
Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada dois minutos uma pessoa morre por complicações cardiovasculares. Nesse contexto, o infarto agudo do miocárdio, chamado também de ataque cardíaco, é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.
Antes do organismo passar por um episódio de infarto, o corpo costuma demonstrar alguns sinais como forma de alerta. Reconhecer e procurar ajuda médica nesses casos é importante para a prevenção e tratamento do infarto e de outras condições associadas.
“A principal causa de morte no Brasil é o infarto agudo do miocárdio. O controle dos fatores de risco reduz de forma muito significativa o risco e, por isso, é importante conscientizar as pessoas da relevância de um estilo de vida saudável para que se possa viver mais e com melhor qualidade de vida”, afirma o médico cardiologista João Poeys Júnior, do Hospital DF Star.
O sintoma mais clássico do infarto é a dor no peito, mais existem outros sinais que também podem ser bem graves. Os sintomas podem surgir dias ou semanas antes do episódio, mas de forma mais leve.
“O primeiro sintoma é a falta de ar. Desmaios, palidez cutânea ou arroxeamento da pele também são sintomas que merecem atenção, principalmente em pessoas com diabetes, hipertensão ou problemas cardíacos já instalados”, explica o cardiologista Anis Mitri, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo.
Os principais fatores de risco para um infarto incluem tabagismo, hipertensão, colesterol alto (principalmente o LDL, conhecido como “colesterol ruim”), diabetes, obesidade, sedentarismo, estresse excessivo e histórico familiar de doenças cardíacas. Esses fatores, todos juntos, aumentam muito a chance de um entupimento das artérias do coração.
Além disso, uma alimentação ruim, com muitas gorduras saturadas, açúcar e ultraprocessados pode causar o que os médicos chamam de aterosclerose, que é quando há um acúmulo de gordura nas artérias, um antecedente perigoso do infarto.
Para se prevenir, hábitos como alimentação saudável, prática regular de atividades físicas, sono adequado, abandonar o cigarro, reduzir o álcool e manter o controle do colesterol e da glicemia já reduzem drasticamente os riscos do paciente de desenvolver qualquer condição cardiovascular.
No período do Carnaval, um pouco mais de brilho sempre parece adequado. É por isso que glitter e maquiagens exuberantes viraram uma marca registrada da folia. Mas é preciso ficar de olho no impacto desses produtos na pele, especialmente quando há exposição solar excessiva.
“Há um risco de alergias e irritações com todas essas substâncias que são aplicadas direto na pele”, alerta a dermatologista Isadora Rosan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia. “Alguns componentes podem irritar o organismo ou deflagrar uma alergia, especialmente em pacientes que já tenham predisposição”.
O glitter é o que mais merece atenção, principalmente quando os brilhos usados não forem próprios para a pele. “Nunca devemos usar produtos de papelaria. Há um risco grande se esse contato for prolongado com a área próxima dos olhos, por exemplo, podendo causar até infecções oculares”, alerta Rosan. “Além disso, qualquer irritação da pele, quando exposta ao sol, ainda pode gerar manchas ou queimaduras que agravam o risco de sequelas permanentes”.
Evite aplicar em regiões de mucosa, como a pele próxima a olhos, boca, lábios e a área genital. Antes de comprar os produtos, verifique se há indicações no rótulo como “dermatologicamente testado”. E nunca use tintas impróprias para a pele ou maquiagens de origem desconhecida.
Mesmo que use produtos adequados, preste atenção aos sinais de irritação: ao perceber vermelhidão, inchaço ou coceira, lave a área com água abundante e, se tiver disponível, sabão neutro. Não esfregue a área com força, usando buchas ou produtos químicos fortes, que podem piorar a reação. Evite se expor ao sol e, se os sintomas piorarem, procure um médico.
Se você não abre mão do brilho, é possível minimizar o risco de alergias e irritações e ainda manter a pele protegida com uma rotina de cuidados. Antes de sair de casa, aplique duas camadas finas de filtro solar com fator 30 ou superior em todas as áreas do corpo que ficarão expostas.
“Isso é muito importante, porque o calor, o suor, o sol, tudo isso pode aumentar a irritação”, aconselha a dermatologista. Se possível, reaplique após duas horas ou antes, caso sue demais ou tome chuva.
Cuide também da hidratação: beba água antes, durante e após o bloco. Quando chegar em casa, limpe a pele com demaquilante ou óleo de limpeza, que permitem uma remoção mais delicada. “Quando não tiver mais glitter e tinta visível, lave o rosto com um sabonete suave, neutro ou o sabonete facial que você já use”, orienta Isadora Rosan.
