que se tratava de uma nova espécie. Segundo os resultados, o dinossauro existia em uma região repleta de rios, córregos e lagos com plantas aquáticas e animais, como peixes, insetos e moluscos.

Análises das vértebras mostraram que ele tinha estruturas voltadas para a fixação muscular e proteção dos vasos sanguíneos do pescoço, atributos semelhantes aos vistos em garças modernas.

“Isso sugere que Kank pode ter sido um pescador ativo, contrastando com a representação comum de aves de rapina como predadores terrestres ágeis, como o velociraptor do Hemisfério Norte”, afirma Motta.

Outras características, incluindo focinhos alongados, numerosos dentes e pescoços longos e flexíveis, também apontam que o dinossauro tinha o corpo voltado para a pesca, mais um atributo parecido com as garças.

No cardápio do exemplar, os peixes eram o prato favorito, porém acredita-se que ele se alimentava de outras opções também, como rãs, lagartos, tartarugas e até mamíferos. “No caso de Kank, seus restos mortais foram encontrados junto com fósseis de peixes, reforçando essa ideia”, diz o paleontólogo.

Após a descoberta de Kank, o grupo de pesquisa pretende realizar novas buscas na fazenda La Anita para encontrar mais exemplares da nova espécie para elucidar ainda mais como vivia o dinossauro.

Em 22 de maio de 2026, o Pentágono divulgou um segundo lote de fotos e vídeos anteriormente confidenciais que mostram o que parecem ser objetos voadores não identificados. Essas divulgações de arquivos foram o desfecho de um processo que teve início em julho de 2023, quando um grupo de denunciantes testemunhou perante o Congresso que o governo dos EUA estava secretamente em posse de naves espaciais extraterrestres e de supostas partes de corpos de alienígenas.

Essa audiência no Congresso marcou o início de uma mudança cultural na qual relatos de óvnis são cada vez mais tratados como um assunto para discussão séria, tanto dentro do governo quanto na comunidade científica.

Mas essa legitimidade é merecida? Como cientista aeroespacial que estuda o projeto de aeronaves e espaçonaves, abordo essa questão usando matemática, física e os princípios da engenharia. Para avaliar a plausibilidade de visitantes alienígenas, é necessário compreender os obstáculos que uma nave extraterrestre precisaria superar para chegar à Terra.

A tirania da distância

Não há evidências de vida alienígena inteligente em nosso Sistema Solar. Portanto, quaisquer visitantes extraterrestres provavelmente teriam que vir de outro sistema estelar dentro da nossa galáxia, a Via Láctea.

Proxima Centauri, a estrela mais perto do nosso Sol, está localizada a 4,25 anos-luz (cerca de 40 trilhões de quilômetros) de distância.

Para se ter uma ideia, se a Terra tivesse o tamanho de uma ervilha, a distância até Proxima Centauri seria aproximadamente igual à distância entre Nova York e Sydney, na Austrália. Mesmo as estrelas mais próximas da Terra estão incrivelmente distantes.

Como se acredita que apenas uma fração das estrelas abrigue vida inteligente, a civilização alienígena mais próxima – se é que existe alguma – certamente está muito mais distante do que próxima.

A necessidade de velocidade

Dada a escala das distâncias interestelares, é inevitável que qualquer viagem de um alienígena à Terra se estenda por muitos anos e, possivelmente, vários séculos. Mas, à medida que o tempo gasto no trânsito aumenta, também aumenta o risco de acidentes catastróficos ou falhas no sistema que poderiam comprometer a missão. Portanto, é importante evitar uma viagem excessivamente longa, viajando o mais rápido possível.

Nenhum objeto pode atingir ou exceder a velocidade da luz (aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo). Mas bem antes de se aproximar desse limite as restrições de engenharia começam a se impor. A disponibilidade limitada de combustível e o potencial de danos estruturais restringirão a velocidade máxima da espaçonave.

Não há um limite superior universalmente aceito para as velocidades de voo interestelar, mas os estudos tendem a convergir em torno de 30.000 km/s — 10% da velocidade da luz — como uma velocidade de cruzeiro realista. A essa velocidade, uma viagem de 10 anos-luz levará aproximadamente 100 anos para ser concluída.

