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As dores nas costas são uma das principais queixas em consultórios e academias.
Má postura, horas sentado e sedentarismo estão entre as maiores causas.

Mas o pilates tem se tornado o método preferido de quem busca alívio e fortalecimento sem impacto.
Criado por Joseph Pilates, o método combina força, controle, respiração e equilíbrio para reeducar o corpo e restaurar o bem-estar.

Segundo a fisioterapeuta Mariana Torres, especialista em reabilitação, “o pilates é completo. Ele fortalece, alonga e reorganiza o corpo, ajudando a aliviar dores e corrigir a postura”.

Por que o pilates ajuda tanto nas dores nas costas

O segredo do pilates está na ativação do chamado “centro de força”: músculos profundos do abdômen, pelve e lombar.
Esses músculos dão estabilidade à coluna e sustentam o corpo nas atividades diárias.

Quando fortalecidos, ajudam a alinhar a postura e distribuir o peso de forma equilibrada.
Isso reduz a sobrecarga sobre os discos intervertebrais, melhora a mobilidade e previne crises de dor.

“O aluno aprende a sustentar o corpo de maneira natural, sem esforço e sem tensão”, explica Mariana.
O método também melhora a respiração e a circulação, fatores que influenciam diretamente o bem-estar da coluna.

Como o pilates atua na coluna vertebral

Durante as aulas, os movimentos são lentos, controlados e coordenados com a respiração.
Eles promovem o alinhamento e o alongamento da coluna, permitindo que os discos intervertebrais se mantenham saudáveis e hidratados.

O pilates estimula a mobilidade, reduz a rigidez e melhora a flexibilidade.
Além disso, cria equilíbrio entre força e alongamento, evitando que o corpo compense tensões com más posturas.

Com o tempo, o praticante percebe que sua postura muda naturalmente, e as dores diminuem sem esforço.

Quanto tempo leva para ver resultados

Muitos alunos sentem alívio já nas primeiras semanas.
Segundo a fisioterapeuta Mariana, os resultados começam a aparecer entre 4 e 8 semanas, com a prática regular.

“Em pouco tempo, o corpo se adapta. A respiração melhora, os músculos se fortalecem e a dor diminui”, afirma.

A frequência ideal é de duas a três aulas por semana.
A consistência é o que garante a evolução e o fortalecimento da base muscular.

Com a prática contínua, o pilates também ajuda a prevenir o retorno das dores e melhora o desempenho em outras atividades físicas.

Pilates solo ou com aparelhos: qual escolher?

pilates solo usa apenas o peso do corpo e acessórios simples, como bola, elástico e círculo mágico.
É ótimo para quem quer começar leve e entender os princípios do método.

pilates com aparelhos utiliza equipamentos como o Reformer e o Cadillac, que permitem ajustes precisos e controle total dos movimentos.
É indicado para quem sente dores intensas ou está em reabilitação.

“Os aparelhos facilitam o alinhamento e reduzem a chance de erro, ideal para quem busca segurança no início”, explica Mariana.

Para quem é o pilates

O pilates é um método acessível e adaptável.
Pode ser praticado por jovens, adultos, idosos e até gestantes.

“Cada corpo tem uma necessidade diferente. O pilates se molda a isso”, destaca Mariana.
Pessoas com dor lombar, hérnia de disco, escoliose ou rigidez podem praticar, sempre com acompanhamento profissional.

Além da reabilitação, o pilates é ótimo para quem quer melhorar a postura, aumentar a flexibilidade ou complementar outras atividades físicas.

Qual erro evitar ao começar

Um erro comum é achar que o pilates é apenas alongamento.
Na verdade, ele trabalha força, controle e respiração com alta precisão.

Outro erro é querer resultados imediatos.
O pilates é um processo progressivo, que fortalece o corpo de dentro para fora.

Mariana alerta: “O movimento precisa ser consciente. Fazer rápido demais ou sem orientação pode piorar a dor. No pilates, menos é mais”.

Também é importante não treinar com dor intensa. Se houver inflamação ou crises agudas, o ideal é esperar a melhora antes de voltar à prática.

Benefícios comprovados do pilates para a dor nas costas

Estudos do Journal of Bodywork and Movement Therapies mostram que o pilates reduz a dor lombar e melhora a mobilidade em até 70%.
Os resultados surgem em poucas semanas de prática regular.

Entre os benefícios estão:

Além dos ganhos físicos, o pilates também melhora o humor e a disposição, graças à liberação de endorfina.

Pilates e saúde mental: equilíbrio que reflete no corpo

O pilates exige concentração e controle respiratório, o que ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade.
Essa conexão entre corpo e mente cria uma sensação de calma e foco que se reflete em todo o organismo.

“Quando a mente desacelera, o corpo responde. A dor diminui, o sono melhora e a energia aumenta”, explica Mariana.

A prática regular ajuda a desenvolver consciência corporal e promove bem-estar emocional.
Por isso, muitos alunos relatam que o pilates se torna um momento de autocuidado e equilíbrio.

Dicas para aproveitar melhor as aulas de pilates

  1. Respeite seu ritmo.
    O pilates é um processo. Vá evoluindo aos poucos.

  2. Dê atenção à respiração.
    Inspire pelo nariz, expire pela boca e sincronize com os movimentos.

  3. Use roupas leves e confortáveis.
    A liberdade de movimento é essencial para uma boa execução.

  4. Não falte às aulas.
    A regularidade é o que garante os resultados duradouros.

  5. Comunique qualquer desconforto.
    Informe o instrutor se sentir dor ou limitação durante os exercícios.

Um método que transforma o corpo e a vida!