Após a higienização, aplique o hidratante que já seja parte da sua rotina, especialmente nas áreas que ficaram muito expostas ao sol. “Esses hábitos ajudam a recuperar as barreiras cutâneas e fortalecer a pele”, explica a médica do Einstein Goiânia.
A Polícia Federal prepara um relatório sobre as menções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no celular do empresário mineiro Daniel Vorcaro. O material deverá ser entregue ao presidente do STF, o ministro Edson Fachin.
Nesta segunda-feira (9/2), a PF entregou um relatório similar sobre as citações ao ministro Dias Toffoli nas mensagens apreendidas de Vorcaro. Assim como no caso de Toffoli, a peça chama-se “informação de Polícia Judiciária”, e não pede a suspeição ou o afastamento do ministro — o documento apenas relata os achados da PF.
Como mostrou a coluna, Alexandre de Moraes esteve pelo menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, no Lago Sul, em Brasília. Em uma dessas ocasiões, Moraes conversou brevemente com o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
Na ocasião, Moraes publicou nota negando ter participado de uma reunião com Paulo Henrique Costa.
Na época, Vorcaro tentava viabilizar a venda do Master para o BRB. Ao mesmo tempo, a mulher de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, mantinha um contrato de consultoria de R$ 129 milhões com o Banco Master.
As informações sobre o novo relatório da PF a respeito do celular de Vorcaro, citando Moraes, foram publicadas pela jornalista Malu Gaspar em O Globo e confirmadas pela coluna.
Goiânia – A mãe dos garotos baleados pelo pai, o secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, estava em viagem no momento do crime. Na madrugada dessa quinta-feira (12/2), o homem atirou contra os filhos, de 8 e 12 anos, e, em seguida, tirou a própria vida.
A mulher, que também é filha do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo (UB), estava em São Paulo, mas retornou para Itumbiara quando soube da tragédia familiar. O filho mais velho dela, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, chegou a ser socorrido, mas morreu instantes após dar entrada em uma unidade de saúde. Ele foi sepultado sob forte comoção.
O filho mais novo passou por cirurgia e segue internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, no Hospital Estadual de Itumbiara – São Marcos, segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura da cidade.
Também por meio das redes sociais, Thales Machado chegou a escrever uma carta de despedida. Na publicação, ele dizia estar passando por dificuldades no casamento e pediu desculpas à família e aos amigos. Thales disse ter sido traído pela esposa e falou com respeito sobre o sogro. Explicou ainda que agiu em um momento que considerou como “o limite do improvável”.
Ele também afirmou que sempre buscou manter a “melhor harmonia e respeito possível”.
“Partimos eu e meus meninos, que agora são anjos que, infelizmente, vieram comigo. Nunca pensei nisso, foi hoje. Todos sabem como sou intenso e verdadeiro e não iria conseguir viver mais com essas lembranças. A minha família, pai e mãe agradeço por tudo sempre”, diz um trecho do documento.
Ao fim do texto, Thales pediu perdão a todos e declarou que não imaginava cometer o ato criminoso.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). Em nota, a corporação informou que o caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado seguidos de autoextermínio por parte do autor. Até o momento, não há elementos que indiquem a participação de terceiros.
A tragédia ocorreu no condomínio onde a família morava, mas ainda não há detalhes oficiais sobre a dinâmica do crime. Um inquérito já foi aberto e as testemunhas já começaram a ser ouvidas.
O câncer de pâncreas está entre os tumores mais letais existentes justamente porque costuma evoluir em silêncio. Localizado na região do abdômen, o órgão não denuncia facilmente quando algo vai mal. Ainda assim, o corpo pode emitir sinais de alerta, muitas vezes sutis e confundidos com problemas digestivos comuns.
A gastroenterologista Pâmela Oliveira, membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), explica que os sintomas iniciais raramente são específicos. Indigestão persistente, sensação de estômago cheio mesmo comendo pouco e perda de apetite frequente estão entre as queixas mais relatadas.
“O grande perigo é que tudo parece banal no começo. Mas, a perda de peso sem dieta ou mudança de rotina é um sinal de alerta importante e nunca deve ser ignorado”, afirma.
A dor abdominal ligada ao pâncreas costuma ser confundida com gastrite ou refluxo — isso acontece porque o órgão fica atrás do estômago. A diferença, de acordo com Pâmela, é que a dor gástrica geralmente varia com a alimentação, enquanto a dor pancreática tende a ser contínua e profunda.