Alimentando o sonho

Encontrar uma maneira de acelerar a nave até sua velocidade de cruzeiro alvo é o principal desafio enfrentado por qualquer aspirante a explorador alienígena.

O espaço interestelar é implacavelmente vasto, mas o vazio tem algumas vantagens. A ausência de atmosfera significa que não há resistência aerodinâmica. Assim, quando a nave atinge sua velocidade de cruzeiro, ela pode desligar seu sistema de propulsão e seguir em direção ao destino final. Infelizmente, a ausência de atmosfera também significa que não há nada para desacelerar a nave antes da chegada. Portanto, idealmente, o sistema de propulsão seria usado tanto para a aceleração no início da viagem quanto para a desaceleração no final.

Uma das estratégias de propulsão mais exóticas emprega feixes de laser de alta potência para impulsionar a nave pelo espaço. O feixe é projetado a partir de um conjunto estacionário próximo ao planeta natal dos viajantes e direcionado para uma fina vela refletiva acoplada à nave. Os fótons do feixe exercem pressão de radiação sobre a vela espacial, impulsionando a nave para frente.

Essa abordagem tem uma grande vantagem, pois não requer combustível a bordo. Mas a quantidade de energia e a infraestrutura necessárias para operar o laser seriam astronômicas. Além disso, a propulsão por feixe de laser não oferece nenhum mecanismo de desaceleração. Na melhor das hipóteses, esse método poderia ser empregado como parte de uma estratégia híbrida que utilize um sistema separado para a desaceleração.

Uma abordagem mais prática é usar propulsão a foguete. Os foguetes geram força propulsora, também conhecida como empuxo, ao expelir gases de escape em alta velocidade em um jato para trás. Ao inverter a direção dos gases de escape, os foguetes também podem ser usados para desacelerar a nave.

Sua principal desvantagem é que os foguetes devem carregar seu próprio combustível, além de transportar os passageiros, o habitat e outros sistemas de suporte à vida. A carga extra exige ainda mais combustível. Em outras palavras, é necessário combustível para transportar o combustível. O resultado é um efeito bola de neve oneroso que pode fazer com que a necessidade total de combustível dispare para proporções absurdas.

A propulsão a foguete pode ser dividida em três grandes categorias.

A propulsão química utiliza reações químicas – tipicamente combustão – para extrair energia das ligações entre átomos. Todas as missões espaciais tripuladas até agora utilizaram propulsão química. O problema com esse método é que ele acessa apenas uma fração minúscula da energia contida no combustível.

Consequentemente, usar propulsão química em uma espaçonave com velocidade de cruzeiro de 30.000 km/s exigiria mais combustível do que toda a massa do Universo observável.

A propulsão por antimatéria é, teoricamente, a opção mais eficiente. Quando a antimatéria entra em contato com a matéria comum, as duas sofrem aniquilação mútua e 100% de sua massa combinada é convertida em energia. Isso torna possível atingir a mesma velocidade de cruzeiro — um décimo da velocidade da luz — com combustível representando menos de um quarto da massa total da nave. Trata-se de uma eficiência de combustível digna de ficção científica, o que torna a antimatéria uma opção atraente para a propulsão interestelar.

A desvantagem é que a antimatéria é extremamente instável e difícil de produzir. Até o momento, os físicos de partículas produziram menos de 20 bilionésimos de grama de antimatéria. Além disso, essas partículas tinham vida útil de apenas frações de segundo e um custo na casa das centenas de milhões de dólares.

A fusão nuclear oferece uma alternativa mais viável à antimatéria. Essa abordagem aproveita a energia armazenada no interior do núcleo de um átomo usando o mesmo processo que alimenta o Sol. Com a tecnologia atual, os motores de fusão continuam sendo uma meta ambiciosa, mas, em teoria, poderiam produzir 10 milhões de vezes mais energia por quilograma de combustível do que foguetes químicos.

