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Feridas nos pés são uma das complicações mais comuns da diabetes. Quando não cicatrizam corretamente, as lesões podem se transformar em infecções graves, levando a internações prolongadas e, em casos extremos, à amputação do membro.

Entre as bactérias encontradas com frequência nessas feridas, está a Escherichia coli (E. coli), conhecida por causar infecções intestinais, mas que também pode provocar doenças fora do intestino.

Até agora, porém, pouco se sabia sobre quais tipos de E. coli estavam envolvidos nessas infecções relacionadas à diabetes e por que algumas delas evoluem de forma tão agressiva.

Pesquisadores da Escola de Imunologia e Ciências Microbianas da King’s College London, no Reino Unido, analisaram 42 amostras de E. coli retiradas de feridas do pé diabético de pacientes de vários países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Índia e China.

O estudo publicado no jornal científico Microbiology Spectrum em 13 de janeiro mostrou que não existe uma única cepa responsável pelas infecções. Pelo contrário: há uma grande diversidade genética entre as bactérias encontradas.

Isso significa que diferentes tipos de E. coli conseguem se adaptar ao ambiente das feridas crônicas, o que dificulta tanto o diagnóstico quanto o tratamento.

Resistência a antibióticos é comum

Um dos achados mais preocupantes foi a alta taxa de resistência a medicamentos. Cerca de 78% das amostras analisadas eram resistentes a múltiplos antibióticos, incluindo remédios usados apenas em casos graves, como carbapenêmicos e colistina. Na prática, isso reduz as opções de tratamento disponíveis, aumenta o risco de falha terapêutica e prolonga a infecção, elevando as chances de complicações.

Além da resistência, muitas cepas carregavam genes de virulência, que tornam a bactéria mais capaz de causar doença. Esses genes ajudam a E. coli a se fixar nos tecidos, escapar do sistema imunológico e obter nutrientes essenciais para sobreviver na ferida.

Algumas dessas características estão associadas a infecções invasivas, que podem se espalhar para a corrente sanguínea e causar quadros graves, como a sepse.

Bactérias resistentes agravam infecções no pé diabético, aponta estudo - destaque galeria
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O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas

A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo
Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal
O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais
Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta

 O que pode mudar após o estudo

Segundo os autores, entender melhor o perfil genético dessas bactérias pode ajudar médicos a escolher tratamentos mais adequados desde o início. Em vez de usar antibióticos de forma empírica, o sequenciamento genético permite identificar quais medicamentos têm mais chance de funcionar em cada caso.

O pesquisador Vincenzo Torraca, do King’s College London, afirma que esse tipo de análise pode reduzir infecções persistentes, hospitalizações longas e risco de amputações.

“Os dados são especialmente importantes para países com menos acesso a exames avançados, onde infecções do pé diabético são mais difíceis de tratar”, afirma.

Os cientistas agora pretendem investigar como esses fatores de virulência influenciam a evolução clínica das feridas. A expectativa é que, no futuro, essas informações ajudem a desenvolver diagnósticos mais rápidos, tratamentos personalizados e estratégias mais eficazes para prevenir complicações graves em pessoas com diabetes.

Na próxima semanapríncipe Harry desembarca em Londres para prestar depoimento no julgamento contra a editora do Daily Mail e do The Sun, a Associated Newspapers. O retorno do duque de Sussex à capital britânica tem gerado inquietação entre membros da família real. No entanto, um possível encontro com o príncipe William ou com o rei Charles III está, a princípio, descartado.

Durante a semana do julgamento, William e Kate estarão fora da Inglaterra, cumprindo agenda oficial na Escócia. O casal participará de um encontro com as equipes olímpicas e paralímpicas de curling da Grã-Bretanha antes dos Jogos de Inverno, que neste ano acontecem em Stirling.

Também está prevista na agenda real uma visita à Radical Weavers, um espaço dedicado à tecelagem manual. O local funciona como uma instituição de caridade e a presença do casal tem como objetivo “dar destaque às tradições únicas do patrimônio escocês e mostrar como elas continuam a conectar comunidades e inspirar novas gerações”, segundo informou o Palácio de Kensington.

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Harry deve permanecer no Reino Unido durante toda a próxima semana para acompanhar desdobramentos do caso

Família real evitará contato com Harry

Harry não deve se encontrar com o pai, o rei Charles III, que também cumprirá agenda na Escócia. Segundo informações da Fox News, o monarca se recusaria a encontrar o filho por medo de vazamentos. O príncipe é visto como “uma pessoa não confiável” , especialmente em um momento em que o rei enfrenta um tratamento contra o câncer conduzido com o máximo sigilo.

Apesar de estarem a quilômetros de distância, a família real ainda “espera pelo pior” e tomou precauções contratando uma gestora de crise para lidar com possíveis complicações durante a estadia de Harry.

Na avaliação do especialista da realeza Richard Eden ao Daily Mail, William tem ciência de que “podem ​​haver problemas pela frente” e que a presença do príncipe pode pressioná-los, assim como toda a família real, a “receberem os Sussex de braços abertos, mesmo que o casal, atualmente residente na Califórnia, nunca tenha se desculpado pelos ataques vergonhosos”, opina Eden.

