AO VIVO

Rádio Vitório FM - Transmissão ao vivo

Sua rádio de todos os momentos

Uma nova pesquisa conduzida por cientistas da University College London (UCL), no Reino Unido, sugere que parte dos problemas de memória no Alzheimer pode começar justamente nos momentos de descanso.

Segundo o estudo, quando o cérebro deveria repassar experiências recentes para fixá-las, esse processo acontece de forma desordenada. Em vez de fortalecer as lembranças, a repetição perde a organização e as memórias acabam se consolidando com mais dificuldade.

O trabalho, publicado na quinta-feira (29/1) na revista Current Biology, foi realizado em camundongos geneticamente modificados para desenvolver placas amiloides, uma das principais marcas biológicas do Alzheimer. Os resultados ajudam a entender melhor como essas alterações interferem diretamente na atividade cerebral e podem contribuir para novas formas de diagnóstico e tratamento.

Como as placas alteram o funcionamento do cérebro

A pesquisadora Sarah Shipley, da área de Biologia Celular e do Desenvolvimento da UCL, explica que o Alzheimer está associado ao acúmulo de proteínas e placas nocivas no cérebro, levando a sintomas como perda de memória e dificuldade de orientação espacial.

“O Alzheimer é causado pelo acúmulo de proteínas e placas nocivas no cérebro, levando a sintomas como perda de memória e dificuldade de orientação espacial, mas ainda não se compreende exatamente como essas placas interrompem os processos cerebrais normais”, explica em comunicado.

Segundo a pesquisadora, o objetivo da equipe era justamente observar como a função das células cerebrais muda à medida que a doença avança. “Queríamos entender como a função das células cerebrais muda à medida que a doença se desenvolve, para identificar o que está causando esses sintomas”, diz Sarah.

 

A negociação que levou Cariúcha ao comando do SuperPop passou longe de ser automática. Para aceitar a missão, a apresentadora deixou claro que só toparia assumir a atração se tivesse autonomia para imprimir seu estilo pessoal no programa, fugindo de um formato engessado.

Segundo o Notícias da TV, a comunicadora fez questão de que o projeto dialogasse com um público amplo, com linguagem popular, humor e interação direta com quem acompanha a atração de casa. A proposta, segundo pessoas próximas à negociação, era transformar o SuperPop em um produto mais acessível e com maior apelo do público.

Antes de fechar com a RedeTV!, Cariúcha construiu espaço no SBT a partir de abril de 2024. No Fofocalizando, começou com um salário em torno de R$ 10 mil mensais, valor que foi reajustado para cerca de R$ 15 mil após o crescimento de sua popularidade. Ela também integrava o elenco fixo do Programa do Ratinho.

Saiba condições de Cariúcha para assumir o SuperPop na RedeTV! - destaque galeria
5 imagens

Cariúcha

Cariúcha
Cariúcha.
Cariúcha.

A previsão de estreia do programa com Cariúcha no comando é em março.

A 8ª Vara da Fazenda Pública condenou o Governo do Distrito Federal (GDF) a pagar a quantia de R$ 75 mil à viúva e filho do enfermeiro e técnico de enfermagem que faleceu em decorrência de Covid-19 em junho de 2020, no início da pandemia, mesmo tendo solicitado teletrabalho por ser do grupo de risco. A decisão ainda cabe recurso.

O servidor exercia suas atividades no Centro de Saúde nº 1 do Guará e no Hospital Regional do Guará, ambos vinculados à Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF)

Ele possuía comorbidades como hipertensão, diabetes e obesidade, mas teve seu pedido de teletrabalho negado pela administração. Em junho de 2020, após 17 dias de internação no Hospital Santa Marta, o profissional faleceu em decorrência de complicações causadas pela doença.

O GDF alegou ausência de nexo causal e caracterização de força maior, argumentando que não seria possível demonstrar de forma inequívoca que a contaminação ocorreu no local de trabalho

A Comissão Regional Permanente de Investigação de Acidente em Serviço reconheceu administrativamente o nexo causal entre a patologia e a atividade laboral, configurando acidente de serviço por doença ocupacional.

A viúva e o filho do servidor ajuizaram ação de indenização. Sustentaram que o profissional estava constantemente exposto aos riscos inerentes à alta disseminação do vírus e enfrentava escassez de equipamentos de proteção individual. Em depoimento na esfera administrativa, a esposa informou que o servidor não recebia equipamento de proteção em quantidade suficiente, tendo inclusive comprado máscaras de uma colega de trabalho.

O GDF também apresentou documentos sobre entrega de EPIs e capacitações, porém a maioria com datas posteriores ao óbito do servidor.

Ao julgar, a juíza afastou a tese de força maior e reconheceu a responsabilidade do Estado. Segundo a magistrada, “é dever do empregador assegurar a plena higidez física de seus servidores durante o horário de trabalho e enquanto sob suas ordens, baseado na teoria do risco administrativo”.

A decisão destacou que o DF não se desincumbiu do ônus de comprovar que os equipamentos foram efetivamente entregues ao servidor ou que empreendeu medidas para minorar os riscos, considerando as comorbidades apresentadas pelo profissional.

O valor dos danos morais foi estabelecido com base nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, considerando o sofrimento vivenciado pelos familiares e o caráter não punitivo da reparação.

