O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, voltou a falar, nesta quarta-feira (11/2), sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pela autoridade monetária em novembro do ano passado.
Ao participar de uma conferência promovida pelo BTG Pactual, em São Paulo, Galípolo fez uma série de elogios ao trabalho em conjunto da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP) nas investigações sobre as supostas irregularidades no Master. Ele também elogiou a atuação da imprensa independente.
“Desde o primeiro momento, percebemos que era um tema que extrapolava a supervisão bancária e demandava fazermos as comunicações que tivemos que fazer e envolver PF e o MP. O mercado financeiro fica com uma grande dívida com a PF, que tem feito um trabalho fantástico”, afirmou Galípolo.
Segundo o chefe da autoridade monetária, o episódio envolvendo o Banco Master foI um “evento específico”, que pode ocorrer não só no Brasil como em qualquer país do mundo.
“Também tivemos, no meio do ano, uma série de ataques, inicialmente identificados como ciberataques, que demandaram uma resposta rápida e ativa do BC. E, para isso, foi essencial contar com a parceria das principais instituições e do mercado, para que fizéssemos na dosagem correta”, explicou.
Galípolo defendeu o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização por parte do BC e de outros órgãos competentes. “O que precisamos é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros. Jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante em um processo como esse”, disse, sob aplausos do público que acompanhava a palestra.
“Temos tido discussões permanentes sobre mudanças regulatórias. Já ocorreram mudanças sobre o que são ativos elegíveis para você ter como garantia o FGC (Fundo Garantidor de Créditos)”, prosseguiu Galípolo. “Está no nosso ‘pipeline’, mas é um trabalho contínuo e depende de um trabalho conjunto.”
“Preciso agradecer pelas palavras do ministro da Fazenda neste mesmo evento, mais uma vez dando apoio e sendo um parceiro de sempre”, afirmou Galípolo, que foi secretário-executivo da pasta e número 2 de Haddad antes de ser indicado para o BC.
A liquidação extrajudicial é o regime de resolução que se destina a interromper o funcionamento de uma instituição e promover sua retirada, de forma organizada, do SFN. É adotada quando ocorrer situação de insolvência irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade, entre outras hipóteses legais. O BC nomeia um liquidante, que buscará a venda dos ativos existentes para viabilizar o pagamento, que for possível, aos credores.
Não há prazo determinado para o encerramento da liquidação. Ela termina por decisão do BC ou pela decretação da falência da instituição.
* O artigo foi escrito pelos pesquisadores Christopher Lean, Annie Sandrussi e Wendy Rogers, da Universidade Macquarie, e Andrew James Latham, da Universidade de Aarhus, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.
Há menos de um ano, a empresa americana Colossal Biosciences anunciou que havia “ressuscitado” o lobo gigante, uma espécie de lobo caçador de megafauna extinta há 10 mil anos.
Dois dias após o anúncio da Colossal, o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, usou a ideia da ressurreição de espécies para justificar o enfraquecimento das leis de proteção ambiental no país: “escolha sua espécie favorita e ligue para a Colossal”.
Seu raciocínio parecia confirmar os temores dos críticos sobre a tecnologia de desextinção. Se podemos trazer qualquer espécie de volta, por que protegê-las?
Em um novo estudo publicado na revista científica Biological Conservation, colocamos essa ideia à prova. Não encontramos evidências de que as pessoas aceitem a extinção mais facilmente se lhes for prometida a desextinção. Mas é importante comunicar os esforços de desextinção com cuidado.
O “risco moral” da desextinção
Desde o surgimento da tecnologia de desextinção, críticos argumentam que ela pode minar o apoio à conservação das espécies existentes.
Em outras palavras, a tecnologia de desextinção representa um “risco moral”. Trata-se de uma situação em que alguém está disposto a se comportar de maneira mais arriscada do que normalmente faria porque outra pessoa ou outra coisa arcará com os custos ou lidará com as consequências. Comportar-se de forma imprudente porque você tem seguro saúde é um exemplo clássico.
O risco moral da tecnologia de desextinção é que, se acreditarmos que quaisquer espécies extintas podem ser trazidas de volta, podemos estar mais dispostos a deixar que espécies sejam extintas em primeiro lugar.
Essa preocupação reflete debates em outras áreas da política ambiental. Por exemplo, críticos da captura de carbono e modificação da radiação solar temem que acreditar que podemos corrigir as mudanças climáticas mais tarde possa enfraquecer o incentivo para reduzir as emissões agora. Mas a maioria dos estudos que investigam essa afirmação descobriu que essas tecnologias não reduzem o apoio das pessoas à redução das emissões de carbono.
Nosso estudo é o primeiro a investigar se a tecnologia de desextinção reduz a preocupação das pessoas com a extinção de espécies existentes.
O que descobrimos
Apresentamos vários cenários a 363 pessoas de diversas origens. Esses cenários descreviam uma empresa fazendo algo que gerava um benefício econômico ou público, mas resultava no extermínio de uma espécie existente ameaçada de extinção.
Por exemplo, em um cenário, uma empresa pretendia construir uma rodovia para um novo porto através do último habitat da rã sevosa (Lithobates sevosus), uma espécie criticamente ameaçada de extinção. A construção levaria à extinção da rã.
Havia duas versões de cada cenário, diferindo na forma como a empresa compensaria a extinção da espécie.
Na versão “compensação ambiental”, seria feito um grande investimento para preservar outras espécies. Na versão “desextinção”, a tecnologia de desextinção seria usada para reintroduzir o DNA da espécie extinta em uma espécie relacionada posteriormente.
Para cada cenário, as pessoas foram questionadas: elas achavam que o projeto era bom para o público? A extinção da espécie era justificada? A compensação tornava a empresa menos culpada por causar a extinção da espécie? Devemos permitir projetos como este no futuro?
Por fim, nos casos em que a desextinção foi proposta, perguntamos se o entrevistado acreditava nas alegações das empresas de que a engenharia genética poderia ser usada para recriar com sucesso as espécies extintas.
Um aviso contra a manipulação
Não encontramos evidências de que propor a desextinção faça as pessoas aceitarem mais a extinção do que a compensação pela destruição ambiental.
Portanto, o risco moral por si só não é motivo para rejeitar totalmente o uso ético da tecnologia de desextinção. Além disso, enfatizar excessivamente os riscos potenciais, mas não comprovados da pesquisa de desextinção pode prejudicar o desenvolvimento de ferramentas eficazes para preservar as espécies atuais.
