
As geleiras, que constituem os reservatórios ocultos de água do mundo, são uma fonte de vida para bilhões de pessoas. O derretimento sazonal das montanhas e das geleiras alimenta alguns dos rios mais importantes do planeta, como o Indo, o Nilo, o Ganges e o Colorado, que, juntamente com outros rios de montanha, fornecem irrigação para as lavouras, abastecem com água potável quase 2 bilhões de pessoas e impulsionam a produção de energia elétrica.
À medida que as geleiras encolhem e desaparecem, as mudanças nos fluxos de água representam um risco cada vez maior para a segurança alimentar, a segurança do abastecimento de água e a segurança dos meios de subsistência de bilhões de pessoas.
No curto prazo, o derretimento acelerado pode desencadear perigos ambientais: inundações repentinas, formação de lagos na base das geleiras, avalanches e deslizamentos de terra.
No longo prazo, as geleiras, como fontes de água, simplesmente desaparecerão.
Até o final do século, a maioria das geleiras fornecerá muito menos água do que hoje, o que prejudicará tanto a agricultura dos povos das montanhas quanto os grandes celeiros das áreas de terras baixas situadas a jusante.
As montanhas cobrem mais de um quarto da superfície terrestre do planeta e abrigam 1,2 bilhão de pessoas, mas essas regiões estão se aquecendo a uma velocidade superior à média global.
As comunidades de montanha são especialmente vulneráveis à crescente variabilidade climática e à diminuição da disponibilidade sazonal de água para a agricultura e a irrigação. Como frequentemente não há uma alternativa viável de abastecimento de água, a perda da produção agrícola pode forçar deslocamentos associados ao clima e aumentar a instabilidade.
Em cinco dos últimos seis anos, foram registrados recordes históricos na velocidade de retração das geleiras, e as consequências já estão sendo sentidas.
Temporadas de neve mais curtas
Comunidades em todo o mundo, dos Andes ao Himalaia, estão vivenciando temporadas de neve mais curtas, escoamentos irregulares e a perda de fontes seguras de água. No Peru, o recuo das geleiras reduziu drasticamente a produtividade das lavouras. No Paquistão, a diminuição do derretimento ameaça os ciclos sazonais de plantio.
Muitas geleiras já atingiram seu pico hídrico — isto é, o ponto máximo de escoamento da água do degelo, a partir do qual a vazão passa a diminuir gradualmente — ou deverão alcançá-lo nas próximas duas ou três décadas.
Isso significa que, à medida que o crescimento populacional aumente ainda mais a demanda por água, as pessoas que dependem de rios alimentados por geleiras enfrentarão escassez crescente.
Além das implicações científicas e de sobrevivência, o desaparecimento das geleiras elimina algo menos tangível, mas igualmente profundo. Para os Povos Indígenas e as comunidades de montanha da Ásia, da América Latina, da África e do Pacífico, as geleiras são sagradas.
Seu derretimento enfraquece tradições, rituais, identidades e patrimônios culturais associados às paisagens montanhosas há séculos.
Embora ainda haja tempo para reagir, as respostas globais continuam fragmentadas e insuficientes. Por esse motivo, as Nações Unidas declararam 2025 como o Ano Internacional da Conservação das Geleiras, o que constitui um lembrete claro da importância de conservar esses ecossistemas congelados para proteger o nosso futuro.
Segurança alimentar
Para garantir a segurança alimentar e do abastecimento de água, dos picos mais altos até as planícies, é urgentemente necessário um avanço em políticas, investimentos e governança.
De modo geral, é preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar a gestão da água e fortalecer os sistemas de alerta precoce, a agricultura adaptativa e os sistemas agroalimentares sustentáveis.
Devemos transformar os desafios decorrentes do derretimento das geleiras em oportunidades que beneficiem todas as pessoas.
A agricultura, um dos principais usuários de água e um setor-chave para a adaptação, pode ser uma solução em si mesma se for aprimorada de forma sustentável. Algumas técnicas que as comunidades de montanha aplicam há séculos, como o cultivo em terraços, a agroecologia, a agrofloresta e a diversificação de culturas, ajudam a proteger o solo e a água, reduzem o risco de desastres e sustentam os meios de vida.
Essas iniciativas de adaptação devem ser inclusivas e valorizar os conhecimentos dos Povos Indígenas para enfrentar vulnerabilidades centrais, como a pobreza e a desigualdade de gênero.
Também precisamos mobilizar investimentos em infraestrutura hídrica e agrícola. Nesse sentido, é necessário captar mais financiamento climático para apoiar comunidades de montanha vulneráveis, que enfrentam dificuldades de acesso à capacitação, ao financiamento e à inovação.
Além disso, os governos devem harmonizar suas estratégias, políticas e planos para enfrentar esse vínculo crucial entre água, agricultura e resiliência às mudanças climáticas. Com frequência, as montanhas não são consideradas na formulação das políticas climáticas nacionais nem nos marcos globais de adaptação.
Cooperação transfronteiriça
Precisamos de políticas e parcerias para sistemas hídricos alimentados por geleiras, iniciativas de cooperação transfronteiriça e mecanismos de compartilhamento de riscos e de alerta precoce, especialmente considerando que os rios alimentados por geleiras costumam atravessar vários países.
Essas medidas incluem também a revisão das estratégias de alocação de água em toda a bacia, bem como dos planos e investimentos em infraestrutura, a fim de melhorar a eficiência do uso da água para irrigação e intensificar o monitoramento e a pesquisa sobre as geleiras.