Começou fevereiro e, com ele, os bloquinhos de pré-Carnaval, o brilho no corpo — e, inevitavelmente, pela casa. O glitter, símbolo de festa e criatividade, ultrapassa o momento da folia e se transforma em um desafio doméstico: gruda em roupas, lençóis, sofás e tapetes, resistindo às tentativas mais comuns de limpeza. Partículas microscópicas como as do glitter tendem a aderir com facilidade a superfícies e tecidos, exigindo cuidados específicos para remoção.

Entenda

Produzido, em grande parte, a partir de partículas plásticas extremamente pequenas, o glitter adere com facilidade às fibras dos tecidos e a superfícies estofadas. Por isso, especialistas em limpeza doméstica classificam o material como um dos resíduos mais persistentes no dia a dia. A pressa, segundo eles, costuma ser inimiga da solução.

engenheiro Renato Ticoulat, CEO da Limpeza com Zelo, explica que erros comuns — como jogar roupas com glitter diretamente na máquina de lavar ou esfregar tecidos — acabam agravando o problema. “Essas práticas fazem com que o brilho se espalhe ainda mais ou se fixe definitivamente nas fibras”, alerta.

Getty ImagesMaquiagem Carnaval - Metrópoles
Carnaval é sinônimo de brilho e diversão, mas o glitter não se limita aos dias de folia

Para evitar esse efeito, a principal recomendação é iniciar sempre a limpeza a seco. O uso de fita adesiva larga ou rolos removedores de pelos ajuda a retirar o excesso de glitter antes de qualquer contato com água. Em tecidos mais encorpados, como fantasias ou bolsas, o aspirador de pó com bocal de escova é um aliado importante para sugar as partículas sem espalhá-las.

Após essa etapa, as peças devem ser lavadas separadamente, de preferência com água fria e, se possível, com enxágue extra. “O calor é um dos maiores vilões nesse processo. Água quente e secadoras podem fixar o glitter de forma permanente”, reforça Ticoulat, que recomenda secagem natural.

O cuidado também deve se estender aos ambientes da casa. Em sofás, tapetes e estofados, o aspirador deve ser usado em movimentos lentos e em diferentes direções, aumentando a chance de capturar até as partículas mais finas. Outra alternativa é o pano de microfibra levemente úmido, que ajuda a “agarrar” o glitter sem espalhá-lo.

Stefka Pavlova via Getty ImagesMulher soprando glitter - Metrópoles
Depois da festa, ele se espalha pela casa, gruda em roupas, móveis e tecidos e pode permanecer por semanas

Para pequenas quantidades, folhas de amaciante também podem ajudar. Quando esfregadas suavemente em almofadas e sofás, elas atraem o glitter por eletricidade estática, facilitando a remoção pontual.

Símbolo de alegria no Carnaval, o glitter não precisa se transformar em dor de cabeça depois da festa. Com técnicas simples e atenção aos detalhes, é possível eliminar o brilho indesejado sem grandes complicações — e sem deixar rastros pela casa.

O Ministério da Justiça informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (28/1), que o pedido de extradição contra o ex-deputado federal Alexandre Ramagem está com os Estados Unidos. O pedido foi encaminhado ap Departamento de Estado (DoS), por meio de nota verbal, junto com a documentação formalizadora desde o dia 30 de dezemebro de 2025.

A comunicação oficial ocorreu após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, à Secretaria Judiciária para que pedido fosse remetido ao MJ com documentos necessários para formalizar o pedido de extradição de Ramagem, nos termos do Tratado de Extradição com os Estados Unidos da América.

Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por atuar em trama golpista. O processo dele transitou em julgado dia 25 de novembro de 2025, mas o deputado fugiu do Brasil. Assim, Moraes, ciente de que o parlamentar está nos Estados Unidos, estabeleceu as seguintes determinações:

A suspeita é a que ele tenha saído clandestinamente do Brasil pela Guiana em direção a Miami, nos Estados Unidos, onde se encontra desde setembro deste ano.

Rota de fuga

Os detalhes da rota usada pelo parlamentar foram confirmados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em conversa com jornalistas em dezemebro do ano passado.

Você já ouviu dizer que cortar o cabelo na Lua Crescente faz crescer mais rápido? Essa crença é antiga e muito popular entre mães e avós. Muita gente segue esse calendário até hoje para cuidar dos fios.

Mas será que isso funciona mesmo ou é só tradição? A verdade é que a Lua sempre foi ligada aos ciclos do corpo e da natureza. E isso inclui também o crescimento e a força do cabelo.

Cortar o cabelo na Lua Crescente faz crescer mais rápido?
Foto: Reprodução/Shutterstock

 

A seguir, entenda o que cada fase da Lua representa. E veja dicas místicas e naturais para cuidar do cabelo em cada período.

Cortar o cabelo na Lua Crescente funciona mesmo?

A Lua Crescente é associada ao crescimento e à expansão. Por isso, acredita-se que cortar o cabelo nessa fase acelera o crescimento. Muitas pessoas dizem que os fios ficam mais fortes e cheios.

Na prática, o cabelo cresce em média um centímetro por mês. Isso acontece independentemente da fase da Lua. Porém, fatores emocionais e hábitos influenciam muito os resultados.

