
Zero grau e dificuldades definem o cenário atual em Cuba, que registrou na madrugada dessa terça-feira (3/2) a temperatura mais baixa de sua história enquanto enfrenta uma crise econômica profunda.
A estação meteorológica de Indio Hatuey (foto em destaque), na província de Matanzas, marcou 0°C, atingindo pela primeira vez o ponto de congelamento no território cubano e superando o recorde anterior de 0,6°C registrado em 1996. O fenômeno, provocado por uma massa de ar polar vinda da América do Norte, causou geada em plantações e foi sentido até na Flórida, onde iguanas caíram das árvores devido ao frio intenso.
O recorde climático ocorre em um momento de extrema fragilidade para a ilha, que viu o turismo sofrer uma queda acentuada em 2025, fechando o ano com 1,8 milhão de visitantes, valor muito abaixo da meta oficial de 2,6 milhões.
O setor, que é uma das principais fontes de renda do país, registrou uma redução de 17,8% em comparação a 2024, afetado por apagões recorrentes, escassez de produtos e falta de combustível.
Países como Canadá, Espanha e Reino Unido chegaram a emitir alertas para que viajantes redobrem precauções, enquanto a Argentina recomendou evitar deslocamentos para a ilha devido às falhas nos serviços públicos e suprimentos sanitários.
A pressão política exercida pelos Estados Unidos também tem agravado a situação interna, especialmente após a paralisação do envio de petróleo venezuelano decorrente da deposição de Nicolás Maduro.
O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para impor tarifas a países que forneçam petróleo a Cuba, classificando a ilha como uma ameaça excepcional à segurança nacional americana.
Embora Trump tenha declarado que existem negociações em curso e a possibilidade de um acordo, o governo cubano, por meio do vice-ministro Carlos Fernández de Cossio, negou a existência de um diálogo formal, admitindo apenas trocas pontuais de mensagens.
Diante do agravamento dos cortes elétricos e das filas em postos de gasolina, Havana acusa Washington de tentar asfixiar sua economia.
O governo cubano reconhece que as pressões externas obrigarão o país a atravessar um período muito difícil, para o qual afirma estar se preparando com planos de contingência.
Enquanto isso, o México demonstrou intenção de enviar ajuda humanitária e petróleo à ilha, apesar das ameaças de Trump de que o país vizinho cessaria esse fornecimento por considerar Cuba uma nação fracassada.
A imagem clássica da depressão associada à prostração em um quarto escuro ou da ansiedade manifestada apenas em ataques de pânico está sendo ressignificada. Na prática clínica, a realidade é muito mais sutil e, por isso, perigosa. Muitos indivíduos mantêm rotinas produtivas, mas carregam um sofrimento invisível que se manifesta em padrões de pensamento e pequenas alterações comportamentais que passam despercebidas até pelo círculo social mais íntimo.
Identificar esses “sinais de baixa intensidade” é fundamental para uma intervenção precoce. Como explica a psicóloga Cibele Santos, o corpo e a mente dão avisos muito antes de um colapso total ocorrer. O desafio é aprender a ouvir esses alertas em um mundo que nos pressiona a estar constantemente bem.

Um dos indicadores mais sofisticados de que a saúde mental está sob pressão é a perda da fluidez na vida. De acordo com Cibele Santos, a pessoa para de “viver” e passa a “operar”. Esse estado de sobrevivência se manifesta em detalhes do cotidiano que, isoladamente, parecem banais, mas em conjunto formam um quadro de alerta.
“Os primeiros sinais geralmente aparecem na perda da espontaneidade. A pessoa começa a operar no ‘automático’. Outros sinais incluem alterações discretas no sono e apetite: não necessariamente insônia, mas um sono que não restaura, ou comer sem sentir o sabor”, detalha a psicóloga.
Além disso, a especialista aponta para a procrastinação emocional. Diferente da preguiça, essa inércia surge do medo e do peso excessivo que tarefas simples ganham na mente do indivíduo. A irritabilidade também muda de escala: pequenas interrupções ou frustrações que antes eram manejáveis passam a gerar reações desproporcionais de raiva ou desânimo.

A autocrítica é uma ferramenta útil para o crescimento, mas na ansiedade e na depressão, ela se transforma em ruminação — um ciclo repetitivo de pensamentos depreciativos que não levam a lugar algum. Cibele destaca que é necessário observar a qualidade da “voz interna”.
“A atenção profissional é necessária quando o pensamento deixa de ser uma busca por solução e passa a ser um ciclo de punição que gera paralisia. Se a ‘voz interna’ é predominantemente depreciativa e consome energia vital, impedindo o foco no trabalho ou no lazer, é hora de intervir”, alerta.
Esse desgaste cognitivo é intensificado pelo que a psicóloga chama de “falta de presença”. Para quem sofre, o presente é um território vazio:

Outro sinal silencioso, porém devastador, é a culpa constante. Ao contrário da culpa funcional, que nos motiva a corrigir um erro real, a culpa nos quadros de transtorno mental é difusa e generalizada. Segundo Cibele, o indivíduo sente que é um fardo para os outros simplesmente por existir ou por não conseguir entregar a produtividade que a sociedade exige.
Essa sensação está intimamente ligada ao padrão de “nunca ser suficiente”, que alimenta fenômenos como a Síndrome do Impostor e o Burnout.