Outro ponto de atenção é a dor nas costas. Quando tem origem pancreática, ela pode surgir em “barra”: começa na parte superior do abdome e irradia para trás. Se for persistente, sem relação com esforço físico, e se aliviar ao inclinar o corpo para frente, merece investigação.
O mau funcionamento do pâncreas também pode afetar a digestão de gorduras. Nesses casos, as fezes podem ficar claras, gordurosas, com cheiro forte e até boiar no vaso sanitário. Esse é considerado um sinal relativamente específico de alteração pancreática.
A icterícia, pele e olhos amarelados, também entra na lista de sinais de alerta. Ela pode surgir quando um tumor comprime a via biliar. Muitas pessoas associam a urina escura à desidratação e demoram a procurar avaliação.
“O emagrecimento sem causa e a icterícia leve são sintomas frequentemente ignorados. Às vezes, o paciente até comemora a perda de peso sem perceber que há algo errado”, diz Pâmela.
O oncologista clínico Rodrigo Canto Nery, membro associado da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), destaca que a localização do pâncreas dificulta a detecção precoce. Tumores iniciais raramente provocam dor intensa ou sinais claros.
Nos estágios iniciais, podem surgir apenas desconforto abdominal leve, estufamento, má digestão, cansaço e pequenas variações de peso. Como esses sintomas são comuns no dia a dia, muita gente demora a procurar atendimento.
Além disso, não existe exame de rastreamento indicado para a população geral. Tomografia, ressonância e ultrassom endoscópico são solicitados apenas quando há suspeita clínica ou em grupos de alto risco.

O risco é maior em pessoas acima dos 60 anos, fumantes, obesos, com histórico familiar da doença, pancreatite crônica, diabetes de longa duração ou síndromes genéticas específicas. O tabagismo é um dos principais vilões e pode dobrar ou triplicar a chance de desenvolver o câncer de pâncreas. A obesidade, sobretudo abdominal, também contribui por estar associada à inflamação crônica e alterações metabólicas.
O surgimento recente de diabetes após os 50 anos, sem histórico familiar, pode ser um dos sinais de alerta — o tumor pode interferir na produção de insulina. Ainda assim, o médico ressalta que a maioria das pessoas com diabetes não tem câncer, é apenas um fator que merece atenção clínica.
Não existe prevenção totalmente garantida contra o câncer de pâncreas, mas é possível reduzir o risco. Parar de fumar, manter a alimentação equilibrada, praticar atividade física, controlar o peso, tratar adequadamente a diabetes e evitar excesso de álcool estão entre as principais medidas.
Sintomas digestivos persistentes por mais de duas semanas já justificam avaliação médica. No câncer de pâncreas, o tempo faz diferença. Quando identificado no início, há maior chance de cirurgia curativa antes que o tumor atinja vasos importantes ou outros órgãos.
O Carnaval é o momento ideal para viajar e aproveitar o feriado prolongado. Contudo, deixar o imóvel vazio exige responsabilidade. Ignorar detalhes simples pode resultar em vazamentos, curtos-circuitos ou invasões.
Pensando nisso, a Multicoisas reuniu recomendações de especialistas e criou um checklist rigoroso para proteger o patrimônio. Pois revisar a casa antes de fechar a porta é a melhor estratégia para um retorno sem surpresas desagradáveis. Leia abaixo:
A segurança física é a primeira barreira contra incidentes. Verifique todas as trancas de portas principais e de serviço. Não esqueça as janelas, inclusive as de banheiros e áreas de ventilação.
Se possuir portões eletrônicos, considere travá-los manualmente ou desligar o motor para evitar aberturas por interferência de sinal. Uma casa bem fechada desestimula tentativas de invasão e protege contra intempéries, como chuvas fortes que podem causar infiltrações através de frestas abertas.
Aparelhos em modo stand-by continuam consumindo energia e são vulneráveis a picos de tensão. Retire da tomada televisores, micro-ondas, computadores e carregadores. Além de reduzir o valor da conta, essa ação previne incêndios causados por curtos-circuitos em instalações antigas ou sobrecarregadas.
Mantenha apenas o essencial, como a geladeira. Se o eletrodoméstico estiver vazio, considere esvaziá-lo totalmente e desligá-lo, deixando a porta entreaberta para evitar o mofo.