Mais do que um exercício, o pilates é uma ferramenta de transformação.
Ele fortalece, alinha, relaxa e ensina o corpo a se mover com consciência.

Com a prática constante, a dor diminui, a postura melhora e o bem-estar aumenta.
Como resume Mariana Torres: “O pilates é equilíbrio em movimento. Ele te ensina a habitar o próprio corpo com leveza e força”.

 

Apesar de parecer difundido, o uso de extratos de cannabis para tratamento da dor ainda está sendo avaliado pela comunidade científica. Um novo estudo brasileiro, realizado pela Universidade de Brasília (UnB), analisou o uso de extratos de cannabis em 29 mulheres brasileiras com síndromes de dor crônica.

A pesquisa acompanhou pacientes que já enfrentavam longos históricos de sofrimento físico e emocional, agravados pelo uso de analgésicos, antidepressivos e, em alguns casos, opióides.

Segundo o levantamento, além da dor persistente, as participantes lidavam com a depressãoansiedade, cansaço, dificuldades nas relações familiares e prejuízos na vida profissional. Depois da introdução dos extratos de cannabis, todas relataram melhora na dor e ganhos na qualidade de vida. O estudo foi publicado na revista Frontiers in Pharmacology em novembro de 2025.

A dor crônica afeta mais do que só o corpo

Os resultados mostram que a dor crônica não afeta só o corpo, mas também a rotina dos pacientes. Muitas participantes deixavam de trabalhar, de descansar e até de aproveitar momentos com a família.

Além disso, também acumulavam tarefas da casa e cuidados com os filhos, idosos e outros familiares — algo que recai, principalmente, sobre as mulheres. Esse acúmulo deixava o sofrimento ainda mais pesado e mostrava que o tratamento precisava olhar para todo o contexto, não só para o sintoma da dor.

“Grande parte dessas mulheres já acumulava prejuízos emocionais, sociais e familiares antes mesmo de iniciar o tratamento, e isso moldou a forma como cada uma respondeu à terapia”, explica Renato Malcher-Lopes, autor do estudo e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).

Redução de remédios tradicionais e alívio de efeitos colaterais

Entre as 29 mulheres, 24 utilizavam outros fármacos para controlar dor e sintomas emocionais. Conforme o tratamento com a cannabis evoluiu, mais da metade conseguiu reduzir analgésicos e antidepressivos que causavam efeitos negativos, como sedação excessiva e limitações cognitivas.

Dentre as participantes, cinco passaram a usar só o extrato vegetal da cannabis. A pesquisa aponta também que cada paciente respondeu de forma diferente às combinações de THC e CBD.

Algumas precisaram de mais THC, outras de menos; algumas se beneficiaram de doses maiores de CBD, outras de quantidades menores. Segundo os pesquisadores, a abordagem individualizada fez com que todas as participantes apresentassem melhora.

tvirbickis/Getty ImagesFoto colorida de cannabis medicinal - Tratamento com cannabis reduz dor crônica, segundo estudo - Metrópoles
Tratamento com cannabis trouxe alívio da dor e melhora na rotina das pacientes

Principais resultados do tratamento com cannabis

O estudo registrou mudanças importantes entre as 29 mulheres:

“A combinação certa de THC e CBD fez toda a diferença para cada paciente. Ao ajustar o extrato para cada perfil, todas tiveram algum nível de melhora”, afirma o autor do estudo.

Papel das associações no tratamento

Os extratos usados no estudo foram produzidos por associações de pacientes. Os pesquisadores apontam que essas organizações são essenciais porque oferecem produtos com diferentes combinações de CBD e THC, além de terem preços mais acessíveis.

As associações também fazem controle de qualidade e hoje atendem grande parte das pessoas que usam cannabis medicinal no Brasil.

Segundo a pesquisa, vários estudos no país — incluindo investigações sobre dor crônica, autismo e doenças neurodegenerativas — só avançam graças à atuação dessas entidades, que fornecem os extratos e ajudam no acompanhamento clínico.

papa Leão XIV está entre os líderes mundiais convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a integrar o recém-criado Conselho da Paz na Faixa de Gaza. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (22/1) pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e principal autoridade diplomática da Santa Sé.

O papa recebeu um convite, e estamos analisando o que fazer. Acredito que será algo que exigirá um pouco de tempo para reflexão antes de darmos uma resposta”, afirmou Parolin.

Segundo ele, a avaliação envolve tanto o escopo do novo órgão quanto implicações diplomáticas.

Leão XIV, primeiro papa nascido nos Estados Unidos, tem mantido um estilo diplomático firme, porém discreto, desde que foi eleito em maio do ano passado.

Embora seja crítico de algumas políticas do republicano, o pontífice tem se manifestado repetidamente sobre a situação humanitária na Faixa de Gaza, denunciando as condições de vida da população palestina, inclusive em um sermão contundente na véspera de Natal.

Papa Leão XIV recebe convite para Conselho da Paz em Gaza - destaque galeria
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Papa Leão XIV

Papa Leão XIV em sua primeira viagem internacional como pontífice

Conselho da Paz em Gaza


Até o momento, cerca de 50 países e a União Europeia confirmaram o recebimento do convite, mas apenas Argentina, Hungria e Marrocos aceitaram formalmente participar.

