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O governo Donald Trump voltou a recusar uma proposta de paz do Irã para colocar um fim ao recente conflito no Oriente Médio. As informações são do jornal norte-americano Axios, que afirma ter consultado uma autoridade do governo norte-americano ligado às negociações.

De acordo com o veículo, o presidente dos Estados Unidos teria achado a recente proposta insuficiente. O Irã enviou a Washington uma proposta de 14 pontos nesta segunda-feira (18/5). O documento chegou a autoridades americanas através do Paquistão, que tem intermediado as conversas entre os dois países.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o novo texto está focado nas negociações para o fim da guerra e em medidas de construção de confiança por parte dos americanos. Para Esmaeil Baghaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, as exigências do Irã incluem a liberação de ativos congelados no exterior e a retirada de sanções contra o país.

 

Um momento inusitado durante um culto infantil viralizou nas redes sociais após uma criança incluir um pedido inesperado sobre Neymar Jr. em meio a uma oração. A cena, registrada em uma igreja e compartilhada nas redes sociais, acabou repercutindo pela espontaneidade da fala e pela reação do pastor e do público.

Veja:

 

Durante a oração, a criança agradeceu pelo dia, pediu bênção ao pastor e à igreja e, em seguida, surpreendeu ao incluir um pedido direto: “Que o Neymar vá pra Copa! Em nome de Jesus, amém!”. A fala provocou risos imediatos na plateia e também no pastor, que reagiu em tom de surpresa.

Criança pede Neymar na Copa em oração na igreja e jogador reage - destaque galeria

“Como é que é? Eu não entendi não”, afirmou o pastor. Em resposta, os fiéis reunidos responderam dizendo que o pequeno pediu para que Neymar fosse para a Copa.

“Tu está orando para ele ir para a Copa?!”, rebateu o religioso, rindo. Ele ainda brincou com a situação e afirmou que a “oração vai chegar lá no Neymar”, arrancando mais risadas.

A publicação original gerou repercussão nas redes sociais e chegou ao próprio Neymar, que comentou: “Vai dar tudo certo”. A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo será realizada nesta segunda-feira (18/5) e transmitida ao vivo no canal do Metrópoles no YouTube.

A dúvida se a dor crônica tem cura é uma das mais comuns nos consultórios médicos brasileiros. Embora nem sempre haja uma solução imediata, o controle eficaz é uma realidade acessível e transformadora.

A condição é definida pela persistência do desconforto por um período superior a três meses seguidos. Diferente da dor aguda, ela exige um olhar multidisciplinar para que o paciente retome sua vitalidade.

O que é dor crônica e como ela afeta o corpo?

A ciência moderna define essa condição como uma doença do sistema de processamento de estímulos. Não se trata apenas de um sintoma, mas de uma alteração na forma como o cérebro percebe sinais.

Segundo a Dra. Inácia Simões, anestesiologista da Saint Moritz, a abordagem precisa ser ampla e personalizada. “A dor crônica é multifatorial, envolvendo o sistema nervoso, o comportamento e o processamento cerebral”, explica a médica.

Entender essa complexidade é fundamental para evitar a frustração com tratamentos que buscam apenas o alívio rápido. O foco da medicina atual está na reabilitação funcional e na melhora contínua da experiência do paciente.

A diferença entre cura definitiva e manejo clínico

Muitas vezes, a busca pela cura total impede que o paciente enxergue os progressos do tratamento. O sucesso clínico é medido pela capacidade de voltar a realizar tarefas diárias com conforto e autonomia.

“Na maioria dos casos, falamos em controle, reabilitação e qualidade de vida”, afirma a Dra. Inácia Simões. Isso permite que a pessoa recupere sua identidade e não deixe que o desconforto dite suas regras.

Tratamentos eficazes para o controle da dor crônica

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) priorizam terapias que combinam diferentes frentes de atuação. A medicina da dor evoluiu para integrar fármacos, exercícios e suporte educacional sobre a própria condição.

A citação de fontes seguras reforça que o tratamento isolado raramente traz resultados sustentáveis a longo prazo. “O tratamento mais eficaz combina estratégias como movimento orientado e intervenções específicas”, destaca a especialista Simões.

Os riscos de buscar soluções imediatas para problemas complexos

Um erro comum é tentar resolver um problema de anos com uma intervenção única ou milagrosa. A dor crônica requer paciência, disciplina e uma aliança forte entre o médico e o paciente.

A Dra. Inácia Simões alerta que o processo exige acompanhamento constante e ajustes finos nas condutas. “A dor crônica não se resolve com uma resposta imediata; é um processo que exige participação ativa”, diz.

Como viver melhor mesmo com o diagnóstico de dor

Viver bem com essa condição é possível através da adaptação de hábitos e da mudança de mentalidade. O suporte adequado transforma a percepção do desconforto e devolve o prazer em atividades sociais e físicas.

Abaixo, apresentamos dicas práticas baseadas em orientações da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

  1. Mantenha uma rotina de atividades físicas leves, como natação ou caminhada, sob supervisão técnica.

  2. Pratique técnicas de controle de estresse, como a meditação, para evitar picos de tensão muscular.

  3. Evite o isolamento social, pois o convívio com amigos e familiares auxilia na saúde mental.

  4. Mantenha um diário da dor para identificar gatilhos específicos e facilitar o diagnóstico médico.

O caminho para a recuperação da autonomia

Embora a pergunta sobre a cura seja frequente, o foco na qualidade de vida é o que gera resultados. A dor crônica pode ser persistente, mas as tecnologias médicas atuais permitem um controle excepcional.

Consultar um especialista em medicina da dor é o primeiro passo para sair do ciclo de sofrimento. “Quando o paciente entende o processo e recebe suporte, a forma de lidar com a dor muda”, conclui a médica.

Siga as recomendações profissionais e priorize sua saúde com estratégias validadas e seguras para o seu futuro. Sua vida pode ser muito maior que qualquer diagnóstico, basta dar o primeiro passo hoje mesmo.