Encontramos, no entanto, um motivo para cautela.
Havia uma correlação entre a crença de uma pessoa de que a desextinção poderia ressuscitar a espécie e a crença de que causar sua extinção seria aceitável.
Trata-se de uma correlação, portanto não podemos dizer qual crença vem primeiro. Pode ser que essas pessoas já acreditem que a extinção é justificável para obter benefícios econômicos e, então, adotem a visão de que a desextinção é possível para justificar essa crença.
Uma possibilidade mais preocupante é o contrário: acreditar que a desextinção é possível pode ter levado esses indivíduos a considerar a extinção como aceitável. Uma forte crença no sucesso da desextinção pode servir como uma desculpa para a extinção ou como um motivo para a extinção.
Isso cria um grande risco se aqueles que desenvolvem a tecnologia de desextinção exagerarem ou enganarem o público sobre o que essa tecnologia pode alcançar.
Evite afirmações enganosas
É fundamental que as empresas e os cientistas que trabalham em esforços de desextinção se comuniquem com precisão e sem exageros. Afirmações de que a desextinção pode reverter a extinção são enganosas. A engenharia genética pode introduzir características perdidas de uma espécie extinta em uma espécie viva intimamente relacionada e restaurar funções ecológicas perdidas, mas não pode recriar a espécie extinta.
Os problemas surgem quando as empresas apresentam esses limites com cautela dentro da comunidade científica, mas fazem afirmações mais fortes em comunicações voltadas para o público.
Isso incentiva a falsa crença de que a extinção é totalmente reversível e traz o risco de minar a justificativa ética para quaisquer esforços de desextinção.
Esse risco pode ser evitado. Por exemplo, o projeto de desextinção que tenta restaurar os auroques (gado antigo) na Europa afirma claramente que está criando auroques 2.0. Trata-se de um substituto ecológico para a espécie extinta, não da espécie em si.
A Colossal Biosciences atrai controvérsia generalizada por divulgar seus projetos, que incluem a “ressurreição” do mamute-lanoso, o dodô, e o tilacino.
Nossos resultados mostram que as alegações de que a desextinção necessariamente criará um risco moral são injustificadas.
No entanto, os defensores da desextinção têm o dever de ser cautelosos e claros em sua comunicação sobre o que sua tecnologia oferece — e o que ela não pode fazer.
Autoridades ao redor do mundo lamentaram o ataque a tiros no Canadá que deixou 10 pessoas mortas, incluindo a atiradora, e outras 25 pessoas feridas em uma escola. O caso ocorreu na tarde de terça-feira (10/1) na cidade de Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica.
Segundo autoridades canadenses, a pessoa responsável pelo ataque foi uma mulher, também encontrada morta após o ataque. Ela teria invadido a escola com uma arma e efetuado os disparos. Além do colégio, uma residência foi alvo da atiradora.
Nas redes sociais, o presidente da França, Emmanuel Macron, chamou o ataque de “tragédia” e afirmou que a França se solidariza com o povo canadense. “Nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, os feridos e toda a comunidade educacional”, escreveu.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky também usou as redes sociais para lamentar o ataque. “Estamos chocados com a notícia do tiroteio em uma escola em Tumbler Ridge, Canadá. Quando crianças são mortas, ninguém deve permanecer indiferente”, ressaltou Zelensky.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, também lamentou o ataque e afirmou que está de “coração partido por este horrível tiroteio em uma escola na Colúmbia Britânica”.
“O povo da Califórnia se solidariza com nossos vizinhos no Canadá, demonstrando luto e solidariedade — nenhuma comunidade deveria sofrer com esse tipo de violência”, escreveu Newsom.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também se manifestou sobre o ataque nesta quarta-feira (11/2). Em comunicado oficial, afirmou estar “consternado” com a “terrível tragédia”.
“Eu me junto às canadenses e aos canadenses para expressar minha solidariedade com aqueles cujas vidas foram irrevogavelmente abaladas hoje (terça-feira), e para saudar a coragem e o altruísmo dos primeiros socorristas que arriscaram suas vidas para proteger seus conterrâneos”, escreveu.
Para muitos praticantes de atividade física, o descanso ainda é visto como perda de tempo ou sinal de fraqueza. A cultura do “treinar sempre mais” domina academias, redes sociais e conversas sobre performance e estética corporal.
O problema é que o corpo humano não evolui apenas sob estímulo constante. Ele precisa de pausa para se adaptar, reparar danos e consolidar ganhos físicos e mentais. O treino gera estresse muscular, hormonal e neurológico.
A evolução real acontece quando esse estresse é seguido por recuperação adequada e estratégica. Treinar pesado e dormir pouco é como acelerar um carro sem óleo no motor. O desempenho até aparece no início, mas a falha chega rápido e cobra um preço alto.
Onde o músculo e a memória realmente crescem
Durante o treino de força, o músculo sofre microlesões provocadas pelo esforço mecânico intenso e repetido. Essas microlesões são necessárias para estimular a hipertrofia e o fortalecimento muscular progressivo.
No entanto, o músculo não cresce durante o treino. Ele cresce no período posterior, quando o corpo repara as fibras danificadas e as reconstrói mais fortes.
Esse processo depende diretamente de descanso adequado, ingestão nutricional correta e equilíbrio hormonal saudável. Sem recuperação suficiente, o músculo permanece em estado de dano, sem tempo para adaptação eficiente.
O mesmo raciocínio vale para o cérebro e o sistema nervoso central. Aprendizado motor, coordenação e foco também precisam de repouso para se consolidarem.
Ignorar o descanso transforma o treino em desgaste crônico, aumentando risco de lesões, fadiga persistente e estagnação de resultados.
O sono como uma verdadeira “faxina cerebral”
Dormir não é apenas desligar o corpo após um dia intenso de atividades físicas e mentais. Durante o sono profundo, o cérebro entra em um modo ativo de manutenção e limpeza interna.
Nesse período, atua o sistema glinfático, responsável por remover resíduos metabólicos acumulados ao longo do dia. Esses resíduos, quando não eliminados, prejudicam concentração, memória, tomada de decisão e desempenho cognitivo.
A falta de sono adequado impede essa “faxina cerebral”, deixando o cérebro sobrecarregado e menos eficiente. Por isso, noites mal dormidas afetam tanto o treino quanto o trabalho, os estudos e o humor diário.