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Rei Charlles III cumprirá agenda na Escócia e seguirá evitando contato com o filho por medo de vazamento de informações

Quando o príncipe Harry prestará depoimento

A data exata da chegada de Harry a Londres ainda é desconhecida. No entanto, espera-se que o príncipe participe da maioria das audiências do processo, que começará a ser julgado na segunda-feira (19/1). De acordo com um esboço do cronograma divulgado pela mídia britânica, o depoimento do duque de Sussex deve ocorrer na quinta-feira (22/1).

A Associated Newspapers é processada por coleta ilegal de informações — acusação negada pela editora. Além de Harry, outras personalidades, como Elton John, a atriz Elizabeth Hurley e Sadie Frost, ex-esposa de Jude Law, também devem comparecer ao tribunal.

Esta é a segunda vez que Harry depõe em um processo contra tabloides britânicos. A primeira ocorreu em 2023, contra o Mirror Group Newspapers. Com sua participação, a família real britânica quebrou um jejum de 130 anos sem que um membro sênior prestasse depoimento na Justiça.

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Presidente do São Paulo, Julio Casares foi afastado preventivamente do cargo nessa sexta-feira (16/1), após votação do Conselho Deliberativo do clube. A decisão pelo impeachment do mandatário foi aprovada em reunião realizada no MorumBis, casa do Tricolor paulista. Casares é denunciado por um suposto esquema de fraudes envolvendo o camarote do estádio.

Após o afastamento preventivo, o próximo passa é a convocação de uma Assembleia Geral. O processo deve acontecer em até 30 dias. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, é o responsável por marcar a data da nova fase da votaçao do impeachment.

Os próximos passos do São Paulo após o impeachment de Julio Casares - destaque galeria
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Os próximos passos do São Paulo após o impeachment de Julio Casares - imagem 2

Júlio Casares, presidente do São Paulo

Caso o impeachment seja aprovado, Julio Casares deixa o cargo de forma efetiva, e é substituído por Massis Jr até o fim de 2026, quando acontecerá votação para definir o próximo presidente. A assembleia, no entanto, também poderia rejeitar o afastamento. Neste caso, ele reassume o posto até o fim do mandato.

Nesta instância, é necessário apenas que a maioria simples dos votantes definam o futuro do presidente do São Paulo.

A crise no São Paulo

O pedido de impeachment contra Casares acontece após denúncias envolvendo o dirigente são-paulino. Além disso, o clube enfrenta crise política sem precedentes, iniciada com a comercialização irregular de camarotes do estádio do MorumBis durante shows.

Em reunião no dia 6 de janeiro, o Conselho Consultivo do São Paulo se posicionou contra o impeachment de Casares. No entanto, a palavra final para o andamento do pedido de afastamento é do Conselho Deliberativo.

Embriagado sem álcool – por muito tempo isso soou como uma anedota, mas trata-se de um distúrbio metabólico grave: a síndrome da autofermentação, ou síndrome da autocervejaria, na qual o próprio intestino produz etanol.

Não há uma estimativa confiável de quantas pessoas em todo o mundo são afetadas pela síndrome. Na literatura especializada a condição é descrita como “muito rara”, mas os médicos presumem que há muitos casos não relatados, que provavelmente são interpretados erroneamente como abuso de álcool ou outras doenças.

Agora, a síndrome está sendo melhor compreendida com a ajuda do microbioma – o conjunto de microrganismos que vivem dentro de nós.

Quando o intestino vira uma cervejaria

Na síndrome da autofermentação, as pessoas afetadas ficam intoxicadas mesmo sem ter bebido uma gota de álcool. O excesso de levedura no intestino costumava ser considerado o principal culpado, mas trabalhos mais recentes mudaram o foco para certos tipos de bactérias. Um estudo recém-publicado na revista Nature Microbiology é a investigação mais abrangente dessa doença incomum.

A pesquisa foi conduzida por uma equipe liderada por Bernd Schnabl e Cynthia Hsu na Universidade da Califórnia em San Diego, um grande hospital universitário dos Estados Unidos especializado em pesquisas sobre fígado e microbioma.

Schnabl e Hsu avaliaram amostras de fezes de 22 pacientes com síndrome de autofermentação, 21 de seus familiares e 22 pessoas saudáveis como grupo de controle. Isso lhes permitiu distinguir com mais clareza o papel da dieta e do ambiente do papel do microbioma.

Bactérias produtoras de álcool

Em laboratório, as amostras de fezes dos pacientes com a síndrome produziram significativamente mais álcool do que as dos grupos de controle. Isso se deve principalmente a bactérias intestinais como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, que fermentam carboidratos em etanol em quantidade excessiva.

“Esses micróbios usam várias vias metabólicas formadoras de etanol”, explica Schnabl. “Eles podem elevar o nível de álcool no sangue a tal ponto que as pessoas afetadas não estejam mais aptas a dirigir”.

A síndrome da autofermentação mostra como o microbioma pode influenciar radicalmente o comportamento e a saúde, ao ponto de determinar os níveis de álcool no sangue que caracterizam culpa ou inocência perante um tribunal ou durante fiscalizações de trânsito.