Muita gente se preocupa com diabetes e pressão alta, doenças comuns em todo o mundo. Mas existe outro inimigo “invisível” igualmente perigoso: a gordura no fígado, ou esteatose hepática. O quadro atinge cerca de 25 a 30% da população mundial e pode ser evitado com a adoção de alguns hábitos. Um exemplo é fugir de alimentos como refrigerantes e sucos artificiais, produtos de padaria com farinha branca (pães, bolos, biscoitos), doces em geral e ultraprocessados ricos em xarope de milho ou açúcar invertido.

De acordo com a nutricionista do Metrópoles, esses itens têm um elemento em comum: o excesso de açúcar. Segundo ela, o consumo excessivo de açúcar — e não de gordura — é o principal fator de risco para a condição que atinge 1 em cada 3 brasileiros.

“Embora muitos pensem que o excesso de gordura na alimentação seja o principal causador do problema, há um outro vilão ainda mais perigoso: o açúcar, especialmente aquele presente em bebidas adoçadas, doces e alimentos ultraprocessados”, comenta.

Conforme prossegue a expert, frutose industrializada e carboidratos refinados são os maiores responsáveis pelo acúmulo de gordura no fígado, principalmente quando associado ao sedentarismo e ao sobrepeso.

“A doença é silenciosa e, na maioria dos casos, só é descoberta em exames de rotina. Se não tratada, pode evoluir para quadros graves como hepatite gordurosa, cirrose e até câncer hepático”, pondera.

Em vez de doces e ultraprocessados, prefira frutas (com moderação), legumes e verduras; carnes magras e peixes; grãos integrais e oleaginosas; e pratique atividade física regular.

Ilustração colorida de fígado em esqueleto humano - Hepatologista lista sinais de que você pode ter gordura no fígado - Metrópoles
Gordura no fígado pode evoluir para cirrose

“A esteatose hepática é reversível — mas a chave está na mudança de hábitos, especialmente na redução do açúcar. O acompanhamento com nutricionista e hepatologista é essencial para orientar um plano alimentar eficaz e monitorar a função hepática ao longo do tempo”, encerra.

Um conjunto de fósseis encontrado no nordeste da Tailândia revelou a existência de um dos maiores dinossauros já identificados na região. A nova espécie, batizada de Nagatitan chaiyaphumensisviveu há cerca de 120 milhões de anos e pode ter atingido até 27 metros de comprimento.

A descoberta foi publicada na revista Scientific Reports em 14 de maio é considerada um marco para a paleontologia no Sudeste Asiático. Os pesquisadores afirmam que se trata do maior dinossauro de pescoço comprido já registrado na região.

Os fósseis foram encontrados na província de Chaiyaphum, após um morador local notar ossos expostos em uma área próxima a um lago que estava secando, em 2016. A partir daí, uma equipe de cientistas iniciou escavações no local.

Entre os materiais recuperados estão vértebras, ossos da pelve e partes das pernas, incluindo um fêmur que, mesmo fragmentado, teria cerca de dois metros de comprimento.

“Nosso dinossauro é grande para os padrões da maioria das pessoas, provavelmente pesava pelo menos 10 toneladas a mais do que o Diplodoco”, explicou o paleontólogo Thitiwoot Sethapanichsakul, principal autor do estudo, em comunicado.

Um gigante entre os gigantes

Nagatitan chaiyaphumensis pertence ao grupo dos saurópodes, dinossauros conhecidos pelo pescoço longo e corpo massivo. Dentro desse grupo, ele faz parte de um subgrupo que viveu entre o final do período Jurássico e o Cretáceo.

Apesar do tamanho impressionante, ele não é o maior já descoberto no mundo. Espécies encontradas na América do Sul, como o Patagotitan e o Argentinosaurus, chegam a ter mais que o dobro do peso estimado para o dinossauro tailandês.

As características dos ossos encontrados, especialmente das vértebras e das pernas, permitiram aos cientistas identificar que se trata de uma espécie inédita, diferente de outros saurópodes já conhecidos.

Como era o ambiente

Na época em que o Nagatitan viveu, o cenário do nordeste da Tailândia era bem diferente do atual. A região tinha clima semiárido e era cortada por rios, o que favorecia a presença de diferentes formas de vida.

O dinossauro provavelmente convivia com crocodilos, peixes e pterossauros que se alimentavam de animais aquáticos. Seu corpo alongado e de grande superfície pode ter ajudado na regulação da temperatura, facilitando a dissipação de calor.

O nome escolhido para a espécie mistura referências culturais e científicas. “Naga” faz alusão a uma criatura mitológica presente em tradições asiáticas, enquanto “titã” remete aos gigantes da mitologia grega. Já o termo chaiyaphumensis homenageia a região onde os fósseis foram encontrados.

Um dos últimos da região

Além de revelar um novo dinossauro, o estudo também traz pistas sobre o fim da presença desses animais na região. Segundo os pesquisadores, as camadas de rocha onde os fósseis foram encontrados estão entre as mais recentes da Tailândia que ainda preservam vestígios de dinossauros.

Isso pode indicar que o Nagatitan foi um dos últimos saurópodes a viver no Sudeste Asiático antes de mudanças ambientais mais drásticas.

“Rochas mais recentes provavelmente não contêm restos de dinossauros, porque a região já havia se tornado um mar raso”, afirma Sethapanichsakul.

Para os cientistas, isso reforça a ideia de que o animal pode representar uma das últimas espécies de grande porte desse grupo na região.

A palavra “demência” costuma ser associada automaticamente ao Alzheimer, mas especialistas alertam que a condição engloba diferentes doenças neurológicas que comprometem memória, comportamento, raciocínio e autonomia. Embora o Alzheimer seja o tipo mais comum, existem outras formas de demência que podem apresentar sintomas bastante distintos e até ser confundidas com doenças psiquiátricas ou problemas circulatórios.

Segundo a neurologista Stephanie Gomes de Almeida Machado, da Clínica Paciente, o termo demência é amplo e não se limita ao Alzheimer. “Ela é a causa mais comum, mas não é a única”, explica.

O neurologista Heitor Lima, da Clínica Singular, reforça que diferentes doenças neurológicas podem provocar perda de autonomia. “A doença de Alzheimer é a mais frequente causa de demência no mundo, mas existem ao menos dezenas de outras doenças que também causam demência”, afirma.