Sono e consolidação da memória
Durante o sono, o cérebro organiza informações adquiridas durante o dia e transforma aprendizado em memória duradoura. Esse processo é essencial para fixar técnicas esportivas, padrões motores e habilidades cognitivas complexas.
Sem sono suficiente, moléculas ligadas à plasticidade cerebral não atuam plenamente, prejudicando aprendizado e adaptação. Na prática, isso significa treinar, repetir e não evoluir como esperado.
Hormônios do crescimento e impacto direto na performance
O descanso influencia diretamente o ambiente hormonal responsável pela recuperação e evolução física. Entre esses hormônios, o mais conhecido é o hormônio do crescimento, o famoso GH.
A janela de ouro do GH
A maior liberação natural de GH ocorre durante o sono profundo, especialmente nas primeiras horas da noite. Esse hormônio atua diretamente na regeneração muscular, na queima de gordura e na recuperação tecidual.
Dormir pouco ou mal reduz drasticamente essa liberação, comprometendo ganhos de massa muscular e definição corporal. Nenhum treino intenso compensa a ausência desse estímulo hormonal noturno.
Cortisol: quando o descanso falha
A privação de sono eleva os níveis de cortisol, o principal hormônio do estresse crônico. O cortisol alto favorece a perda muscular, o acúmulo de gordura abdominal e a queda de desempenho físico.
Além disso, níveis elevados de cortisol prejudicam o sistema imunológico e aumentam risco de lesões recorrentes. Treinar sem recuperar mantém o corpo em estado constante de alerta e desgaste.
Recuperação ativa e recuperação passiva: qual escolher?
Descansar não significa apenas ficar parado no sofá evitando qualquer tipo de movimento corporal. Existem formas diferentes de recuperação, e cada uma cumpre um papel específico no processo adaptativo.
A recuperação passiva envolve repouso completo, sono de qualidade e redução do estresse físico e mental. Ela é indispensável após treinos muito intensos ou períodos prolongados de sobrecarga.
A recuperação ativa, por outro lado, envolve movimentos leves que estimulam circulação e aceleram processos fisiológicos.
Estratégias eficazes de recuperação ativa
Caminhadas leves, pedaladas suaves e exercícios de mobilidade ajudam a reduzir rigidez muscular e dor tardia. Essas práticas facilitam a remoção de resíduos metabólicos acumulados durante o treino intenso.
Liberação miofascial, com rolos ou bolas, também contribui para relaxamento muscular e melhora da circulação local. Essas técnicas não substituem o descanso, mas complementam a recuperação de forma eficiente.
Frio, calor e contraste térmico
Banhos de gelo, saunas e terapias de contraste podem auxiliar em contextos específicos de recuperação. O frio reduz inflamação aguda, enquanto o calor promove relaxamento muscular e sensação de bem-estar. O uso dessas ferramentas deve ser estratégico, individualizado e alinhado ao tipo de treino realizado.
Higiene do sono para quem treina regularmente
Dormir melhor não depende apenas de deitar cedo. O ambiente e os hábitos antes do sono influenciam profundamente a qualidade do descanso.
Quartos escuros, silenciosos e levemente frios favorecem a produção natural de melatonina. A melatonina é o hormônio que regula o ciclo do sono e sinaliza ao corpo que é hora de descansar.
O uso excessivo de telas antes de dormir inibe esse processo. A luz azul dos dispositivos confunde o cérebro e atrasa o início do sono profundo.
Dicas práticas para melhorar o descanso
Estabeleça horários regulares para dormir e acordar.
Evite cafeína e estimulantes no período noturno.
Reduza o uso de telas pelo menos uma hora antes de dormir.
Priorize um ambiente confortável e silencioso.
Suplementação e relaxamento noturno
Após treinos noturnos intensos, o sistema nervoso pode permanecer acelerado por horas. Alguns suplementos ajudam a promover relaxamento e facilitar a transição para o sono.
Magnésio, inositol ou glicina são frequentemente utilizados para acalmar o sistema nervoso central. Eles não substituem bons hábitos, mas podem atuar como aliados em rotinas exigentes.
Descanso também é disciplina
Muitos atletas amadores se orgulham de nunca faltar ao treino, mas negligenciam completamente o sono. Esse desequilíbrio compromete resultados e aumenta o risco de lesões e exaustão.
Descansar exige planejamento, consciência corporal e maturidade esportiva. É uma decisão ativa, não um sinal de preguiça ou falta de comprometimento.
O descanso não é o oposto do esforço. Ele é parte fundamental do processo de evolução física e mental. Quem aprende a descansar melhor treina com mais qualidade, evolui mais rápido e constrói resultados sustentáveis.
Sonia Samudio, mãe de Eliza Samudio, parabenizou o neto, Bruno Samudio, que comemora 16 anos nesta terça-feira (10/2). Em um longo texto, ela fala sobre o orgulho do rapaz e relembra a filha, morta em junho de 2010.
“Eu admirava sua mãe, e agora eu admiro você. Você está seguindo os passos dela, e eu não poderia estar mais orgulhosa”, destaca Sonia. “Lembre-se de sempre seguir seu coração, de lutar pelo que é justo e de nunca perder a alegria e a esperança. Você é capaz de grandes coisas, Bruninho!”, completa.
Sonia finaliza: “Hoje, eu quero te desejar um feliz aniversário, com todo o meu amor e minha admiração. Que este novo ano de vida seja repleto de sonhos realizados, de conquistas e de felicidade. Você é amado, você é valorizado e você é um tesouro precioso”.
Bruno é filho de Eliza Samudio com o ex-goleiro Bruno, condenado em 2013 a 22 anos de prisão pela morte da mulher. Ele foi condenado por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
Restam poucos detalhes para o anúncio de Allan no Corinthians. O Timão acertou as bases contratuais do jogador com o Flamengo para um acordo por empréstimo. O contrato deve ter prazo de um ano e o time paulista irá arcar com o salário do meio-campista.
A chegada de Allan marcará o quarto reforço do Corinthians na atual janela de transferências. O elenco comandado pelo técnico Dorival Júnior já conta com Kaio César, Gabriel Paulista, Matheus Pereira e Pedro Milans. O clube ainda deve oficializar, nos próximos dias, a contratação do meio-campista marroquino Zakaria Labyad.
Carreira
O volante de 28 anos foi revelado no Internacional e conta com passagens pelo Fluminense, Atlético-MG e Flamengo. O jogador também defendeu equipes na Bélgica, Chipre, Alemanha e Finlândia. Allan conquistou títulos como Campeonato Brasileiro, Supercopa do Brasil, Copa do Brasil, estaduais e Libertadores.