Dessa forma, o fardo dessa doença não é apenas o álcool no sangue, mas também a dúvida: quem acreditaria em alguém que jura não ter bebido quando seu próprio intestino funciona como uma cervejaria secreta?

Diagnóstico incorreto e novas abordagens

Muitos pacientes com a síndrome são inicialmente rotulados como alcoólatras que bebem em segredo – com consequências dramáticas para sua vida cotidiana, seus relacionamentos e, acima de tudo, sua credibilidade.

Os procedimentos de diagnóstico atuais são complexos, pois os pacientes devem seguir uma dieta rica em carboidratos sob supervisão rigorosa enquanto seus níveis de álcool no sangue são medidos. Schnabl e Hsu propõem diagnosticar a doença no futuro usando amostras de fezes e visando especificamente o metabolismo bacteriano.

Transplante de fezes como fonte de esperança

Ainda não existe uma terapia padronizada disponível. Em um paciente do estudo, os sintomas melhoraram significativamente após dois transplantes de fezes.

Um transplante de fezes (transplante de microbiota fecal, FMT) parece desagradável, mas é muito eficaz. Envolve a transferência de bactérias intestinais de um doador saudável para o intestino de um paciente para “reiniciar” seu microbioma alterado. A equipe agora investigará sistematicamente essa abordagem promissora em um grupo de oito pacientes.

Os especialistas veem as novas descobertas como um passo importante em direção à medicina personalizada do microbioma, mas alertam contra o otimismo prematuro: estudos maiores e dados de longo prazo são necessários antes que um tratamento possa ser estabelecido.

Malhar diariamente vai muito além da estética ou do condicionamento físico. Evidências científicas recentes e especialistas em neurologia reforçam que o movimento é um dos principais aliados do cérebro, ajudando a prevenir doenças neurológicas, reduzir hospitalizações e preservar funções como memória, concentração e raciocínio ao longo dos anos.

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Os benefícios de malhar todos os dias também incluem o emagrecimento, o fortalecimento muscular e ósseo

Exercício físico como pilar da saúde neurológica

Um estudo recente publicado na JAMA, uma das revistas científicas mais importantes do mundo, reforçou algo que a medicina já observa há décadas: a atividade física regular é fundamental para a prevenção de diversas doenças crônicas e para a saúde global do organismo.

Segundo o neurocirurgião Victor Hugo Espíndolao exercício atua diretamente na redução de fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade e colesterol elevado. “Ao diminuir esses fatores, conseguimos reduzir a incidência de AVC e infarto, que hoje estão entre as principais causas de mortalidade no mundo”, explica.

Além disso, a prática regular melhora o sono, reduz processos inflamatórios, beneficia o sistema cardiovascular e pulmonar e diminui significativamente as taxas de hospitalização por diversas doenças.

Neurocirurgiões indicam hábito diário que ajuda a proteger o cérebro - destaque galeria
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Uso de hormônios para se dar bem na musculação foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM)

Emagrecer e ganhar músculos, tudo ao mesmo tempo, é desafiador
Os músculos precisam de descanso para crescer
Mantenha uma boa alimentação e pratique atividades físicas para elevar a qualidade de vida

Movimento é alimento para o cérebro

Para o neurocirurgião Renato Chaves, pensar em atividade física apenas como algo voltado ao corpo é um erro. “O cérebro é um órgão que depende diretamente do movimento para funcionar bem. Quando a pessoa se movimenta todos os dias, ela está literalmente alimentando o cérebro”, afirma.

A atividade física diária melhora a circulação sanguínea cerebral, aumenta a oxigenação e estimula substâncias que mantêm os neurônios ativos e protegidos. Esse processo ajuda a reduzir o risco de declínio cognitivo ao longo da vida.

Thom Leach/Science Photo Library/GettyimagesIlustração mostra o formato do cérebro feito com linhas coloridas - Metrópoles
Malhar diariamente melhora a circulação sanguínea cerebral e aumenta a oxigenação

Memória, humor e prevenção de doenças

Os benefícios neurológicos vão além da prevenção. O exercício estimula a liberação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e endorfina, responsáveis pela sensação de bem-estar e pela proteção contra depressão e ansiedade. Também favorece a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de criar novas conexões, essencial para aprendizado e memória.

De acordo com Renato Chaves, a prática regular ajuda, sim, a prevenir doenças como Alzheimer, Parkinson e AVC. “O exercício reduz inflamações, melhora o controle da pressão arterial, da glicose e do colesterol, fatores diretamente ligados ao risco dessas doenças”, explica.

Qual exercício fazer e por quanto tempo

A recomendação é combinar atividades aeróbicas — como caminhada, corrida, bicicleta ou natação — com exercícios que desafiem coordenação, força e equilíbrio, como musculação, dança ou esportes. Ainda assim, os especialistas reforçam que qualquer movimento regular já traz benefícios.

“De 30 a 40 minutos por dia são suficientes para obter efeitos importantes. Não precisa ser intenso todos os dias; a regularidade é mais importante do que a intensidade”, orienta Chaves.