Demência vascular e corpos de Lewy estão entre as mais comuns

Depois do Alzheimer, as formas mais frequentes da doença são a demência vascular, a demência por corpos de Lewy e a demência frontotemporal. Cada uma delas possui características próprias e exige atenção específica no diagnóstico.

A demência vascular está diretamente relacionada a problemas circulatórios e fatores de risco como hipertensão, diabetes e histórico de AVC. Nesse quadro, o declínio cognitivo pode ocorrer de maneira repentina e em etapas, diferente da progressão mais lenta observada no Alzheimer.

 a demência por corpos de Lewy costuma combinar alterações cognitivas e sintomas motores semelhantes aos da doença de Parkinson. Oscilações importantes de lucidez e alucinações visuais detalhadas estão entre os sinais mais característicos.

“Uma das características mais marcantes é a oscilação: o paciente pode alternar momentos de lucidez quase total com períodos de confusão severa no mesmo dia”, destaca Stephanie.

Mudanças de comportamento podem indicar outro tipo de demência

Enquanto o Alzheimer costuma começar com perda de memória episódica, dificuldade para aprender e reter informações recentes, outros tipos de demência podem afetar principalmente o comportamento.

Na demência frontotemporal, por exemplo, os primeiros sintomas frequentemente envolvem impulsividade, apatia, perda de empatia e mudanças bruscas de personalidade. Em alguns casos, o paciente chega primeiro ao consultório psiquiátrico antes de receber avaliação neurológica.

Lima explica que alguns sinais ajudam a diferenciar o Alzheimer de outras doenças. “Se no início do quadro existirem mais dificuldades de movimentação do corpo do que alterações cognitivas, se o quadro surgiu de uma só vez, se as alterações de comportamento são muito mais intensas que as cognitivas, isso aponta para maior chance de origem não Alzheimer”, afirma.

Os especialistas também alertam que nem toda perda de memória em idosos significa demência. Alterações relacionadas ao envelhecimento natural, deficiência de vitamina B12, depressão, hipotireoidismo e efeitos colaterais de medicamentos podem causar sintomas semelhantes.

Diagnóstico precoce melhora qualidade de vida

Identificar o tipo de demência precocemente pode fazer diferença significativa no controle da doença e na qualidade de vida do paciente e da família. Além de permitir tratamentos mais adequados, o diagnóstico precoce ajuda no planejamento financeiro, jurídico e nos cuidados futuros.

“Algumas medicações são mais eficazes se iniciadas cedo para retardar a progressão dos sintomas”, explica a neurologista.

Com o envelhecimento da população brasileira, especialistas alertam que reconhecer os diferentes tipos de demência se tornou uma necessidade de saúde pública. O diagnóstico correto e precoce ajuda não apenas no tratamento dos sintomas, mas também na preservação da autonomia e no suporte emocional às famílias.

Em muitos casos, identificar a doença logo no início permite retardar a progressão do quadro e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Eles parecem estruturas rígidas no fundo do mar, mas estão vivos e podem desaparecer antes que muita gente perceba. Um estudo apoiado pela Fapesp e publicado na revista Coral Reefs alerta que os corais-de-fogo brasileiros podem estar passando por uma “extinção silenciosa”, impulsionada pelo aquecimento do mar e por eventos extremos de branqueamento.

O branqueamento ocorre quando a temperatura da água do mar aumenta e afeta a relação entre os corais e as zooxantelas, microalgas que vivem associadas a eles e fornecem energia por meio da fotossíntese. Com o calor, essas algas deixam de beneficiar o coral e passam a produzir compostos tóxicos. Como resposta, o coral as expulsa.

A pesquisa foi feita a partir do monitoramento conduzido pelo Instituto Coral Vivo, com apoio da Petrobras, iniciado após a primeira grande onda de branqueamento que afetou severamente o Brasil, em 2019. O trabalho acompanhou corais-de-fogo antes, durante e depois do evento registrado no início de 2024, durante uma onda de calor associada ao fenômeno El Niño-Oscilação Sul.

O dado mais preocupante envolve a espécie Millepora braziliensis, que só existe no Brasil. Em Tamandaré, em Pernambuco, dentro da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, a espécie sofreu branqueamento de 100% e perdeu toda a cobertura viva nas colônias monitoradas.

Ela já é considerada criticamente ameaçada de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Apesar do nome, os corais-de-fogo não são corais verdadeiros. Segundo Miguel Mies, coordenador de pesquisa do Coral Vivo e pesquisador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), eles são hidrocorais, mais próximos evolutivamente das águas-vivas. Na prática, porém, cumprem nos recifes uma função muito parecida com a dos corais verdadeiros.

“Os corais-de-fogo são os únicos corais ramificados que nós temos no Brasil. A função deles é adicionar complexidade ao recife e servir de abrigo para incontáveis espécies de peixes e outros invertebrados”, explica Mies.

O que é a “extinção silenciosa”

A preocupação dos pesquisadores é que algumas espécies de corais-de-fogo são pouco abundantes e historicamente negligenciadas nos programas de monitoramento. Por estarem em áreas de difícil acesso ou nas bordas dos recifes, elas acabam recebendo menos atenção do que espécies mais comuns.

No Brasil, existem quatro espécies de corais-de-fogo. Três são endêmicas, ou seja, não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta. A Millepora alcicornis, também presente no Caribe, é a mais abundante e mais monitorada. Já Millepora braziliensis é restrita ao Brasil e já era considerada extremamente ameaçada antes do último grande evento de branqueamento.

“A perda ocorre de forma silenciosa porque é uma espécie pouco abundante e que não aparece muito nesses programas de monitoramento. Hoje, são cerca de 15 colônias vivas documentadas depois do último grande episódio de branqueamento. É uma espécie à beira da extinção”, afirma Mies. “Quando o coral branqueia, ele ainda não está morto. Ele está na UTI. O problema é que, se o calor se prolonga, ele fica sem energia, passa fome e pode morrer”, compara o pesquisador.