Infiltrações silenciosas são responsáveis pelos maiores prejuízos financeiros em viagens. Feche o registro geral de água para anular riscos de rompimento de canos ou mangueiras de máquinas de lavar. Verifique se todas as torneiras estão bem vedadas e se não há gotejamento nas descargas.
Caso more em apartamento, essa precaução evita danos que podem atingir outras unidades, gerando transtornos jurídicos e custos de reparo elevados.
Deixar lixo acumulado é um convite para insetos e roedores. Esvazie todas as lixeiras da cozinha e banheiros. Lave a louça e não deixe restos de comida expostos em fruteiras ou armários abertos.
Uma limpeza básica impede a proliferação de odores desagradáveis que impregnam nos tecidos da casa durante o período em que o imóvel fica sem ventilação. Verifique também os ralos; se possível, vede-os para evitar o retorno de baratas ou mau cheiro da rede de esgoto.
Organize documentos importantes e objetos de valor em locais seguros e discretos. Para a segurança pessoal durante o deslocamento, utilize acessórios específicos. O cadeado TSA é indispensável para malas, permitindo a inspeção de segurança sem danos à bagagem.
O uso de identificadores de bagagem e doleiras (pochetes internas) protege seus pertences contra perdas ou furtos em locais aglomerados. Manter o passaporte e o dinheiro junto ao corpo garante que imprevistos na estrada não interrompam sua diversão.
O planejamento para animais e plantas deve ser antecipado. Se o pet não for viajar, garanta que um cuidador ou hotel de confiança esteja agendado. Deixe estoque de ração, medicamentos e contatos de emergência veterinária. Para as plantas, utilize sistemas de irrigação por gotejamento ou peça a um vizinho que as regue. Ambientes fechados tendem a aquecer, o que acelera a desidratação das espécies vegetais.
Um estudo publicado em 9 fevereiro de 2026 na revista Alzheimer’s & Dementia mostrou que um tipo específico de treinamento cerebral pode reduzir o risco de demência, incluindo Alzheimer, até 20 anos depois da intervenção.
A pesquisa feita por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos, acompanhou 2.802 adultos com 65 anos ou mais, com média de idade de 74 anos, ao longo de duas décadas.
Os resultados indicam que participantes que fizeram um treinamento voltado para velocidade de processamento mental, com sessões de reforço, tiveram menos risco de desenvolver demência em comparação com o grupo que não recebeu treinamento.
Os voluntários foram divididos em quatro grupos: o de treinamento de velocidade de processamento (exercícios rápidos no computador), treinamento de memória, treinamento de raciocínio e o grupo controle (sem treino).
As sessões duravam de 60 a 75 minutos, duas vezes por semana, por cerca de cinco a seis semanas. Parte dos participantes também recebeu sessões extras de reforço meses depois. Após 20 anos, o grupo que fez o treinamento de velocidade com reforço apresentou redução significativa no risco de demência.
Entre os que fizeram o treinamento de velocidade com reforço, 40% desenvolveram demência ao longo do estudo. No grupo controle, o número foi de 49%. A diferença representa uma redução relativa de 25% no risco, segundo os pesquisadores. Já os treinamentos focados em memória e raciocínio não mostraram o mesmo efeito na prevenção da demência.
O treinamento de velocidade foi adaptativo: ele ajustou o nível de dificuldade conforme o desempenho da pessoa. Além disso, trabalhou a agilidade mental e a capacidade de lidar com informações visuais rapidamente, estimulando várias áreas do cérebro ao mesmo tempo. Os pesquisadores acreditam que esse tipo de estímulo pode fortalecer redes cerebrais envolvidas na atenção e no processamento de informações.
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e ainda não tem cura. Por isso, estratégias de prevenção são cada vez mais estudadas. Os autores destacam que o treinamento cerebral não substitui hábitos saudáveis, mas pode ser uma ferramenta complementar.
Atividade física, controle da pressão, alimentação equilibrada e convívio social continuam sendo fundamentais para proteger o cérebro. Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que nem todo programa comercial de “treino cerebral” tem comprovação científica. Mais estudos ainda são necessários para entender melhor os mecanismos por trás da proteção observada.
Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, descobriram um novo mecanismo que o corpo usa para tentar se proteger contra a resistência à insulina e a diabetes tipo 2, mesmo com o acúmulo de gordura visceral — aquela que fica ao redor dos órgãos do abdômen.
O estudo, publicado nesta quinta (12/2) na revista Nature Communications, mostra que o tecido adiposo abriga células de defesa chamadas de macrófagos, capazes de diminuir inflamações e ajudar o organismo a responder melhor à insulina — hormônio responsável por controlar o açúcar no sangue.