“Esse padrão cria um abismo entre quem a pessoa é e quem ela acha que deveria ser. A longo prazo, isso destrói a autoestima e gera um estado de alerta constante, pois a pessoa sente que precisa ‘provar’ seu valor o tempo todo”, explica a psicóloga.
É natural sentir tristeza diante de perdas ou ansiedade antes de grandes eventos. No entanto, saber diferenciar a reação natural do transtorno clínico é vital para não negligenciar o problema. Cibele Santos sugere o uso do binômio intensidade x funcionalidade.
Em um momento difícil, como um luto ou demissão, a dor é intensa, mas o indivíduo ainda consegue experimentar breves momentos de esperança ou prazer. Já no transtorno, o sofrimento é persistente — geralmente ultrapassando o período de duas semanas — e começa a corroer áreas básicas da vida. “O sentimento não ‘vai embora’ mesmo quando as coisas externas melhoram”, pontua a especialista. Quando o isolamento social se torna a regra e o descuido com a higiene pessoal ou o trabalho surge, a ajuda profissional deixa de ser uma opção e passa a ser uma urgência.
Ao perceber esses sinais, o primeiro passo é buscar a regulação neurobiológica básica. A psicóloga recomenda a “higiene de rotina”, focada em sono e alimentação, e uma pausa digital para reduzir o bombardeio de estímulos e comparações sociais. Outra ferramenta poderosa é a escrita terapêutica, que ajuda a reduzir a ruminação da mente e colocá-la no papel.
Contudo, o silêncio é o maior aliado do transtorno. Cibele reforça que compartilhar a dor com alguém de confiança é o início da quebra do ciclo, mas ressalta que a terapia é o ambiente seguro para a recuperação da autonomia.
“A ajuda profissional é indispensável quando há perda de autonomia. Se você não consegue mais controlar suas reações ou se há desesperança profunda, busque apoio. Não precisamos esperar o ‘fundo do poço’ para buscar a escada”, finaliza Cibele Santos.
Dicas baseadas nas orientações da psicóloga Cibele Santos para quem começou a notar os “alertas silenciosos”.

Muitas vezes, percebemos os sinais em amigos ou familiares antes deles mesmos. Veja como agir sem ser invasivo.
O São Paulo anunciou na tarde desta terça-feira (3/2) a contratação do lateral-direito Lucas Ramon, ex-jogador do Mirassol. O jogador de 31 anos assinou contrato com o Tricolor até 31 de dezembro de 2027, com cláusula de renovação automática em caso de cumprimento de metas esportivas.
Confira o anúncio:
Este é o quarto reforço do São Paulo para a temporada. O Clube também anunciou Danielzinho, ex-Mirassol, o zagueiro Dória, que retorna ao Tricolor, e o goleiro Coronel.
Lucas Ramon iniciou a carreira pelo Londrina e teve passagens por Grêmio, Santa Cruz e Bragantino, onde ganhou a Série B de 2019. Na temporada passada, atuou em 44 jogos, marcou cinco gols e anotou cinco assistências. O jogador se mostrou empolgado com a chegada ao time do Morumbi.
“Chegar ao São Paulo é a realização de um sonho. Estou muito feliz, porque é um clube gigante. Vou dar a minha vida para aproveitar essa oportunidade. Sinto que lutei durante toda a minha carreira para receber essa chance. É uma felicidade tremenda poder representar o São Paulo”, celebrou Lucas Ramon.
De acordo com a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a síndrome do intestino irritável (SII) é um transtorno funcional do aparelho digestivo. “Como distúrbio crônico, a condição é debilitante, com dor ou desconforto abdominal associados com evacuação ou alterações no hábito intestinal”, escreveu a entidade em um artigo. O quadro afeta entre 5% a 10% da população adulta no mundo.
A coloproctologista Aline Amaro, de Brasília, ajuda a identificar se um indivíduo tem ou não com a síndrome do intestino irritável e o que deve ser feito. A especialista em diagnóstico e tratamento de doenças intestinais e do cólon ressalta que “o mais importante é observar um conjunto de sintomas, e não apenas um episódio isolado.”
Conforme a médica, a condição se caracteriza por dor abdominal recorrente, que costuma estar associada a mudanças no funcionamento do intestino — como diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois — e, frequentemente, melhora ou piora após evacuar.

A especialista argumenta ser fundamental avaliar se existem os chamados sinais de alerta, como perda de peso sem explicação, sangue nas fezes, anemia, febre, histórico familiar de câncer colorretal e doenças inflamatórias intestinais. “A presença desses sinais indica a necessidade de investigar outras causas”, sustenta a coloproctologista.
Segundo a especialista, a orientação prática é clara. “Quem apresenta dor abdominal frequente associada a alterações do hábito intestinal deve procurar avaliação médica, especialmente se os sintomas são persistentes ou impactam a qualidade de vida”, salienta. Aline instrui seguir essa recomendação para que o diagnóstico correto seja feito com segurança e outras doenças mais graves sejam descartadas.

Ministros do STF relutam em conceder prisão domiciliar a Bolsonaro por temer que o ex-presidente volte a violar a tornozeleira eletrônica.
Sob reserva, magistrados relataram à coluna que tudo estava encaminhado para Bolsonaro seguir o mesmo caminho do também ex-presidente Fernando Collor, que, condenado pela Suprema Corte a regime fechado, obteve o benefício de poder ficar preso em casa devido a problemas de saúde.