Recifes sob pressão

O branqueamento de corais é considerado a maior ameaça aos recifes no mundo. O evento de 2023 e 2024 foi a quarta ocorrência global do tipo e atingiu 84% dos recifes do planeta. No Brasil, os chamados corais verdadeiros também foram afetados. Em Maragogi, Alagoas, o branqueamento chegou a 96%. Em Porto de Galinhas, Pernambuco, o índice foi de 84%.

Além do aquecimento do mar, os recifes brasileiros sofrem com pressões locais, como turismo desordenado, poluição, sedimentação, pesca excessiva e pisoteamento. Em áreas turísticas, esses fatores podem reduzir a capacidade de recuperação dos corais.

Segundo Rudã Fernandes, engenheiro de pesca, fundador e CEO da Biofábrica de Corais, o branqueamento é hoje o principal obstáculo para restaurar áreas recifais. “O segundo maior desafio se relaciona com o excesso de sedimentos sobre os recifes, o que compromete o crescimento e a sobrevivência dos corais se o manejo não for constante”, afirma.

Dá para recuperar os corais?

A Biofábrica de Corais atua na restauração de recifes a partir de fragmentos de corais tombados, muitas vezes quebrados por ondas ou por atividades humanas. Esses fragmentos são coletados, fixados em dispositivos de cultivo impressos em 3D e mantidos em estruturas submersas chamadas berçários. Depois de até um ano, passam pelas fases de recria e transplante.

“Durante esse período, semanalmente, o time de biofabricantes cuida dos corais, mantém os fragmentos limpos e faz a manutenção das estruturas”, explica Rudã.

Os primeiros sinais de recuperação podem aparecer cerca de três meses após a última fase de manejo. No entanto, mudanças ecológicas mais amplas, como aumento da cobertura coralínea, retorno de peixes e melhora da biodiversidade, podem levar de alguns anos a uma década.

Ainda assim, a restauração não é suficiente sozinha para acompanhar a velocidade dos impactos climáticos. “Ela é uma ferramenta importante para aumentar a resiliência dos recifes e recuperar áreas críticas, mas não substitui ações globais de redução das emissões de gases de efeito estufa”, diz Rudã.

Para ele, não basta “plantar corais”. É preciso garantir que eles tenham condições de sobreviver. Isso envolve saneamento, ordenamento do turismo, proteção ambiental, monitoramento contínuo e redução dos impactos locais.

A perda dos corais-de-fogo não ameaça apenas uma espécie. Como esses organismos formam estruturas ramificadas, eles funcionam como abrigo, área de alimentação e espaço de reprodução para peixes, crustáceos, esponjas, estrelas-do-mar e outros organismos marinhos.

“Não é perder só o coral, mas a biodiversidade residual como um todo. Cerca de um terço de toda a vida marinha é encontrada em recifes de coral, embora eles ocupem uma área muito pequena dos oceanos”, afirma Mies.

A Bélgica está convocada para a Copa do Mundo de 2026. O treinador Rudi Garcia anunciou a lista de 26 jogadores que irão disputar o torneio nesta sexta-feira (15/5). Entre as principais estrelas presentes na relação estão o goleiro do Real Madrid, Courtois, e Lukaku, centroavante do Napoli.

seleção belga está no Grupo G da Copa do Mundo, junto com Egito, Irã e Nova Zelândia. A equipe estreia no dia 15 de junho, diante dos iranianos, em Seattle.

Bélgica divulga lista de convocados para a Copa do Mundo; confira - destaque galeria
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De Bruyne, meia do Napoli, está entre os convocados para o Mundial

Goleiro do Real Madrid, Courtois é o grande nome da Bélgica

Confira a lista dos 26 convocados da Bélgica:

Goleiros: Courtois (Real Madrid), Lammens (Manchester United), Mike Penders (Strasbourg).

Defensores: Timothy Castagne (Fulham), Zeno Debast (Sporting CP), Koni De Winter (AC Milan), Brandon Mechele (Club Brugge), Arthur Theate (Eintracht Frankfurt), Maxim De Cuyper (Brighton & Hove Albion), Thomas Meunier (Lille OSC), Nathan Ngoy (Lille OSC), Joaquin Seys (Club Brugge).

Meio-campistas: Kevin De Bruyne (Napoli), Amadou Onana (Aston Villa), Nicolas Raskin (Rangers), Youri Tielemans (Aston Villa), Hans Vanaken (Club Brugge), Axel Witsel (Girona FC).

Atacantes: Charles De Ketelaere (Atalanta), Mathias Fernandez-Pardo (Lille OSC), Jeremy Doku (Manchester City), Romelu Lukaku (Napoli), Alexis Saelemaekers (AC Milan), Leandro Trossard (Arsenal), Dodi Lukebakio (Benfica), Diego Moreira (Strasbourg).

O consumo excessivo e prolongado de cafeína e álcool apresenta efeitos complexos e bidirecionais sobre as dores crônicas, provocando impactos significativos no sono, na inflamação e na sensibilidade à dor. Embora doses moderadas de ambas as substâncias possam atuar com efeitos analgésicos agudos, o abuso crônico tende a exacerbar o sofrimento físico. De acordo com a médica anestesiologista e especialista em dor, Inácia Simões, esse comportamento prejudica o repouso e cria ciclos viciosos difíceis de interromper.

Entenda

AsiaVision/GettyimagesImagem mostra homem sentado na beirada da cama com a mão nas costas, sentindo dor - Metrópoles
A dor crônica é aquela que persiste por mais de três meses e continua mesmo após a recuperação do evento inicial que a causou

O impacto detalhado da cafeína

O consumo de doses elevadas de cafeína — definidas como quatro ou mais bebidas cafeinadas por dia, ou acima de 400 mg diários —, além do consumo tardio, provoca efeitos deletérios documentados sobre o sono. Segundo Inácia, dados demonstram que o excesso causa um aumento médio de 8,35 minutos no tempo para adormecer (latência do sono) e uma diminuição no tempo total de descanso que varia de 11 a 229 minutos (com média de 34,67 minutos), dependendo da dose.

De acordo com a médica, há ainda uma redução média de 4,74% na eficiência do sono e uma diminuição de 1,01% nas proporções do sono de ondas lentas, acompanhadas pelo aumento de despertares noturnos e do estágio 1 do sono. Adultos mais velhos demonstram maior sensibilidade a esses efeitos.