Outros líderes, como o presidente francês, Emmanuel Macron, descartaram a adesão, citando dúvidas sobre a legitimidade e o escopo do novo organismo.

Além do papa, diversos chefes de Estado foram convidados, entre eles o presidente russo, Vladimir Putin. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a proposta está sob análise.

presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também recebeu o convite, mas ainda não se decidiu sobre a adesão. Trump reforçou o convite ao petista, afirmando que ele terá um grande papel no conselho.

Os preços praticados pelos exportadores chineses de malhas de poliéster estão sendo questionados pela indústria têxtil nacional, que cobra do governo ações antidumping sobre as importações do setor.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a China chega a vender malhas de poliéster por US$ 2 a importadores brasileiros, enquanto praticaria preços mais altos no mercado internacional, em torno de US$ 7,20 pelo mesmo produto.

A entidade pediu uma investigação ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e alega que a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) vem atuando nos bastidores para impedir a adoção do antidumping.

“Essa movimentação contribui para a manutenção de uma concorrência desleal, que fragiliza a produção nacional, compromete a cadeia da confecção e coloca em risco milhares de empregos”, afirma a FIEMG em nota.

O que dizem os importadores

A ABVTEX defende que medidas antidumping não são necessárias nesse caso e afetariam os custos para o varejo nacional, resultando em inflação. “A ABVTEX atua e continuará a atuar de forma firme e técnica nos autos do processo antidumping em questão, considerando que, claramente, não estão presentes os requisitos técnicos para imposição da medida”, diz a entidade.

“As empresas de confecção e comércio de vestuário no Brasil se caracterizam pela elevada capilaridade e estão distribuídas por todas as unidades da Federação, com participação elevada nos empregos formais do país. Estudos técnicos apontam que a eventual aplicação de direitos antidumping pode representar aumentos relevantes no custo das malhas de poliéster, que não terão substituição plena pela produção doméstica, seja por limitações de escala, variedade, qualidade ou acabamento final“, alega a ABVTEX.

Já o governo informou que o processo está em andamento, com previsão de conclusão em maio de 2026.

 

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou, na tarde desta quarta-feira (21/1), aos 90 km percorridos na mobilização intitulada “caminhada da liberdade”, que saiu do interior de Minas Gerais em direção a Brasília (DF). Esse é o terceiro dia do ato, que teve ínicio na segunda-feira (19/1) e conta com a presença de aliados políticos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O parlamentar compartilhou em seu Instagram que chegou ao marco por volta das 13h10 e dedicou o alcance ao ex-mandatário, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha. “Chegamos aos 90 km, e eu quero lembrar de uma pessoa importantissíma para o nosso país, o Jair Bolsonaro”, afirmou.

Ao longo do vídeo, o correligionário alega que todos podem ter críticas ao ex-presidente, inclusive a “própria direita”, mas o importante é que houve uma “mudança no país a partir dele”. Nikolas também aponta que Bolsonaro está tendo um “tratamento pior do que traficante por um suposto golpe”.

“A gente sabe que um golpe precisa ter outros demais elementos, não teve nenhuma arma. As pessoas cometeram a depredação de patrimônio público, que é um crime com uma pena até de três anos. E o Bolsonaro, é uma pena maior do que pessoas comandantes de crime organizado. Então, também é por vocês. Jair Bolsonaro, nós estamos aqui”, ressaltou Nikolas.

 

Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF)10 milhões de pessoas no Brasil têm a doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, o que resulta no enfraquecimento dos ossos tornando-os suscetíveis a fraturas. Considerada silenciosa, a condição costuma acometer especialmente idosos, mas também pode afetar crianças, adolescentes e jovens adultos.

Evitar a osteoporose e o enfraquecimento ósseo requer movimento, conforme explica o médico Luiz Felipe Carvalho. Ortopedista especialista em coluna vertebral e medicina regenerativa, ele ressalta que o hábito que mais deixa os ossos fracos é, sem dúvidas, o sedentarismo, principalmente quando associado à pouca exposição solar.

Osteoporose: ortopedista aponta o hábito que mais enfraquece os ossos - destaque galeria
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A osteoporose é uma doença que deixa os ossos porosos, frágeis e quebradiços, aumentando o risco de fraturas

A condição afeta principalmente os idosos , conforme a Federação Internacional de Osteoporose (IOF)
Movimentar-se contribui para a saúde dos ossos deixando-os fortes

“A ausência de impacto e carga reduz o estímulo para a formação óssea, acelerando a perda de densidade”, defende o pesquisador de terapias celulares e longevidade. Diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), Luiz Felipe enfatiza que, devido à falta de movimento, o corpo entende que não precisa reforçar a estruturaEle pontua sobre a pouca ou mínima exposição ao sol.

A falta de sol compromete a produção de vitamina D, essencial para a absorção de cálcio, tornando os ossos mais frágeis ao longo do tempo e aumentando o risco de fraturas futuras”, evidencia o ortopedista. De acordo com IOF, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos sofrerão uma fratura em decorrência da osteoporose.

Em um artigo, a Fundação Internacional de Osteoporose detalhou que, anualmente, são observadas até 37 milhões de fraturas por fragilidade óssea em pessoas com mais de 55 anos. Nesse número, há 70 casos por minuto. O ortopedista argumenta: “A saúde dos ossos está diretamente ligada à dos músculos que também depende do metabolismo como um todo.”