A preparação para um mundo com menos geleiras e menor vazão de suas preciosas águas exige inovação e coordenação. No Quirguistão, a FAO ajudou especialistas a construir geleiras artificiais, ou seja, torres de gelo criadas por meio da pulverização de água de montanha, que se derretem gradualmente no verão.
Somente na região de Batken, essa iniciativa permitiu armazenar mais de 1,5 milhão de metros cúbicos de gelo, quantidade suficiente para irrigar até 1.750 hectares.
Em Ladakh (Índia), a empresa social Acres of Ice construiu reservatórios de gelo automatizados para captar água não utilizada durante o outono e o inverno e congelá-la até a primavera. Nos Andes peruanos, está em curso uma iniciativa comunitária baseada em um sistema de filtragem natural com plantas nativas para combater a degradação da qualidade da água causada pelos minerais expostos pelo recuo das geleiras.
Ainda assim, há muito a ser feito, juntos. As geleiras são importantes porque a água é importante. Se ignorarmos seu rápido retrocesso, colocaremos em risco a segurança alimentar e o abastecimento de água em todo o mundo.
A FAO é o organismo responsável pela celebração mundial do Dia Internacional das Montanhas, coordenada pela Secretaria da Aliança para as Montanhas, que recebe apoio financeiro dos governos de Andorra, Itália e Suíça. A Secretaria trabalhou em estreita colaboração com a UNESCO e a Organização Meteorológica Mundial, no Ano Internacional da Conservação das Geleiras (2025)
Segundo dados do Banco Central (BC), as transferências via Pix bateram recorde em 2025 e movimentaram R$ 35,36 trilhões. Foram feitas quase 80 bilhões de transações bancárias no período.
Em comparação com 2024, o volume cresceu 33,6%, quando as movimentações totalizaram R$ 26,24 trilhões.
O volume de transações também ficou acima do observado no ano anterior. Em 2025, foram realizadas 79,8 bilhões de operações, contra 63,5 bilhões de transferências registradas pelo Banco Central em 2024.
Em medida mais recente, o Banco Central determinou que as instituições financeiras adotem novas normas para permitir a devolução de valores em situações de fraude ou falhas operacionais.
Até então, a restituição dependia exclusivamente da conta utilizada no golpe, mas os criminosos costumam retirar ou transferir os recursos rapidamente para outras contas, o que dificulta o rastreamento do dinheiro.
Para os próximos anos, o BC segue estudando as regras para o Pix parcelado, modalidade para aqueles que não têm cartão de crédito, um total de quase 60 milhões de pessoas.
Quem nunca imaginou, quando criança, que seu quarto era um castelo ou estar em um jogo de futebol emocionante? O “faz de conta” é uma das formas mais importantes de atividade lúdica e mostra a capacidade dos humanos de criar cenários através da criatividade.
Mas um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriu que a habilidade da imaginação não é exclusiva dos humanos. O trabalho mostra que o macaco Kanzi, famoso por ser o mais inteligente do mundo, demonstrou ter a habilidade de brincar de “faz de conta”, assim como nós.
A pesquisa foi realizada antes da morte do animal criado em cativeiro, em março de 2025. Os resultados estão disponíveis na revista Science desde a quinta-feira (5/2).
Relatos anteriores já mostravam chimpanzés fêmeas na natureza carregando gravetos como se fossem bebês, e primatas em cativeiro arrastando blocos imaginários após brincar com objetos reais.
Assim, os pesquisadores buscaram analisar se isso de fato ocorre. O animal escolhido para a tarefa foi Kanzi, que apesar de não ser um chimpanzé, era um bonobo, um grupo primata bem próximo. Ele era considerado o mais inteligente do mundo por ter aprendido a se comunicar com humanos através de símbolos gráficos.
Para testá-lo, os pesquisadores fizeram uma “festa do suco”. Eles despejaram um suco imaginário em dois copos; em seguida, fingiram deixar um deles vazio. Posteriormente, ao questionar qual Kenzi preferia, ele apontou para o copo “cheio” em 68% das vezes.
Em outro teste, agora com suco de verdade, ele optou pelo copo com o líquido verdadeiro em 80% das vezes. “Isso sugere que ele realmente consegue diferenciar entre suco de verdade e suco imaginário”, diz Amalia, em entrevista ao portal Science Alert.
Por fim, em tarefa semelhante com uvas, Kanzi escolheu o pote com frutas imaginária em 69% das tentativas.
Apesar dos resultados promissores, ainda não é consenso entre a comunidade científica que os macacos selvagens são capazes de fingir e ter a distinção correta entre a imaginação e a realidade, assim como nós. Isso porque Kanzi era um animal treinado e criado em cativeiro.
Novos estudos serão necessários para compreender mais detalhes sobre a mente dos primatas.
Uma proposta do Ministério Público Eleitoral (MPE), apresentada pelo procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves nesta quinta-feira (5/2) sugere a aplicação de multas de R$ 5 mil a R$ 30 mil para quem produzir ou divulgar, em propaganda eleitoral, desinformação com conteúdo fabricado ou manipulado por inteligência artificial (IA), durante as eleições de 2026.
Segundo o MP, a multa também deve ser aplicada ao candidato beneficiado, quando for comprovado o conhecimento prévio da divulgação, além do autor do material.
De acordo com o autor da proposta, o objetivo é uniformizar entendimentos na Justiça Eleitoral e fortalecer o combate à desinformação.