Os macrófagos são células protetoras que atuam mantendo o tecido adiposo saudável e evitando que a inflamação causada pelo excesso de gordura visceral se torne crônica. Segundo os pesquisadores, quando esse mecanismo de proteção funciona, o organismo lida melhor com o excesso de gordura.
Para entender a relação entre gordura visceral, inflamação e a diabetes, os pesquisadores analisaram o tecido adiposo de camundongos e amostras humanas. Em condições normais, a gordura abriga macrófagos com função protetora, que ajudam a manter o metabolismo em equilíbrio.
Porém, quando há acúmulo de gordura abdominal, a inflamação aumenta e os macrófagos protetores morrem. Com menos células de defesa atuando no local, o organismo responde pior à insulina, criando um cenário favorável ao desenvolvimento da diabetes tipo 2.
O estudo identificou que a morte dos macrófagos está ligada à redução de uma proteína chamada SerpinB2, essencial para a sobrevivência dessas células no tecido adiposo. Com a queda da proteína, a inflamação se intensifica e o controle da glicose no sangue se torna mais difícil.

Nos testes com camundongos com sobrepeso e resistência à insulina, a administração de antioxidantes ajudou a preservar os macrófagos no tecido adiposo e melhorou a sensibilidade à insulina.
Agora, o trabalho da equipe é identificar uma molécula que seja capaz de aumentar os níveis de SerpinB2 em humanos. A proposta é desenvolver um medicamento que fortaleça esse mecanismo natural de defesa do organismo, freando a inflamação que é associada à gordura visceral.
Os pesquisadores avaliam que a nova estratégia pode funcionar, inclusive, como um complemento aos medicamentos à base de GLP-1, usados para perda de peso e controle do diabetes.
A expectativa é que, preservando o sistema de defesa do próprio organismo contra a inflamação da gordura visceral, seja possível não só prevenir a diabetes tipo 2, mas também melhorar o controle da doença em pessoas que já convivem com esse diagnóstico.
A cena é quase automática. Você acorda, mal abre os olhos e já pensa em café. Para muita gente, ele é o verdadeiro botão de “ligar” do dia.
O problema é que esse hábito, tão comum quanto cultural, pode estar sabotando sua energia em vez de ajudar. Tomar café logo ao acordar parece combustível, mas biologicamente é desperdício.
O segredo não está em beber mais café. Está em beber na hora certa.
Ao acordar, o corpo não está desligado. Pelo contrário. Ele entra em um processo hormonal natural para sair do modo repouso e entrar em estado de alerta.
Quando você toma café imediatamente, interfere nesse mecanismo e reduz o potencial real da cafeína ao longo do dia.
Resultado comum:
Energia que sobe rápido e cai cedo.
Sono batendo forte no meio da tarde.
Dependência de várias xícaras para “funcionar”.
Tudo isso tem explicação biológica.
Ao acordar, o organismo libera naturalmente cortisol, o hormônio do alerta e da energia.
Esse pico acontece nos primeiros 30 a 60 minutos após despertar e serve para:
Aumentar o estado de atenção.
Regular a pressão arterial.
Preparar o metabolismo para o dia.
Quando você ingere cafeína nesse momento, o efeito do café compete com um sistema que já está ativo. O cérebro entende que não precisa produzir tanto cortisol sozinho.
Com o tempo, isso pode gerar:
Menor sensibilidade à cafeína.
Sensação de que “o café não faz mais efeito”.
Queda de energia mais cedo.
Enquanto você dorme, o cérebro começa a limpar a adenosina, substância que se acumula ao longo do dia e gera sonolência.
A cafeína não elimina a adenosina. Ela apenas ocupa os receptores dela no cérebro, bloqueando temporariamente a sensação de cansaço.
Ou seja:
A adenosina continua lá.
O cansaço fica “adiado”.
Se o café entra cedo demais, antes do cortisol terminar a limpeza natural da noite, parte dessa adenosina permanece acumulada.
O famoso sono das 15h não é preguiça. É química.
Quando o efeito da cafeína passa, toda a adenosina bloqueada retorna de uma vez aos receptores cerebrais. O resultado é:
Queda brusca de energia.
Dificuldade de concentração.
Vontade intensa de dormir ou beber mais café.
Esse ciclo gera dependência e piora a qualidade do sono à noite, criando um efeito dominó.
Esperar cerca de 90 minutos após acordar permite que o pico de cortisol faça seu trabalho completo.