Um delicado equilíbrio

Esses números pressupõem que nossos visitantes extraterrestres descobriram como converter eficientemente a energia liberada por seu reator – seja fusão nuclear ou antimatéria – em propulsão.

Tão importante quanto isso, eles devem ser capazes de criar estruturas otimizadas para tanques de combustível que sejam ultraleves, mas altamente seguras. Projetar a estrutura da nave, dos tanques de combustível ao casco, seria um dos maiores desafios de engenharia de toda a missão.

O espaço interestelar contém uma escassa dispersão de átomos de hidrogênio e grãos microscópicos de poeira cósmica. A 30.000 km/s, as partículas de poeira colidiriam com o casco da nave com a energia de uma bala calibre .22. O bombardeio de átomos de hidrogênio produziria uma violenta cascata de radiação capaz de corroer até mesmo os materiais de construção mais resistentes.

Sobreviver a este ataque exigiria nada menos do que uma fortaleza voadora com blindagem magnética complexa. Isso aumentaria a massa total da nave, o que elevaria ainda mais a demanda por combustível.

Este exemplo é apenas uma das centenas de delicadas escolhas de projeto que atormentariam qualquer nave interestelar. Cada requisito de projeto individual atua como um filtro, reduzindo o número de soluções viáveis.

Encontrar um único sistema que satisfaça simultaneamente todos os requisitos é análogo a comprar um carro online. A cada novo filtro aplicado — tração nas quatro rodas, exterior preto, menos de 10.000 quilômetros no odômetro — o número de opções disponíveis diminui.

Quando os requisitos de projeto entram em conflito entre si — por exemplo, exigir uma estrutura que seja leve, mas também extremamente durável —, o número de soluções viáveis pode cair para zero.

Nenhuma lei da física, por si só, proíbe uma viagem interestelar à Terra. Mas os efeitos combinados de centenas de requisitos de engenharia extremos, muitas vezes conflitantes, podem torná-la fisicamente inviável.

Também é possível que civilizações alienígenas tenham descoberto tecnologias inovadoras que superam tudo o que é conhecido atualmente pelos humanos. Mas, assim como os exemplos discutidos aqui, qualquer tecnologia desse tipo inevitavelmente encontrará seus próprios obstáculos de engenharia.

A pergunta de um trilhão de dólares

Em última análise, os desafios de engenharia são apenas algumas das muitas barreiras à viagem interestelar. Quaisquer visitantes extraterrestres em potencial também devem ter capacidade cognitiva suficiente, maturidade tecnológica, recursos físicos, desejo coletivo e proximidade com a Terra.

Dito isso, se os astros se alinhassem e uma nave alienígena chegasse intacta à Terra, isso desencadearia uma torrente de perguntas candentes: de onde eles vêm? O que eles querem? De que são feitos?

Mas a pergunta que mais contribuiria para esclarecer os mistérios mais profundos do Universo é: “Como diabos eles chegaram até aqui?”.

Ter constância no treino faz bem para o corpo e para a mente. Mas existe um limite que deve ser respeitado.

Quando a busca por resultados faz a pessoa ignorar cansaço, dores e descanso, o excesso de exercícios pode trazer mais prejuízos do que benefícios. Esse quadro é conhecido como overtraining, ou síndrome do excesso de treino.

Homem cansado na academia
Treinar faz bem, mas exagerar pode prejudicar os resultados - Foto: Shutterstock

Ele acontece quando o corpo não consegue se recuperar adequadamente entre uma sessão e outra. Como consequência, o desempenho pode cair. O risco de lesões também aumenta.

Por isso, importante ter em mente que descansar também faz parte do processo.

O que é overtraining?

overtraining acontece quando existe excesso de esforço físico combinado com pouca recuperação.

Na prática, isso significa treinar demais. Ou aumentar intensidade e frequência sem dar tempo suficiente para o corpo se recuperar.

Embora seja mais comum entre atletas, o problema também pode aparecer em quem treina pesado na academia.

Isso vale para corredores, praticantes de funcional e até pessoas que tentam “compensar” dias sem treino exagerando depois.