A crença lunar funciona mais como um ritual de intenção. Quando você cuida do cabelo com atenção, tende a cuidar melhor também no dia a dia. E isso, sim, faz diferença na aparência e na saúde dos fios.

Além disso, seguir o calendário lunar cria um compromisso consigo mesma. Você passa a observar mais o crescimento e a textura do cabelo. Esse cuidado constante traz resultados visíveis com o tempo.

Ou seja, a Lua pode não acelerar biologicamente o crescimento. Mas ajuda a criar uma rotina de atenção e carinho com os fios. E isso já é um grande benefício para o cabelo.

O que significa cortar o cabelo em cada fase da Lua?

Cada fase da Lua carrega uma energia diferente. Por isso, a tradição diz que cada uma influencia o cabelo de um jeito. Veja como funciona essa crença popular.

Lua Nova: fase de renovação e mudanças

A Lua Nova é ligada a recomeços e transformações. Cortar o cabelo nessa fase é indicado para quem quer mudar o visual. Também é associada a fortalecimento dos fios.

Dizem que o corte nessa fase ajuda a deixar o cabelo mais resistente. É uma boa escolha para quem sofre com quebra ou fios fracos. Também é indicada para quem quer abandonar hábitos antigos.

Dica mística para a Lua Nova:

Essa fase combina com tratamentos de reconstrução capilar. É o momento de cuidar da base do cabelo.

Lua Crescente: fase de crescimento e força

A Lua Crescente é a mais famosa quando o assunto é crescimento do cabelo. A tradição diz que cortar nessa fase faz os fios crescerem mais rápido. Também é associada a mais volume e vitalidade.

Muitas pessoas escolhem essa fase para manter cortes curtos. Assim, o cabelo cresce mais rápido e o formato se mantém bonito. É uma fase ligada à expansão e ao aumento.

Dica mística para a Lua Crescente:

A massagem ativa a circulação no couro cabeludo. Isso ajuda, de verdade, no crescimento saudável do cabelo. Aqui, a ciência e a tradição acabam andando juntas.

Lua Cheia: fase de brilho e intensidade

A Lua Cheia representa intensidade e energia elevada. Cortar o cabelo nessa fase é indicado para quem quer mais volume. Dizem que os fios ficam mais encorpados e chamativos.

Por outro lado, essa fase também é ligada ao frizz. Algumas pessoas relatam mais rebeldia nos fios após o corte. Por isso, é melhor para quem gosta de cabelos cheios e soltos.

Dica mística para a Lua Cheia:

Essa fase é ótima para tratar o comprimento do cabelo. Nutrição ajuda a devolver maciez e movimento aos fios.

Lua Minguante: fase de controle e limpeza

A Lua Minguante é associada à diminuição e ao desapego. Cortar o cabelo nessa fase é indicado para quem quer que ele cresça mais devagar. É comum quem quer manter o corte por mais tempo escolher esse período.

Também é uma fase ligada à eliminação de coisas negativas. Muitas pessoas cortam o cabelo para simbolizar o fim de ciclos difíceis. É um momento de limpeza física e emocional.

Dica mística para a Lua Minguante:

Essa fase combina com detox capilar e limpeza profunda. É ideal para retirar resíduos e deixar o cabelo mais leve.

Como alinhar cuidados com o cabelo e a energia da Lua?

Seguir as fases da Lua pode ser um jeito carinhoso de cuidar de si. Não precisa ser algo rígido ou cheio de regras. O importante é criar momentos de atenção e autocuidado.

Você pode usar a Lua como lembrete para:

Esses hábitos, feitos com frequência, melhoram muito a saúde do cabelo. E ajudam a reduzir quebra, ressecamento e queda.

Além disso, o cuidado místico também acalma a mente. Quando você transforma o cuidado em ritual, o estresse diminui. E o bem-estar também influencia na aparência dos fios.

Ingredientes naturais que combinam com rituais lunares

Usar ingredientes simples da cozinha é tradição antiga. Eles são baratos, acessíveis e funcionam muito bem.

Veja alguns aliados do cabelo:

Você pode misturar esses ingredientes em máscaras capilares. O importante é aplicar com calma e intenção positiva! Esse momento de cuidado também nutre a autoestima.

O que realmente faz o cabelo crescer mais rápido?

Além das crenças, existem fatores comprovados que influenciam o crescimento. Cuidar desses pontos é essencial para ter um cabelo bonito e saudável.

Alguns hábitos importantes são:

Dormir bem e reduzir o estresse também ajudam muito. O corpo reflete no cabelo tudo o que acontece por dentro. Por isso, saúde e beleza caminham juntas.

Se houver queda intensa ou falhas, vale procurar um dermatologista. Nem tudo pode ser resolvido apenas com rituais caseiros. Cuidar da saúde é sempre prioridade.

Vale a pena seguir o calendário lunar para o cabelo?

Seguir as fases da Lua pode não mudar a velocidade natural do crescimento. Mas ajuda a criar disciplina e carinho com o cabelo. E isso, com certeza, traz resultados visíveis.

Além disso, os rituais ajudam no emocional. Você passa a se conectar mais com seu corpo e seus ciclos. Isso aumenta a sensação de bem-estar e confiança.