CanvaFoto colorida de mulher segurando a maquete de ossos da perna - Metrópoles

demência é uma condição que afeta a memória, o pensamento e o comportamento, sendo a doença de Alzheimer a mais comum entre as suas diversas formas. Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, a prevenção da demência tornou-se um tema essencial. Embora o risco de desenvolver a doença aumente com a idade, começar a prevenir desde cedo é uma medida fundamental para preservar a saúde mental e garantir uma melhor qualidade de vida na terceira idade.

Estudos mostram que os fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento de demência podem ser controlados com hábitos saudáveis e ações preventivas. Segundo a Alzheimer’s Disease International (ADI), a cada três segundos uma pessoa no mundo é diagnosticada com a doença, o que torna o tema ainda mais urgente e relevante. Nesse contexto, a prevenção, principalmente antes dos 60 anos, é crucial para reduzir os riscos e garantir um envelhecimento saudável.

Aumento da população idosa no Brasil e os desafios da demência

Entre 2010 e 2022, a população brasileira cresceu apenas 6,5%, enquanto o grupo de pessoas com 60 anos ou mais aumentou 56%, segundo o censo IBGE de 2022. Este dado reforça que, à medida que a população envelhece, as doenças associadas ao envelhecimento, como a demência, se tornam um desafio crescente para a saúde pública. Em um cenário onde o número de idosos continua a aumentar, os sistemas de saúde enfrentam uma pressão cada vez maior.

Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, mas é importante lembrar que a condição não é inevitável. A falta de políticas públicas de prevenção e diagnóstico precoce contribui para o aumento do número de casos. No Brasil, estima-se que cerca de 1,85 milhão de pessoas convivem com demência, e esse número pode triplicar nas próximas décadas. É fundamental que, como sociedade, possamos investir em estratégias para prevenir a demência e cuidar da saúde mental da população idosa.

Como a prevenção pode começar antes dos 60 anos?

A prevenção da demência começa com a modificação de hábitos e comportamentos. A boa notícia é que ações simples podem reduzir o risco de desenvolvimento da doença e melhorar a saúde cerebral ao longo da vida. Começar a adotar essas práticas na fase adulta é essencial para garantir que, ao chegar à terceira idade, o cérebro esteja saudável e protegido.

A chave para a prevenção da demência é entender que fatores modificáveis podem ter grande impacto na saúde do cérebro. Isso significa que podemos adotar hábitos diários que favoreçam a saúde cerebral e a circulação sanguínea. A neuroplasticidade, ou capacidade do cérebro de se reorganizar, diminui com a idade, mas pode ser fortalecida por meio de estímulos constantes, como a prática de atividades físicas, a alimentação saudável e o engajamento social.

Estratégias eficazes para prevenir a demência

1. Exercício físico regular

A prática regular de atividades físicas, como caminhadas, natação e exercícios de musculação, é uma das formas mais eficazes de prevenir a demência. O exercício ajuda a melhorar a circulação sanguínea no cérebro, estimula a produção de substâncias que protegem as células nervosas e reduz o risco de doenças como hipertensão e diabetes, que são fatores de risco para a demência.

Dica: Procure fazer pelo menos 150 minutos de atividades físicas moderadas por semana. Se possível, inclua exercícios de musculação na rotina, já que eles são fundamentais para a saúde óssea e muscular, além de beneficiarem a saúde cerebral.

2. Alimentação saudável e balanceada

A alimentação tem um papel crucial na saúde do cérebro. Comer alimentos ricos em antioxidantesômega-3 e vitaminas B, C e E ajuda a prevenir o declínio cognitivo. Inclua em sua dieta alimentos como peixes, abacate, frutas vermelhas, espinafre, nozes e sementes.

Evite alimentos com excesso de açúcares refinados e gorduras saturadas, pois eles aumentam a inflamação no corpo e podem prejudicar a função cerebral. Manter o peso saudável e controlar os níveis de colesterol também são essenciais para a saúde cardiovascular, que está diretamente ligada à saúde do cérebro.

3. Manter a mente ativa

Exercitar o cérebro é tão importante quanto cuidar do corpo. Atividades como lerresolver palavras cruzadasaprender novas línguas ou até tocar um instrumento musical estimulam a memória e a capacidade cognitiva.

Dica: Faça algo que desafie sua mente todos os dias. Pode ser um hobby novo, assistir a documentários interessantes, ou até aprender algo relacionado ao seu trabalho ou vida pessoal.

4. Evitar o estresse crônico

O estresse constante pode prejudicar a saúde cerebral ao aumentar a liberação de hormônios como o cortisol, que em níveis elevados pode danificar células cerebrais. Praticar técnicas de relaxamento como meditação, yoga e respiração profunda pode ajudar a controlar o estresse e melhorar a saúde mental.

Dica: Dedique alguns minutos do seu dia para relaxar. A meditação e o mindfulness são excelentes ferramentas para manter o equilíbrio emocional e reduzir a pressão do dia a dia.

5. Engajamento social e atividades culturais

Estudos mostram que a interação social pode ser um dos principais fatores protetores contra a demência. Participar de grupos, clubes, universidades da terceira idade, além de realizar atividades culturais como dança e música, ajuda a manter o cérebro ativo e engajado.

Dica: Invista em atividades que te tragam prazer e satisfação. Viajar, passar tempo com amigos e familiares, e até mesmo se envolver em causas sociais pode ser muito benéfico para o cérebro.

Prevenção e políticas públicas

O Brasil já avançou na criação de políticas públicas relacionadas à demência, como a Lei nº 14.878/2024, que institui a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Alzheimer e outras demências. Além disso, o país é signatário do Plano de Ação Global para as Demências (2017-2025), aprovado pela OMS, que tem como objetivo melhorar o cuidado e a qualidade de vida das pessoas com demência.