Médica fala sobre relação entre álcool, café e dores crônicas - destaque galeria
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O consumo da bebida tende a atrapalhar a digestão

O café pode melhorar o foco, aumentar o alerta e modular o apetite
Especialista esclarece se o consumo do café em jejum prejudica a saúde
O café pode ocasionar irritações no estômago
O café é uma das bebidas mais populares do país

Na relação com a dor, o estimulante exibe uma dinâmica dose-dependente. O consumo habitual moderado (40 mg a 300 mg) associa-se a uma menor sensibilidade à dor experimental (maior limiar e tolerância térmica e pressórica). A adição de 100 mg a 130 mg de cafeína a analgésicos eleva de forma modesta o alívio. No entanto, o superconsumo crônico induz ou piora os sintomas, gerando tolerância, sem reduzir comportamentos de dor neuropática em modelos animais.

Os efeitos inflamatórios mostram grande variabilidade individual, independentemente de idade, sexo ou hábitos. A substância pode agir de forma anti-inflamatória (aumento de adiponectina com café filtrado e elevação da IL-10) ou pró-inflamatória (aumento de IL-6).

A complexidade da relação com o álcool

De acordo com a anestesiologista, aproximadamente 20% dos adultos nos Estados Unidos convivem com dor crônica, e muitos utilizam o álcool como automedicação. “A interação se divide em três eixos: o uso levando ao aumento da sensibilidade (hiperalgesia), o uso modulando a dor e a própria dor crônica agindo como fator de risco para recaídas alcoólicas”, ressalta.

Cerca de 0,08% de concentração alcoólica no sangue gera alívio agudo. “Porém, o consumo pesado exacerba a sensibilidade e está associado a 34% mais dias de interferência da dor. Na abstinência, ocorre a hiperalgesia acompanhada por estados emocionais negativos (hipercatifia), o que eleva a motivação para beber em busca de alívio, simulando o mecanismo dos opioides”, explica a médica.

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A ingestão de bebidas alcoólicas aumenta a pressão arterial

O consumo de álcool causa 1 morte a cada 5 minutos no Brasil, com mais de 100 mil mortes por ano
Abandonar hábitos ruins provoca mudanças reais
Bebidas alcoólicas provocam inflamação
O consumo de bebidas alcoólicas prejudica a saúde vascular

No sono, a médica explica que o álcool causa fragmentação, redução do sono REM e despertares. Isso afeta o manejo clínico, uma vez que cada hora adicional dormida está associada a 14% de redução na interferência da dor. Inflamatoriamente, o consumo agudo reduz o TNF-α e eleva a IL-6 em bebedores pesados após 3 horas, enquanto o uso crônico causa condições dolorosas como neuropatias, pancreatite e lesões. Os mecanismos envolvem alterações em sistemas como GABA, glutamato, fator liberador de corticotropina, opioides endógenos e proteína quinase C.

Interações metabólicas e recomendações

Segundo a médica, estudos apontam que o consumo pesado de álcool e a obesidade possuem efeitos aditivos na interferência da dor, alcançando o máximo de dias de interferência quando as condições ocorrem juntas.

Para mitigar os riscos, as recomendações da especialista para o manejo da cafeína incluem limitar o consumo a no máximo 400 mg por dia (cerca de 4 xícaras de café), evitar a ingestão 6 horas antes de dormir e realizar descontinuação gradual para evitar cefaleia, fadiga e sintomas gripais. Restrições adicionais são indicadas para crianças, adolescentes, gestantes e pessoas com ansiedade.

Para o álcoolpreconiza-se uma abordagem integrada que trate simultaneamente o Transtorno por Uso de Álcool (TUA) e a dor crônica. O cuidado coordenado une especialistas em dor e dependência, aplicando intervenções como fisioterapia, exercícios, terapias baseadas em aceitação, mindfulness e terapia cognitivo-comportamental. Algumas medicações para TUA também possuem potencial analgésico, e a redução efetiva da dor diminui o risco de retorno ao consumo pesado.

Como pilares protetores modificáveis, destacam-se a manutenção de 7 a 9 horas de sono qualificado, o controle de peso (já que a obesidade gera 50% mais dias de interferência da dor) e a prática de atividade física, que reduz esses dias em 10%.

Dormir pouco ou demais pode ter impacto direto na velocidade com que o corpo envelhece. Uma análise publicada nesta quarta-feira (13/5) pela revista Nature reuniu dados de cerca de 500 mil adultos e encontrou uma relação consistente entre duração do sono e envelhecimento biológico

O estudo não avaliou apenas a sensação de cansaço ou a qualidade de vida. Os pesquisadores utilizaram ferramentas avançadas para medir o desgaste do organismo ao longo do tempo, o que permitiu observar como diferentes padrões de sono influenciam o funcionamento do corpo.

Como o envelhecimento foi medido?

Para entender a relação entre sono e envelhecimento, os cientistas recorreram a quase duas dezenas de “relógios biológicos”— métodos que analisam marcadores do organismo, como alterações moleculares e celulares, capazes de indicar a idade real do corpo, que pode ser diferente da idade cronológica.

A partir dessa análise detalhada, foi possível identificar padrões claros: pessoas com hábitos de sono fora do intervalo considerado saudável apresentaram sinais de envelhecimento mais acelerado.

Os resultados apontam que o tempo de sono associado a um envelhecimento mais lento fica entre 6 e 8 horas por noite. Fora dessa faixa, os impactos negativos começam a aparecer:

Os pesquisadores descrevem o fenômeno como uma curva em formato de “U”, na qual os melhores desfechos aparecem no meio — e não nos extremos.

Estudos mostram que o tempo ideal de horas de sono varia para cada pessoa, mas a média mundial é de seis a oito horas por noite. Durante o sono profundo, ocorre a liberação de hormônios importantes para a regulação do organismo

Durante o sono, o organismo entra em um estado essencial de manutenção. É nesse período que ocorrem processos como reparo celular, regulação hormonal e eliminação de toxinas no cérebro.