Na atual temporada, o camisa 29 disputou apenas o clássico contra o Vasco da Gama, pelo Campeonato Carioca, no dia 25 de janeiro. A partida marcou a primeira vitória do rubro-negro na temporada. Apesar disso, o jogador foi substituído no intervalo, antes da equipe balançar as redes com Carrascal.
No Corinthians, Allan chega para disputar vaga em um meio-campo recheado, que conta com peças como Bidon, Garro e Martínez.
Na maioria dos casos, o diagnóstico surge por acaso em exames de rotina. Ainda assim, o corpo costuma dar sinais discretos que passam despercebidos ou são atribuídos ao estresse ou à rotina corrida.
Popularmente conhecida como gordura no fígado, a esteatose hepática sofre influência do aumento da glicose
Veja cinco sintomas pouco reconhecidos e que demandam ajustes na dieta:
Cansaço frequente, principalmente depois de comer
O fígado participa do controle da glicose e do metabolismo energético. Quando está inflamado ou sobrecarregado por gordura, a regulação da energia fica prejudicada. A pessoa sente sonolência após as refeições e queda de disposição ao longo do dia.
Estufamento abdominal recorrente
Não é apenas “gases”. A alteração na produção de bile e no metabolismo digestivo pode gerar sensação constante de barriga cheia, pressão abdominal e desconforto após refeições relativamente normais.
Dificuldade para emagrecer
Mesmo seguindo dieta, muitas pessoas percebem estagnação do peso. A esteatose está associada à resistência à insulina, que favorece armazenamento de gordura e dificulta a mobilização energética.
Desejo frequente por doces
Alterações na sensibilidade à insulina e no metabolismo hepático da glicose aumentam oscilações glicêmicas. Isso costuma se manifestar como vontade intensa por açúcar no meio da tarde ou à noite.
Escurecimento da pele em dobras Manchas amarronzadas no pescoço, axilas ou virilha (acantose nigricans) podem indicar resistência à insulina — condição fortemente associada à gordura hepática.
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Quando investigar — e mudar a alimentação
A esteatose muitas vezes não causa dor. A dor no lado direito do abdome costuma aparecer apenas em fases mais avançadas. Por isso, pessoas com aumento de circunferência abdominal, triglicerídeos elevados, pré-diabetes ou síndrome dos ovários policísticos devem considerar avaliação médica mesmo sem sintomas.
Exames de sangue e ultrassom geralmente confirmam o diagnóstico.
Portanto, a gordura no fígado raramente começa com sinais alarmantes. Ela se manifesta por pequenas alterações no metabolismo, energia e digestão. Identificar cedo é importante porque, nas fases iniciais, a condição costuma ser reversível com mudanças no estilo de vida. Procure um profissional de saúde casi desconfie de algum sintoma.
A chuva não foi o único assunto que caiu na Marquês de Sapucaí neste domingo (8/2). Durante o último ensaio técnico da Grande Rio, a participação de Virginia Fonseca, que fará sua estreia como rainha dos ritmistas no Carnaval de 2026, acabou rendendo comentários bem além do seu samba no pé: especularam rumores de uma possível gravidez.
Vestida de vermelho e com garras nas costas, o figurino trazia ainda um acessório em formato de caranguejo na região da barriga. Bastou isso para que fãs começassem a levantar teorias sobre uma possível gestação. Nos comentários, seguidores passaram a observar o visual da influenciadora e a levantar suspeitas.
“Virginia cobrindo a barriga com um caranguejo e aparentemente ‘inchada’ de lado… Se ela não estiver grávida, estou doida demais”, escreveu uma fã. Outro perfil questionou diretamente: “Gente, a Virgínia está grávida?”. Já uma terceira seguidora saiu em defesa da influenciadora: “A mulher não pode estar com uma barriguinha mais inchada que o povo já acha que é gravidez, né? Credo.”
No entanto, procurada pela coluna, a equipe de Virginia Fonseca riu das afirmações sobre uma possível gravidez e disse a este colunista do Metrópoles: “Pode cravar que ela não está grávida”.
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O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), relator do acordo Mercosul – União Europeia na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, deu parecer favorável ao texto assinado no Paraguai, nesta segunda-feira (9).
O documento agora será votado na próxima terça (10) pela Representação, e seguirá em regime de urgência para ser votado no Plenário da Câmara na semana seguinte do Carnaval. A comissão é composta de 27 deputados federais e dez senadores.
“Existe uma possibilidade que alguém pode pedir vistas. E se isso acontece, nós vamos dar a vista e não vai alterar nada gente, então, votar na semana que vem na comissão e votar na semana após o carnaval ainda em plenário”, disse Chinaglia.
“Quando há um acordo internacional, qualquer acordo internacional, cabe ao Congresso aprovar ou rejeitar. Não cabe nenhuma alteração de conteúdo. Esporadicamente, raramente até, existe um negócio chamado cláusula interpretativa. Mas o fato é que não pode alterar o conteúdo”, completou.
O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
Apesar da assinatura formal entre os dois blocos, a internalização do acordo precisa ser feita pelos congressos nacionais de cada um dos países do Mercosul, bem como do Parlamento Europeu.
No caso dos europeus, no entanto, o encaminhamento do acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), em decisão ocorrida há duas semanas, travou o texto e pode atrasar em até dois anos essa etapa final.
A expectativa do governo brasileiro é de que aprovação pelo Congresso Nacional ajude a pressionar o avanço do acordo por parte do Parlamento Europeu.
O Ministério da Saúde anunciou na última sexta-feira (6/2) o início da transição do tratamento de diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) com a ampliação do uso de uma insulina mais moderna, a insulina análoga de ação prolongada glargina, substituindo gradualmente a insulina humana NPH.
A transição começa por meio de um projeto-piloto em quatro estados: Amapá, Paraná, Paraíba e o Distrito Federal. De acordo com a estimativa do órgão, mais de 50 mil pessoas poderão ser beneficiadas nessa primeira etapa. A fase inicial do programa atende prioritariamente dois grupos:
Crianças e adolescentes até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1.
Idosos com 80 anos ou mais, com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Depois dos primeiros meses de implementação, o governo federal pretende avaliar os resultados para estruturar um plano de expansão da glargina para outros estados do país.
Insulina moderna e produção nacional
A insulina glargina tem sido produzida no Brasil por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que reúne o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee.