Sinais de que o treino pode estar virando problema

Sentir um pouco de cansaço depois do exercício é normal. O alerta aparece quando os sintomas persistem. Principalmente se começam a afetar a rotina ou o desempenho.

Fique de olho em sinais como:

Se o corpo parece estar cansado o tempo todo, vale prestar atenção. Em alguns casos, insistir no treino pode piorar o problema.

Descansar pode melhorar os resultados?

Sim. E muito.!

Pode parecer contraditório, mas músculos se recuperam justamente nos períodos de descanso.

Treinar sem recuperação adequada pode aumentar inflamações. Também eleva o risco de lesões. Além disso, pode prejudicar ganhos de força e massa muscular.

O sono também faz diferença. Assim como a alimentação.

Não adianta treinar pesado todos os dias e ignorar hábitos saudáveis e recuperação.

Como evitar o excesso de treino?

Alguns cuidados simples já ajudam bastante. Por exemplo:

Se possível, também evite mudanças bruscas na rotina de exercícios. Isso é ainda mais importante para quem voltou a treinar há pouco tempo.

Quando procurar ajuda?

Se dores, fadiga ou queda de desempenho persistirem por dias, vale buscar orientação profissional. Um educador físico pode ajustar a planilha.

Já um médico do esporte consegue investigar sinais de overtraining ou possíveis lesões.

No fim das contas, mais treino nem sempre significa mais resultado. Às vezes, a pausa certa é justamente o que faltava para evoluir.

Quando se fala em enxaqueca, muita gente pensa apenas em uma dor de cabeça forte. Mas a condição vai muito além disso.

Em muitos casos, a enxaqueca causa sintomas que passam despercebidos. Às vezes, eles até são confundidos com outros problemas de saúde.

Isso acontece porque a enxaqueca é considerada uma condição neurológica complexa. Ela pode afetar a visão, o equilíbrio, o humor e até a concentração.

Ou seja, nem sempre o principal sinal será a dor de cabeça. A seguir, veja sintomas da enxaqueca que muita gente costuma ignorar.

1. Sensibilidade à luz e ao barulho

Você sente vontade de apagar as luzes durante uma crise? Ou qualquer som parece alto demais?

Esse é um dos sintomas mais comuns da enxaqueca.

A sensibilidade intensa à luz, chamada de fotofobia, e aos sons pode piorar bastante o desconforto.

2. Náusea e enjoo

Muita gente não liga enjoo à enxaqueca. Mas esse sintoma é relativamente comum.

Além do mal-estar no estômago, algumas pessoas também podem apresentar vômito.

Em certos casos, o enjoo aparece antes mesmo da dor ficar intensa.

3. Alterações na visão

Ver pontos brilhantes, flashes de luz ou linhas em zigue-zague pode acontecer. A visão embaçada também merece atenção.

Esses sinais podem fazer parte da chamada aura da enxaqueca. Em algumas pessoas, a alteração visual surge antes da dor de cabeça.

Às vezes, ela pode até acontecer sem uma dor intensa em seguida.

4. Formigamento no rosto ou nas mãos

Outro sintoma que costuma assustar é o formigamento. Algumas pessoas relatam sensação de dormência. Outras descrevem como “agulhadas”.

Isso pode acontecer no rosto, nas mãos ou nos braços.

Embora o sintoma possa estar ligado à enxaqueca com aura, ele deve ser avaliado por um médico. Principalmente se surgir pela primeira vez.

5. Tontura e dificuldade de equilíbrio

Sentir tontura também pode fazer parte da crise.

Algumas pessoas percebem uma sensação de instabilidade. Outras relatam dificuldade para manter o equilíbrio.

Por isso, a enxaqueca nem sempre se resume apenas à dor pulsante.

6. Cansaço extremo e dificuldade de concentração

Tem dias em que parece impossível focar? Antes, durante ou depois da crise, pode surgir um cansaço intenso.

Sonolência e sensação de “mente lenta” também são comuns.

Além disso, algumas pessoas sentem dificuldade para raciocinar ou se concentrar.

7. Mudanças de humor e desejos alimentares

Pouca gente percebe esse sinal. Mas alterações no humor podem surgir horas antes da crise começar.