A sugestão foi feita durante audiência pública, com a participação de partidos políticos, instituições públicas e representantes da sociedade civil, e pode valer já no pleito eleitoral de 2026.
Além dessa, o MP Eleitoral apresentou outras 80 propostas de alteração nas resoluções sobre diversos temas, como registro de candidatura, financiamento e pesquisa eleitoral. Todas as sugestões serão analisadas pelos ministros para a definição das novas normas.
Para que a multa comece a valer, proposta ainda deve ser aprovada.
As eleições para os cargos de deputadas e deputados estaduais, federais e distritais, senadoras e senadores, governadores, além do cargo de presidente da República, devem ocorrer nos dias 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno). As datas já foram confirmadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fósseis encontrados na Espanha podem fornecer novas pistas sobre como os dinossauros evoluíram, segundo um estudo publicado neste domingo (01/02) no jornal científico Papers in Paleontology.
O pesquisador Fidel Torcida Fernandez-Baldor, do Museu de Dinossauros de Salas de los Infantes, no norte da Espanha, descobriu os fósseis, que juntos representam pelo menos cinco dinossauros individuais de uma espécie até então desconhecida: o Foskeia pelendonum. O museu se concentra em fósseis do período Cretáceo.
“Desde o início, sabíamos que esses ossos eram excepcionais devido ao seu tamanho diminuto. É igualmente impressionante como o estudo deste animal derruba ideias globais sobre a evolução dos dinossauros ornitópodes”, disse Fernandez-Baldor em nota à imprensa divulgada pela Universidade Vrije de Bruxelas, que contribuiu para o estudo.
Os ornitópodes herbívoros são um dos sete principais grupos de dinossauros. O nome ornitópode significa “pé de pássaro”, já que esses dinossauros se locomoviam sobre duas patas. O Iguanodon, que chegava a medir até nove metros de comprimento, é uma das mais populares espécies de ornitópode.
Fósseis do recém-descoberto Foskeia pelendonum mostram que o dinossauro media pouco mais de meio metro de comprimento. O nome Foskeia, em grego, do qual muitos nomes de dinossauros derivam, significa algo próximo a “de forragem leve”, de acordo com a Universidade Livre de Edimburgo.
“Este não é um ‘mini Iguanodon’, é algo fundamentalmente diferente […] sua anatomia é peculiar, precisamente da maneira que permite reescrever árvores evolutivas”, disse a coautora do estudo Penelope Cruzado-Caballero, da Universidade de La Laguna, na Espanha.
A equipe de paleontólogos que assina o estudo se diz fascinados pela complexidade do minúsculo crânio do Foskeia.
Marcos Becerra, da Universidade Nacional de Córdoba, observou que “a miniaturização não implica simplicidade evolutiva; este crânio é peculiar e hiperderivado”, segundo consta no comunicado de imprensa.
Já Thierry Tortosa, da Reserva Natural Sainte Victoire, na França, afirmou que o dinossauro “ajuda a preencher uma lacuna de 70 milhões de anos; uma pequena chave que destranca um vasto capítulo perdido”.
Paul-Emile Dieudonné, da Universidade Nacional de Rio Negro, na Argentina, que liderou o estudo, escreveu que o “tamanho extremamente pequeno” do Foskeia era notável. “Ele, no entanto, preserva um crânio altamente derivado [ou seja, com características não presentes em seus ancestrais mais antigos], com inovações anatômicas inesperadas”.
“Esses fósseis provam que a evolução experimentou de forma tão radical em tamanhos corporais pequenos quanto em tamanhos grandes. O futuro da pesquisa sobre dinossauros dependerá da atenção dada ao humilde, ao fragmentário, ao pequeno”, concluiu Dieudonné.
De acordo com informações da BBC News, Mandelson virou alvo de uma investigação no Reino Unido que apura suposta má conduta pública do político. Ele é suspeito de possível uso e divulgação de informações políticas e econômicas sensíveis.Ainda segundo o jornal inglês, as investigações estão em andamento, e não houve pedido de prisão contra o político.
Peter Mandelson é casado com o brasileiro Reinaldo Ávila da Silva e, até o ano passado, era embaixador do Reino Unido em Washington, mas foi demitido do cargo devido ao envolvimento com Epstein.
Jeffrey Epstein era um bilionário financista norte-americano com conexões em altos círculos políticos, financeiros e artísticos. Ele foi acusado de abusar sexualmente de centenas de meninas menores de 18 anos entre os anos 1990 e 2000
Epstein chegou a ser preso duas vezes, em 2008 e em 2019. Após a segunda prisão, ele foi encontrado morto. O óbito, oficialmente, foi tratado como suicídio, mas ainda gera teorias da conspiração. Desde que arquivos sobre a prisão foram revelados, nomes de políticos e figuras públicas têm sido relacionados aos casos de abuso sexual e exploração sexual infantil.
Peter Mandelson é uma das pessoas citadas em arquivos de Epstein, que o magnata considerava um amigo e tinha o hábito de trocar e-mails. Mandelson manteve contato com Epstein, mesmo após a condenação. As mensagens trocadas entre os dois foram divulgadas e revelaram o grau de proximidade entre os dois.
“Os e-mails mostram que a profundidade e a extensão do relacionamento de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein são materialmente diferentes daquelas conhecidas na época de sua nomeação”, chegou a informar o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido.

O faturamento da indústria de transformação no Brasil recuou pela quarta vez em seis meses, em dezembro do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6/2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o levantamento da entidade, a queda do faturamento no último mês de 2025 foi de 1,2%. No acumulado do ano passado, houve ligeira alta de 0,1% em relação a 2024, o que configura um quadro de estabilidade.