Quando o tempo de descanso fica fora do ideal, esses mecanismos deixam de funcionar plenamente. Com o passar dos anos, o acúmulo de falhas pode acelerar o envelhecimento biológico e aumentar a vulnerabilidade a doenças.

Apesar dos resultados consistentes, os autores destacam um ponto importante: a análise mostra associação, e não uma relação direta de causa e efeito. Isso significa que, embora o padrão de sono esteja ligado ao envelhecimento mais rápido ou mais lento, outros fatores — como estilo de vida, alimentação e condições de saúde — também podem influenciar os resultados.

Os achados reforçam que o sono deve ser tratado como um dos pilares da saúde. Mais do que quantidade, o equilíbrio parece ser o fator decisivo. Porém, manter uma rotina regular, respeitar o intervalo ideal de descanso e cuidar da qualidade do sono são medidas que podem contribuir não apenas para o bem-estar imediato, mas também para um envelhecimento mais saudável ao longo da vida.

 

O excesso de barulho no dia a dia vai muito além do simples incômodo. A exposição contínua a ruídos intensos pode provocar impactos reais no cérebro e na saúde mental, afetando memória, concentração, qualidade do sono e equilíbrio emocional.

Segundo a neurorradiologista Niedja Tsuno, do laboratório Exame, no Distrito Federal, o cérebro humano precisa de períodos de recuperação para funcionar adequadamente. “O barulho constante pode, sim, provocar alterações importantes no funcionamento cerebral”, afirma a especialista.

Ela explica que a exposição frequente ao ruído aumenta os níveis de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, o que pode prejudicar a atenção, a memória e a capacidade de concentração ao longo do tempo.

Barulho mantém cérebro em estado de alerta

De acordo com os especialistas, ambientes muito barulhentos fazem o organismo permanecer em estado contínuo de vigilância, como se estivesse constantemente diante de uma ameaça.

O psiquiatra Oswaldo Pettermann Neto, da plataforma Doctoralia, explica que o cérebro interpreta o excesso de ruído como um sinal de alerta permanente. “Isso mantém o organismo em estado de vigilância e ativa áreas relacionadas ao estresse”, destaca.

Além do desgaste mental, o excesso de barulho também pode impactar diretamente o sono. Quando o descanso é interrompido por ruídos constantes, o cérebro perde parte da capacidade de recuperação física e cognitiva.

Ansiedade, irritabilidade e cansaço mental

Entre os sintomas mais comuns associados ao excesso de barulho estão irritabilidade, ansiedade, fadiga mental, dores de cabeça e dificuldade de concentração.

Niedja afirma que muitas pessoas convivem com sintomas emocionais sem perceber que o ambiente sonoro pode estar contribuindo para isso. “Muitas pessoas desenvolvem sensação constante de cansaço e esgotamento emocional sem perceber que o ambiente sonoro pode estar contribuindo para isso”.

Pettermann Neto complementa que os efeitos podem se acumular ao longo do tempo, mesmo quando a pessoa acredita ter se acostumado ao ruído.

Como reduzir os impactos do excesso de ruído

Os especialistas recomendam diminuir a exposição ao barulho sempre que possível, evitar volumes elevados em fones de ouvido e priorizar momentos de silêncio e descanso.

Práticas como atividade física, técnicas de relaxamento e ambientes mais silenciosos também ajudam o cérebro a sair do estado constante de alerta e reduzir os impactos do estresse causado pelo excesso de ruído.

 

Nem toda marca deixada na pele após um corte, cirurgia ou piercing é igual. Enquanto algumas cicatrizes ficam discretas com o passar do tempo, outras podem crescer de forma exagerada, causar desconforto e até ultrapassar os limites da lesão original. Entender a diferença entre cicatriz comum, cicatriz hipertrófica e queloide é essencial para buscar o tratamento correto e evitar complicações durante a cicatrização.

Segundo a dermatologista Paola Canabrava, do Hospital Santa Lúcia Norte, a cicatriz comum costuma permanecer plana e sem aumento anormal da pele.

“Normalmente, a cicatriz comum não apresenta relevo importante e permanece limitada ao local da lesão. Já o queloide tem crescimento exagerado e ultrapassa os limites da cicatriz original”, explica.

A também dermatologista, Andressa Vargas, que atende no Rio Grande do Sul, afirma que a cicatriz hipertrófica também pode gerar confusão por apresentar relevo e vermelhidão, mas ela também se diferencia do queloide.

“A cicatriz hipertrófica ocorre quando há produção exagerada de colágeno, formando uma lesão elevada e espessa, mas ainda restrita aos limites do ferimento inicial. O queloide continua crescendo de forma desproporcional”, detalha.

Além da aparência, queloides podem provocar coceira, dor e desconforto estético, principalmente em regiões mais visíveis do corpo.

Quem tem mais risco de desenvolver queloide

A predisposição genética é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento de queloides. Pessoas com histórico familiar da condição costumam apresentar maior risco, assim como indivíduos de peles mais pigmentadas.

De acordo com Paola, a tensão da pele também influencia diretamente na cicatrização. “Regiões como colo, ombros, costas e orelhas têm maior tendência à formação de queloides por sofrerem mais tensão durante o processo de cicatrização”, afirma.

Inflamações prolongadas, traumas repetidos e infecções podem agravar o quadro, acrescenta Andressa. Procedimentos como piercings e cirurgias também exigem atenção em pessoas predispostas.

Além disso, exposição solar sem proteção, retirar casquinhas da ferida e manipular excessivamente a cicatriz estão entre os erros que podem piorar o aspecto da pele durante a sua recuperação.

Tratamentos ajudam a cicatrização

Apesar de não existir uma solução única para todos os casos, as dermatologistas dispõe, atualmente, de diferentes recursos para melhorar o aspecto das cicatrizes e controlar o desenvolvimento de queloides.

O uso de fitas e placas de silicone estão entre as medidas mais utilizadas para prevenção logo após procedimentos cirúrgicos. Infiltrações com corticoide ainda são um dos tratamentos mais usados, e alguns tipos de laser podem auxiliar no controle dos queloides.