“Bolsonaro estava em prisão domiciliar quando violou a tornozeleira eletrônica. O que garante que não tentará novamente? Collor nunca violou a tornozeleira”, disse à coluna um integrante da Corte.
Já advogados de Bolsonaro sustentam que o ex-presidente apresentava quadro de desorientação mental quando usou uma solda para tentar romper a tornozeleira, pois havia misturado os medicamentos pregabalina e sertralina.
A bula desses medicamentos aponta que, em casos incomuns, a pessoa medicada pode sofrer alucinações.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Lula. Fernando Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção.
Fevereiro é o mês de conscientização sobre doenças raras, um grupo com milhares de condições diferentes.
Essas doenças afetam milhões de pessoas no mundo e geram grande impacto na vida familiar e social. No Brasil, o diagnóstico ainda é lento, levando anos para que muitos pacientes recebam uma resposta.
O atraso no diagnóstico prejudica o tratamento e aumenta complicações permanentes. Sintomas muitas vezes são inespecíficos e confundidos com doenças mais comuns. Mas os avanços em testes genéticos e inteligência artificial estão mudando esse cenário.
Doenças raras atingem um número limitado de pessoas em relação à população geral. No Brasil, estima-se que cada condição afete menos de 65 indivíduos a cada 100 mil habitantes.
Essas condições são geralmente crônicas e progressivas. Afetam a saúde, o desenvolvimento físico e cognitivo e reduzem a qualidade de vida. Alta incidência em crianças reforça a importância do diagnóstico precoce
Muitos pacientes enfrentam anos de consultas antes de receber um diagnóstico correto. Sintomas inespecíficos como fadiga, atraso no desenvolvimento ou problemas digestivos atrasam a identificação. O tempo médio de diagnóstico no Brasil é de cinco a sete anos, segundo estudos recentes.
O atraso gera sofrimento emocional para pacientes e familiares. Durante esse período, tratamentos inadequados podem ser aplicados sem sucesso. Além disso, complicações permanentes podem ocorrer, aumentando o impacto da doença.
O diagnóstico tardio reduz as chances de tratamento efetivo.
Pacientes podem desenvolver sequelas permanentes, dores crônicas ou limitações físicas.
A qualidade de vida diminui, e o estresse emocional aumenta para toda a família.
Complicações também podem afetar o desenvolvimento infantil, em doenças de início precoce.
Sem tratamento adequado, órgãos e sistemas vitais podem ser prejudicados.
O suporte psicológico se torna necessário, aumentando a complexidade do cuidado.
Testes genéticos analisam o DNA e identificam alterações que causam doenças raras.
Eles ajudam a esclarecer a origem de condições complexas e pouco conhecidas.
Esses exames permitem diagnósticos precisos mesmo em casos que confundem médicos há anos.
Os testes genéticos fornecem informações fundamentais para a medicina personalizada.
Com a análise de mutações específicas, médicos podem planejar tratamentos direcionados.
O resultado é maior eficácia terapêutica e redução de intervenções desnecessárias.
A genética possibilita diferenciar doenças raras com sintomas semelhantes.
Isso evita diagnósticos equivocados e otimiza a escolha do tratamento correto.
Pacientes recebem terapias adequadas ao seu perfil genético, aumentando as chances de sucesso.
Além disso, os testes permitem acompanhamento contínuo da evolução da doença.
Os resultados auxiliam médicos a ajustar doses e estratégias terapêuticas.
Essa abordagem melhora a qualidade de vida e diminui complicações futuras.
A inteligência artificial permite analisar grandes volumes de dados clínicos rapidamente.
Ela identifica padrões que podem passar despercebidos por profissionais de saúde.
Isso acelera o diagnóstico e aumenta a precisão da avaliação médica.
IA também auxilia na interpretação de exames genéticos complexos.
Com algoritmos avançados, é possível prever mutações e identificar doenças raras.
O uso da IA reduz anos de espera e agiliza decisões clínicas importantes.
Além disso, a IA integra informações de múltiplos exames e histórico médico.
Isso oferece um panorama completo da condição do paciente.
Combinada com genética, cria um caminho seguro e eficiente para o diagnóstico.
Identificar a doença cedo permite iniciar tratamento antes de complicações permanentes.
Pacientes têm maior chance de manter autonomia, saúde e qualidade de vida.
Famílias podem planejar cuidados, rotinas e acompanhamento médico de forma mais eficaz.
O diagnóstico precoce reduz sequelas, dores e limitações físicas.
Ele também diminui o impacto emocional e melhora o bem-estar diário.
A confiança no tratamento aumenta quando há clareza sobre a condição.
Doenças raras não afetam apenas pacientes, mas toda a família.
O diagnóstico rápido traz segurança, alivia ansiedade e ajuda na organização da rotina.
Com IA e testes genéticos, decisões médicas são mais assertivas e confiáveis.
O país conta com centros de referência em doenças raras.
Eles combinam genética, IA e equipes multidisciplinares especializadas.
Esses centros ampliam o acesso a diagnósticos rápidos e precisos.
Laboratórios de ponta, como o DLE do Grupo Fleury, aplicam IA e sequenciamento genético.
Eles possibilitam identificar doenças raras complexas de forma confiável.
O investimento em tecnologia aumenta o alcance e a eficácia dos diagnósticos.
O objetivo é levar testes genéticos a mais regiões do país.
Com IA integrada, será possível reduzir ainda mais o tempo para diagnóstico.