A queda registrada em dezembro foi a quarta em um período de seis meses, o que mostra que a atividade industrial brasileira recuou no segundo semestre do ano passado.
Até junho de 2025, o faturamento do setor acumulava crescimento de 5,7% em relação aos primeiros seis meses de 2024. A sequência negativa no segundo semestre, no entanto, reverteu o cenário positivo.
A estabilidade no faturamento industrial no ano passado vem depois de um ano positivo. Em 2024, o indicador havia fechado em alta de 6,2% – a maior em 14 anos, segundo a CNI.
Além do faturamento, resultados recentes do número de horas trabalhadas na produção e de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) reforçam a queda da atividade industrial do país.
Em dezembro, de acordo com o levantamento da CNI, o total de horas trabalhadas na produção caiu 1% em relação a novembro – foi o quarto resultado negativo em seis meses.
Por outro lado, o desempenho positivo do indicador no primeiro semestre compensou a sequência negativa, e o índice acabou fechando 2025 com alta de 0,8%.
Já UCI, por sua vez, recuou 0,4 ponto percentual em dezembro, para 76,8%. Em 2025, a UCI média ficou 1,2 ponto percentual abaixo da registrada no ano anterior.
“Esse desempenho é reflexo do patamar elevado das taxas de juros, que encarecem o crédito para empresários e consumidores. Essa é a principal causa da perda de ritmo da indústria, agravada pela forte entrada de produtos importados, particularmente de bens de consumo. Essas importações capturam parte importante do mercado consumidor”, afirma Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Ainda segundo os dados divulgados pela CNI, o emprego na indústria brasileira recuou 0,2% em dezembro de 2025, o quarto resultado negativo em sequência.
Mesmo assim, no acumulado do ano, houve crescimento de 1,6% em relação a 2024.
“No fim do ano passado, os indicadores relacionados ao emprego deram sinais mais claros de desaceleração, mas o mercado de trabalho segue aquecido, ainda que em ritmo mais fraco do que o apresentado em 2024”, avalia Nocko.
Em dezembro, a massa salarial real recuou 0,3% – quinta queda em um período de seis meses. No segundo semestre do ano passado, a massa salarial subiu apenas em novembro (+1,4%). O indicador fechou o ano em baixa de 2,1% em relação a 2024.
O rendimento médio real fechou em leve alta de 0,2% em dezembro, após avançar 1,4% em novembro. O saldo de 2025, entretanto, ficou negativo, com queda de 3,6% na comparação anual.
A Holanda devolveu nesta quinta-feira (06/02) uma escultura de 3.500 anos ao Egito que foi saqueada do país. O artefato, uma cabeça esculpida em pedra, entrou ilegalmente na Holanda e foi descoberto numa feira em 2022.
Uma investigação da polícia holandesa e da inspetoria de patrimônio cultural confirmou em 2025 que a escultura havia sido saqueada e removida ilegalmente do Egito. Ela teria sido roubada provavelmente durante os distúrbios da Primavera Árabe entre 2011 e 2012. Uma década depois, ela reapareceu numa feira de artes e antiguidades em Maastricht. As autoridades chegaram ao objeto após uma denúncia anônima.
Especialistas acreditam que o artefato, uma cabeça de pedra que fazia parte de uma estátua em bloco, veio de Luxor, no sul do Egito. Ele retrataria um alto funcionário do reinado do faraó Tutmés 3° (1479–1425 a.C.).
A peça foi confiscada em 2022 em uma feira de arte na cidade holandesa de Maastricht. A galeria Sycomore Ancient Art, que havia adquirido o objeto mas tinha dúvidas sobre sua procedência, entregou-o voluntariamente após o início da investigação.
"Nosso princípio é devolver o que não nos pertence e sempre devolvê-lo ao grupo cultural ou país ao qual é de direito", disse o ministro da Cultura da Holanda, Gouke Moes, ao entregar o artefato ao embaixador egípcio.
O embaixador do Egito na Holanda, Emad Hanna, afirmou que seu país monitora artefatos que aparecem em exposições ou leilões. "Isso significa muito para nós em termos de turismo e economia, porque, no fim das contas, quando turistas vão ao Egito para ver essas coisas, isso definitivamente faz diferença", acrescentou.
Os planos do Egito para exibir a escultura ainda não estavam definidos. Em novembro, o Egito inaugurou o Grande Museu Egípcio (GEM), localizado nos arredores do Cairo.
Projetado pelo escritório irlandês Heneghan Peng Architects, o imponente edifício ocupa cerca de 500 mil metros quadrados – o equivalente a cerca de 70 campos de futebol. Ele tem espaço suficiente para mais de 100 mil artefatos que representam sete milênios de história egípcia, incluindo antiguidades faraônicas, gregas e romanas. Isso o torna o maior museu do mundo dedicado a uma única civilização.
O grande destaque da exposição permanente é a coleção completa do faraó Tutancâmon, que inclui mais de 5 mil artefatos recuperados de sua tumba que serão expostos pela primeira vez, além de sua lendária máscara funerária de ouro. Outro item da coleção é o barco funerário de 42 metros de comprimento e mais de 4 mil anos do faraó Quéops, também conhecido como barco de Khufu, a maior e mais antiga embarcação de madeira encontrada no Egito.