Tecnologias como microagulhamento e crioterapia também podem ajudar na modulação do colágeno e na melhora estética da pele. Em situações específicas, a cirurgia pode ser indicada, geralmente associada a outros tratamentos para reduzir o risco de recorrência.

As especialistas reforçam que o acompanhamento dermatológico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento e evita que alterações da cicatrização evoluam de forma mais agressiva.

Belo Horizonte — Mesmo sem confirmar oficialmente a candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem intensificado falas com tom cada vez mais alinhado a uma pré-campanha eleitoral.

Em discurso recente no plenário do Senado, divulgado nas redes sociais, o parlamentar voltou a se apresentar como um nome contra a classe política tradicional e prometeu enfrentar o que chamou de “sistema” caso chegue ao Palácio Tiradentes.

“Quem vai mandar em MG será o povo. Quem vai governar será o povo. E não será classe política”, afirmou. “Vai causar arrepio ao sistema. É por isso que vocês estão morrendo de medo. Eu vou abrir a caixa-preta. A casa vai cair”, completou.

Despreparo

O senador também rebateu críticas sobre ele por suposta falta de preparo para administrar o estado. “Que preparo? Pra roubar eu não tenho mesmo não. Pra mentir eu não tenho mesmo não. Eu tenho que entrar lá com as mãos limpas e o coração puro”, disse.

Aliados já tratam Cleitinho como um dos principais nomes da direita mineira para a sucessão estadual. O parlamentar, no entanto, ainda evita oficializar a disputa. Ele tem como principais adversários o atual governador do estado, Mateus Simões (PSD), e um possível nome da esquerda, que passou por Rodrigo Pacheco (PSB), perdeu fôlego e ainda precisa ser definido.

Proposta popular

Além do discurso de confronto ao “sistema”, Cleitinho também vem apostando em propostas de forte apelo popular. Recentemente, afirmou que pretende acabar “com uma canetada” com a taxa de esgoto cobrada em municípios onde não há tratamento efetivo do serviço.

Na ocasião, o senador classificou a cobrança como “um roubo” contra a população e prometeu rever tarifas ligadas ao saneamento em Minas Gerais.

As declarações reforçam a estratégia do parlamentar de ampliar a conexão com o eleitorado insatisfeito com a política tradicional, ao mesmo tempo em que aposta em propostas consideradas de difícil execução.

A influenciadora e empresária Virginia Fonseca marcou presença na partida disputada por Vini Jr. na noite dessa quinta-feira (14/5), horas antes de anunciar o fim do relacionamento com o jogadorVeja:

Virginia foi a jogo de Vini jr antes de revelar término. Veja fotos - destaque galeria
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Mãe de Vini Jr publicou registro com Virginia durante a partida

Virginia Fonseca anunciou o fim do relacionamento com o jogador de futebol Vini Jr. em uma publicação feita no Instagram na manhã desta sexta-feira
No post, a empresária admitiu torcer pela felicidade e pelo sucesso do ex-namorado e pediu que o momento seja "uma página virada na vida de cada um"
Virginia e Vini Jr. estavam juntos desde meados de julho de 2025. A mãe de Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo engatou o romance com o jogador logo após o aniversário de 25 anos dele

A mãe de Vini Jr, Fernanda Cristina, inclusive, publicou um registro ao lado da ex-nora durante a partida de futebol.

O término, inclusive, aconteceu cerca de 10 dias após Zé Felipe aparecer na casa da ex-esposa. A ida do cantor sertanejo para a casa de Virginia ocorreu em 6 de maio, em meio a rumores de crise no namoro dela com o atleta. Zé Felipe postou fotos e vídeos na casa da influenciadora. Em uma das imagens, Zé apareceu ao lado da ex-sogra, Margareth Serrão.

Apesar da expectativa dos fãs do ex-casal, que ainda apostam em uma reconciliação, Virginia e Zé Felipe não devem ter se encontrado em Goiânia.

Término de Virginia e Vini Jr.

Virginia Fonseca anunciou o fim do relacionamento com o jogador de futebol Vini Jr. em uma publicação feita no Instagram na manhã desta sexta-feira (15/5).

Virginia foi a jogo de Vini jr antes de revelar término. Veja fotos - destaque galeria
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Vini Jr. compartilha foto com Virginia após rumores de crise no namoro

Virginia Fonseca e Vini Jr.
Vini Jr. e Virginia Fonseca.
Vini Jr. parabenizou a namorada

No post, a empresária admitiu torcer pela felicidade e pelo sucesso do ex-namorado e pediu que o momento seja “uma página virada na vida de cada um”.

Virginia e Vini Jr. estavam juntos desde meados de julho de 2025. A mãe de Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo engatou o romance com o jogador logo após o aniversário de 25 anos dele.

Leia o desabafo completo sobre o término com Vini Jr.

“Eu sempre vou me permitir viver.
Viver algo de verdade, sem medo, sem cálculo e sem deixar de ser quem eu sou.

Enquanto estivemos juntos, me dediquei muito, como me dedico a tudo o que me proponho a viver na minha vida. Afinal, eu sempre trabalhei muito, sempre fui muito focada nos meus sonhos e nas minhas responsabilidades. Mas também sou uma mulher, e me permiti viver isso sem criar qualquer barreira, prezando pelo respeito que eu sempre tive dentro de qualquer relação.

Ao longo da minha vida, aprendi a nunca negociar aquilo que, pra mim, é inegociável. Então, quando algo deixa de fazer sentido, eu prefiro ter maturidade para encerrar com carinho do que permanecer por permanecer.

Hoje, escolhemos respeitar um o caminho do outro. Torço muito pela felicidade e pelo sucesso do Vinícius, e tudo isso com muito carinho.

Peço o respeito de todos e que seja uma página virada na vida de cada um, assim como será na minha!
Obrigada. 🥂❤️”

 

recente surto de hantavírus voltou a chamar a atenção para termos que se tornaram amplamente conhecidos durante a pandemia de covid-19: endêmico, epidêmico e pandêmico.

Esses conceitos costumam ser agrupados ou usados de forma incorreta no debate público, mas, na epidemiologia, têm significados precisos. O mais importante é que eles descrevem como uma doença se espalha – e não o quão perigosa ela é. Então, afinal, o que esses termos realmente significam?

Endemia: ameaça constante

Uma doença que ocorre regularmente em certas regiões é chamada de endêmica. No caso de uma endemia, o número de doentes permanece relativamente constante ao longo do tempo.

A incidência da doença é maior numa região do que em outras, mas não aumenta com o tempo. Num certo período, há aproximadamente o mesmo número de novos casos. Um exemplo típico é a malária, que afeta 300 milhões em todo mundo a cada ano, principalmente nos trópicos.

Endêmico não significa inofensivo. Doenças endêmicas podem ser graves ou fatais. A característica que as define não é o impacto sobre os indivíduos, mas sua ocorrência constante e geograficamente limitada.

Epidemia: uma região apenas

Se o número de doentes numa determinada região ultrapassa o nível (endêmico) normalmente esperado, fala-se de uma epidemia. Se os casos de doença são limitados a um local, costuma-se falar de surtos.

Uma epidemia ocorre, por exemplo, quando a virulência de um patógeno específico muda: um vírus sofre mutação e se torna mais contagioso. Uma epidemia também pode ocorrer no caso de enfermidades recém-introduzidas numa determinada área. O pré-requisito neste caso é que uma doença possa ser transmitida entre humanos.

Um exemplo disso é a varíola, que os conquistadores europeus introduziram nas Américas desde o início do século 16. Como a população indígena nunca estivera antes em contato com os patógenos, não tinha qualquer resistência. Algumas projeções afirmam que até 90% da população indígena das Américas foi vítima de varíola.

Pandemia: propagação mundial

Se uma doença se dissemina não apenas regionalmente, mas entre países e continentes, os especialistas se referem a uma pandemia.

Isso significa, acima de tudo, que o controle bem-sucedido da doença depende da cooperação entre os sistemas de saúde de diferentes países. Isso não quer dizer que uma doença seja particularmente perigosa ou letal.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde(OMS) e Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, as pandemias são causadas principalmente por novos patógenos ou tipos de vírus. Por exemplo, podem ser zoonoses, ou seja, doenças transmitidas de animais para humanos.

Se uma doença é nova entre seres humanos, poucos estarão imunes ao vírus. Neste caso, tampouco há vacinas, e o número de enfermos costuma ser alto. O grau de periculosidade ou mortalidade dependerá do vírus específico e do estado de saúde do paciente.

Mesmo que uma doença seja inofensiva na maioria dos casos, em termos percentuais, numa pandemia, o número casos graves pode ser muito alto. Isso ocorre devido à grande quantidade de infecções.

A gripe é o exemplo de uma doença que repetidamente assume proporções pandêmicas. A gripe espanhola de 1918, causou entre 25 milhões a 50 milhões de mortes, muito mais do que a Primeira Guerra Mundial. A gripe suína, H1N1, também desencadeou uma pandemia em 2009.

Mesmo no caso de uma pandemia, áreas isoladas podem ser poupadas da doença, tais como ilhas ou regiões montanhosas. No entanto, o tráfego aéreo favorece a disseminação de pandemias.

“Epidemias” que não são exatamente isso

Os termos epidemia e pandemia normalmente se referem a doenças infecciosas. No entanto, como transmitem a ideia de necessidade de ação urgente, doenças não transmissíveis ou hábitos prejudiciais à saúde às vezes também são chamados de epidemias.

Assim, essas formulações são essencialmente metafóricas, por exemplo, “epidemia de diabetes” ou “epidemia de opioides”.

Um artigo sobre este conteúdo foi publicado originalmente em 18/02/2020. O texto foi atualizado.

microbiota intestinal, formada por trilhões de microrganismos, tem um papel central no funcionamento do organismo. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que a redução dessas bactérias pode alterar o comportamento de células responsáveis por proteger o intestino.

O trabalho foi publicado na revista Gut Microbes em novembro de 2025 e investigou como a ausência ou diminuição da microbiota interfere no epitélio intestinal, camada que reveste o intestino grosso e atua como uma barreira contra agentes externos.

Os resultados indicam que, quando há perda da microbiota, algumas células passam a assumir funções diferentes das que exerciam normalmente. Em vez de apenas produzir muco, elas também começam a absorver nutrientes, algo mais comum em outras partes do sistema digestivo.

Mudança no papel das células

Os pesquisadores identificaram uma população de células que, até então, era considerada exclusivamente responsável pela produção de muco, substância essencial para proteger a parede intestinal. No entanto, o estudo mostrou que elas também podem atuar na absorção de nutrientes.

Essa mudança está ligada à presença de compostos produzidos pelas bactérias intestinais, como o butirato, gerado a partir da fermentação de fibras. Quanto maior a produção desse composto, menor a quantidade dessas células com função dupla.

Quando a microbiota é reduzida, seja pelo uso de antibióticos ou pelo envelhecimento, ocorre o efeito contrário. O número dessas células aumenta, sugerindo uma tentativa do organismo de se adaptar à nova condição.

“Quando a microbiota é reduzida, o intestino grosso passa a expressar características ligadas à absorção de nutrientes, algo que normalmente não é sua principal função”, explica Vinícius Dias Nirello, primeiro autor do estudo, em comunicado.

Possíveis impactos para a saúde

Os experimentos foram realizados com camundongos e também incluíram análises de tecidos humanos. Os pesquisadores observaram que essa população de células é mais frequente em indivíduos mais velhos, o que pode indicar uma relação com o envelhecimento.

Para o professor Marco Vinolo, do Instituto de Biologia da Unicamp, a expansão dessas células pode ser uma resposta do organismo para reforçar a barreira intestinal em situações de desequilíbrio. “Essa adaptação pode ajudar a proteger o intestino quando há perda de bactérias importantes”, afirma.

Os cientistas destacam que os achados ajudam a entender melhor como a microbiota influencia o funcionamento do intestino e podem contribuir para pesquisas sobre doenças inflamatórias intestinais.

Além disso, o estudo revela que o intestino tem uma capacidade de adaptação maior do que se imaginava, ajustando suas funções de acordo com os sinais enviados pelos microrganismos que vivem ali.

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