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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Sedentarismo: um risco silencioso

A ausência de atividade física está associada a maior risco de perda de memória, lentificação do raciocínio, alterações de humor e envelhecimento cerebral precoce. Com o tempo, o cérebro se torna menos estimulado, menos irrigado e mais vulnerável a doenças neurológicas.

Por isso, os especialistas são categóricos: com orientação adequada, pessoas sedentárias e mais velhas podem — e devem — se movimentar diariamente. “O exercício é um verdadeiro remédio natural para o cérebro, sem efeitos colaterais quando bem orientado”, conclui Renato Chaves.

Para você que está lendo este texto, saiba que isso só é possível devido a estruturas de formato cilíndrico e arredondado localizadas no fundo do mar. Muita gente nem imagina, mas grande parte do funcionamento da internet está ligado a cabos submarinos. Neles, há feixes de fibras ópticas que transportam a maioria do tráfego global de dados diariamente.

Na prática, os cabos são responsáveis por interligar a comunicação digital entre todos os países. Por serem considerados uma infraestrutura crítica, os fios são feitos de materiais fortificados para diminuir o risco de danos.

No caso do Brasil, mais de 95% do tráfego internacional de dados, incluindo internet, transações bancárias, comunicações governamentais, sistemas de saúde, serviços em nuvem e plataformas corporativas, passa pelos cabos submarinos.

“Por isso, essa infraestrutura é tratada no mesmo nível de criticidade que energia elétrica, telecomunicações, água e transporte”, explica o especialista em crimes cibernéticos Rodrigo Fragola, da empresa de cibersegurança OGASEC Cyber Security, em Brasília.

De acordo com Fragola, em comparação aos satélites — que também fornecem acesso à internet —, os cabos têm mais capacidade de volume de tráfego, levam menos tempo para transportar dados de um lado a outro e custam menos.

Caso sejam danificados, a falha pode causar prejuízos consideráveis em importantes setores, incluindo o financeiro, de saúde e o estatal. “Os setores mais afetados por uma falha em cabos submarinos são aqueles que dependem intensamente de conectividade contínua e confiável de acessos internacionais. O redirecionamento do tráfego em caso de rompimento dos cabos causa lentidão da comunicação”, aponta o especialista.

O que fazer quando os cabos submarinos são danificados

Você já sabe a importância dos cabos submarinos e que eles podem ser danificados. Mas afinal, quando há falhas, como consertá-los? Segundo o oceanógrafo João Luiz Baptista de Carvalho, qualquer correção é realizada através de navios especializados e altamente tecnológicos.

“Ao localizar o dano, são utilizados veículos operados remotamente (ROVs) em águas profundas (ou mergulhadores em águas rasas) para içar o cabo até o convés. A seção danificada é eliminada e as fibras óticas, os elementos estruturais e o revestimento do cabo são emendados. Em seguida, o cabo restaurado é reposicionado e enterrado no fundo do mar”, explica o membro da Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano).

Se o dano não for tão grande, Fragola diz que o tráfego de dados pode ser redirecionado automaticamente para outros cabos. No entanto, mesmo nesses casos, é comum a internet ficar mais lenta e haver instabilidade em serviços críticos.

grinvalds/Getty ImagesPessoa navegando nas redes sociais e assistindo a um vídeo de uma mulher dançando. Conceito de assistir vídeos IA. Metrópoles
Muita gente nem imagina, mas o acesso à internet no celular depende dos cabos submarinos

Mesmo estando bem identificados em cartas náuticas, estragos em cabos submarinos costumam ocorrer devido à atividades humanas, como pesca de arrasto e ancoragem de navios. Fenômenos naturais como terremotos, tsunamis e deslizamentos submarinos também podem afetar as estruturas.

“Quanto a mordidas de animais, eu desconheço ocorrências, mas a priori poderia acontecer sim. A sabotagem também é uma causa de danos aos cabos submarinos”, diz Carvalho.

Leis protegem os cabos e sabotagem pode ser punida

Por serem tão importantes, os cabos submarinos acabaram virando uma peça-chave no quebra-cabeça geopolítico. Cada vez mais as suspeitas de sabotagem intencional para danificá-los crescem no mundo. Por exemplo, os localizados no Mar Báltico e Mar Vermelho têm sofrido com cortes. A desconfiança de que eles poderiam ser propositais aumenta as tensões entre os países.

No entanto, estragos intencionais nas estruturas podem ser punidos, de acordo com a lei. Segundo o advogado Victor Minervino Quintiere, há dois tratados internacionais em vigor, além de outros estatutos para tratar a questão: a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, criada em 1982, e a Convenção para a Proteção dos Cabos Submarinos, de 1884.

“A danificação de cabos submarinos em águas internacionais pode configurar ilícito internacional e crime, dependendo da legislação interna do Estado envolvido. A responsabilização pode ocorrer de forma individual, estatal e civil internacional”, afirma Quintiere, professor de direito do Centro Universitário de Brasília (Ceub).