A pasta também destacou iniciativas paralelas para garantir a fabricação nacional dos insumos básicos de insulina humana — NPH e regular — por meio de parcerias com a farmacêutica indiana Wockhardt, o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a Biomm.
A transição no SUS tem como base o trabalho do Grupo de Trabalho da Insulina, criado pelo Ministério da Saúde em novembro de 2025 para estudar melhorias na insulinoterapia diante de um cenário global de restrição de insumos básicos.
Os treinamentos começaram em 27 de janeiro de 2026 e devem seguir até meados de fevereiro, preparando os profissionais para iniciar o atendimento nos seus territórios.
O que o SUS já oferece
O SUS já garante assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento, conforme o quadro clínico de cada paciente, com a Atenção Primária à Saúde como porta de entrada e responsável pelo acompanhamento contínuo por equipes multiprofissionais.
Atualmente, o sistema ofertava antes da transição quatro tipos de insulina: insulinas humanas NPH e Regular, e análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais para o tratamento do diabetes mellitus.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga seis mortes por pancreatite possivelmente associadas ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras no Brasil.
As notificações envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, usados principalmente no tratamento da diabetes e da obesidade. Entre os princípios ativos citados estão semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
Em nota ao Metrópoles, a Anvisa destacou que os registros são classificados como suspeitos e ainda passam por avaliação técnica. Segundo a agência, “não é possível afirmar que se tratam de casos comprovados”, já que as notificações não estabelecem, por si só, uma relação causal direta entre o uso dos medicamentos e os eventos relatados.
Dados do sistema VigiMed indicam um total de 225 notificações suspeitas da doença relacionadas a esses produtos. O monitoramento reúne informações tanto do uso comercial dos produtos quanto de estudos clínicos.
Desse total, 145 registros foram feitos no sistema oficial de farmacovigilância entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. Quando também são considerados dados provenientes de pesquisas clínicas, o número chega a 225 relatos.
Como a notificação de eventos adversos não é obrigatória, especialistas avaliam que o número real de casos pode ser maior do que o registrado oficialmente.
Embora os quadros mais graves sejam considerados raros, o aviso reforçou a necessidade de atenção a sintomas e de acompanhamento médico durante o tratamento.
A Anvisa lembra que a possibilidade de pancreatite já consta nas bulas desses medicamentos no Brasil como um evento adverso conhecido.
Diante do aumento do uso das canetas emagrecedoras no país, a agência e especialistas reforçam a importância da prescrição responsável, da avaliação individual de riscos e do acompanhamento contínuo dos pacientes ao longo do tratamento.
É comum associar a perda de biodiversidade com atividades humanas, como desmatamento e poluição, que contribuem para a redução e o desaparecimento de espécies da fauna e da flora. Outra consequência da ação humana, a introdução de espécies invasoras, também desempenha um papel importante na diminuição da diversidade de espécies no mundo todo.
A chegada de uma espécie representa para um ecossistema um novo componente que é introduzido em um ambiente até então em equilíbrio e com inter-relações entres as espécies nativas, que evoluíram paralelamente ao longo de milhares de anos.
A introdução de uma nova espécie significa sempre uma ameaça?
Vai depender das características do ambiente que recebe e da espécie que é introduzida. Caso o desdobramento dessa introdução seja um evento de bioinvasão, os custos são altos, para o meio ambiente, para os cofres públicos e as vezes até para a saúde humana.
Estima-se que os custos com o manejo de espécies exóticas invasoras e as consequências desses eventos a nível global tenham girado em torno de R$ 2,88 trilhões de dólares, considerando o período entre 1970 e 2022. No Brasil, o valor gasto com os prejuízos chega a R$ 104,33 bilhões de dólares, entre 1984 e 2019.
No mar ainda faltam dados que estimem os custos com a problemática da bioinvasão no Brasil, mas é possível ter uma ideia a partir dos custos de uma única ação para remoção de uma espécie de coral invasor bem conhecida, o Coral-sol. O valor gasto em um dia de ação é de R$ 3.600 (aproximadamente US$ 720). Contudo, para um manejo efetivo, são necessárias atividades contínuas de remoção.
Bioinvasão marinha ao longo dos anos
Em função da sua extensão e variedade de ambientes associados a ecossistemas costeiros, o Brasil carrega o título de importante doador e receptor de espécies marinhas. Nossos 8 mil km de litoral são compostos por ambientes tropicais a temperados distintos e com diversidade de espécies particulares. Há desde recifes de corais e praias arenosas, até manguezais, marismas, bancos de rodolitos e fanerógamas marinhas, lagoas, estuários, ilhas oceânicas e pântanos.
O aumento das nossas atividades marítimas também contribui para esse cenário. No mar, qualquer embarcação ou estrutura que se movimente pode servir como meio de transporte para que uma espécie se desloque de um local para o outro.
A água utilizada em barcos e navios para manter a estabilidade, o equilíbrio e a segurança durante a navegação, conhecida como água de lastro, ao ser preenchida e despejada, transporta e introduz espécies marinhas de um local para outro.
Cascos de navios e plataformas de petróleo, a parte submersa de boias, o lixo marinho até a abertura de canais de navegação também são exemplos, já que as espécies usam essas estruturas e liberam suas larvas por onde passam.
Em 2019, um levantamento realizado por nós do Laboratório de Ecologia Marinha Bêntica da Uerj, mostrou que até aquele ano, 138 espécies marinhas foram consideradas não nativas (ou exóticas), ou seja, aquelas que ocorrem fora de sua área de distribuição natural.
A maioria dessas espécies foi introduzida no sudeste do Brasil e já encontrada nos 17 estados costeiros do país. Estas espécies compreendem gastrópodes, crustáceos, acídias, poliquetas, corais, peixes e até espécies do plâncton.
Na época em que o estudo foi publicado na revista Aquatic Invasions, nós fizemos um alerta. A falta de um banco de dados nacional de espécies exóticas invasoras marinhas é uma carência do nosso país no enfrentamento à bioinvasão.
Qual a situação atual e o que esperar para os próximos anos?
Passados seis anos, o cenário é outro. O Brasil atualmente conta com uma plataforma que inclui todas as espécies exóticas invasoras marinhas do Brasil. A Plataforma Brasileira de Bioinvasão é atualizada periodicamente e conta com a contribuição da sociedade, que pode preencher no próprio site um formulário indicando a ocorrência de uma espécie não nativa, que depois será analisado por especialistas no assunto.