Caminhar é uma das atividades físicas mais acessíveis e recomendadas para a saúde, mas o horário escolhido para a prática pode potencializar — ou limitar — seus benefícios. Segundo o educador físico Fernando Castro, não existe um momento único ideal para todos: o melhor horário é aquele que se adapta aos objetivos, à rotina e às condições de saúde de cada pessoa.
De acordo com o especialista, a escolha do horário deve levar em conta o que se pretende alcançar com a caminhada.
“O melhor horário é aquele que faz sentido para o objetivo individual e que pode ser mantido com regularidade”, afirma.
A caminhada matinal costuma ser associada a ganhos importantes para o organismo. Praticada logo no início do dia, ela ajuda a regular o ritmo biológico, melhora a disposição ao longo das horas seguintes e pode contribuir para o controle do apetite.
Outro benefício está relacionado à saúde metabólica. “Em pessoas com resistência à insulina ou diabetes, caminhar pela manhã pode favorecer o controle da glicemia”, explica Fernando.

Quando realizada com exposição solar adequada, especialmente entre o fim da manhã e o início da tarde, a atividade também contribui para a síntese de vitamina D, essencial para a saúde óssea, imunológica e metabólica. No entanto, o especialista faz um alerta.
“Pessoas com histórico de problemas de pele, sensibilidade ao sol ou risco aumentado para lesões cutâneas devem ter cautela e, em alguns casos, optar por outro horário”, orienta.
Para quem busca melhor desempenho físico, o período da tarde ou início da noite pode ser mais vantajoso. Nesses horários, o corpo costuma estar mais aquecido, com maior mobilidade articular e eficiência muscular, o que reduz o risco de lesões e permite um ritmo mais intenso.
Além disso, caminhar após o expediente funciona como uma válvula de escape para o estresse. “É uma excelente estratégia para aliviar a tensão do dia, melhorar o humor e ainda se encaixar melhor na rotina de muitas pessoas”, destaca o professor.
Independentemente do horário, a caminhada regular oferece ganhos comprovados para a saúde. A prática melhora a saúde cardiovascular, auxilia no controle do peso, aumenta a sensibilidade à insulina, fortalece músculos e articulações e contribui para o bem-estar mental, além de reduzir o risco de doenças crônicas.
Segundo Fernando Castro, o fator decisivo não é o relógio, mas a constância.
“Existe sempre uma relação entre o objetivo e o melhor momento para caminhar. Mas, acima de tudo, o mais importante é manter a prática regular e adequada às condições individuais”, conclui.
No fim das contas, o melhor horário para caminhar é aquele que cabe na rotina — e se transforma em hábito.
A paciência da torcida cruzeirense com o técnico Tite chegou ao limite na noite desta quinta-feira (5/2), no Mineirão. Após a derrota por 2 x 1 para o Coritiba, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro 2026, parte da arquibancada celeste não mediu palavras e destinou vaias e xingamentos ao treinador.
Gritos de “Ei, Tite, vai tomar no c*” e “Adeus, Tite!” se misturaram às vaias intensas e pedidos explícitos de demissão nas arquibancadas do Cruzeiro.
Veja:
O jogo começou promissor para o Cruzeiro, que abriu o placar, mas viu o Coritiba virar na segunda etapa com gols que expuseram falhas defensivas e lentidão no meio-campo.
A virada, confirmada aos minutos finais, fez o estádio virar um caldeirão de protestos. O lateral-direito William, substituído ainda no segundo tempo, também foi alvo de vaias pesadas ao deixar o campo, mas o foco principal recaiu sobre o treinador.
Outros cânticos incluíam “Adeus, Tite!” e pedidos diretos para que o comandante peça demissão. A pressão já vinha crescendo desde o início da temporada: em oito jogos sob o comando de Tite, após sua chegada para substituir Leonardo Jardim, o time acumula cinco derrotas.
Após o apito final, Tite se reuniu com o dono da SAF, Pedro Lourenço, no vestiário, encontro que durou alguns minutos e foi notado pela imprensa. Em entrevista coletiva, o treinador não fugiu da responsabilidade.
“A responsabilidade do técnico é a maior. Respeito o torcedor e tenho comigo o sentimento dele. Ele é o objetivo maior do clube. Não me isento da culpa pelo momento ruim”, disse.
Tite admitiu que o time precisa melhorar urgentemente em intensidade e consistência, mas evitou falar diretamente sobre uma possível saída.
As sobrancelhas nem ocupam um espaço tão grande no rosto, mas cumprem várias funções ao mesmo tempo. O mais comum é pensar que elas protegem os olhos de suor, água da chuva e partículas do ambiente — e, realmente, elas fazem tudo isso. Mas, ainda assim, essas não são as principais razões da sua importância para os humanos.
As sobrancelhas são muito importantes para a comunicação não verbal. Movimentos sutis da testa e das sobrancelhas mudam o sentido de uma expressão, reforçam gestos e ajudam a mostrar emoções. No convívio social, a leitura do rosto ajuda a orientar reações, aproximar pessoas e organizar as interações, mesmo sem o uso da fala.
O formato arqueado das sobrancelhas não é à toa, ele ajuda a desviar o suor e a água da chuva para as laterais do rosto, evitando que escorram direto para os olhos. Os fios também barram um pouco de poeira e sujeira do dia a dia, diminuindo a ardência e o incômodo, principalmente em dias mais quentes ou durante atividades físicas.
Mesmo assim, essa função de proteção não explica sozinha por que as sobrancelhas são tão marcantes no rosto humano. Outros animais também lidam com suor, chuva e poeira, mas não têm sobrancelhas tão definidas quanto as nossas.