Irritabilidade, bocejos frequentes e vontade de comer certos alimentos estão entre os sintomas possíveis.

Algumas pessoas também relatam sede excessiva.

Quando vale procurar ajuda?

Se as dores forem frequentes ou muito intensas, vale procurar avaliação médica. O mesmo vale para sintomas diferentes do habitual.

Além disso, alguns sinais exigem atenção imediata. Entre eles estão:

Existem tratamentos e estratégias para reduzir as crises. Por isso, reconhecer os sintomas da enxaqueca pode ajudar a buscar apoio médico no momento certo.

O atacante Alex Bruno do ASA, atual artilheiro do Brasil com 21 gols na temporada, concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira (28), durante o programa Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, e comentou a fase vivida com a camisa alvinegra. Decisivo ao longo da temporada, Alex Bruno marcou gols em todas as competições disputadas pelo clube e mantém números impressionantes na Série D, com seis gols em seis partidas.

O momento do atacante impressiona pela regularidade. Em 2026, Alex Bruno disputou Série D, Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Copa Alagoas e Campeonato Alagoano, balançando as redes em todas as competições.

Durante a entrevista, o camisa 9 destacou o trabalho realizado ao longo da temporada e valorizou a força coletiva do elenco alvinegro.

“Fico muito feliz por esse momento. A gente trabalha bastante no dia a dia para viver fases assim. Estou colhendo o que venho plantando junto com meus companheiros e toda a comissão técnica”, afirmou.

Alex Bruno ressaltou que a boa fase é resultado do trabalho diário e do ambiente construído dentro do elenco do ASA.

“É um momento muito especial na minha carreira. A confiança aumenta quando os gols acontecem, mas isso é fruto de muito trabalho. O grupo vem fazendo uma grande temporada e isso facilita muito para quem joga na frente”.


				Artilheiro do Brasil, Alex Bruno celebra grande fase no ASA: 'Momento muito especial'
Alex Bruno (C) assina contrato ao lado do presidente do ASA, Rogério Siqueira, e do técnico Vanderlei Luxemburgo. — Foto: Lucas Auditore

Além dos gols, o atacante destacou o crescimento do ASA ao longo da temporada. Depois de oscilar em alguns momentos no início do ano, o time alvinegro conseguiu ganhar consistência na luta pela classificação à próxima fase da Série D.

O ASA volta a campo, no póximo sábado (30), pela nona rodada do Grupo A10 da Série D, em confronto diante do CSE, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca. A partida não contará com presença de público, em virtude de uma punição imposta pelo STJD após a confusão registrada no duelo contra o Operário-MS pela primeira fase da Copa do Brasil. O confronto terá transmissão da TV Gazeta, em parceria com o Portal Metrópoles.

Copa Libertadores definirá nesta quinta-feira (28/5) os últimos classificados para as oitavas de final do maior torneio de clubes das Américas. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) já definiu a data para sortear os confrontos.

O evento será realizado nesta sexta-feira (29/5), em Luque, no Paraguai. A previsão é que comece às 12h (horário de Brasília). Além da Libertadores, também serão definidos os duelos da Copa Sul-Americana.

Libertadores: saiba quando será o sorteio das oitavas de final - destaque galeria

Corinthians garantiu a liderança da chave.

Hércules comemora gol do Fluminense contra o La Guaira

Para o sorteio da Libertadores, os líderes dos grupos ficarão no Pote 1, enquanto as equipes que avançarem na segunda posição estarão no Pote 2. Os melhores colocados decidirão o confronto em casa.

Já na Copa Sul-Americana, apenas os primeiros colocados avançam diretamente às oitavas. Portanto, haverá um playoff entre as equipes que ficaram na segunda posição de cada chave e os times que ficaram na terceira posição das chaves da Copa Libertadores.

Confira as datas dos jogos da Libertadores

Confira as datas dos jogos da Sul-Americana

ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), um tipo de cacto com folhas e cheio de espinhos, destaca-se como uma trepadeira de alto valor nutricional que pode ser cultivada em vasos sem nenhum esforço. Chamada de “carne dos pobres” pelo teor de proteínas, é rica em ferro e cálcio — que ajudam músculos e ossos —, além de manganês, potássio e magnésio.