Mais pacientes terão acesso a tratamentos precoces, personalizados e eficazes.
A expansão do diagnóstico precoce abre caminho para intervenções que mudam vidas.
Menos complicações e maior qualidade de vida são consequências diretas.
O Brasil caminha para acompanhar países que já aplicam essas tecnologias.
Testes genéticos e IA encurtam a jornada do diagnóstico de doenças raras. Eles possibilitam tratamentos mais rápidos, personalizados e eficazes. O futuro dessas doenças será mais humano, rápido e seguro graças à tecnologia.
Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta terça-feira (3/2) aponta que 40% dos casos de câncer diagnosticados no mundo todo estão ligados a fatores preveníveis.
De acordo com a análise, quatro em cada 10 casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças de hábitos, políticas públicas mais eficazes e maior acesso à prevenção. Os dados mostram que, só em 2022, aproximadamente 7,1 milhões de novos casos de câncer foram associados a causas consideradas evitáveis.
Com base em dados de 185 países e 36 tipos de câncer, o levantamento da OMS aponta que a maior parte dos casos está associado a comportamentos do cotidiano. Entram nessa lista o tabagismo, o consumo de álcool, o excesso de peso, a falta de atividade física, a poluição do ar e a exposição excessiva ao sol.
Pela primeira vez, o relatório também incluiu infecções que aumentam o risco de câncer, como o HPV e a bactéria Helicobacter pylori. Entre todos esses fatores, o cigarro aparece como o principal vilão, com o tabagismo respondendo por 15% de todos os novos casos de câncer no mundo.
Depois do tabaco, vêm as infecções relacionadas ao câncer, responsáveis por 10% dos diagnósticos, e o consumo de bebidas alcoólicas, que aparece associado a 3% dos novos casos.
“O tabagismo é responsável por parte dos casos de câncer de pulmão, laringe, da boca, do esôfago, bexiga, pâncreas e etc. A questão do cigarro no mundo ainda é uma catástrofe e continua sendo também no Brasil, embora nós já tenhamos avançado muito. Ressalto a importância de também estarmos atentos com a questão do cigarro eletrônico que tem sido uma ameaça constante”, explica o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni.
Três tipos de câncer respondem por quase metade dos casos que poderiam ser prevenidos: o de pulmão, ligado ao tabagismo e à poluição do ar; o de estômago, associado à infecção pela H. pylori; e o de colo do útero, causado principalmente pelo HPV.
O relatório da OMS aponta uma diferença expressiva entre os sexos quando se trata de câncer ligado a causas evitáveis. Globalmente, 45% dos casos novos entre homens estão associados a fatores que poderiam ser prevenidos, contra 30% entre as mulheres.
Entre os homens, o tabagismo é o principal fator, responsável por cerca de 23% dos novos diagnósticos de câncer. Em seguida, aparecem as infecções associadas à doença (9%) e o consumo de álcool (4%), que continuam tendo um impacto grande no aumento dos casos.
Já entre as mulheres, as infecções são o principal fator de risco, ligadas a 11% dos novos casos de câncer, o que reforça o papel da vacinação e da prevenção de doenças como o HPV.
“O Brasil tem um programa nacional de imunizações muito bem estruturado e presente em todo o país. Mas é preciso torná-lo mais eficaz, ampliando a cobertura e alcançando mais pessoas. Isso exige investimento, divulgação e uma logística capaz de chegar a todas as regiões, além de enfrentar a desinformação promovida por grupos antivacina, que representam um grande desserviço à saúde pública”, ressalta Maltoni.
Na sequência, também vêm o tabagismo (6%) e o índice de massa corporal elevado (3%), indicando que o excesso de peso também contribui para o avanço da doença nesse grupo.
O estudo da OMS mostra que a incidência de câncer evitável varia bastante de acordo com a região e o sexo. Entre as mulheres, a proporção de casos preveníveis vai de 24% no Norte da África e no Oeste da Ásia até 38% na África Subsaariana.
Entre os homens, a maior incidência foi registrada no Leste Asiático, com 57% dos novos casos, enquanto a menor aparece na América Latina e no Caribe, com 28%. Essas diferenças se dão pela exposição desigual aos fatores de risco, como hábitos de vida, poluição, condições de trabalho e infecções.
Além disso, essas diferenças também estão relacionadas com o nível de desenvolvimento socioeconômico de cada região, a eficácia das políticas nacionais de prevenção e a capacidade dos sistemas de saúde de identificar e tratar o câncer de forma precoce.
De acordo com a OMS, investir em medidas de prevenção adaptadas para cada contexto regional — como controle do tabaco, vacinação contra infecções relacionadas ao câncer, melhoria da qualidade do ar e incentivo a hábitos de vida mais saudáveis — pode reduzir de forma significativa o número de casos de câncer no mundo.
Para a OMS, o relatório deixa mais que claro que a prevenção é uma das armas mais poderosas contra a doença. Medidas como ampliar a vacinação contra HPV e hepatite B, endurecer o controle do tabaco e do álcool, melhorar a qualidade do ar e incentivar hábitos mais saudáveis podem evitar milhões de diagnósticos nos próximos anos.
Além de poupar vidas, investir em prevenção também reduz os custos para os sistemas de saúde e diminui o impacto de todos os tipos de câncer sobre as famílias e comunidades.