Mesmo que ajudem a proteger os olhos, as sobrancelhas são muito mais relevantes pela função social. Elas fazem parte do sistema de comunicação do rosto, ajudando a transmitir emoções como surpresa, dúvida, tristeza, irritação e alegria.
Essa leitura rápida do rosto acontece o tempo todo, mesmo sem que as pessoas percebam. Em uma conversa, o cérebro interpreta o movimento das sobrancelhas junto com o olhar e a boca para entender a intenção de quem fala.
É por isso que um rosto com pouca mobilidade nessa região tende a parecer menos expressivo e mais difícil de “ler”. Além disso, ao longo da evolução humana, a capacidade de demonstrar emoções com clareza foi fundamental para manter a convivência em grupo.
Conseguir identificar de forma rápida se alguém está receptivo, desconfiado ou hostil facilita as aproximações, evita conflitos e fortalece os vínculos. Por isso, mais do que só pelos, as sobrancelhas são tão importantes quanto a visão ou a fala.
“A perda das sobrancelhas, comum em casos de alopecia, dermatites e quimioterapia, costuma ter forte impacto psicológico. Muitos pacientes relatam queda da autoestima e dificuldade de se reconhecer, porque a sobrancelha é parte importante da identidade facial”, explica a médica dermatologista Lúcia Helena Sampaio, do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasília.
Além da expressão, as sobrancelhas também ajudam a definir os contornos do rosto e facilitam o reconhecimento das pessoas no dia a dia. O cérebro usa a região como um ponto de referência para identificar quem está à frente, diferenciar os rostos e perceber mudanças na aparência.
Outro ponto é que o formato das sobrancelhas influencia a forma como alguém é percebido. Linhas mais retas costumam passar uma imagem mais suave, e arcos marcados podem transmitir seriedade, por exemplo. Essas leituras não são regras, mas afetam a primeira impressão das pessoas.

Algumas condições de saúde podem interferir no crescimento dos pelos da sobrancelha. Doenças autoimunes, infecções de pele, dermatites crônicas e alterações da tireoide estão entre os quadros que costumam provocar falhas ou queda dos fios.
Tratamentos como quimioterapia e alguns medicamentos também afetam o ciclo de crescimento do pelo. O diagnóstico certo depende da avaliação do médico, e quando necessário, de exames para investigar se a causa é local, como uma inflamação da pele, ou sistêmica, ligada a outras condições do organismo.
Durante décadas, a maioria dos casos de demência em idosos foi tratada como Alzheimer. Hoje, já se sabe que até um em cada cinco casos tem outra base biológica: a LATE, uma condição ligada ao envelhecimento avançado que afeta áreas do cérebro associadas à memória.
Descrita formalmente em 2019 por pesquisadores da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, a LATE — cuja sigla em inglês significa encefalopatia TDP-43 relacionada à idade com predomínio límbico — passou a esclarecer um impasse recorrente na prática médica: apesar dos sintomas típicos, os pacientes não apresentavam resultados positivos em exames específicos de Alzheimer.
“Clinicamente, a LATE costuma causar um quadro de declínio cognitivo progressivo, com predomínio de déficits de memória episódica, muito semelhante ao Alzheimer”, explica o neurologista Iron Dangoni, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.
Na origem do problema, porém, as duas condições não são iguais. Enquanto o Alzheimer é marcado pelo acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, a LATE envolve o depósito anormal da proteína TDP-43 em regiões límbicas do cérebro, como o hipocampo e a amígdala, estruturas diretamente envolvidas na formação e consolidação da memória.
Reconhecer a LATE é fundamental para evitar diagnósticos imprecisos, alinhar expectativas de evolução clínica e adequar decisões terapêuticas. “Identificar essa condição ajuda a explicar por que alguns pacientes não respondem como esperado a terapias direcionadas ao Alzheimer”, afirma Dangoni.
Detectar a LATE em vida, porém, ainda é difícil. Atualmente, o diagnóstico definitivo da condição é neuropatológico, feito a partir da análise do cérebro após a morte do paciente. Diferentemente do Alzheimer, para o qual exames de imagem e testes laboratoriais já permitem identificar biomarcadores específicos, a LATE ainda não conta com ferramentas diagnósticas diretas na prática clínica.
“Esse é um desafio ainda bastante importante. Como os sintomas são muito parecidos com o Alzheimer, atualmente não é possível saber se um indivíduo que apresenta acúmulo de amiloide e tau também tem depósito de TDP-43”, relata o neurocientista Eduardo Zimmer, professor de farmacologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Há tentativas em curso para mudar esse cenário. Um ensaio clínico com conclusão prevista para novembro de 2026 investiga uma molécula capaz de detectar o acúmulo da proteína TDP-43 em exames de imagem. Desenvolvida pela farmacêutica suíça AC Immune, a molécula mostrou resultados promissores em testes com primatas, publicados em outubro de 2025 na revista Nature Communications. A eficácia e a segurança em humanos ainda estão em avaliação.
O avanço mais concreto foi a publicação de critérios clínicos para distinguir casos prováveis e possíveis de LATE, divulgados em janeiro de 2025 na Alzheimer’s & Dementia. O modelo combina sintomas clínicos, exames de imagem e a presença ou ausência de biomarcadores de Alzheimer. Na prática, esses critérios tentam lidar com situações comuns no consultório.
Em pacientes idosos com perda de memória progressiva, exames de imagem podem mostrar alterações em áreas do cérebro ligadas à memória, como o hipocampo. Quando esses pacientes não apresentam os biomarcadores típicos do Alzheimer, o quadro passa a ser considerado um caso provável de LATE.