Ainda assim, especialistas destacam que a prevenção da demência precisa ser mais focada e integrada, com maior acesso a serviços de saúde e campanhas de educação em saúde. Isso é especialmente importante para as gerações mais jovens, que devem começar a se preocupar com a saúde cerebral desde cedo.

prevenção da demência é um esforço que deve começar antes dos 60 anos, pois hábitos saudáveis ao longo da vida podem reduzir significativamente o risco de doenças neurodegenerativas. A promoção de atividades físicas, uma alimentação equilibrada, o controle de doenças crônicas, o fortalecimento da saúde mental e a interação social são fundamentais para a proteção do cérebro.

Investir na saúde cerebral é uma das melhores formas de garantir um envelhecimento saudável e ativo. A longevidade está ao nosso alcance, e a escolha de prevenir a demência desde cedo pode proporcionar uma vida mais plena e com qualidade.

 

A iminente saída da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano tem movimentado os bastidores sobre a sucessão na articulação política do governo. A titular da pasta deve deixar o cargo até o fim de março, seguindo a exigência da legislação eleitoral sobre desincompatibilização.

Como mostrou o Metrópoles, o plano de Gleisi, inicialmente, era concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados — ela se licenciou do mandato para assumir a secretaria. No entanto, após pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ministra decidiu se lançar a uma cadeira na Casa Alta.

No corredores do Palácio do Planalto, alguns nomes passaram a ser ventilados para assumir o comando da articulação. Ouvidos pelo Metrópoles, integrantes do governo Lula elogiam o secretário-executivo da SRI, Marcelo Almeida Costa, e indicam que ele deverá ser o ministro neste ano eleitoral.

De maneira geral, aliados avaliam que Lula deverá apostar em “soluções internas” aos ministérios neste ano, quando os titulares deverão disputar cargos nas eleições gerais.

Diplomata de perfil técnico e da confiança da ministra, Almeida poderá dar continuidade ao trabalho desempenhado pela SRI sob Gleisi, que segundo aliados, apesar de ser combativa, tem bom trânsito com a cúpula do Legislativo e viabilizou votações importantes.

O nome do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) também está sendo ventilado. A interlocutores, o deputado cearense tem externalizado o desejo de disputar o Senado em 2026, mas o cenário se mostra incerto para o PT, diante da possibilidade do atual governador disputar a Casa Alta e o ministro da Educação, Camilo Santana, o governo do Estado.

Aliados avaliam que a ida de Guimarães à SRI serviria como uma “saída honrosa” caso ele não seja escolhido para disputar uma das duas cadeiras para o Senado. Ao mesmo tempo, avaliam que a mudança trocaria o perfil na condução da pasta, abrindo espaço para o governo ceder para o Congresso.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, também chegou a ser cotado para a vaga por ter um bom trânsito entre deputados e senadores, além de acumular experiência política como governador do Piauí durante quatro mandatos. O Metrópoles apurou, entretanto, que ele prefere permanecer à frente do MDS até o fim da gestão.

A escolha de Gleisi para a corrida ao Senado faz parte da estratégia do presidente Lula de ampliar o apoio na Casa na próxima legislatura. Neste ano, 54 das 81 cadeiras serão renovadas — o que corresponde a dois terços das vagas, com dois novos representantes por estado. Dessa forma, governistas e oposição disputam para conquistar maioria na Casa.

 

A Prefeitura de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, adiou o início da cobrança de taxa para turistas, que estava prevista para começar nesta quinta-feira (22/1). Ainda não há nova data para a adoção da medida.

O prefeito Toninho Colucci (PL) afirmou que a plataforma que será utilizada na cobrança ainda está em fase de ajustes técnicos e operacionais.

A chamada de Taxa de Preservação Ambiental (TPA) estava prevista para ser aplicada inicialmente a partir do dia 18 de dezembro de 2025, mas foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) após representações apontarem supostas irregularidades na licitação.

Segundo a gestão municipal, a TPA é um “instrumento para apoiar ações permanentes de conservação, manutenção e preservação do patrimônio natural do município”. A medida, segundo a prefeitura, também busca assegurar que moradores e visitantes possam usufruir de uma cidade mais limpa e organizada.

A previsão é de que o pagamento possa ser realizado pela internet, emitindo um boleto, ou no Centro de Atendimento ao Usuário. A cobrança por meio de tags eletrônicas e sistemas automáticos de identificação veicular será disponibilizada após credenciamento das empresas operadoras.

Os veículos registrados em Ilhabela e São Sebastião, cidade vizinha, serão isentos da TPA. Veja abaixo o valor da taxa aos turistas:


Valores da taxa para turistas em Ilhabela

Perto da linha do Equador, o Sol se põe rapidamente no horizonte em questão de minutos. A escuridão se espalha pela floresta ao redor. Há quase 10 mil anos, na base de uma montanha na África, as sombras das pessoas se estendem pela parede de uma saliência natural de pedra.

Elas são iluminadas por uma fogueira feroz que arde há horas, visível mesmo para pessoas a quilômetros de distância. O vento traz o cheiro de queimado. Essa fogueira permanecerá na memória da comunidade por gerações — e nos registros arqueológicos por muito mais tempo.