Em contraponto a esse avanço, o número de espécies introduzidas aumentou desde 2019. Atualmente, o litoral brasileiro registra 175 espécies exóticas, que chegam ao país em diferentes embarcações ou estruturas que se movimentem e possam servir como meio de transporte. Considerando os dados da Plataforma, esse número sobe para 339, já que são incluídas as criptogênicas – quando não se sabe se é nativa ou não – e as contidas – não nativas, mas restritas a cativeiro ou cultivo.
Outro número que chama atenção é o aumento de espécies invasoras, que são aquelas que causam impactos mensuráveis no meio ambiente, em atividades socioeconômicas ou na saúde humana. Em seis anos, a quantidade de invasores marinhos saltou de 19 para 26.
Esses invasores compreendem, principalmente, espécies de antozoários, animais marinhos do grupo das águas-vivas e dos corais. Diferente das águas-vivas, passam toda a vida fixos no fundo do mar.
Esse número acende um outro alerta, o comércio de aquário como um caminho de transporte de espécies marinhas, como no caso dos corais moles e pétreos. É o caso do coral mole azul Latissimia ningalooensis.
Nativa da Austrália, a espécie foi descartada de um aquário em um costão rochoso de uma praia de águas calmas e cristalinas no município de Angra dos Reis, litoral sul do estado do Rio de Janeiro.
Em oito anos, o coral mole aumentou sua área de distribuição, dispersou para uma ilha próxima que fica dentro de uma unidade de conservação e, em alguns pontos, já é considerada a espécie mais abundante, ocupando um lugar em que antes viviam espécies nativas como o coral babão Palythoa caribaeorum e a alga Sargassum, um alimento importante para tartarugas marinhas.
O fato é que a introdução de espécies marinhas no Brasil segue um crescimento exponencial. Nosso país se tornou um importante doador e receptor de espécies marinhas, mas ainda carece de mecanismos regulatórios eficientes.
As leis ainda são superficiais e as ações de enfrentamento são caras e esparsas. Ainda que a pesquisa avance e importantes conquistas tenham sido alcançadas, como a Plataforma Brasileira de Bioinvasão e a Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras, o caminho é longo para alavancar o progresso na área.
Além de um alerta, chamamos a atenção para que mais estratégias sejam adotadas no manejo de espécies exóticas marinhas no Brasil. Precisamos de um engajamento dos estados e municípios com o governo federal para que haja ações integradas, com maior alcance e eficiência.
É fundamental também a união de todos os setores da sociedade e, para isso, a sensibilização de todos sobre a importância da temática é crucial. Sobretudo, necessitamos de recursos financeiros, pessoal qualificado e infraestrutura adequada para implementar medidas de prevenção, detecção precoce aliada à resposta rápida e controle de espécies exóticas em áreas costeiras e marinhas.
Assim, como na saúde, quando se trata de espécies invasoras, prevenir é sempre melhor (e muito mais barato) do que remediar.
O ouro é considerado uma reserva de valor há milhares de anos. Em 2026, porém, o preço dele tem se comportado mais como uma "ação meme" do que como um porto seguro
Investidores costumam recorrer ao ouro quando crises acontecem, a inflação dispara ou as ações despencam.
Mas os preços do ouro têm apresentado uma volatilidade extraordinária, atingindo recordes históricos antes de registrar a maior queda em um único dia da história no mês passado. O ouro acumula alta de aproximadamente 15% neste ano.
O ouro já teve altas expressivas antes: o melhor ano registrado foi 1979, com alta de 144%, em meio à inflação e ao aumento das tensões geopolíticas nos Estados Unidos. E os preços subiram 24% em 2020, quando a pandemia alterou drasticamente o status quo da economia global.
Desta vez, o ouro está se beneficiando do aumento das tensões geopolíticas. E, à medida que os investidores compravam mais, os ganhos obtiveram força, resultando em uma disparada dos preços.
Os investidores podem comprar e vender ETFs (fundos negociados em bolsa) que replicam o preço do ouro e da prata da mesma forma que compram e vendem ações.
O SPDR Gold ETF — um fundo popular que acompanha o desempenho do ouro físico — registrou em agosto o maior fluxo de entrada mensal da história, segundo dados da FactSet.
Nos últimos anos, os mercados americanos têm vivenciado episódios de mania das "ações meme", em que os investidores se aglomeram em torno de uma alta impulsionada pela euforia, tentando aproveitar a valorização repentina das ações.
Analistas afirmam que um padrão semelhante está se repetindo no mercado de metais: o ouro e a prata têm se comportado assim.
Uma oportunidade de ouro
O ouro valorizou-se 27% em 2024 e 67% em 2025. O metal amarelo atingiu os US$ 4.000 por onça troy pela primeira vez em outubro, antes de ultrapassar os US$ 5.000 em janeiro.
“Acho que havia uma grande variedade de investidores, incluindo hedgers, especuladores, fundos de hedge e traders de varejo, todos agindo de forma agressiva e impulsionando os preços para patamares mais altos do que esperávamos, ultrapassando o ponto de sustentabilidade”, analisou Joe Cavatoni, estrategista sênior de mercado e chefe de políticas públicas dos EUA no Conselho Mundial do Ouro.
Apesar de ter registrado a maior queda em um único dia em 30 de janeiro, o ouro ainda acumula alta neste ano. Mas a recente volatilidade levou alguns analistas a questionarem se o ouro ainda mantém o mesmo "brilho" como investimento.
Enquanto isso, o bitcoin caiu 50% desde que atingiu um recorde histórico acima de US$ 126.000 em outubro. Analistas dizem que os investidores que aproveitaram a alta do bitcoin podem ter mudado o foco para metais preciosos, o que contribuiu para alimentar a volatilidade.
“Isso está distorcendo o papel histórico do ouro como porto seguro. Agora ele está sendo negociado como um mercado impulsionado pelo momento, nos extremos do espectro de ativos de risco”, destacou David Scutt, analista de mercado da Forex.com, em um e-mail.
As perspectivas fundamentais para o ouro permanecem positivas, de acordo com economistas. O JPMorgan Chase prevê que os preços do ouro atingirão US$ 6.300 por onça troy até o final de 2026.
Enquanto os investidores tentam lucrar com a alta, a incerteza geopolítica persiste, o que impacta os preços do ouro.