Um hábito simples, acessível e já presente na rotina de muitas pessoas pode ser decisivo no controle da glicose no sangue: o exercício aeróbico. Segundo a endocrinologista Jamilly Drago, da clínica Metasense, atividades como caminhada, corrida ou bicicleta têm capacidade de reduzir a glicemia de forma eficaz, com resultados comparáveis aos de medicamentos usados no tratamento do diabetes.
Ao contrário da musculação, que pode provocar um aumento inicial da glicemia devido à liberação de adrenalina durante o esforço, o exercício aeróbico promove queda rápida dos níveis de açúcar no sangue. “Nos primeiros 30 minutos já ocorre o fenômeno da redução glicêmica”, explica Jamilly Drago. Por isso, pacientes que utilizam insulina ou medicamentos que podem causar hipoglicemia precisam ter atenção redobrada.
A especialista orienta que a glicemia seja medida antes do início da atividade física e, se necessário, também durante o exercício. “Em alguns casos, é preciso se alimentar antes ou até durante o treino para evitar episódios de hipoglicemia”, afirma.
Já a musculação também contribui para o controle glicêmico, mas de forma diferente. O efeito hipoglicemiante aparece horas depois da atividade e pode durar de três a até seis horas após o treino.
“É nesse período que a musculação mostra seu maior benefício para a glicemia”, destaca a endocrinologista.
Para pessoas com resistência insulínica, a recomendação é combinar exercícios aeróbicos e de força. O ideal é praticar mais de 150 minutos de atividade física por semana, divididos entre três e quatro dias.
“O objetivo é evoluir para 250 a 300 minutos semanais, com sessões de até 45 minutos. Esse é o hábito já comprovado na prevenção do diabetes”, explica.
Entre pessoas que já convivem com a doença, um erro comum é não monitorar adequadamente a glicemia durante a prática de exercícios. Cada organismo reage de forma diferente, e entender essas respostas é essencial para um controle seguro e eficaz.
Além da atividade física, outros hábitos influenciam diretamente a saúde metabólica. Dormir mal, ter sono de baixa qualidade e consumir alimentos ultraprocessados ou fora de horários regulares são hábitos que prejudicam a regulação da glicose.
“A insônia é um dos hábitos mais nocivos e pode contribuir para o surgimento do diabetes”, alerta Jamilly Drago.
A fase preliminar da Copa Libertadores 2026 já tem data marcada para começar e os caminhos definidos para os representantes brasileiros. O torneio continental inicia a etapa de qualificação nesta terça-feira (3/2), com 19 clubes disputando apenas quatro vagas na fase de grupos.
A 1ª fase da etapa eliminatória vai do dia 3 ao dia 12 de fevereiro. Já a 2ª fase será disputada entre 17 e 26 do mesmo mês. A 3ª fase acontece de 3 a 12 de março. Os vencedores dos quatro confrontos da última etapa garantem presença na fase de grupos, que começa em abril.
Confira os confrontos da 1ª fase:
O único jogo desta terça-feira (3/2) é The Strongest, da Bolívia, contra Deportivo Táchira, da Venezuela, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Hernando Siles, em La Paz.
Bahia e Botafogo são os únicos times do Brasil na Pré-Libertadores. Ambos entram diretamente na segunda fase e não podem se enfrentar. O sorteio da Conmebol, realizado em dezembro de 2025, definiu os chaveamentos iniciais.
Os jogos dos brasileiros na Pré-Libertadores:
Além de Botafogo e Bahia, o Brasil tem mais seis times com vagas diretas na fase de grupos. Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Fluminense, Cruzeiro e Mirassol são as equipes já classificadas do país.
Após lutar contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 2025, o Santos volta a ter dificuldades. Com a derrota para o São Paulo no último sábado (31/1) pelo Paulistão 2026, a equipe tem o pior início de temporada no século.
O Peixe acumula sete jogos no ano de 2026, com três derrotas, três empates e apenas uma derrota, o que resulta em um aproveitamento de apenas 28,5%.
A situação se assemelha com o último ano do século XX. Em 2000, o Alvinegro Praiano teve uma vitória, dois empates e quatro derrotas em sete jogos, seis pelo extinto Torneio Rio-São Paulo e um no Campeonato Paulista, o que resultou em 23,81% de aproveitamento em jogos oficiais.
Com a sequência de resultados ruins em 2026, o alerta está ligado no CT Rei Pelé. Após a derrota para o São Paulo no Clássico San-São, o Santos ocupa a 14ª posição com 6 pontos, dois a mais que o Velo Clube, primeiro time dentro da zona de rebaixamento para a Série A2 do torneio estadual.
Para além de seu papel indispensável na cozinha, realçando sabores e ajudando na conservação dos alimentos, o sal está envolvido com males cardiovasculares. Se até então era acusado de elevar a pressão, agora também há indícios de seu papel na formação de placas nas artérias que prejudicam o fluxo sanguíneo e elevam o risco de infarto.
Uma revisão de mais de uma centena de artigos científicos, publicada em novembro no periódico Nutrients, chega para confirmar essa relação. “Esse trabalho e outros recentes têm mostrado que existe um elo direto entre o alto consumo de sal e a aterosclerose”, comenta a nutricionista Valéria Machado, colaboradora em pesquisas no setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da disciplina de Cardiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Entre os principais mecanismos associados a esses efeitos destacam-se evidências de que o exagero pode danificar o endotélio – tapete celular que recobre a parte interna dos vasos –, prejudicando a elasticidade vascular e favorecendo inflamações. “E até a microbiota intestinal é mencionada no artigo”, observa a nutricionista Isis Avelino, do Einstein Hospital Israelita.