Por outro lado, o especialista aponta que não há um tribunal internacional específico para julgar disputas relacionadas a cabos submarinos. “Questões que envolvem cabos submarinos são tratadas sob o âmbito do direito internacional geral”, finaliza Quintiere.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nessa sexta-feira (16/1), o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), feito via habeas corpus impetrado.

“Ademais, cumpre destacar que o presente habeas corpus nem sequer foi impetrado pela defesa técnica do paciente, ex-Presidente da República. Diante do exposto, não conheço do habeas corpus, por manifesta inadmissibilidade da via eleita, na forma do art. 13, VIII, p. único, e art. 37, I, todos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”, diz trecho do documento despachado pela Suprema Corte.

O pedido foi feito pelo Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa, que não integra a defesa oficial de Bolsonaro.

No requerimento, o autor pleiteia duas medidas: que o Conselho Federal de Medicina (CFM) examine se a unidade prisional onde o ex-presidente se encontra detido dispõe de estrutura adequada para assegurar assistência médica permanente, com equipes de saúde capacitadas e multidisciplinares; e que Bolsonaro tenha a possibilidade de cumprir a condenação em regime domiciliar.

O habeas corpus foi encaminhado na terça-feira (13/1) à ministra Cármen Lúcia por critério de prevenção, conforme estabelecem o Regimento Interno do STF e normas da própria Corte. A regra se aplica quando o magistrado já analisou processos relacionados ao mesmo tema, o que a torna responsável pela relatoria do caso.

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, informou nesta sexta-feira (16/1) que os repasses de empréstimos consignados ao Banco Master estão bloqueados. O motivo é a suspeita de irregularidades.

O Banco Master teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) no dia 18 de novembro de 2025. O INSS ainda tenta com o liquidante resolver a situação, antes de decidir se cancela de vez os contratos.

A fala do presidente do INSS foi repassada ao Metrópoles em um áudio enviado pela assessoria do instituto. Na gravação, Waller Júnior acrescenta que os contratos com o Master foram interrompidos bem antes da liquidação.

“Os contratos com o Banco Master novos já estão suspensos desde setembro. O repasse desse valor está paralisado para o Banco Master. Mas a gente tentou, ainda antes da liquidação, que o Banco Master comprovasse a assinatura daqueles que fizeram o crédito consignado”, afirmou.

Waller Júnior explica que o INSS solicitou ao Master, por três vezes, que comprovasse a assinatura dos contratados dos pensionistas e aposentados que teriam feito o crédito consignado. No entanto, isto não foi realizado.

“Os contratos que eles [Banco Master] juntaram para a gente não diz nada. Não diz taxa de juros, não diz custo efetivo da transação. e pior, não tem a comprovação da assinatura do nosso aposentado e pensionista”, completou.

Por causa da falta de consistência dos documentos, o presidente do INSS disse que foi tomada a decisão de suspender os repasses.

Agora, o INSS tenta contato com o liquidante do Banco Master para realizar uma reunião e verificar se é possível comprovar a assinatura nos contratos. “Não comprovando, o INSS vai cancelar o crédito consignado e esse valor que foi retido volta aos braços, ao bolso do nosso aposentado e pensionista”, explicou o presidente.

O Banco Central determinou como liquidante do Master a EFB Regimes Especiais e Empresas, que tem como responsável técnico Eduardo Félix Bianchini.

A liquidação

liquidação do Banco Master foi determinada pelo Banco Central, em 18 de novembro de 2025, no âmbito de investigações que apontaram suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A reportagem entrou em contato com a defesa do Banco Master a respeito a suposta irregularidade nos contratos de consignados e aguarda resposta.

O Ministério Público Federal (MPF), foi acionado pelo deputado estadual de São Paulo Guto Zacarias (União-SP) para investigar a destinação de recursos públicos à compra de televisores de alto padrão para presídios federais de segurança máxima. A solicitação questiona a legalidade, a razoabilidade e a necessidade do gasto.

O pedido foi motivado por informações divulgadas, pelo Metrópoles, em janeiro deste ano, sobre a aquisição de 40 Smart TVs de 50 polegadas, com resolução 4K e acesso a plataformas digitais, ao custo total de R$ 85,4 mil. Os equipamentos seriam utilizados no programa chamado “ReintegraCINE”, voltado à exibição de conteúdos audiovisuais em cinco penitenciárias federais do país. Segundo a justificativa oficial, a iniciativa busca modernizar atividades antes realizadas com DVDs e fitas VHS, e não permitiria acesso direto dos presos à internet.

De acordo com o pedido do deputado, apesar das explicações apresentadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), ainda existem pontos que precisam de apuração. Entre eles estão a necessidade de aquisição de aparelhos com alto padrão tecnológico, a proporcionalidade do gasto diante das restrições orçamentárias do Estado e das deficiências estruturais do sistema prisional, além da adequação do programa à Lei de Execução Penal, especialmente em unidades de segurança máxima.

O documento também solicita que sejam avaliadas as garantias técnicas anunciadas para impedir o uso indevido dos equipamentos, bem como a regularidade do processo de contratação, incluindo critérios do edital, pesquisa de preços e justificativa técnica para a escolha dos aparelhos. O pedido ressalta que a Constituição Federal exige que os gastos públicos observem princípios como eficiência, economicidade e moralidade administrativa.

Distribuição das TVs nos presídios federais

governo federal prevê a distribuição de 40 Smart TVs de forma igualitária entre as cinco penitenciárias federais de segurança máxima do país. Cada unidade receberá oito aparelhos, ao custo unitário de R$ 2.135, totalizando R$ 17.080 por presídio. A entrega está programada para ocorrer até fevereiro de 2026 e faz parte da implementação do programa ReintegraCINE, voltado à exibição de conteúdos audiovisuais com foco na reintegração social de pessoas privadas de liberdade.

Os equipamentos serão destinados às penitenciárias federais de Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR). De acordo com o edital, as TVs contam com suportes fixos de teto e especificações técnicas como conexão via cabo e Wi-Fi, entradas HDMI e USB, além da exigência de desativação de comandos por voz.

A Secretaria Nacional de Políticas Penais afirma que o uso dos aparelhos está amparado por portaria publicada em abril de 2025, que estabelece critérios técnicos, operacionais e de segurança para a execução do projeto, sem comprometer a segurança pública.

 

A relação entre a saúde mental e a saúde física é complexa e multifacetada — e o fígado, órgão central para a digestão e o metabolismo, não foge a essa lógica. Responsável por funções vitais, ele atua de forma silenciosa para manter o equilíbrio do organismo, influenciando diretamente o funcionamento de diversos sistemas do corpo.

A nutricionista Carla de Castro destaca que a alimentação exerce um papel determinante na saúde do fígado, já que o órgão é responsável pelo metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas. Uma dieta desequilibrada, rica em ultraprocessados, açúcares e gorduras de baixa qualidade, pode sobrecarregar o fígado e comprometer seu desempenho ao longo do tempo.

Expert explica como o equilíbrio emocional impacta a saúde do fígado - destaque galeria
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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Além disso, a especialista ressalta que o funcionamento hepático está intimamente ligado ao equilíbrio emocional.

“O fígado participa do metabolismo de hormônios e de substâncias envolvidas na comunicação entre o intestino e o cérebro. Quando está sobrecarregado, pode se refletir em sintomas como cansaço excessivo, irritabilidade, dificuldade de concentração e alterações de humor”, explica a profissional ao Metrópoles.

Nesse contexto, cuidar da saúde hepática vai além de prevenir doenças físicas. “Uma alimentação adequada, associada a hábitos saudáveis como sono de qualidade, manejo do estresse e prática regular de atividade física, contribui não só para o bom funcionamento do fígado, mas também para o bem-estar emocional”, afirma Carla.

Assim, a nutrição se torna uma aliada fundamental tanto da saúde física quanto da saúde mental.

Um jovem de 18 anos, investigado por perseguir e proferir graves ameaças contra sua ex-professora, de 40 anos, foi capturado e preso pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nessa quinta-feira (15/1), em Rebouças, no Sudeste do estado.

Segundo o delegado Luís Henrique Dobrychtop, as investigações começaram após a vítima, que reside em Irati, registrar ocorrência e relatar o recebimento de mensagens por meios eletrônicos.

Ficou comprovado que o investigado utilizava e-mails institucionais e pessoais da vítima, além de criar perfis em redes sociais para enviar mensagens. Também foram identificados contatos direcionados a pessoas do convívio da vítima, incluindo familiares e colegas de trabalho.

Entre os conteúdos das ameaças, constavam frases de extrema violência e ameaças de morte, além de declarações obsessivas.

“Diante da continuidade das condutas, as equipes localizaram o suspeito em sua residência, no município de Rebouças, e efetuaram a prisão em flagrante. Vale ressaltar que não foi arbitrada fiança”, explicou a autoridade.

O investigado confessou os fatos durante o interrogatório e foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.

O colesterol alto é um dos maiores problemas para a saúde do organismo, aumentando o risco de morte por infarto e acidente vascular cerebral (AVC), entre outros. Ao mesmo tempo, porém, várias gorduras que consumimos são essenciais para o funcionamento do organismo. Portanto, é preciso que os medicamentos para a condição eliminem apenas os excessos para não prejudicar a saúde.

Uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine nesta sexta-feira (16/1) parece ter encontrado uma alternativa mais direcionada para combater especificamente o colesterol no intestino e no fígado. O novo tratamento levou a uma redução de 61% dos níveis de colesterol após a refeição (pós-pandial).

Como funciona o tratamento?

O controle de gordura no sangue depende de equilíbrio entre liberação e remoção de colesterol. Diversas proteínas participam desse sistema, entre elas o receptor X do fígado, ou LXR. Quando ocorre ativação do LXR, níveis de triglicerídeos tendem a subir.

A redução dessa atividade sempre pareceu uma estratégia promissora para controle da gordura no sangue, mas o LXR participa de vários processos do aproveitamento de gorduras para o funcionamento do corpo e fazer uma inibição ampla dele pode gerar efeitos adversos. Por isso, essa via terapêutica não era explorada.

Pela primeira vez, porém, um tratamento foi testado em humanos para reduzir a atividade do LXR, mas com a capacidade de atuação restrita ao fígado e ao intestino, sem prejudicar sua atuação em outros órgãos. O composto recebeu o nome TLC-2716.