Nesse intervalo:
A adenosina residual da noite é reduzida.
O cérebro entra em estado de alerta mais estável.
A cafeína passa a potencializar, não competir.
É aí que o café funciona como estratégia, não como muleta.
Se o café não é a melhor escolha logo ao acordar, o que entra no lugar?
Alguns estímulos simples funcionam melhor:
Olhar para a luz do dia ajuda a regular o ritmo biológico.
Informa ao cérebro que o dia começou.
Durante o sono, o corpo perde água pela respiração e suor.
Beber água ao acordar ativa o metabolismo e melhora o foco.
Alongar ou caminhar alguns minutos ajuda a despertar o sistema nervoso.
Esses hábitos acordam o corpo sem gerar efeito rebote.
Para quem acorda por volta das 7h:
Primeira xícara: entre 9h30 e 10h30.
Nunca em jejum: café com estômago vazio aumenta ansiedade e desconforto.
Horário limite: até 14h ou 15h, para não prejudicar o sono.
Menos café, melhor usado, gera mais energia real.
O café não precisa ser eliminado. Ele só precisa ser estratégico.
Quando respeita a biologia do corpo, você ganha:
Energia mais estável.
Menos dependência ao longo do dia.
Melhor foco e melhor sono.
Às vezes, a diferença entre um dia arrastado e um dia produtivo não está na quantidade de café. Está no tempo de espera antes da primeira xícara
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou uma espécie de campanha intitulada “Acorda, Senado”, que pede o impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A intenção é pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).
O parlamentar disse que é “inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”.
Toffoli entra na mira do Congresso Nacional após ter o nome vinculado ao do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado pela Suprema Corte, suspeito de comandar um esquema de fraudes bancárias envolvendo compra e venda de carteiras sem valor para o Banco de Brasília (BRB).
O movimento também conta com o apoio de outros membros da oposição ao governo, como o líder da oposição, Cabo Gilberto (PL-PB), entre outros.
Recentemente, Nikolas também tentou emplacar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo Tribunal Federal, mas sem sucesso.
Além de outros critérios, um decisivo para que o processo de impeachment de um ministro do Supremo tramite no Senado Federal é o aval do presidente da Casa.
Entretanto, Alcolumbre, responsável pela decisão, não sinaliza que deve levar o pedido adiante, mesmo em meio à pressão.
Um jovem, de 28 anos, morador de Cuiabá (MT), foi resgatado, na tarde dessa quarta-feira (11/2), após passar três dias perdido na Floresta Amazônica. Ele foi encontrado na Serra da Morena, em Juína, a cerca de 735 km da capital mato-grossense.
A operação foi realizada pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e pelo Corpo de Bombeiros. A ação mobilizou 12 homens das forças de segurança por cerca de 48 horas, sendo quatro bombeiros militares e nove operadores do Ciopaer, além de um indígena da etnia Cinta Larga.
A estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, foi encontrada morta e sem roupas em uma área de mata em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), nessa terça-feira (10/2). Moradora de Pará de Minas, a jovem cursava o 7º período de psicologia na Faculdade Católica de Pará de Minas (Fapam).
Vanessa foi lembrada por amigos e professores como uma jovem doce, gentil, meiga e bondosa. Em publicação compartilhada nas redes sociais, colegas e docentes recordaram o convívio com a estudante.
“Dói porque ela não era apenas uma colega de sala. Ela era uma presença doce, gentil, meiga e bondosa. Era aquela pessoa que tinha uma alegria e uma vontade de viver que contagiavam todo mundo ao redor. O sorriso dela iluminava o ambiente”, diz trecho da homenagem.
A Fapam divulgou comunicado informando o falecimento da aluna e anunciou a suspensão de todas as atividades acadêmicas do curso de psicologia durante a terça-feira (10/2). Para a turma do 7º período, as aulas também foram suspensas nesta quarta (11).
Segundo a instituição, a medida foi adotada em respeito à memória da estudante, à família e aos colegas. A faculdade afirmou ainda que repudia a violência e “se solidariza com a angústia de seus estudantes”.
Vanessa foi encontrada morta e sem roupa em uma área de mata em Juatuba. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), dois moradores da região localizaram o corpo da estudante com sinais de violência e acionaram a corporação. Eles relataram aos policiais que decidiram procurar a jovem após a família divulgar o desaparecimento.