Segundo a pesquisa, conduzida por cientistas de universidades da Polônia e da Austrália, altas quantidades de comida salgada podem causar disbiose, que é o desequilíbrio entre as bactérias que habitam o intestino. Essa condição aumenta a produção de uma substância conhecida como N-óxido de trimetilamina (TMAO), que contribui para o acúmulo de gordura nos vasos e o desenvolvimento de placas.
Fique claro que o risco está relacionado aos excessos — na medida certa, o sal é bem-vindo. O cloreto de sódio (seu nome verdadeiro) acrescenta sabor aos pratos, ajuda a reforçar aromas, intensificar gostos e ainda é um precioso conservante.
Antes da invenção da geladeira, a salga era a estratégia para evitar que certos alimentos apodrecessem. Carnes eram colocadas em soluções de água com sal, para que os micro-organismos fossem desidratados, freando a deterioração da comida.
O Brasil se destaca como um dos países que exagera nesse consumo. Enquanto a indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de limitar a ingestão entre 5 e 6 gramas por dia, por aqui alcançamos 12 gramas diárias.
A redução na quantidade pode ser difícil, mas é importante tentar reeducar o paladar. “Deve-se fazer gradualmente”, sugere a nutricionista da Unifesp. No começo a comida tende a parecer pouco saborosa, pois as papilas gustativas levam algum tempo para se adequarem ao gosto menos intenso. Vale ir com calma.
O primeiro passo para reduzir o consumo de sal pode ser dado em casa, no preparo das receitas, inclusive em pratos do cotidiano como o feijão com arroz. “Ervas enriquecem as preparações com aromas e sabores e ainda oferecem substâncias protetoras”, indica a nutricionista do Einstein.
O alecrim e a sálvia vão bem nas carnes, a cebolinha no arroz, o coentro em saladas e ensopados, o manjericão e o orégano nas massas, por exemplo. Esses ingredientes também podem compor o chamado “sal de ervas”, que é a mistura dessas espécies, trituradas no liquidificador com um pouco de sal.
Especiarias como a pimenta também são excelentes, assim como hortaliças, caso do alho e da cebola, que servem de base dos refogados. Valéria Machado tem até uma receita para o aproveitamento integral do alimento.
“Separe as cascas de 4 cebolas, lave numa peneira e leve-as ao forno pré-aquecido para desidratar a 140°C por 10 a 20 minutos, cuidando para não queimar e, em seguida, bata com 100g de sal”, ensina.
Esse tempero enche as preparações de sabor e de quercetina, que tem ação antioxidante, protegendo o coração. Espremer limão nos pratos é outro macete, já que a adstringência do fruto ajuda a espantar a vontade de comer mais salgado.
Quanto às versões “gourmet” que desfilam nas prateleiras, um trabalho realizado no Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a quantidade de sódio do sal refinado comum é praticamente a mesma encontrada em versões como o sal rosa do Himalaia, o negro indiano, o marinho ou a flor de sal. “Mesmo para esses tipos diferenciados, não se deve exceder na quantidade”, reforça a especialista do Einstein.
Outro recado fundamental é prestar atenção aos alimentos industrializados. O ideal é reduzir o consumo de produtos classificados como ultraprocessados, caso de salgadinhos, certos congelados, macarrão instantâneo, temperos prontos, entre outros. O grupo dos embutidos, ou seja, linguiças, salsichas e salames, por exemplo, apresenta elevado teor de sal e deve ser consumido apenas esporadicamente.
Um olhar atento às informações estampadas nas embalagens ajuda bastante. Inclusive, com a nova norma para os rótulos, que traz a lupa com o aviso de “alto em sódio”, essa tarefa ficou mais fácil.
Por fim, vale o lembrete de sempre: para reduzir riscos de males cardiovasculares, além de cuidar da alimentação, é essencial incluir a atividade física no cotidiano, domar o estresse e dormir bem.
O ano de 2026 começa com um alerta meteorológico importante: a chegada da primeira grande onda de calor. Com temperaturas que podem superar os 5°C acima da média por vários dias consecutivos, o fenômeno exige atenção redobrada com a saúde, já que o corpo ainda está se adaptando ao rigor do verão.
Mais do que um simples desconforto térmico, o calor excessivo é um desafio para o nosso sistema cardiovascular e para a regulação da temperatura interna. Quando o ambiente aquece demais, o organismo trabalha dobrado para se resfriar, o que pode levar rapidamente à desidratação e à exaustão.
Uma onda de calor não é apenas um “dia quente”. Ela ocorre quando as temperaturas máximas permanecem muito acima do normal para aquela região e período por, no mínimo, três a cinco dias seguidos.
Essa persistência impede que o corpo resfriem adequadamente durante a noite. É esse calor acumulado que aumenta o risco de problemas de saúde, pois o “descanso térmico” não acontece, sobrecarregando o coração e os rins.

No início do ano, o impacto pode ser ainda maior. Como vínhamos de períodos de transição, a subida brusca dos termômetros pega o metabolismo desprevenido, tornando a adaptação mais difícil.
Embora o calor afete a todos, alguns grupos possuem mecanismos de regulação térmica menos eficientes ou são mais sensíveis à perda de líquidos:
Idosos: A percepção de sede diminui com a idade, e a pele mais fina tem maior dificuldade em dissipar o calor.