No Brasil, esse reconhecimento ainda é indireto. “Na clínica brasileira, ele é sindrômico, baseado na idade avançada, no perfil clínico e na exclusão de Alzheimer por biomarcadores quando disponíveis”, explica Dangoni. “Nosso sistema de saúde ainda enfrenta limitações importantes de acesso a biomarcadores avançados, mas há crescente conscientização entre especialistas, especialmente em centros terciários e acadêmicos”.
Embora enfrente desafios semelhantes aos de outros países no diagnóstico e no tratamento da LATE, Zimmer avalia que o país está bem posicionado para contribuir com a compreensão do impacto e da prevalência da doença. Ele destaca o trabalho do Biobanco para Estudos do Envelhecimento da Universidade de São Paulo (USP), que analisa alterações associadas a diferentes proteínas envolvidas em demências, como amiloide, tau e TDP-43.
“Ainda vamos ter muita informação sobre a população brasileira a partir desse trabalho feito na USP. Obviamente, seria muito importante contar com bancos de cérebro em outras regiões, para termos uma noção de prevalência regional”, afirma.
Em pacientes com LATE isolada, o declínio cognitivo tende a ser mais lento do que no Alzheimer. A perda de memória avança de forma gradual, e os sintomas costumam aparecer mais tarde. O cenário se agrava quando as duas condições coexistem, situação em que a progressão é mais rápida e os comprometimentos cognitivos são mais amplos e severos.
Evidências reunidas em um estudo de 2023, com base em dados clínicos e neuropatológicos, indicam que pessoas com LATE sem associação com Alzheimer apresentam melhor desempenho cognitivo ao longo do tempo. Já nos casos em que as duas doenças se sobrepõem, o declínio é mais acelerado, configurando alguns dos quadros mais graves de demência na velhice.
Ainda há poucas opções terapêuticas em investigação. O primeiro ensaio clínico direcionado especificamente à LATE está em andamento na Universidade do Kentucky e testa os possíveis efeitos do nicorandil, medicamento usado na Europa e na Ásia para tratar angina.
A hipótese é que, ao melhorar a circulação em pequenos vasos sanguíneos, o fármaco possa ajudar a prevenir a esclerose hipocampal do envelhecimento, uma das alterações associadas a essa demência. O estudo, que envolve 64 participantes, deve ser concluído em novembro deste ano.
Diante da sobreposição frequente entre LATE e Alzheimer, pesquisadores também consideram a possibilidade de que medicamentos já aprovados para tratar Alzheimer tenham algum efeito sobre sintomas associados à “nova” doença. Até o momento, porém, não há evidências clínicas que confirmem essa hipótese.
Para o neurologista do Einstein Goiânia, o reconhecimento da condição vem alterando a interpretação do envelhecimento cerebral. “Para o paciente, isso significa diagnósticos mais precisos e uma comunicação mais honesta sobre prognóstico e expectativas terapêuticas”, afirma Iron Dangoni.
“Também abre caminho para o desenvolvimento de novos biomarcadores e tratamentos específicos, além de melhorar o desenho dos estudos clínicos, evitando a inclusão de pacientes com LATE em pesquisas voltadas exclusivamente para Alzheimer”.
Estudo feito por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, indica que um exame feito a partir do sangue menstrual pode se tornar uma nova alternativa para detectar precocemente o câncer do colo do útero. A descoberta foi publicada nessa quarta-feira (4/2), no Jornal Médico Britânico (BJM, sigla em inglês).
A pesquisa mostra que o método foi capaz de identificar o HPV — vírus responsável pela maioria dos casos de colo do útero — com desempenho semelhante ao exame de papanicolau, hoje usado no rastreamento da doença.
Quando a infecção não é identificada a tempo, pode causar alterações nas células do colo do útero que, com o passar dos anos, evoluem para câncer. Por isso, o rastreamento regular é essencial para evitar casos graves e mortes.
Atualmente, o principal exame usado na prevenção é o papanicolau. Ele consiste na coleta de células do colo do útero por um profissional de saúde.
Apesar de ser eficaz, muitas mulheres deixam de realizar o teste por medo, desconforto, vergonha ou dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Essas barreiras explicam por que parte da população ainda não faz o exame com a frequência recomendada.
A nova pesquisa acompanhou 3.068 mulheres com idades entre 20 e 54 anos, com ciclos menstruais regulares. Cada participante forneceu duas amostras do colo do útero, coletadas por profissionais de saúde, e uma de sangue menstrual recolhido em casa com um pequeno absorvente.
Todas as amostras foram analisadas para detectar a presença do HPV e possíveis lesões que podem evoluir para câncer. Os resultados mostraram que o exame com sangue menstrual conseguiu identificar 94,7% das lesões de alto grau, número muito próximo ao do exame tradicional, que teve 92,1% de sensibilidade.
Isso mostra que o novo teste pode ser tão eficaz quanto o papanicolau para encontrar alterações importantes. Além disso, quando o resultado deu negativo, ambos os exames apresentaram 99,9% de certeza de que não existiam lesões graves.
Uma das principais vantagens do exame com sangue menstrual é que ele pode ser feito em casa, sem necessidade de consulta ginecológica no momento da coleta. Isso pode reduzir o desconforto e o constrangimento, além de facilitar o acesso ao rastreamento.
Especialistas avaliam que esse tipo de exame pode aumentar a adesão à prevenção, especialmente entre mulheres que evitam o exame tradicional ou vivem em regiões com menos acesso aos serviços de saúde.
Os próprios autores destacam que mais pesquisas são necessárias antes de o exame ser adotado na prática clínica. Novos estudos devem confirmar os resultados em diferentes países e populações. Por enquanto, o método não substitui o papanicolau, mas surge como uma alternativa promissora para ampliar o alcance da prevenção.
Detectar o HPV e alterações no colo do útero antes que elas evoluam para câncer é fundamental para salvar vidas. O estudo mostra que o sangue menstrual pode ser uma nova ferramenta nesse processo, com resultados semelhantes aos exames tradicionais e potencial para tornar a prevenção mais acessível.
Se você é viciado em organização, prepare-se! Acabamos de entrar no mês mais perfeito de 2026 — pelo menos visualmente. Iniciado em um domingo e com término marcado para um sábado, os 28 dias de fevereiro estão dispostos simetricamente em quatro semanas com sete dias cada, sem nenhuma linha parcial, provocando um efeito de grade retangular perfeita.
O fenômeno varilizou nas redes sociais e foi apelidado pelos usuários como “fevereiro perfeito” ou “mês perfeito”, por ter o layout mais agradável visualmente em comparação aos outros meses.
Mesmo sendo um detalhe pouco perceptível para algumas pessoas, é raro fevereiro ser tão simétrico assim. Para se ter uma ideia, 2015 foi a última vez que o efeito ocorreu e só voltará a ser visto em 2037.
A resposta é simples e direta: não — pelo menos no calendário gregoriano, o padrão mais utilizado no mundo.
O “mês perfeito” só acontece em fevereiro por uma questão simples de matemática: quando não estamos em ano bissexto, o segundo mês do ano tem 28 dias, um dividendo perfeito para as quatro semanas do mês.
Ou seja, fevereiro é o único mês que tem a quantidade de dias totais divisíveis por sete. Caso o mês tenha 30 ou 31 dias, ficarão sobrando dias na linha seguinte.
No entanto, para ser um “fevereiro perfeito”, o mês tem que começar em um domingo e terminar no sábado, assim como acontece em 2026.

Em entrevista ao croata Stephen Nicola Bartulica, integrante do Parlamento Europeu, o deputado Nikolas Ferreira (PL) criticou Lula e o ministro Alexandre de Moraes (STF), o qual disse “agir como um ditador” no Brasil.
Na conversa com o conservador, que nasceu dos Estados Unidos, mas é radicado na Croácia desde 1992, o parlamentar brasileiro destacou ter disputado as eleições de 2022 com suas redes sociais bloqueadas por Moraes e avaliou que o Brasil vive “tempos difíceis” com Lula na Presidência.
“Nós vivemos tempos difíceis no Brasil hoje, porque temos um presidente socialista, Lula. E, como todos os socialistas, ele quer regular a internet dizendo que tudo o que falamos é desinformação. Eu enfrentei isso nas eleições passadas. Todas as minhas redes sociais, minhas mídias sociais, foram fechadas por uma ordem do ministro da Suprema Corte chamado Alexandre de Moraes”, disse Nikolas.
“Ele é como um ditador. Ele decide tudo no Brasil. E não sou só eu quem está enfrentando isso. Todos os cidadãos normais no Brasil sofrem esse risco. Se você disser alguma opinião nas redes sociais, talvez a sua rede social seja fechada por ele”, afirmou o deputado.
Eleito em 2024 para o Parlamento Europeu, Stephen Bartulica iniciou a carreira política no Ministério das Relações Exteriores da Croácia. Entre 2020 e 2024, foi membro do parlamento croata e hoje integra o Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus.
Nikolas Ferreira foi à Europa para participar da VII Cúpula Transatlântica, realizada em Bruxelas, na Bélgica, que teve como tema central o debate sobre liberdade de expressão.
O parlamentar também discursou no Parlamento Europeu, onde falou sobre a caminhada que promoveu até Brasília e sobre as prisões de pessoas envolvidas nos atos do 8 de Janeiro.
A agência reguladora de medicamentos do Reino Unido emitiu um alerta depois de registrar casos graves de pancreatite em pacientes que usam remédios para diabetes tipo 2 e obesidade, como o Wegovy e o Mounjaro.
Segundo a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA), a inflamação no pâncreas, que causa dor abdominal intensa, náuseas e vômitos, pode evoluir para quadros mais graves em alguns pacientes, incluindo mortes.
Em nota, a Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, afirmou que acompanha os relatos de eventos adversos e reforçou que o risco de inflamação no pâncreas já é conhecido e descrito nas bulas dos produtos à base de GLP-1. Além disso, a farmacêutica também destacou que os medicamentos devem ser usados somente com acompanhamento médico e dentro das indicações do produto.
“A segurança dos pacientes é uma prioridade para a Novo Nordisk, e a companhia leva muito a sério todos os relatos de eventos adversos associados ao uso de seus medicamentos”, diz o texto.
Os casos no Rieno Unido fizeram com que a MHRA reforçasse a atenção quanto aos sintomas de pancreatite. Apesar disso, de acordo com a agência, os casos são considerados raros diante do volume de canetas emagrecedoras distribuídas no país — ainda assim, chamam a atenção pela gravidade.
O órgão também orientou médicos a investigarem o uso das canetas em pacientes que chegam a serviços de saúde com dor abdominal intensa, principalmente aos indivíduos com histórico da doença, já que parte das compras acontece fora do sistema público e pode não constar no prontuário.