Somos bioarqueólogos, arqueólogos e antropólogos forenses que, com nossos colegas, descobrimos recentemente a evidência mais antiga de cremação — a transformação de um corpo de carne em fragmentos de ossos queimados e cinzas — na África, e o exemplo mais antigo de cremação de um adulto em uma pira no mundo.

Não é uma tarefa fácil produzir, criar e manter uma fogueira forte o suficiente para queimar completamente um corpo humano. Embora a cremação mais antiga do mundo date de cerca de 40 mil anos atrás na Austrália, aquele corpo não foi totalmente queimado.

É muito mais eficaz usar uma pira: uma estrutura construída intencionalmente com combustível inflamável. As piras aparecem nos registros arqueológicos apenas há cerca de 11,5 mil anos, com o exemplo mais antigo conhecido contendo uma criança cremada sob o piso de uma casa no Alasca.

Muitas culturas praticaram a cremação, e os ossos, cinzas e outros resíduos desses eventos ajudam os arqueólogos a reconstruir os rituais funerários do passado. Nosso artigo científico, publicado na revista Science Advances, descreve um evento espetacular que aconteceu há cerca de 9,5 mil anos no Malaui, no centro-sul da África, desafiando antigas noções sobre como os povos caçadores-coletores tratavam seus mortos.

A descoberta

No início, era apenas um vestígio de cinzas, mas depois apareceu mais. Expandiu-se para baixo e para fora, tornando-se mais espesso e duro. Pequenas bolsas de terra escura apareciam e desapareciam rapidamente sob as espátulas e escovas, até que um dos escavadores parou.

Eles apontaram para um pequeno osso na base de uma parede de cinzas arqueológicas de 0,5 metro, revelada sob uma saliência de pedra natural no sítio arqueológico Hora 1, no norte do Malaui.

O osso era a extremidade quebrada de um úmero, do braço de uma pessoa. E agarrado à sua extremidade estava a extremidade correspondente do antebraço, o rádio. Ali estava uma articulação do cotovelo humano, queimada e fraturada, preservada em sedimentos cheios de detritos da vida cotidiana dos caçadores-coletores da Idade da Pedra.

Nós nos perguntamos se isso poderia ser uma pira funerária, mas tais estruturas são extremamente raras nos registros arqueológicos.

Encontrar uma pessoa cremada da Idade da Pedra também parecia impossível, porque a cremação não é geralmente praticada pelos coletores africanos, vivos ou antigos. A evidência mais antiga de restos humanos queimados na África data de cerca de 7,5 mil anos atrás, mas aquele corpo estava incompletamente queimado e não havia evidência de uma pira.

Os primeiros casos claros de cremação datam de cerca de 3,3 mil anos atrás, realizados pelos primeiros pastores na África Oriental. Mas, no geral, a prática continuou sendo rara e está associada a sociedades produtoras de alimentos, e não a caçadores-coletores.

Encontramos mais restos humanos carbonizados em um pequeno aglomerado, enquanto a camada de cinzas era do tamanho de uma cama queen size. As labaredas devem ter sido enormes.

Quando voltamos do trabalho de campo e recebemos nossas primeiras datações de radiocarbono, ficamos chocados novamente: o evento havia acontecido há cerca de 9.500 anos.

Reunindo as peças do quebra-cabeça

Montamos uma equipe de especialistas para reunir as peças do quebra-cabeça sobre o que aconteceu. Aplicando técnicas forenses e bioarqueológicas, confirmamos que todos os ossos pertenciam a uma única pessoa que foi cremada logo após sua morte.

Era um adulto pequeno, provavelmente uma mulher, com pouco menos de 1,5 metro de altura. Em vida, ela era fisicamente ativa, com a parte superior do corpo forte, mas apresentava evidências de uma infecção óssea parcialmente curada no braço. O desenvolvimento ósseo e os primeiros sinais de artrite sugeriam que ela provavelmente tinha meia-idade quando morreu.

Padrões de deformação, rachaduras e descoloração causados por danos do fogo mostram que seu corpo foi queimado com parte da carne ainda nele, em um fogo que atingiu pelo menos 540 graus Celsius. Sob o microscópio, pudemos ver pequenas incisões ao longo de seus braços e nas conexões musculares de suas pernas, revelando que as pessoas que cuidavam da pira usaram ferramentas de pedra para ajudar no processo, removendo a carne.

Dentro das cinzas da pira, encontramos muitos pequenos fragmentos pontiagudos de pedra, o que sugere que as pessoas adicionaram ferramentas ao fogo enquanto ele queimava.

E a forma como os ossos estavam agrupados dentro de uma fogueira tão grande mostrou que não se tratava de um caso de canibalismo: era algum outro tipo de ritual.

Talvez o mais surpreendente seja que não encontramos nenhum vestígio da cabeça dela. Os ossos do crânio e os dentes geralmente ficam ber preservados em cremações porque são muito densos. Embora não possamos ter certeza, a ausência dessas partes do corpo sugere que sua cabeça pode ter sido removida antes ou durante a cremação como parte do ritual fúnebre.

Um espetáculo comunitário

Concluímos que a pira deve ter sido construída e mantida por várias pessoas que participaram ativamente do evento. Durante novas escavações no ano seguinte, encontramos ainda mais fragmentos ósseos da mesma mulher antiga, deslocados e com cores diferentes dos encontrados na pira principal. Esses restos adicionais sugerem que o corpo foi manipulado, cuidado e movido durante a cremação.