Crianças e bebês: Possuem uma superfície corporal maior em relação ao peso, o que facilita a desidratação rápida.
Gestantes: A variação hormonal e o esforço circulatório natural da gravidez tornam o calor mais exaustivo.
Doentes crônicos: Pessoas com problemas cardíacos, renais ou diabetes devem monitorar a pressão e a hidratação com rigor.
Para enfrentar a onda de calor, a prevenção é a sua melhor aliada. Pequenas mudanças na rotina fazem uma diferença enorme no funcionamento do seu organismo.
Não espere sentir sede para beber água. A sede já é um sinal de desidratação leve. Mantenha uma garrafa sempre por perto e aumente o consumo de sucos naturais e água de coco.
Além disso, evite bebidas alcoólicas e com muito açúcar, pois elas podem favorecer a perda de líquidos.
Tente evitar a exposição direta ao sol entre as 10h e as 16h, quando a radiação UV e o calor são mais intensos.
Se precisar sair, opte por roupas de tecidos naturais (como algodão e linho), que permitem que a pele respire, e não esqueça do protetor solar, chapéu e óculos escuros.
Nos dias de calor intenso, o processo digestivo fica mais lento. Priorize refeições leves, ricas em frutas, verduras e legumes.
Evite alimentos muito gordurosos ou pesados, que exigem muita energia do corpo para a digestão, aumentando a sensação de calor interno.
Dois temas têm atraído os leitores da coluna Claudia Meireles: glicose alta e gordura no fígado, condição que afeta 30% da população brasileira. Diante dessa procura, a endocrinologista e metabologista Jacy Maria Alves foi requisitada para responder se o aumento do açúcar no sangue pode gerar a esteatose hepática.
Segundo a mestra em medicina interna, o descontrole da glicose é um dos grandes vilões para a saúde do fígado, órgão com mais de 500 funções, como atuar na desintoxicação do organismo e armazenar vitaminas e energia. “Mas, para entender como proteger sua saúde, precisamos ir além do óbvio”, argumenta a especialista.
Para explicar a relação entre as duas condições, a médica cria uma narrativa: “Imagine que o seu fígado é uma fábrica de processamento de energia. Quando existe excesso de glicose circulando no sangue — algo em comum em quem tem uma dieta rica em açúcares e farinhas refinadas —, o órgão precisa fazer algo com essa sobra de energia.”
A endocrinologista salienta que ao ficar nessa situação, o fígado encontra como solução: “Transformar esse açúcar em gordura (triglicerídeos) para estocar”. Jacy pontua que o quadro de glicose alta constante, como nos casos de diabetes tipo 2 ou na resistência à insulina, hormônio que regula o nível glicêmico, é um grande problema.

“O fígado começa a acumular essa gordura dentro das próprias células. O órgão entra no modo estocagem e perde a capacidade de queimar gordura eficientemente”, acrescenta a especialista certificada em medicina do estilo de vida. Ela endossa que o mais alarmante é quando esse cenário “vira uma bola de neve”.
A gordura acumulada no fígado atrapalha a ação da insulina. “Com esse hormônio funcionando mal, o açúcar no sangue sobe ainda mais, e o corpo responde produzindo mais gordura no fígado. É um ciclo que conecta diretamente o diabetes à esteatose hepática”, enfatiza a metabologista.

A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio gastrointestinal que afeta o funcionamento do intestino e pode provocar sintomas crônicos e recorrentes. A condição não causa lesões permanentes, mas costuma trazer desconforto e interferir na rotina, já que as manifestações variam em intensidade e frequência ao longo do tempo.
A coloproctologista Aline Amaro, da clínica Primazo, em Brasília, explica que os sinais mais frequentes envolvem dor ou desconforto abdominal, sensação de inchaço, gases e alterações no hábito intestinal. “Pode variar mais para diarreia, mais para intestino preso, ou alternando entre os dois”, afirma.
Segundo a médica, é comum que a dor se relacione às evacuações e que as fezes mudem de consistência. O quadro costuma alternar entre períodos de crise e melhora, o que gera insegurança no dia a dia.
“O impacto costuma ser grande na rotina, porque a pessoa passa a ter medo de comer fora, de viajar, de trabalhar longe do banheiro, ou de ter sintomas em situações de estresse”, diz Aline.
A síndrome do intestino irritável pode se confundir com condições mais graves. “O que acende alerta para causas mais graves é quando aparecem sinais como sangue nas fezes, anemia, febre, perda de peso sem explicação, diarreia que acorda a pessoa à noite, dor progressiva que não melhora, massa abdominal, ou início dos sintomas em idade mais avançada, especialmente após os 50 anos”, afirma Aline.
Nessas situações, é necessário investigar com exames laboratoriais, análise de fezes e, em alguns casos, colonoscopia, para descartar doenças inflamatórias intestinais ou câncer colorretal.
A gastroenterologista Daniela Carvalho, da clínica Gastrocentro, em Brasília, explica que há um perfil mais comum entre os pacientes. “A SII é mais comum em mulheres, adultos jovens e pessoas com níveis elevados de estresse e ansiedade”, diz.
A médica reforça que fatores emocionais costumam influenciar o quadro, mas não se trata de um problema “apenas psicológico”. Ela explica que o intestino e o cérebro se comunicam diretamente, o que pode intensificar sintomas em períodos de pressão emocional.