A dupla analisou vídeos que circularam nas redes sociais sobre a última aparição da jovem e identificou que, em uma das imagens, um homem a seguia. Ao refazerem o trajeto, chegaram a uma área de mata. Um dos moradores entrou no local em busca de pistas, enquanto o outro utilizou um drone para monitorar a região.
No matagal, foram encontrados uma calça jeans suja de barro e o corpo de Vanessa, que estava nu e apresentava sinais de violência. Câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Vanessa antes do desaparecimento. As imagens mostram a jovem deixando o trabalho, na sede do Sistema Nacional de Emprego (Sine), no centro de Juatuba. Ela caminhou por áreas movimentadas da cidade e, depois, seguiu por locais mais isolados, próximo à Rua Santa Cruz.
De acordo com a polícia, Vanessa seguia em direção a uma parada de ônibus para retornar a Pará de Minas, cidade onde morava, a cerca de 35,9 quilômetros de Juatuba. O último contato com a família ocorreu por volta das 14h de segunda-feira (9/2). Após ela parar de atender ligações, parentes passaram a divulgar o desaparecimento nas redes sociais e pediram ajuda para encontrá-la.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso como homicídio e aponta um homem, de 43 anos, com histórico criminal, como suspeito. Segundo a polícia, ele tem passagens por suspeita de tentativa de estupro, dois roubos e tráfico de drogas. O nome não foi divulgado, e ele ainda não havia sido preso até a última atualização desta reportagem.
A atriz Juliana Paes tem feito os preparativos finais para retornar ao posto de Rainha de Bateria da Unidos do Viradouro, cargo que já ocupou por vários anos no passado. Aos 46 anos e mais experiente, tanto pessoal como profissionalmente, a famosa abriu o coração sobre os preparativos para atravessar a Sapucaí e como tem lidado com o envelhecimento.
Em entrevista ao jornal O Globo, Juliana Paes afirmou que tenta não se cobrar tanto sobre a passagem do tempo e que, aos poucos, vem se livrando da necessidade de estar “perfeita”. A artista é mãe de Pedro, de 15 anos, e Antônio, de 12, frutos do casamento com o empresário Carlos Eduardo Baptista.
“[Estou] Me despedindo da necessidade de estar perfeita. Num belo dia, envelhecemos”, sacramentou a atriz. “Um belo dia, um bigode chinês, uma ruga, uma mancha… Quanto mais amadurecemos, menos queremos negociar com esses sinais. Não dá para sempre recorrer à clínica de estética, porque vira uma loucura”, completou.
Para retornar ao posto de Rainha de Bateria da Viradouro, cargo que ela já ocupou entre 2004 e 2008, a artista disse que vem fazendo uma preparação especial. “Gosto e preciso de atividade física, treino de segunda a sexta. Mas agora intensifiquei porque tem a questão cardiovascular”, afirmou.
“Fico cansada, preciso negociar com a minha energia. Meu pulmão e meu coração vão fazer 47 anos”, brincou Juliana. “Meus treinos envolvem musculação, pilates e muay thai. Também faço bioestimulação de colágeno e sessões com um aparelho de ultrassom para a quebra de gordura”, explicou.
A atriz disse que já chegou a usar o famoso “chip da beleza”, mas que desistiu em seguida. “Em 2015, usei um chip de testosterona por seis meses, mas tive acne, queda de cabelo, não me adaptei. Não sou contra o uso de hormônios, pelo contrário, eles podem ser muito importantes para as mulheres na perimenopausa e menopausa, mas essa decisão precisa ser tomada de um jeito consciente, com cuidado e orientação médica.”
Com bom prognóstico quando detectado nos primeiros momentos, o câncer de tireoide é o quinto mais comum em mulheres e deve atingir 16.450 novos pacientes por ano no Brasil, de acordo com o Inca. Em 2023, 988 pessoas faleceram em decorrência da doença.
O diagnóstico precoce do câncer é essencial para o sucesso do tratamento. “Se o tumor for detectado ainda pequeno (menos de 1 cm) e estiver restrito à glândula tireoide, a taxa de cura é alta, perto de 100%”, explica a endocrinologista Lorena Lima Amato.
O tumor cresce muito lentamente e costuma se espalhar para os gânglios linfáticos do pescoço. A faixa etária mais prevalente para o início dos sintomas é entre os 30 e 50 anos, e o principal sinal de que algo está errado é a presença de nódulos que podem ser sentidos com os dedos.
“Muitas vezes, esses sintomas passam despercebidos ou são atribuídos a outras causas menos graves, por isso é importante procurar um especialista ao notar qualquer alteração persistente na região do pescoço”, alerta o cirurgião de cabeça e pescoço Erivelto Volpi.