A análise microscópica de amostras de cinzas de toda a pira inclui fungos enegrecidos, solo avermelhado de estruturas de cupins e restos microscópicos de plantas. Isso nos ajudou a estimar que as pessoas coletaram pelo menos 30 kg de madeira morta para realizar a tarefa e alimentaram o fogo por horas ou dias.

Também descobrimos que este não foi a primeira fogueira no sítio de Hora 1 — nem a última. Para nossa surpresa, o que parecia durante o trabalho de campo ser uma única pilha enorme de cinzas era, na verdade, uma série de eventos de queimas em camadas.

A datação por radiocarbono das amostras de cinzas mostrou que as pessoas começaram a acender fogueiras naquele local há cerca de 10.240 anos. O mesmo local foi usado para construir a pira funerária várias centenas de anos depois. À medida que a pira ardia, novas fogueiras eram acesas em cima dela, resultando em cinzas fundidas em camadas microscópicas.

Algumas centenas de anos após o evento principal, outra grande fogueira foi acesa novamente no mesmo local. Embora não haja evidências de que outras pessoas tenham sido cremadas nas fogueiras subsequentes, o fato de as pessoas terem retornado repetidamente ao local para esse fim sugere que sua importância permaneceu viva na memória da comunidade.

Uma nova visão das antigas cremações

O que tudo isso nos diz sobre os antigos caçadores-coletores da região?

Por um lado, mostra que comunidades inteiras estavam envolvidas em um espetáculo funerário de escala extraordinária. Uma pira aberta pode levar mais de um dia de cuidados constantes e uma enorme quantidade de combustível para reduzir completamente um corpo a cinzas, e durante esse tempo é impossível esconder as imagens e os cheiros da madeira em chamas e outros restos mortais.

Esse nível de esforço fúnebre é inesperado para essa época e esse lugar. Nos registros africanos, rituais mortuários complexos e multigeracionais ligados a locais específicos geralmente não estão associados a um modo de vida de caça e coleta.

Isso também mostra que pessoas diferentes eram tratadas de maneiras diferentes após a morte, levantando a possibilidade de papéis sociais mais complexos em vida. Outros homens, mulheres e crianças foram enterrados no sítio de Hora 1 já há 16 mil anos.

Na verdade, esses outros enterros forneceram evidências de DNA antigo, mostrando que eles faziam parte de um grupo de longa data no local. Mas esses enterros, e outros que ocorreram algumas centenas de anos depois da pira, foram realizados sem esse espetáculo que exigia muito trabalho.

O que havia de diferente nessa pessoa? Ela era uma integrante querida da família ou uma estranha? Esse tratamento foi devido a algo que ela fez em vida ou a uma esperança específica para a vida após a morte? Escavações adicionais e dados de toda a região podem nos ajudar a entender melhor por que essa pessoa foi cremada e o que a cremação significava para esse grupo.

Quem quer que ela fosse, sua morte teve um significado importante não apenas para as pessoas que fizeram e cuidaram da pira, mas também para as gerações que vieram depois.

 

Você já ouviu falar em sarcopenia? O nome complicado descreve algo mais comum do que parece: a perda de massa muscular que acontece com o passar dos anos.

O problema é silencioso e avança devagar. De repente, subir escadas ou levantar da cadeira parece mais difícil. As pernas ficam fracas, o corpo cansa rápido, e tudo isso pode ser sinal de sarcopenia.

Segundo Luiz Antônio da Silva Sá, especialista em Clínica Médica, Geriatria e Gerontologia e professor da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR), “a perda muscular não é apenas envelhecimento natural. É uma condição tratável que afeta diretamente a autonomia e a qualidade de vida.

Mesmo considerada extinta desde a década de 1960, pesquisadores identificaram que a Pilotus senarius, uma espécie rara de planta australiana, ainda não desapareceu da natureza. O mais curioso é que o encontro com ela aconteceu através de uma foto do cientista amador Aaron Bean postada no iNaturalist, uma plataforma de ciência cidadã que reúne informações sobre plantas e animais do mundo todo.

A imagem foi vista no site pelo botânico Anthony Bean (apesar do sobrenome, ele e Aaron não são parentes), do herbário de Queensland, na Austrália. Posteriormente, em parceria com o pesquisador Thomas Mesaglio, os cientistas confirmaram que de fato se tratava de um exemplar da rara espécie. A descoberta foi publicada na revista Australian Journal of Botany nessa segunda-feira (19/1).

De acordo com Aaron, ele estava seguindo normalmente sua rotina de trabalho, em uma fazenda australiana, quando notou uma planta diferente. Como é horticultor, logo tirou uma foto e postou no iNaturalist. Ele mal poderia imaginar, mas tinha acabado de encontrar, por acaso, uma espécie considerada extinta.

“Foi uma grande coincidência. Aaron é um ávido usuário do iNaturalist que, de maneira oportuna, tirou algumas fotos de plantas interessantes na propriedade”, afirma Mesaglio, em entrevista ao portal da revista científica em que o trabalho foi publicado, o Australian Journal of Botany.

Plataformas de ciência são importantes para a redescoberta de plantas e animais

Sem ser encontrada desde 1967, a Pilotus senarius fazia parte de uma seleta lista de plantas consideradas extintas por todo o mundo desde 1750. Mas, devido ao achado no iNaturalist, a espécie subiu de patamar e passou a ser classificada como “criticamente ameaçada de extinção”.

Segundo os pesquisadores, plataformas de ciência cidadã, em que pessoas do mundo todo podem enviar registros de plantas e animais, são boas ferramentas para otimizar o encontro de novas espécies ou até de outras consideradas extintas.