Preços do ouro têm apresentado uma volatilidade extraordinária. Ilustração gerada por IA
Volatilidade histórica
A prata também apresentou volatilidade extraordinária. Os preços da prata mais que triplicaram no último ano, antes de despencarem 31% em 30 de janeiro e registrarem o pior dia desde 1980. Mesmo assim, a prata acumula alta de aproximadamente 138% no último ano.
O ouro subiu 6,07% na terça-feira (3) e registrou o melhor dia desde 2009, apenas dois dias após ter o pior dia da história.
O Índice de Volatilidade do Ouro da Cboe disparou este ano para o nível mais alto desde o início da pandemia de Covid-19 em 2020, refletindo a intensidade da volatilidade recente do metal.
“É difícil justificar chamar algo de hedge quando apresenta oscilações de dois dígitos”, disse Steve Sosnick, estrategista-chefe da Interactive Brokers, à CNN.
“Quando você vê esse tipo de queda é doloroso”, acrescentou, “mas, de certa forma, é o resultado natural da especulação hiperagressiva”, concluiu.
O Brasil desenvolve atualmente um ecossistema de pesquisa para a tecnologia de células CAR-T, com diferentes iniciativas em andamento e crescente articulação entre centros acadêmicos e instituições públicas. Nesse cenário, o Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein conduz um dos projetos mais avançados, com foco tanto na aplicação clínica da terapia quanto no desenvolvimento de um modelo nacionalizado de produção, capaz de ampliar o acesso aos pacientes e reduzir custos.
A terapia de células CAR-T (Chimeric Antigen Receptor T-cell) é uma modalidade avançada de tratamento oncológico que consiste em coletar células T – células do sistema imune responsáveis por atacar infecções e tumores – do próprio paciente, modificá-las geneticamente por meio de um vetor viral e reinfundi-las após expansão laboratorial. O processo resulta em células capazes de reconhecer um alvo tumoral específico e atacar células malignas.
Nos modelos comerciais tradicionais, as células precisam ser enviadas a fábricas no exterior, o que eleva o custo total do tratamento que inclui internação, exames e manejo de possíveis complicações. Além disso, o tempo entre coleta e infusão costuma variar de 30 a 50 dias, o que pode comprometer o tratamento de pacientes com progressão rápida da doença.
O projeto CARTHIAE, do Einstein, foi o primeiro estudo clínico brasileiro aprovado pela Anvisa para processamento integral em território nacional. A tecnologia adotada segue o modelo “point-of-care”, no qual todo o processo — coleta, manipulação e infusão — ocorre na própria instituição. Isso reduz o tempo “veia-a-veia” para cerca de 12 dias, diminuindo expressivamente os custos.
O estudo de fase 1 do Einstein já tratou cerca de 15 pacientes de um total previsto de 30, todos com doenças linfoides, como linfoma agressivo, leucemia linfocítica crônica e leucemia linfocítica aguda.
Alinhamento com o setor público
A iniciativa faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, do qual fazem parte sete hospitais de excelência – entre eles, o Einstein.
Atualmente o Hospital Albert Einstein lidera mais de 40 projetos em andamento dentro do Proadi-SUS. Entre eles a pesquisa focada em CAR-T, que é estratégica por viabilizar a fabricação nacional desta tecnologia de ponta, com propriedade intelectual compartilhada com o Ministério da Saúde.
Esse alinhamento com o setor público é essencial para garantir que o CAR-T no Brasil nasça com vocação de acesso amplo. Com o objetivo de que, no futuro, tanto pacientes do sistema público quanto privado se beneficiem de terapias de última geração com custo reduzido.
Paralelamente, a instituição desenvolve novos estudos, incluindo um vetor viral anti-BCMA para mieloma múltiplo e pesquisas emergentes em outras condições, como glioblastoma infantil, câncer de pulmão e doenças autoimunes. Entre elas, a miastenia gravis, para a qual um estudo deve ser iniciado no Einstein em breve.
Os projetos são respaldados por certificações internacionais, como a da Foundation for the Accreditation of Cellular Therapy (FACT), concedida ao Centro de Terapias Celulares Avançadas do hospital — o primeiro da América Latina a obter acreditação para terapias com células geneticamente modificadas.
Os resultados preliminares do Projeto CARTHIAE indicam taxa de resposta geral de cerca de 80%, com efeitos colaterais equivalentes aos observados em produtos internacionais. A rapidez no processamento é apontada como uma das principais vantagens clínicas, sobretudo para pacientes com progressão acelerada da doença.
Outro aspecto positivo é que o cenário brasileiro é colaborativo. Além do Einstein, outros centros caminham em direção semelhante. Por exemplo, a USP Ribeirão Preto realizou o primeiro caso de uso compassivo de CAR-T no país e conduz agora um estudo multicêntrico com previsão de incluir 80 pacientes. Já o Instituto Butantan está desenvolvendo em parceria com a China uma terapia CAR-T focada em mieloma múltiplo.
Mais alvos
A Fiocruz, em conjunto com o Inca, atua em vetores virais de interesse nacional, aproveitando sua expertise na produção de vacinas para futura distribuição de vetores a centros de terapia celular “points-of-care” no Brasil e, potencialmente, na América Latina. E a Universidade Federal do Ceará conduz pesquisa voltada a doenças linfoides, atualmente aguardando aprovação regulatória.
A expectativa comum entre os pesquisadores é que a convergência entre essas instituições permita consolidar uma plataforma nacional robusta de terapias avançadas, considerando que a complementaridade entre centros pode acelerar a trajetória científica do país.
No âmbito internacional, estudos recentes sugerem a possibilidade de cura funcional em determinadas condições, principalmente quando o CAR-T é utilizado em linhas mais precoces ou combinado com anticorpos biespecíficos — como no estudo Ambition, do qual o Einstein participa.
Casos apresentados no congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) mostram remissões completas sustentadas em até 80% dos pacientes após 5 anos, estimulando a expectativa de que resultados semelhantes possam ser alcançados no Brasil até 2030.
A atuação conjunta de centros brasileiros cria uma base científica sólida para que o Brasil se torne um polo latino-americano de desenvolvimento em terapias avançadas.
Com redução significativa de custos, produção local, aceleração regulatória e parcerias com o SUS, o país constrói as condições necessárias para ampliar o acesso à terapia celular CAR-T e, no futuro, expandir sua aplicação para múltiplos tipos de câncer e doenças autoimunes.
De acordo com o médico, é preciso ter atenção ao estresse crônico. “Também pesa bastante, já que altera hormônios importantes para a saúde dos ossos, muitas vezes sem dar sinais claros no início”, pontua o ortopedista.
Ele ainda menciona a respeito do consumo exagerado de café: “Pode reduzir a absorção de cálcio, especialmente quando não reposição adequada na alimentação.”
Andrew Neel/PexelsBeber café exageradamente pode prejudicar a saúde dos ossos
Osteoporose
O enfraquecimento desses órgãos é a principal causa da osteoporose, doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea. Com estão fracos, os ossos ficam suscetíveis a fraturas. Considerada silenciosa, a condição costuma acometer especialmente idosos, mas também pode afetar crianças, adolescentes e jovens adultos.
Em um artigo, a Fundação Internacional de Osteoporose detalhou que, anualmente, são observadas até 37 milhões de fraturas por fragilidade óssea em pessoas com mais de 55 anos. Nesse número, há 70 casos por minuto.
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Você é do time que bebe água logo que sai da cama? Segundo o nefrologista Elber Rocha, coordenador do Programa de Transplantes do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, essa prática é segura, saudável e muito vantajosa — mas é preciso ter algumas atenções no que é mito ou verdade.
Segundo o expert, a recomendação é especialmente importante entre aqueles que não têm o hábito de beber água ou acabam passando muitas horas sem se hidratar.
“Na prática, é uma forma simples de repor parte do líquido perdido durante o sono, como na respiração, suor e urina. Também é uma forma de ‘dar a largada’ no consumo hídrico do dia”, comenta Elber Rocha.
Saiba os reais efeitos de beber água logo ao acordar
Além da reidratação, Elber frisa que beber água ao despertar pode estimular a função renal, promovendo urina mais diluída nas horas seguintes. Apesar da indicação em jejum, o expert reforça que não existe horário mágico para beber água.
Getty ImagesA falta de água muda o funcionamento de vários sistemas do organismo, desde a regulação da pressão até o equilíbrio dos sais minerais
“Para quem tem histórico de pedras nos rins (desde que o total diário de líquidos seja suficiente), é extremamente desejável que se estabeleça o hábito. As diretrizes para formadores de cálculos recomendam volume urinário ≥ 2,5 L/dia — o que, em geral, exige ingerir bastante líquido ao longo do dia”, aponta o especialista.
Quando se trata de pessoas sem nenhuma condição atrelada às funções dos rins, Elber reforça que o ideal é ingerir cerca de 250 a 500 ml de água pela manhã, quantidade suficiente para a maioria das pessoas saudáveis. O mais importante, porém, é manter o consumo total de líquidos adequado ao longo do dia.
“A recomendação geral de ingestão hídrica é de 3,7 litros diários para homens e 2,7 litros para mulheres, considerando alimentos e bebidas. Um bom guia para saber se houve hidratação suficiente é observar cor e volume da urina ao longo do dia: urina muito escura e pouco volume sugerem baixa ingestão hídrica”, esclarece Elber Rocha.
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O nefrologista também menciona benefícios para o intestino. “É possível notar uma melhora discreta em constipação e bem-estar subjetivo entre aqueles que antes bebiam muito pouco”, emenda.
Outro ponto positivo em começar o dia se hidratando, segundo Elber, é garantir que se atinja a meta de água diária. “O benefício real muitas vezes é comportamental: quem começa cedo tende a manter o hábito”, pontua.
Água com limão em jejum traz mais benefícios?
A famosa água com limão em jejum também é uma prática que muitos aderem por considerar altamente saudável. De acordo com Elber, o hábito se faz eficaz entre pessoas que querem tornar o consumo de água mais agradável e facilitar a adesão ao hábito de hidratação constante.
Do ponto de vista da nefrologia, o expert destaca ainda que que o limão fornece citrato, composto extremamente vantajoso para algumas condições de saúde.
“O citrato presente no limão pode aumentar o citrato urinário em alguns pacientes. Essa característica pode ser útil como adjuvante na prevenção de certos cálculos, especialmente no que tange ao cálcio-oxalato em pessoas com hipocitratúria — ou seja, quando há facilidade para a formação de cálculos renais. Há estudos e análises sugerindo possível benefício, mas ainda com algumas limitações”, explica.
Por outro lado, o especialista reforça que a água com limão não é milagrosa. “Ela não é eficaz como um aliado para a queima de gordura e também não funciona como um aliado para o tratamento de gastrite”, esclarece Elber Rocha.
A exposição frequente à acidez do limão também pode trazer prejuízos e, por isso, exige cuidado. “A combinação pode contribuir para desgaste do esmalte dentário, especialmente se ficar ‘sorvendo’ ao longo do tempo. Uma dica prática é tomar de uma vez, evitar escovar os dentes imediatamente após e/ou usar canudo pode reduzir o contato com os dentes”, sugere Elber Rocha.
Contraindicação e mitos
Apesar dos benefícios, o especialista reforça que há exceções na hora de começar a beber água em jejum, sobretudo, quando o assunto é a quantidade para a hidratação.
“Pessoas com condições como insuficiência cardíaca, cirrose com retenção de líquidos, doença renal avançada ou uso de certos medicamentos podem precisar de restrição hídrica. Beber água em grandes volumes rapidamente, mesmo em jejum, também pode causar um quadro raro, mas grave, chamado hiponatremia — uma diluição perigosa do sódio no sangue”, alerta Elber Rocha.
bymuratdeniz/Getty ImagesAntes de implementar qualquer estratégia de saúde, consulte um especialista
O especialista também chama a atenção para mitos relacionados a ingestão do líquido. O primeiro deles é que o hábito de se hidratar em jejum desintoxica o corpo.
“Isso é um fato parcial. Os rins e o fígado fazem a depuração continuamente. A água apenas ajuda a manter a urina menos concentrada, mas não ‘detoxifica’ de forma especial por ser em jejum”, garante Elber Rocha.
Há quem acredite também que, para garantir os efeitos desejados, é preciso beber água morna em jejum. “A temperatura é questão de conforto. O efeito metabólico é pequeno e não depende disso”, salienta.
A última “certeza” comum nos consultórios, de acordo com Elber, é a ideia de que beber água pela manhã pode prevenir a infecção urinária. “Essa afirmação tem algumas nuances. Maior ingestão hídrica pode reduzir episódios de cistite recorrente em alguns grupos, mas isso depende do contexto e do total diário. Não é ‘a água da manhã’ em si. Revisões de ensaios clínicos sugerem benefícios em alguns desfechos, mas os resultados variam”, conclui.