Se para você faz sentido, vale tentar e observar os resultados. Cada pessoa reage de um jeito aos cuidados e aos rituais. O importante é se sentir bem com o que está fazendo.

No fim das contas, o melhor cuidado é aquele que você consegue manter. Com Lua ou sem Lua, carinho e constância fazem toda a diferença. E seu cabelo agradece esse cuidado especial.

O uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, como ozempic e mounjaro, transformou o tratamento da obesidade nos últimos anos. Com a popularização desses medicamentos, porém, um tema ganhou destaque: o reganho de peso após a interrupção do tratamento.

Segundo o endocrinologista Dr. Ramon Marcelino, médico do Hospital Das Clínicas (HCFMUSP) e referência em medicina do estilo de vida e tratamento da obesidade, o fenômeno não deveria ser tratado como um “efeito colateral” exclusivo dessas medicações.

“O reganho de peso é inerente a qualquer processo de emagrecimento, com ou sem remédio, com ou sem cirurgia. Ele faz parte da própria biologia e do comportamento de uma doença crônica chamada obesidade”, afirma.

O estudo “Weight regain after cessation of medication for weight management: systematic review and meta-analysis”, publicado no The British Medical Journal, reacendeu o debate ao mostrar a tendência ao reganho após a suspensão dos fármacos. Para o especialista, porém, o problema está menos no medicamento e mais na forma como a obesidade ainda é tratada.

“Não faz sentido encarar isso como uma falha da medicação. Trata-se de uma doença crônica sendo tratada de forma intermitente, cara e pouco acessível. Se o cuidado fosse contínuo e integrado ao longo prazo, esse impacto seria muito menor”, explica.

Doença crônica, tratamento contínuo

Assim como ocorre em condições como hipertensão ou diabetes, a obesidade exige manejo prolongado. A interrupção abrupta do tratamento pode levar a um retorno dos sintomas, no caso, o aumento do apetite e do peso corporal. “Ninguém demoniza um anti-hipertensivo porque a pressão sobe quando ele é suspenso. Com a obesidade, ainda falta compreender que estamos lidando com uma condição crônica, multifatorial e progressiva”, ressalta o Dr. Ramon Marcelino.

Além disso, o especialista chama atenção para um paradoxo pouco discutido: as mesmas canetas acusadas de “causar reganho” são amplamente usadas para tratar o reganho de peso após a cirurgia bariátrica. “Alguém realmente acredita que um paciente que reganhou peso depois da cirurgia teria ganhado menos se nunca tivesse sido operado?”, questiona.

Pessoa subindo em uma balança branca
Perda de peso sem mudanças sustentáveis na dieta e atividade física favorece o reganho de peso (Imagem: Prostock-studio | Shutterstock)

Por que o reganho de peso acontece?

Ao suspender a medicação, o organismo tende a reagir com aumento do apetite e redução do gasto energético, mecanismos biológicos de defesa do peso corporal. Esse efeito pode ser potencializado quando a perda de peso ocorreu basicamente pela diminuição da quantidade de comida, sem mudanças sustentáveis na qualidade da dieta e no nível de atividade física.

“A potência das medicações atuais é inédita, e isso trouxe novos desafios. O reganho não deve nos paralisar, mas nos obrigar a aprimorar estratégias e ampliar o cuidado”, afirma o Dr. Ramon Marcelino.

Dicas para evitar o reganho de peso

  1. Converse com seu médico: evite suspender a medicação em períodos como férias ou feriados prolongados, quando há maior exposição alimentar e menor rotina;
  2. Aumente a atividade física antes do desmame: elevar gradualmente a intensidade e a duração dos exercícios ajuda a compensar o aumento do apetite após a suspensão;
  3. Priorize a qualidade da alimentação: a perda de peso não deve ocorrer apenas pela diminuição do volume de comida, mas pela melhora da qualidade da dieta, com menor densidade calórica e maior valor nutricional;
  4. Faça o desmame de forma gradual: a interrupção abrupta pode provocar “fome rebote”. A redução progressiva da dose favorece melhor adaptação fisiológica e comportamental;
  5. Defina um “peso de alerta”: estabeleça um limite de peso para reavaliar a estratégia. Caso o reganho comece, isso facilita a decisão de retomar a medicação ou intensificar mudanças no estilo de vida.

Para o especialista, “o reganho de peso não deve nos paralisar. Deve nos impulsionar a aprimorar estratégias e ampliar o cuidado”, conclui.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (28/1), novas regras para a produção de cannabis medicinal no Brasil.

A decisão foi tomada em reunião pública da Diretoria Colegiada da agência e atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que exigia a criação de um marco regulatório nacional sobre o tema.

Até então, o país não contava com normas específicas para o cultivo e a produção da planta em território nacional, o que gerava insegurança jurídica para empresas, pesquisadores e associações de pacientes. Com a aprovação, a Anvisa estabelece, pela primeira vez, regras claras para esse tipo de atividade no Brasil.

Por que a decisão é considerada um marco

Desde 2019, pacientes brasileiros podem acessar produtos à base de cannabis apenas por meio de importação autorizada ou medicamentos já regularizados. No entanto, o plantio da planta no país permanecia sem regulamentação específica.

A norma aprovada agora preenche essa lacuna e cria um marco regulatório nacional, alinhado a critérios sanitários rígidos e a acordos internacionais que tratam do controle de substâncias derivadas da cannabis.