“Também é comum que pacientes com sono ruim ou em períodos de alta pressão emocional tenham sintomas mais intensos, não porque ‘é psicológico’, mas porque existe uma comunicação direta entre intestino e cérebro”, afirma Aline.
Alguns casos começam após episódios de infecção intestinal, chamada síndrome do intestino irritável pós-infecção.
Os gatilhos variam de pessoa para pessoa, mas alguns fatores aparecem com frequência. “Os mais comuns são períodos de estresse, ansiedade, noites mal dormidas, rotina desorganizada e alguns padrões alimentares, principalmente refeições volumosas, comer rápido, excesso de gordura, álcool, muita cafeína, bebidas gaseificadas e alimentos que fermentam mais em algumas pessoas”, explica Aline.
Daniela completa que alimentos fermentáveis, alterações hormonais e privação de sono também podem intensificar os sintomas. Segundo ela, em mulheres, é relativamente comum haver piora no período menstrual, por influência hormonal e maior sensibilidade à dor.
O tratamento da SII envolve mudanças individualizadas na alimentação, além de estratégias para manejar o estresse e melhorar o estilo de vida. Medicamentos também podem ser necessários em alguns casos.
“A SII não é grave, mas pode ser limitante, e com acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e recuperar qualidade de vida”, conclui Daniela.
O Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix passou por uma atualização e, desde esta segunda-feira (2/1), entrou em vigor de forma obrigatória para todas as instituições financeiras que participam do sistema.
A principal novidade é a ampliação do rastreamento do caminho percorrido pelos valores transferidos em casos de fraude, golpe ou coerção, permitindo que os recursos sejam bloqueados e devolvidos, mesmo que tenham sido rapidamente repassados a outras contas após a transação inicial.
Antes da mudança, o MED só permitia o bloqueio e a devolução a partir da primeira conta que recebeu o Pix fraudulento, o que muitas vezes frustrava a recuperação do dinheiro, pois golpistas transferiam rapidamente os valores para outras contas.
Com o MED 2.0, as instituições agora podem seguir e compartilhar informações sobre o percurso do dinheiro em múltiplas contas, aumentando as chances de bloquear a cadeia de depósitos e recuperar os valores desviados.
O procedimento é acionado pelo cliente diretamente no aplicativo do banco ou instituição de pagamento, por meio do botão de contestação em casos de suspeita de fraude.
Após a contestação, as instituições envolvidas têm um prazo para analisar e bloquear os recursos e, se comprovada a fraude, a devolução pode ocorrer em até cerca de 11 dias após a notificação.
A medida também visa desestimular a prática de usar contas intermediárias e esquemas de pulverização de valores para dificultar a recuperação.
O eclipse solar anular vai proporcionar uma exibição fascinante no céu de algumas partes do mundo em 17 de fevereiro. O evento celeste, também conhecido como “anel de fogo” ocorre quando a Lua se alinha entre a Terra e o Sol.
O fenômeno astrônomico recebe o nome de “anel de fogo” devido a sua aparência visual no momento em que ocorre a transição de posicionamento envolvendo os três corpos celestes.
O eclipse solar anular altera drasticamente a aparência do Sol e da Lua e, quando ambos se alinham, o diâmetro aparente fica menor do que o Sol, com a sombra da Lua cobrindo parcialmente o astro luminoso, desenvolvendo um “anel de fogo no céu”; por isso, o nome do fenômeno.
No entanto, o evento celeste não será visível no Brasil. Segundo o Observatório Nacional, instituto vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o eclipse solar anular será visível apenas no extremo sul da América do Sul e na Antártica.
Este ano, os brasileiros acompanharão o “anel de fogo” somente via transmissão oficial, ainda de acordo com o Observatório Nacional.
A frustração dos brasileiros é apenas passageira, porque o fenômeno astrônomico que embeleza o céu do Brasil está previsto para 6 de fevereiro de 2027. Será um eclipse solar anular, no qual a faixa de anularidade passará raspando em território nacional.
No próximo ano, os moradores do Rio de Janeiro vão ter de ir pro mar para filmar o eclipse. Tanto no eclipse total quanto no anular a Lua se alinha entre a Terra e o Sol, bloqueando toda ou a maior parte da luz solar em uma parte da superfície da Terra.
No eclipse de outubro de 2023, o ON coordenou uma grande ação integrada internacional para observação e transmissão do evento astronômico. A transmissão do Eclipse Anular do Sol pelo ON superou 2,2 milhões de visualizações.
Além disso, a NASA e o Time and Date retransmitiram as imagens brasileiras.
Para observar o fenômeno, é necessário utilizar óculos e filtros solares específicos. Nunca olhe diretamente para o eclipse sem proteção.
Previsto para 17 de fevereiro, apenas na Antártica o fênômeno poderá ser observado por completo, como um “anel de fogo”. Em outros locais, ele será observado como um eclipse parcial, ocultando parcialmente a luminosidade do Sol.
Veja a lista:
Antártica
Regiões remotas
América do Sul
Argentina e Chile (extremo sul)
África
África do Sul, Botsuana, Comores, Eswatini, Lesoto, Madagascar, Malawi, Maurício, Mayotte Moçambique, Namíbia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue.
Territórios e ilhas oceânicas:
Geórgia do Sul e Ilhas Sandwich do Sul, Reunião, Seicheles, Território Britânico do Oceano Índico, Territórios Franceses do Sul (Ilhas Kerguelen e Amsterdã).