Segundo o cardiologista Rafael Marchetti e o botânico Guilherme Ceolin, a planta atrai o interesse científico por seus possíveis efeitos terapêuticos e pela facilidade de propagação em ambiente doméstico.

Entenda

Como cultivar ora-pro-nóbis em vasos

Para quem deseja iniciar o cultivo doméstico, segundo o botânico, o método mais rápido é fazer uma estaca a partir de um galho, pois o crescimento por sementes demora mais.

Sendo uma espécie de clima tropical, ela não tolera geadas e exige proteção contra grandes oscilações térmicas, desenvolvendo-se melhor sob pleno sol (ao menos 6 horas diárias) ou em meia sombra.

Getty ImagesFoto colorida de folhas da ora-pro-nóbis - Metrópoles
Planta se destaca pela quantidade de benefícios para saúde

Ora-pro-nóbis na cozinha

Na cozinha, o consumo de suas folhas é extremamente versátil, podendo ser feito de forma refogada, semelhante ao espinafre, ou como ingrediente em omeletes, ensopados, caldos e massas de pães, bolos e salgados diversos.

cabuscaa/Getty ImagesFoto colorida de pessoa cortando ora-pro-nóbis - Nutri conta como chá de ora-pro-nóbis pode ajudar a controlar glicose - Metrópoles
A versatilidade da ora-pro-nóbis na cozinha é um dos motivos para sua popularidade crescente

Alerta médico

Apesar de ser um excelente complemento alimentar, o cardiologista Rafael Marchetti reforça que a ora-pro-nóbis não substitui tratamentos médicos convencionais devido à falta de controle sobre dosagens. Segundo ele, o maior risco reside na automedicação e no uso sem acompanhamento profissional, já que plantas medicinais podem interagir negativamente com remédios de uso contínuo.

Portanto, a inclusão da folha na rotina deve ser feita com moderação e orientação adequada, servindo apenas de maneira complementar para a saúde do organismo.

azeite e a aveia formam uma dupla poderosa para a saúde do coração. Estudos científicos comprovam os benefícios desses dois alimentos acessíveis. Eles ajudam a prevenir diversas doenças cardiovasculares graves e muito silenciosas.

Incluir esses ingredientes na rotina diária transforma o seu metabolismo. O foco é sempre reduzir o colesterol ruim e combater fortes inflamações. Entenda como cada um age diretamente no seu corpo.

Poder do azeite de oliva no organismo

O azeite extravirgem é uma das melhores fontes de gorduras boas. Esse óleo natural é extremamente rico em ácido oleico e antioxidantes. Essas substâncias protegem as paredes das nossas artérias contra danos diários.

Ação direta contra o colesterol ruim

O consumo regular de azeite diminui os níveis de colesterol LDL. Ele evita que a gordura prejudicial oxide e entupa os vasos. Isso reduz drasticamente o risco real de infartos e derrames cerebrais.

Por que a aveia protege o coração?

A aveia é um cereal incrivelmente rico em fibras solúveis poderosas. A principal delas é a betaglucana, muito estudada pela ciência atual. Essa fibra atua como uma verdadeira esponja dentro do nosso intestino.

Controle da absorção de gorduras e açúcares

A betaglucana capta as partículas de colesterol antes da sua absorção. Esse excesso perigoso é então eliminado naturalmente pelas fezes todos os dias. A aveia também evita os grandes picos de açúcar no sangue.

Como incluir essa dupla na sua dieta?

A ciência recomenda o consumo diário, mas sempre com bastante equilíbrio. Duas colheres de sopa de azeite já entregam a proteção necessária. Use esse óleo frio sobre as saladas frescas ou nos legumes.

Dicas para consumir a aveia diariamente

Três colheres de sopa de aveia por dia formam a dose ideal. Você pode misturar os flocos no iogurte natural ou nas frutas. Preparar um mingau quente também é uma excelente e nutritiva opção.

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