O principal avanço da norma é a autorização para a produção nacional de cannabis medicinal, sob controle estrito da Anvisa.


A nova regra da cannabis


A Anvisa reforça que a medida não altera a proibição do uso recreativo da cannabis, mantendo o foco exclusivo no uso medicinal e científico.

Com a aprovação da norma, a expectativa é de avanços em três frentes principais: ampliação do acesso de pacientes a tratamentos, fortalecimento da pesquisa científica no país e redução da dependência de produtos importados, que hoje costumam ter custo elevado e maior burocracia.

Após a aprovação pela Diretoria Colegiada, a norma deverá ser publicada oficialmente nos próximos dias, com previsão de validade inicial de seis meses. Durante esse período, empresas, pesquisadores e associações deverão se adequar às novas exigências estabelecidas pela Anvisa.

Um alimento pouco comum no prato do brasileiro pode ganhar destaque nas discussões sobre saúde e nutrição nos próximos meses. Um estudo analisou os possíveis efeitos do consumo de bambu na alimentação humana e aponta benefícios surpreendentes da planta.

A pesquisa reuniu dados de pesquisas feitas em laboratório e com pessoas. O objetivo era avaliar os efeitos dos brotos de bambu e de produtos derivados da planta no corpo humano. A pesquisa foi publicada na revista Advances in Bamboo Science no final de 2025.

Superalimento é ciência ou marketing?

O termo “superalimento” não é uma categoria científica oficial e costuma ser usado mais como uma estratégia de marketing. Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que o bambu apresenta características nutricionais que podem fazer jus ao nome. Ao todo, a revisão analisou 16 estudos científicos disponíveis sobre o tema, algo que nunca tinha sido feito.

O que os estudos analisaram

Os trabalhos avaliados incluíram testes em humanos e experimentos laboratoriais. O objetivo foi entender como o consumo de bambu pode influenciar funções importantes do organismo, como metabolismo, digestão e inflamação.

Apesar do número razoável de estudos, só quatro das pesquisas envolveram participantes humanos, o que limita conclusões mais definitivas. Entretanto, durante o estudo foram identificados alguns benefícios associados ao consumo do bambu:

Esses fatores, segundo os autores, podem contribuir para a prevenção de diferentes doenças, como obesidade, diabetes tipo 1 e 2 e até doenças cardiovasculares, já que o bambu também se mostra capaz de reduzir inflamações no corpo.

Os pesquisadores acreditam que a contribuição no combate a doenças crônicas se dá pelo conjunto de nutrientes presentes na planta. O perfil nutricional do bambu se destaca por ser muito rico: ele é rico em proteínas e fibras, pobre em gordura e fonte de vitaminas e minerais.

Controle do açúcar no sangue e efeito probiótico no intestino

Um dos achados mais relevantes da revisão é o possível impacto do bambu no controle glicêmico, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue. Esse efeito pode ser útil tanto na prevenção quanto no controle da diabetes, segundo os autores.

Outro ponto destacado foi o efeito probiótico do bambu. Alguns estudos mostraram aumento de bactérias benéficas no intestino depois do consumo, o que favorece a saúde intestinal e a digestão.

Bambu pode ser tóxico

Apesar de todos os benefícios e potencial, o bambu pode ser tóxico se não for preparado da forma correta. Ele não pode ser consumido cru e, além disso, o estudo identificou a presença de algumas substâncias tóxicas na planta.

Foram registrados relatos de níveis elevados de chumbo na planta e mudanças na glândula tireoide dos participantes. Por isso, os pesquisadores destacam que é preciso muito cuidado na hora de consumir o bambu.

Em países asiáticos, o bambu já faz parte da alimentação tradicional há muito tempo. Para os pesquisadores, isso mostra que a planta pode ser um alimento saudável e sustentável, desde que preparada da forma correta.

Falta de estudos em humanos

Apesar dos resultados positivos, os próprios autores reconhecem que ainda existem poucas pesquisas clínicas em humanos. Muitos estudos analisados foram feitos só em laboratório ou com amostras pequenas.

Por isso, ainda não é possível fazer recomendações amplas sobre o consumo seguro de bambu. Segundo os autores, só com mais ensaios clínicos será possível confirmar se o bambu merece, de fato, o título de superalimento.

Na tentativa de acelerar a aprovação do acordo entre Mercosul e a União Europeia, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende enviar a proposta de internalização do tratado na primeira semana de fevereiro. O Congresso retoma as atividades na próxima semana após um período de recesso.

Em entrevista a jornalistas, nesta quarta-feira (28/1), a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o Executivo quer a aprovação da medida “o mais rápido possível”.

“O governo está trabalhando para que a gente possa enviar essa proposta agora na primeira semana de fevereiro e nós já temos dos líderes e dos próprios presidentes das Casas [Davi Alcolumbre e Hugo Motta] sinais positivos em relação a isso”, disse a titular da articulação política de Lula.

Na última semana, o Parlamento Europeu decidiu levar à Justiça o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A decisão deve atrasar a finalização do tratado por parte dos países europeus.

Em contrapartida, o governo brasileiro e outros países do Mercosul apostam em agilizar a aprovação da proposta de forma a pressionar o bloco europeu a antecipar a vigência das novas regras.