A endocrinologista Lorena ensina que os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de tireoide são tratamentos com radiação na região da cabeça, pescoço e tórax, especialmente durante a adolescência; histórico familiar; idade superior a 40 anos; e um nódulo grande que cresce rapidamente.
O diagnóstico é feito com ultrassonografia da tireoide, para medir o nódulo, e a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), que analisa as células suspeitas.
O tratamento mais comum é a retirada total ou parcial da tireoide, que pode ser complementada com o uso de terapia com iodo radioativo, a depender do caso.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na terça-feira (10/2), nova indicação terapêutica para a vacina Gardasil 9. Com a decisão, o imunizante passa a ter autorização formal para prevenir cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço relacionados aos nove tipos de HPV cobertos pela vacina.
Até então, esses tumores não constavam explicitamente na bula como indicação aprovada. Porém, uma “nova indicação” não significa que a vacina mudou de composição.
Significa que a Anvisa analisou dados científicos apresentados pela fabricante e autorizou oficialmente o uso do produto para prevenir mais um grupo de doenças. No caso da Gardasil 9, a bula já incluía a prevenção de:
Agora, passam a constar também os cânceres de orofaringe e de cabeça e pescoço.
A vacina Gardasil 9 (nonavalente) protege contra nove tipos de HPV: 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, cobrindo cerca de 90% dos tipos de HPV causadores de câncer.
A autorização vale para pessoas de 9 a 45 anos de idade, incluindo homens e mulheres. A agência destaca que a vacinação é mais eficaz quando realizada antes do início da vida sexual, já que o HPV é transmitido principalmente por contato sexual. Isso porque a vacina atua prevenindo a infecção pelos tipos de HPV. Ela não trata infecções já existentes.
Os cânceres de orofaringe — que atingem regiões como base da língua e amígdalas — e outros tumores de cabeça e pescoço podem estar associados a infecções persistentes por HPV.
Segundo a nota publicada, a aprovação da Anvisa se baseia na capacidade da vacina de induzir resposta imunológica robusta contra os tipos virais oncogênicos e na prevenção da infecção persistente por esses vírus. A infecção persistente é considerada etapa fundamental no desenvolvimento de câncer relacionado ao HPV.
A medida amplia o escopo de prevenção do produto e reforça o papel da vacinação como estratégia contra diferentes cânceres relacionados ao HPV, dentro da faixa etária de 9 a 45 anos autorizada pela Anvisa .
A calcificação das artérias é a fase avançada da aterosclerose, que é a formação de placas de gordura no interior desses vasos sanguíneos, responsáveis por transportar sangue rico em oxigênio e nutrientes para todas as células. Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o cirurgião vascular Alexandre Giovannini explica sobre o quadro.
Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e integrante do corpo clínico do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasília (DF), o médico destaca sobre a calcificação das artérias ser, na maioria das vezes, uma doença silenciosa. “Este é o ponto mais crítico. Não dói enquanto está se formando”, frisa.
O especialista em angioradiologia e cirurgia endovascular enfatiza que o paciente costuma descobrir o problema quando já está avançado ou durante exames de rotina, como o ecodoppler ou a tomografia. De acordo com Alexandre, o corpo também dá sinais: “Geralmente, aparecem como cansaço excessivo, falta de ar ao fazer esforços pequenos e dor no peito.”
Outro sinal são as dores nas pernas ao caminhar que melhoram com o repouso. “Em casos avançados, pode haver diminuição de pulsos, feridas que não cicatrizam ou até gangrena [necrose]”, pontua o cirurgião vascular. Ele avisa: “O ideal é não esperar pelos sintomas para fazer uma avaliação médica.”
Alexandre Giovannini esclarece sobre como surge esse quadro: “Podemos comparar as artérias a mangueiras de borracha que, com o tempo, podem ficar rígidas. A calcificação ocorre quando o cálcio — que deveria estar nos ossos e dentes — acaba acumulando nas paredes dos vasos sanguíneos. Isso geralmente é resultado de um processo inflamatório crônico.”
Segundo o médico, fatores como o envelhecimento natural, genética, má alimentação, tabagismo, diabetes, pressão alta e até problemas renais aceleram esse depósito. “É como se o corpo tentasse ‘cicatrizar’ uma agressão nas artérias usando o cálcio, o que acaba endurecendo o vaso sanguíneo”, finaliza o especialista.