Nova molécula tem sucesso ao retirar colesterol do intestino e fígado - destaque galeria
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No entanto, o que entendemos normalmente como colesterol é, na verdade, um somatório de diferentes tipos: os famosos HDL e LDL

O LDL, conhecido como colesterol "ruim", quando está em níveis altos, pode formar uma placa nas paredes das artérias, dificultando ou impedindo a passagem do sangue
Quanto mais elevadas as taxas de LDL, maior o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC)
Apesar de silencioso, alguns sinais podem dar indícios do problema
São eles: xantelasmas e xantomas (pequenas bolinhas de gordura que aparecem na pele), dores na barriga, nos dedos dos pés e das mãos

O impacto do novo remédio no colesterol

No estudo com 26 indivíduos, os participantes receberam TLC-2716 por 14 dias. A administração ocorreu em dose única diária. Nenhum sinal relevante de risco sistêmico foi observado durante o período avaliado. Participantes que receberam doses mais elevadas apresentaram reduções nos triglicerídeos e no colesterol remanescente.

Nas doses mais altas de TLC-2716, de 12 mg, os triglicerídeos diminuíram até 38,5%. O colesterol remanescente pós-prandial caiu até 61%. Nenhum participante utilizou outros medicamentos limitadores de colesterol.

A molécula, que ainda está em testes de fase 1, os iniciais e com públicos pequenos para avaliar um remédio, atua como “agonista inverso” do LXR. Diferente de um “bloqueador” (“antagonista”), que impede a ativação, o “agonista inverso” induz a molécula a fazer um sinal oposto ao seu padrão. Na prática, esse mecanismo faz com que as células ativadoras atingidas trabalhem para reduzir a atividade e não aumentá-la.

Em modelos de roedores com doenças metabólicas, o composto reduziu os triglicerídeos e o colesterol no sangue. Também ocorreu diminuição de acúmulo de gordura hepática. Os resultados positivos também foram observados em testes com células humanas.

A depressão pode estar passando despercebida entre idosos brasileiros. Um estudo com quase 7 mil pessoas com 60 anos ou mais indica que existe uma diferença significativa entre o número de idosos que relatam sintomas depressivos e aqueles que afirmam ter recebido diagnóstico médico para o transtorno.

A análise foi realizada por pesquisadores da Universidade do Sul de Santa Catarina e da University College London, no Reino Unido, a partir de dados representativos da população idosa no país. Os resultados foram publicados nesta sexta-feira (16/1) no periódico Epidemiologia e Serviços de Saúde Revista do SUS (RESS).

Segundo o levantamento, 15,6% dos entrevistados disseram conviver com sintomas como tristeza frequente, solidão ou perda de interesse por atividades do dia a dia. No entanto, apenas cerca de quatro em cada dez dessas pessoas relataram ter recebido diagnóstico médico de depressão.

Sintomas reconhecidos, diagnóstico ausente

Os dados analisados fazem parte do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros, realizado entre 2019 e 2021 pela Fundação Oswaldo Cruz Minas (Fiocruz) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para identificar os casos, os pesquisadores perguntaram se algum médico já havia informado o diagnóstico de depressão e se o participante fazia uso de medicamentos para o tratamento.

Ao mesmo tempo, os sintomas foram avaliados por meio de questões sobre qualidade do sono, satisfação com a vida e sentimentos como tristeza, felicidade e solidão.

Entre os 6.872 idosos entrevistados, 12,2% afirmaram ter diagnóstico formal de depressão e apenas 8,1% disseram usar medicamentos relacionados à condição.

O contraste aparece com mais força quando se observa o grupo que se sente deprimido. Entre aqueles que relataram sintomas, 62,7% nunca receberam confirmação clínica.

“Isso mostra que muitos idosos convivem com sofrimento emocional sem que ele seja reconhecido como um problema de saúde”, afirma Jefferson Traebert, um dos autores do estudo, em comunicado.

Segundo ele, ainda há barreiras importantes na identificação da depressão na velhice, especialmente nos serviços de atenção básica.

Envelhecimento e saúde mental

O estudo também identificou fatores associados ao diagnóstico, como ser mulher, ter menor escolaridade e não praticar atividade física.

Para os pesquisadores, parte do subdiagnóstico pode estar ligada à confusão entre sintomas da depressão e sinais frequentemente atribuídos ao envelhecimento, como cansaço, alterações no sono, perda de memória ou irritabilidade.

Traebert destaca que esse cenário não é novo. Em levantamentos anteriores, já se estimava que cerca da metade dos idosos com depressão não recebia diagnóstico na atenção primária.

“A depressão não faz parte do envelhecimento natural e precisa ser tratada com a mesma seriedade que outras doenças crônicas”, afirma.

Se você busca uma forma eficiente de melhorar o condicionamento físico sem precisar de equipamentos caros ou horas intermináveis na academia, a caminhada japonesa pode ser a solução. A modalidade entrou nas conversas sobre longevidade. Pois ela promete resultados superiores à caminhada tradicional, exigindo muito menos tempo.