A produção de petróleo deve migrar de uma lógica de máxima exploração para o oposto: produzir o mínimo necessário durante a transição para energias mais limpas. Essa é uma das principais sugestões enviadas por 161 organizações sociais que integram o Observatório do Clima para subsidiar o mapa do caminho para uma transição energética justa e planejada, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2025.

O documento conta com recomendações técnicas, de regulamentação e econômicas e foi elaborado para contirbuir com os órgãos que estão desenhando o mapa do caminho. O prazo estabelecido para que a equipe ministerial do governo federal entregue ao Conselho Nacional de Política Energética o planejamento termina no dia 6 de fevereiro.

“Um mapa do caminho justo e inclusivo reduz riscos no curto prazo, amplia oportunidades de crescimento sustentável no longo prazo e representa uma escolha econômica racional para o Brasil”, explica o especialista em conservação da organização social WWF-Brasil, Ricardo Fujii.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, esse primeiro documento já está sendo elaborado e tratará inicialmente das diretrizes e bases para o Mapa do Caminho.

Com base em um estudo publicado em 2024, as recomendações das organizações sociais foram organizadas em três blocos: diretrizes de política energética e transição; governança e institucionalidade; orçamento, financiamento e fundamentos econômicos.

A substituição de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural, por geração de energia limpa e renovável, como a solar e a eólica, é uma das principais medidas apontadas por especialistas como necessárias para frear o aquecimento global causado por atividades humanas que emitem gases poluentes na atmosfera.

A mudança no clima provocada pela ação humana tem sido associada a eventos climáticos extremos mais frequentes, que podem se agravar no futuro caso as metas estabelecidas internacionalmente pelo Acordo de Paris não sejam atingidas.

Políticas públicas
Cada bloco do documento enviado ao governo traz medidas de ordem prática. Por exemplo, no que trata das políticas energéticas e de transição, é sugerido realizar o cálculo do mínimo necessário de combustível fóssil para o período de transição energética, o descomissionamento dos campos de petróleo prestes a esgotar e a elaborar um cronograma para zerar os leilões de petróleo no Brasil.

“A desigualdade gerada pela expansão fóssil não é só regional ou social. É intergeracional, com ganhos concentrados agora e custos climáticos, sanitários e fiscais para nossos filhos”, alerta Nicole Oliveira, diretora do Instituto Arayara

Governança - Como recomendação de governança, é sugerido o fortalecimento de mecanismos de integração entre governo, sociedade e setor produtivo, como o Fórum Nacional de Transição Energética e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, além da criação de um órgão de coordenação central capaz de monitorar o cumprimento de cronogramas e que funcione como uma autoridade de implementação.

“É uma mudança que exige compromisso e responsabilidade de todos os governos – atuais e vindouros – e de uma sociedade que faça e cobre tal escolha. Todo o setor privado – financeiro, agro, indústria – também precisa se engajar, voluntariamente ou não”, diz o pesquisador do ClimaInfo, Shigueo Watanabe Jr.

Finanças - No aspecto financeiro, entre as sugestões está o embasar a suspensão de novos leilões de petróleo na gestão do risco de ativos obsoletos (stranded assets, no termo em inglês). Por essa lógica, de perda dos ativos com origem nos combustíveis fosseis em um cenário de transição global, o documento recomenda evitar a antecipação da renda de recursos ainda não explorados.

O fim de novos subsídios governamentais à produção de combustíveis fósseis e a revisão dos existentes também integram as recomendações orçamentárias, assim como a destinação de orçamento vinculado à transição energética tanto no Plano Plurianual (PPA), quanto na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Um estudo publicado pela Jefferies, uma empresa de serviços financeiros, aponta que as quatro maiores companhias aéreas dos Estados Unidos – American, Delta, Southwest e United – podem economizar até US$ 580 milhões por ano em combustível a partir do uso de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, pelos passageiros.

Tal afirmação decorre do fato de que quanto mais pesado um avião, mais combustível será necessário para a realização de um voo. Além disso, o querosene de aviação é um dos maiores custos nas operações das companhias em todo o mundo, e seu preço é dado em dólar.

“Efeito Ozempic” pode gerar economia para companhias aéreas; entenda - destaque galeria
3 imagens

Canetas de emagrecimento como o Wegovy também apresentam efeitos colaterais como as náuseas e alterações do funcionamento do intestino

Medicamento injetável criado para pacientes com diabetes, o Ozempic virou aliado na "luta contra a balança" mas em breve deve ser superado por novas versões

 

O aumento no número de ataques de tubarão no Havaí, especialmente no mês de outubro, não está ligado ao crescimento no número de pessoas no mar nem a mudanças recentes no turismo.

A explicação mais provável, segundo um estudo publicado em 5 de janeiro na revista Frontiers in Marine Science, está no comportamento natural dos próprios animais — em especial do tubarão-tigre.

A pesquisa analisou 30 anos de registros de mordidas não provocadas, entre 1995 e 2024, e identificou um padrão claro: 20% de todos os ataques ocorreram em outubro, um número duas a quatro vezes maior do que o registrado em qualquer outro mês do ano. O fenômeno ficou conhecido entre os pesquisadores como “sharktober”.