Para ajudar ainda mais os cientistas que acompanham a plataforma, Mersaglio dá a dica para os usuários mandarem outras informações, como tipo de solo e cheiro, além da imagem postada no site. “Quanto mais informações e contexto você puder fornecer, mais usos potenciais esse registro terá no futuro”, diz o pesquisador.

A expectativa dos especialistas é que novos componentes dos ecossistemas mundiais sejam descobertos através da ciência cidadã.

Em entrevista à coluna nesta terça-feira (20/1), o delegado Maurício Iacozzilli deu detalhes do modus operandi dos três técnicos de enfermagem suspeitos de matar três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), em novembro e dezembro de 2025.

 

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Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28 e 22 anos, foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

De acordo com Iacozolli, os suspeitos agiam juntos, tendo as duas mulheres participação “omissiva e colaborativa”. As investigações revelaram que o trio agia com frieza, sendo que chegaram, inclusive, a se reunir, após a aplicação do medicamento, para observar o monitor cardíaco das vítimas zerar os batimentos.

“Uma delas está com ele quando ele pega o remédio, prepara as injeções e vai com ele até o quarto. A outra chega num momento posterior e elas parecem vigiar a porta em um certo momento, pelas filmagens. Elas se posicionam na frente do braço da vítima que ele está fazendo a aplicação para que alguém que esteja lá fora não consiga ver e depois os três ficam assistindo o monitor da vítima até zerar. Os vídeos demonstram que elas tinham conhecimento, sim, do que estavam acontecendo”, contou.

O delegado declarou que, por esta razão, as técnicas também vão ser indiciadas pelos crimes de homicídio.

Matança em UTI: técnicos assistiam monitor cardíaco de vítimas zerar - destaque galeria
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Três profissionais são investigados pelo crime

Marcos Vinícius Silva
O suspeito tem 24 anos
O homem é apontado como líder do grupo
O técnico de enfermagem confessou os crimes

 

As mortes

As investigações apontam que o grupo teria sido responsável pelas mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.

No caso da professora aposentada, o homem ainda injetou mais de 10 seringas de desinfetante no organismo da mulher. A motivação dos crimes ainda está sendo investigada.

Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes afirmando que aplicavam apenas medicamentos indicados pelos médicos. Contudo, ao serem confrontados com as provas dos crimes, os investigados confessaram o crime sem apresentar arrependimento, demonstrando frieza.

A investigação deverá indiciá-los pelo crime de homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima.

O posicionamento do hospital

O caso passou a ser investigado após denúncias do próprio hospital, que percebeu circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.

Com base nas evidências, fruto da investigação interna, o Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos, os quais já haviam sido desligados da Instituição.

“O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça.”

cantora de forró Tamara da Silva foi morta a facadas pelo ex-companheiro nesse domingo (18/1), no bairro Parque Vista Bárbara, em Sorocaba, no interior de São Paulo. A namorada dela também morreu após ser atacada pelo suspeito.

Cantor de forró mata ex e namorada dela a facadas no interior de SP - destaque galeria
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Ex matou cantora de forró a facadas

Namorada de cantora de forró esfaqueada também foi morta a facadas

Segundo a Polícia Civil, o homem, Tony Lima, desferiu diversos golpes de facas contra as vítimas e fugiu da cena do crime. Imediatamente, as equipes iniciaram as investigações para identificar e localizar o suspeito.

Durante as buscas, a polícia constatou que Tony teria cruzada a fronteira com Minas Gerais, em fuga. Ele foi localizado e preso em flagrante, no mesmo dia em que cometeu o crime. Questionado, ele confessou ter cometido os assassinatos.

O homem foi conduzido ao Plantão Policial de Pouso Alegre, em Minas Gerais, mas tirou a própria vida enquanto esperava a conclusão dos registros policiais na delegacia.

Tamara Silva foi velada e sepultada nessa segunda-feira (19/1), no Cemitério Santo Antônio, em Sorocaba.

A consultoria Brand Finance divulgou, nesta terça-feira (20/1), seu tradicional ranking com as 500 marcas mais valiosas do mundo. As primeiras posições na lista são dominadas pelas chamadas “big techs”, gigantes do setor de tecnologia e inteligência artificial (IA).

No ranking das 500 marcas de maior valor no planeta, há apenas uma empresa brasileira, o Itaú, que subiu 20 colocações em relação ao ano anterior e ocupa o 254º lugar.

O Banco do Brasil, que no último ranking aparecia em 467º lugar, desta vez não entrou na lista dos 500.

Apple lidera o ranking

Os primeiros colocados na lista de marcas mais valiosas, segundo a Brand Finance, são as chamadas “Sete Magníficas” – empresas de tecnologia com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York. As companhias vêm protagonizando uma verdadeira “corrida” pelo mercado de IA.

A liderança do ranking é ocupada pela Apple, com valor de marca estimado em US$ 607,6 bilhões – o que corresponde a uma alta de 6% em relação ao ano anterior.

Na sequência, aparecem Microsoft, Google e Amazon.

A Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis, foi o grande destaque da lista e mais que dobrou seu valor de marca, com crescimento de 110% em um ano, para US$ 184,3 bilhões.

Entre as 20 primeiras colocadas do ranking, 11 empresas são dos EUA, seis da China, uma da Alemanha, uma do Japão e uma da Coreia do Sul.

Veja o top 20 das marcas mais valiosas do mundo, segundo a Brand Finance

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