Desenvolvida pelos professores Hiroshi Nose e Shizue Masuki, da Universidade Shinshu, no Japão, a técnica não é apenas um “passeio rápido”. Ela é baseada em ciência e foca na variação de intensidade para otimizar o metabolismo. Enquanto as metas tradicionais focam na quantidade (como os famosos 10 mil passos), o método japonês foca na qualidade do esforço.

Como funciona o método na prática?

A essência da caminhada japonesa é o treinamento intervalado. Em vez de manter um ritmo constante, você deve alternar a velocidade da marcha. A estrutura básica consiste em:

A recomendação dos especialistas é repetir essa sequência por pelo menos 30 minutos, quatro vezes por semana. Por ser menos desgastante do que um HIIT (treino intervalado de alta intensidade) convencional, ela tem sido chamada de “caminhada de alta intensidade”, sendo uma excelente porta de entrada para quem quer sair do sedentarismo.

fígado é um órgão vital que desempenha funções essenciais na digestão e metabolização de nutrientes. Ele também ajuda na desintoxicação do corpo, armazenando vitaminas e minerais, e regulando o colesterol.

Um estudo, publicado no BMC Public Health por médicos da faculdade de medicina da Universidade de Southampton e da Universidade de Edimburgo, aponta que consumo de café pode proteger e reduzir a incidência de doenças no fígado, como a esteatose hepática.

Andrew Neel/PexelsFoto colorida de caneca branca com café - Metrópoles
O café é um dos alimentos mencionados pela nutricionista

O trabalho científico indicou que a cafeína possui um efeito protetor sobre o fígado devido à presença de substâncias como ácido clorogênico, kahweol e cafestol, que impedem o desenvolvimento de gordura no órgão.

Ao Metrópoles, o nutricionista Thyago Nishino explica que o café é um grande aliado para quem tem esteatose hepática (gordura no fígado) por ser rico em antioxidantes e compostos bioativos, como polifenóis e cafeína. Esses nutrientes ajudam a reduzir a inflamação e o acúmulo de gordura no fígado.

“Estudos mostram que o consumo regular de café pode melhorar as enzimas hepáticas, diminuir o risco de progressão da esteatose para fibrose e até proteger contra a cirrose”, comenta o profissional.

Bebida comum do dia a dia pode reduzir o risco de doenças no fígado - destaque galeria
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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Apesar disso, o nutricionista destaca que a melhor bebida para a saúde do fígado é, sem dúvida, a água. “Essencial para o funcionamento adequado do metabolismo, a água ajuda na eliminação de toxinas e favorece os processos naturais de desintoxicação hepática.”

Além da água, bebidas como chá verde, chá de boldo e chá de dente-de-leão podem contribuir para a saúde do fígado quando consumidas com moderação. “Essas bebidas possuem compostos antioxidantes e bioativos que ajudam a reduzir inflamação e estresse oxidativo”, finaliza Thyago.

Alguns passeios podem oferecer uma imersão na natureza com toque culturais. Esse é o caso da Ilha da Marambaia, no Rio de Janeiro: uma área de preservação ambiental e militar com praias extensas e natureza exuberante, abrigando ruínas de senzalas e uma comunidade quilombola com tradições culturais.

A ilha, localizada no litoral fluminense, onde a Marinha tem uma base naval e onde funciona o Centro de Adestramento da Ilha de Marambaia (Cadim), costuma receber presidentes da república quando tiram férias, como Jair Bolsonaro e o presidente Lula.

A.Galante/Poder NavalRestinga de Marambaia, área militar onde presidente Lula passará feriado
Restinga de Marambaia, área militar

O destino é de posse da União, sendo administrado pelas Forças Armadas. Por essa razão, o acesso é restrito.

Localização

A Restinga de Marambaia faz parte do território de três cidades fluminenses: Rio de Janeiro, Itaguaí e Mangaratiba. Por estar localizada em área militar, a Marinha controla as incursões dos visitantes, garantindo a preservação ambiental e a segurança das pessoas, que podem explorar cenários naturais únicos.

Marambaia também conta com atrações históricas interessantes, como as Ruínas da Restinga da Marambaia, com vestígios sobre o passado local. A Ponta da Pombeba e a Praia do Sino estão entre atrações naturais mais estonteantes da região.

G. Poggio/Poder NavalRestinga de Marambaia, área militar onde presidente Lula passará feriado
Restinga de Marambaia, área militar onde presidente Lula passou o fim de ano

G. Poggio/Poder NavalRestinga de Marambaia, área militar onde presidente Lula passará feriado

Contexto histórico

A área também é um espaço de quilombo. Isso porque, no século 19, após a proibição do tráfico negreiro no Brasil, o local passou a ser utilizado como porto clandestino de desembarque de escravizados.

Em 1904, as terras foram adquiridas pela União e, dois anos depois, passou a ser utilizada pela Marinha. Em 1908, foi inaugurada na região a Escola de Aprendizes-Marinheiros.

Em 2004, após uma série de embates judiciais movidos pelas comunidades remanescentes de quilombolas, a área certificada pela Fundação Cultural Palmares. A titulação foi oficializada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2015.

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