Ao todo, o estudo contabilizou 165 ataques não provocados nas águas havaianas nesse período. Quase metade deles — 77 casos, ou 47% — foi atribuída ao tubarão-tigre, a espécie mais frequentemente envolvida nesses incidentes.

Por que outubro concentra mais ataques

Os pesquisadores não encontraram evidências de que outubro seja um mês com mais pessoas praticando atividades no mar, como surfe e natação. Isso indica que o aumento dos ataques não acontece porque há mais humanos na água, mas porque há mais tubarões-tigre em áreas costeiras nesse período.

A principal hipótese levantada no estudo é que fêmeas adultas de tubarão-tigre migram para as ilhas principais do Havaí no fim do verão e início do outono, justamente para dar à luz seus filhotes. Esse movimento faz com que os animais se aproximem da costa, onde também estão banhistas e surfistas.

Além disso, após o período de gestação, essas fêmeas tendem a se alimentar com mais intensidade, o que pode aumentar a chance de encontros acidentais com humanos. Segundo os autores, isso não significa que os tubarões estejam “caçando” pessoas, mas sim que há mais sobreposição entre áreas usadas por humanos e por grandes predadores marinhos.

Quem são os tubarões envolvidos

Em outubro, os tubarões-tigre foram responsáveis por 63% dos ataques registrados, uma proporção bem maior do que nos demais meses. A maioria dos animais envolvidos era de grande porte, com comprimentos entre 2,4 e 4,6 metros, e tamanho médio estimado em 3,2 metros.

Esses dados reforçam que o aumento sazonal está ligado à presença temporária de tubarões maiores e mais ativos próximos à costa, e não a mudanças no comportamento humano.

O risco continua baixo

Apesar do pico sazonal, os pesquisadores destacam que o risco geral de um ataque de tubarão no Havaí continua sendo muito baixo. Em décadas de registros, o número de ataques fatais é pequeno quando comparado à enorme quantidade de pessoas que entram no mar todos os anos no arquipélago.

Os autores ressaltam ainda que tubarões desempenham um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas marinhos e que entender seus padrões de comportamento é fundamental para reduzir riscos sem gerar medo ou desinformação.

Cerca de 18 mil pessoas participaram do ato convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, no Distrito Federal, neste domingo (25/1), segundo o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a ONG More in Common.

O cálculo foi feito a partir de fotografias aéreas no momento de maior aglomeração da manifestação. A margem de erro é de 12%. De acordo com o monitoramento, que utiliza um software de inteligência artificial para realizar a contagem, o ato teve, portanto, entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes.

Fotos do ato foram tiradas em dois horários diferentes, às 10h45 e às 15h15, para a realização do cálculo. Das 24 imagens, sete fotografias feitas no momento de maior pico, às 15h15, foram usadas com base para a contagem.

Ato de Nikolas em Brasília reúne 18 mil pessoas, diz Monitor da USP - destaque galeria
2 imagens

Manifestação bolsonarista do dia 25 de janeiro de 2026 reuniu cerca de 18 mil pessoas segundo monitoramento da USP

A manifestação deste domingo marcou o encerramento de uma caminhada de 240 quilômetros liderada por Nikolas e aliados em defesa da anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os demais condenados pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro.

Os bolsonaristas saíram de Paracatu, em Minas Gerais, na última segunda-feira (19/1), e encerraram o ato em Brasília. Antes da chegada do grupo, um raio atingiu pessoas que aguardavam o início do ato na Praça do Cruzeiro, em Brasília. Mais de 30 foram hospitalizadas, mas nenhuma com gravidade.

O deputado federal e presidente do Republicanos, Marcos Pereira (Republicanos-SP) (foto em destaque), afirmou, na sexta-feira (23/1), que o apoio da direita ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ainda é incerto.

“Quando você diz que a direita fecha com o Bolsonaro, com o Flávio Bolsonaro, não está tudo certo ainda. O Caiado, o governador de Goiás, tem dito que vai ser candidato, o Romeu Zema, de Minas, tem dito que vai ser candidato, o Ratinho está sinalizando que pode ser candidato. Eu acho que ainda não está fechado; pelo contrário, está dividido”, avaliou o republicano.

A declaração é feita em meio a ataques de figuras da direita, como o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao partido de centro e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Na semana passada, Cavalcante chegou a dizer que Tarcísio não é o sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer à vaga mais alta do Executivo e criticou a falta de apoio público do governador de SP ao senador Flávio.

Flávio Bolsonaro afirmou, em pronunciamentos recentes, que deve buscar apoio do Centrão nos próximos meses para dar força à candidatura. Até o momento, o único apoio público que o senador tem é o da própria sigla, o Partido Liberal.

Resposta a Eduardo

Pereira também rebateu uma fala de Eduardo Bolsonaro referente ao chefe do Executivo estadual de São Paulo. “O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e, depois, foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”, afirmou Eduardo.

O deputado federal Marcos Pereira respondeu com a seguinte declaração: “Achei uma fala extremamente deselegante e arrogante. Ele disse que Tarcísio é apenas um servidor público, e ele também é apenas um escrivão da Polícia Federal fugitivo, está foragido nos Estados Unidos”.

dólar operava em baixa, na manhã desta segunda-feira (26/1), abrindo uma semana na qual os investidores estão em compasso de espera pelo anúncio das taxas básicas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Na próxima quarta-feira (28/1), a primeira “superquarta” do ano, os bancos centrais brasileiro e norte-americano definirão a nova taxa de juros. A expectativa da maioria dos analistas do mercado é pela manutenção do patamar atual dos juros tanto no Brasil quanto nos EUA.


Dólar


Ibovespa


À espera de Copom e Fed

O mercado financeiro continua à espera da decisão dos bancos centrais do Brasil e dos EUA sobre a taxa de juros. “Superquarta” é o termo usado no mercado financeiro para o dia em que coincidem as divulgações das taxas básicas de juros nos dois países.

É o caso desta quarta-feira, data na qual tanto o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), anunciam o resultado de suas reuniões, que começaram na terça-feira (9/12).

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

No Brasil, a ampla maioria dos analistas do mercado espera a manutenção da Selic no patamar atual, de 15% ao ano – trata-se da mais elevada taxa de juros em quase duas décadas no país.

O foco das atenções ficará voltado para o teor do comunicado do Copom, que pode indicar “pistas” sobre as próximas reuniões. Há grande expectativa em torno do corte de juros a partir de março.

Em nota pré-Copom, os analistas do C6 Bank projetam uma Selic estável em 15%, mas cortes futuros no radar.

“As expectativas de inflação para horizontes mais longos permaneceram estáveis, acima da meta estabelecida. Considerando as sensibilidades dos modelos do BC, acreditamos que as projeções de inflação para o horizonte relevante devem registrar estabilidade, permanecendo ainda acima da meta. No entanto, considerando a comunicação recente do Copom e suas projeções para o horizonte relevante, acreditamos que um início de ciclo de cortes está próximo”, afirma o banco.

Segundo a nota do C6, o Copom “deve justificar a manutenção da taxa de juros diante do cenário ainda marcado por desancoragem das expectativas de inflação, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária contracionista”. “O texto, no entanto, deve reconhecer que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada, abrindo a possibilidade para o início do corte de juros a partir da próxima reunião, a depender da evolução do cenário. O Copom deve reforçar a necessidade de perseverar com uma política monetária contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação, mas também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, afirma a nota.

“Projetamos que o Copom irá manter os juros estáveis em 15% na primeira reunião de 2026. Nossa expectativa é de que o ciclo de cortes da Selic comece em março, com um corte de 0,25 ponto percentual, e ganhe tração em abril, com redução de 0,50 ponto percentual. Ainda assim, diante de um cenário de inflação acima da meta, projetamos que a taxa de juros termine 2026 em 13%”, diz a instituição financeira.

Segundo Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos, “o Copom deve continuar enfatizando que a preocupação principal não é a inflação corrente, mas o comportamento das expectativas para 2026 e 2027”. “A leitura do Focus ajuda a sustentar esse ponto: as projeções seguem acima do centro da meta (3%), o que indica que o mercado ainda não enxerga uma convergência clara para a meta no horizonte relevante”, observa.

“Por isso, explica Amorim, “o cenário-base segue sendo a manutenção da Selic em janeiro e, mais do que a decisão em si, o mercado deve reagir ao tom do comunicado: se o Copom reforçar cautela, juros altos por mais tempo”.

“Na precificação, a referência mais comum para início do ciclo de cortes continua sendo março, com base de 0,25 ponto percentual, embora exista um indicativo menor de 0,50 ponto percentual, o que mostra que o debate está menos no ‘se’ e mais no ‘quando’ e ‘qual ritmo’, condicionados a expectativas e câmbio”, completa.

Já nos EUA, atualmente, a taxa de juros está no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano (após redução de 0,25 ponto percentual nas três últimas reuniões do Fed), e a maioria dos analistas do mercado aposta na interrupção do ciclo de cortes.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros no patamar atual é de 97,2%. Apenas 2,8% dos investidores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual.

O mercado também espera, para os próximos dias, o possível anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre quem sucederá o atual chefe do Fed, Jerome Powell, cujo mandato se encerra em maio. Trump, que é desafeto de Powell, disse que pode fazer esse anúncio ainda nesta semana.

Mercado reduz estimativa de inflação

No cenário doméstico, o maior destaque desta segunda-feira é a divulgação da nova edição do Relatório Focus, pelo BC, que reúne as principais projeções do mercado para a economia brasileira.

Os analistas consultados pelo BC reduziram a estimativa de inflação para 4% em 2026, ou seja, abaixo do teto da meta. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve manutenção.

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 4%, ante 4,02% da semana anterior. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi mantida em 1,8%.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,33% em dezembro. No ano de 2025, a inflação acumulou alta de 4,26%, o que representa o estouro do centro da meta em 2025, mas valor abaixo do teto. Para 2027, o índice esperado foi mantido em 3,8%.

Ainda segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,8%, a mesma projeção da semana passada.

Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,8%. Para 2028, a estimativa segue em 2%. Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro manteve a estimativa para o fim de 2026 em 12,25% ao ano.

Para 2027, a projeção foi mantida em 10,5% ao ano. Para 2028, ela segue em 10%.

contato@vitoriofm.com.br
Vitório FM 104,9 - Todos os direitos reservados
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram